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Arquivo de agosto, 2008

21/08/2008 - 23:51

Cara de veterano, futebol de moleque?

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Seja sincero, flamenguista: você esperava que Marcelinho Paraíba jogasse bem contra o Grêmio, em sua estréia no Maracanã? Nem eu… Fazia tempo que não assistia a um jogo dele (não vi a partida contra o Santos). Na mesa do boteco, fiz até piada com a cara de veterano com que ele voltou ao futebol brasileiro.

Ficou só na cara mesmo. Marcelinho Paraíba correu, armou, deu bons passes. Jogou como atacante, depois recuou para servir Maxi e Obina. Imprimiu velocidade ao time. É claro que o Flamengo não ganhou esta partida contra o líder por causa dele – Ibson estava a fim de jogo e comandou o Rubro-Negro. Mas foi um bom começo. Não me conformo é com o Obina, sempre gordo, lento… Hoje, chegou ao ponto de evitar um gol flamenguista dentro da área! Mas se a torcida gosta tanto dele, quem sou eu para criticar.

O Flamengo esteve sempre mais perto da vitória, mas o Grêmio fez boa partida. Foi inteligente a sacada do Roth de escalar o Souza com a camisa 2, pela direita, para bater de frente com o lateral Juan. É pela beirada que o Souza sempre rendeu mais. Apesar da derrota, o gremista viu seu time dar uma demonstração de força no Maracanã. Como os perseguidores Cruzeiro e Palmeiras também perderem na rodada, tenho a impressão de que os tricolores deixam o Rio tão confiantes quanto estavam antes do jogo.

O Grêmio segue inabalável. E o Flamengo se anima com Paraíba – esse cara sempre joga direito por onde passa…

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
21/08/2008 - 12:35

A verdadeira seleção

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Não dou muita bola para o possível bronze do futebol masculino (vou assistir ao jogo com interesse voltado para o futuro da Seleção nas Eliminatórias). Mas a prata do feminino é outra história. Não existe futebol feminino no país e mesmo assim, fruto exclusivo do talento e da garra delas, o Brasil consegue ter uma das três melhores seleções do mundo, no mesmo patamar de países como Alemanha e Estados Unidos, que têm estrutura invejável na modalidade.

O jogo? O Galvão Bueno classificou como “injustiça do esporte”. Todo mundo diz que o Brasil foi melhor de novo contra as americanas (a exemplo de Atenas 2004) e acabou castigado. O Brasil foi melhor no primeiro tempo. A final foi equilibrada e a goleira Bárbara teve de trabalhar bastante. É uma derrota doída. Mas a mulherada do Brasil merece demais os nossos aplausos. Até porque, a partir de segunda-feira o país se esquece delas e só volta a lembrar em Londres 2012.

Contra tudo e todos, temos uma das três melhores seleções do mundo no futebol feminino. E ainda por cima dá gosto de vê-las vestindo a camisa da seleção. Hoje, não podemos dizer nada disso do time masculino.

Foto AP

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
21/08/2008 - 02:00

Óbvio ululante

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O Inter vencer o Palmeiras no Beira Rio era de uma obviedade ululante. Foi daqueles jogos em que tudo aconteceu dentro do script — só o placar de 4 x 1 é que foi um pouco mais elástico…

O time paulista não consegue fazer nada de especial quando está fora de casa – e é por isso que nunca coloco o Verdão como candidato ao título. É uma campanha bem parecida com a do Santos do Luxemburgo em 2006 e 2007. O time não chega na liderança em nenhum momento, mas também não sai do G4. Sobrevive sem grandes sustos, garantindo-se (bem) em casa. O Palmeiras também não consegue ser um visitante incômodo porque sua defesa é frágil demais, incapaz de segurar uma pressãozinha.

O Inter é timaço de papel. Capaz de exibições bem confiáveis, como também havia sido na vitória contra o São Paulo, por exemplo. E aí a gente pergunta: o Inter engrena? Sempre parece que vai engrenar… A verdade é que está ficando meio tarde para isso. E a sensação, nas grandes vitórias como a desta quarta-feira, é de um grande desperdício. Tanto jogador para uma campanha tão pequena até aqui…

Sem Valdívia

É fato que ele não vinha fazendo um grande Brasileiro – talvez porque já tenha começado a competição em processo de negociação – o Palmeiras sempre quis vender o chileno e este blogueiro cansou de falar isso… Mas há quem levante, seriamente, a pergunta de que pode ser melhor para o time seguir sem o camisa 10? Valdívia era o jogador que poderia (eu disse “poderia”) desequilibrar. Sem ele, o Palmeiras fica um pouco mais comum. Forte, mas comum.

O que é o Kléber?

Alguém me explica, por favor. O cara consegue ser mais doido que o Edmundo (em campo), mas sem jogar tanto quanto ele. Kléber, que é bom jogador, poderia ser muito mais útil se fosse menos bobo. Dar uma braçada na cara do Guiñazu, no meio do primeiro tempo, do nada, na frente do bandeira, é de uma burrice sem tamanho. Será que isso tem cura?

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
20/08/2008 - 12:36

Muricy, Autuori e Luxemburgo

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Com problemas desde ontem no sistema do iG para gerenciar e responder comentários, aproveito este post para responder a pergunta mais freqüente sobre o “Fora, Dunga” aí de baixo. Os leitores, sabiamente, questionaram o blogueiro: quem, então, deveria assumir o cargo

Fosse eu o dono da decisão e estaria dividido entre Vanderlei Luxemburgo, Muricy e Paulo Autuori. Não sei o que se passa na cabeça do Ricardo Teixeira hoje, quarta-feira. Sei apenas que sua recomendação ao Dunga antes das Olimpíadas foi, mais que a medalha de ouro, achar um time.

Meus pitacos:

O cavalo neste momento passa na frente do Muricy. É o técnico que ganhou os dois últimos Brasileiros (e foi vice em 2005), está cheio de gás e vontade (embora tente disfarçar). Muita gente duvida que Muricy, com seu estilo bronco-rabugento, adapte-se à CBF, que ele esteja disposto a engolir os sapos que todo treinador da seleção tem que engolir. Bobagem. Garanto que Muricy engole quantos sapos forem necessários para chegar lá.

Vanderlei Luxemburgo é o nome mais óbvio. Mas Ricardo Teixeira vem se esforçando tanto para moldar uma imagem mais simpática que tem os dois pés atrás com o Luxa. O treinador é um turbilhão, dá opinião sobre qualquer assunto, está sempre falando alguma coisa bombástica e nem precisa ser provocado para isso. Luxa jamais conseguiria ser discreto no cargo. E tem uma enorme resistência de boa parte da mídia – o que atrairia comentários mais críticos e freqüentes com a seleção. Capacidade de montar uma grande equipe, não resta dúvida de que Luxemburgo tem de sobra.

Por fim, o Autuori. Já ganhou duas Libertadores, um Mundial e um Brasileiro. Os jogadores do São Paulo, especialmente Rogério Ceni (uma opinião de peso neste quesito), falam muito bem dele, tanto na parte tática, de armar o time de acordo com os adversários, como no gerenciamento, no dia-a-dia de um grupo de trabalho. No meio de tantos astros (alguns bem metidos a besta), a arte de liderar acaba pesando tanto quanto a capacidade técnica. E o estilo low profile do treinador vai ao encontro do que Ricardo Teixeira deseja neste momento.

O grande problema do Dunga, repito o que escrevi abaixo, não é exatamente o que ele fez (nada demais até aqui, para o bem ou para o mal). É o que ele não fará. Dunga não tem uma histórico como treinador, uma bagagem, nada que indique que ele vá montar um time para 2010, que ele vá aglutinar as estrelinhas do Brasil – os três técnicos que eu citei, pelo menos, já demonstraram isso, de formas diferentes, em vários momentos de suas respectivas carreiras.

Os dois anos de Dunga como treinador, se é pouco para fazer um julgamento definitivo, também é suficiente para a gente dizer ele continua sendo apenas uma aposta. E uma aposta de altíssimo risco, que em dois anos não deu grandes sinais para a gente se animar. Sinceramente, o momento do Brasil, a dois anos da Copa de 2010, não está para fazer apostas. É hora da a seleção andar pra frente (vejam o futebol da última Eurocopa, vejam a molecada da Argentina se juntando). O Brasil não andou nas mãos do Dunga.

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
19/08/2008 - 11:49

Fora, Dunga. Com classe…

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Diego lamenta a derrota: o técnico tem que sair pelo que não fará(AP)

Não dá para justificar esta derrota para a Argentina pela “falta de tempo para treinar”. Nenhuma seleção no mundo tem tempo para treinar. É a realidade de todos os países e vai se sair melhor quem souber se virar melhor dentro dela.

No caso, se quisesse muito o ouro olímpico o Brasil poderia ter aproveitado os jogos com a seleção principal (amistosos caça-níqueis, Eliminatórias e Copa América) para formar o time sub-23. Até porque boa parte destes jogadores pode e deve jogar no time principal. Mas Dunga preferiu insistir em atletas experientes (e ultrapassados) como Gilberto, Gilberto Silva, Mineiro. Resultado: nem conseguimos fazer grande campanha nas Eliminatórias (longe disso), nem estamos formando uma seleção para 2010, nem formamos um time olímpico. Ganhamos uma Copa América, beleza, mas teria sido bem mais legal papar uma medalha de ouro na China…

O erro do Dunga foi não ter aproveitado os jogos do time principal para formar o time olímpico. É fácil falar depois de uma derrota, né? Mas este blog escreve isso há muito tempo.

Na China, até podemos cornetar alguns detalhes. O time teve toda a primeira fase para se preparar e não evoluiu nada. Ronaldinho Gaúcho, como parecia óbvio, foi mais um fardo que uma solução – esperamos por um lampejo do ídolo, enquanto o gás de Thiago Neves teria sido mais útil contra a Argentina. Mas isso é culpa da CBF, não do treinador. Ânderson jogou muito mal, de novo – ele nunca jogou nada pela seleção.

Mas é preciso muita calma nesta hora. Não dá para rasgar a página olímpica sem aproveitar nada dela. Hernanes e Lucas (Ramires também…) são os volantes que hoje devem ser observados (e não Gilberto Silva e Mineiro). Marcelo mostrou que devemos apostar mais nele para a lateral-esquerda. Diego não engrena, mas Thiago Neves entra bem. Merece mais chances. Vamos baixar um pouco a bola do Pato (a promessa que ainda é promessa – o Dunga tinha razão com ele), mas não execrá-lo. Não é ainda o cara para vestir a camisa 9 do Brasil (nem do Milan…), mas ainda tem tempo para ser.

Por fim, o professor Dunga. Convocou muito bem o time para as Olimpíadas. Mas em dois anos de trabalho teve apenas um grande dia de treinador, na final da Copa América contra a Argentina (surpreendeu na escalação, nas substituições e na formação da equipe). De resto, não houve boas sacadas táticas em nenhum momento. Não há um time em formação. Fazemos uma campanha muito ruim nas Eliminatórias. E ainda há a total falta de sensibilidade para lidar com os nossos melhores jogadores (Kaká, por exemplo, detesta o chefe).

Se Dunga tivesse um currículo de Felipão, a gente ainda poderia dizer: mantém o cara que vai melhorar. Haveria base para tal afirmação. Como Dunga é um estreante – e não mostrou ainda nada que pudesse deixar a gente animado com seu futuro na profissão – sinceramente eu não vejo nenhum motivo plausível para mantê-lo no cargo, a não ser a vaidade do Ricardo Teixeira (foi ele que inventou o homem treinador…) É uma aposta. E aposta a gente faz no time sub-20.

Na verdade, Dunga tem que pegar o boné muito mais pelo que não fará do que por aquilo que já fez. O próximo, por favor.

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
18/08/2008 - 12:40

A maior craque do futebol

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Marta: ela faz mais diferença que Messi e Ronaldinho (AP)

A discussão (mais de boteco que na imprensa – as de boteco costumam ser mais animadas) é comum a cada jogo de futebol feminino: as diferenças do jogo quando é disputado por mulheres.

Elas dominam todos os fundamentos do basquete (só não enterram por uma questão de altura) e do vôlei. A diferença nestes esportes, quando disputados pelos dois sexos, acaba sendo mais a força e a velocidade do jogo. No futebol feminino (pelo menos para mim…), o jogo é completamente diferente.

Por um lado, isso empresta um charme danado ao torneio. Exemplo prático. Não existe mais no futebol masculino o jogador que pega uma bola no meio, arranca em direção à área e chega em pé para dar um passe ou tocar na saída do goleiro. A Marta, se o jogo fosse como no masculino, brilharia de um jeito diferente, ou seria destroçada pelos volantes e beques.

A Marta matou a Alemanha no contra-ataque. É bonito ver uma jogadora, e ainda mais craque como ela, atravessar o campo com a bola nos pés. Acontece todo jogo com ela. Não existe mais no futebol masculino.

O outro lado é que quando assisto ao futebol feminino sempre vejo uma coisa esquisita acontecer. Uma goleira que toma um frango bizarro, uma zagueira que não sabe cortar uma bola banal. Mesmo nas melhores seleções, sempre tem uma falha primária acontecendo (sendo telespectador exigente, ou chato, como queiram).

A coisa “esquisita” deste Brasil 4 x 1 Alemanha foi o comportamento das gringas quando estava 1 x 1. Por que partiram feito malucas para cima do Brasil? O que deu na cabeça delas no segundo tempo, sabendo (de cor e salteado) que o Brasil tem jogadoras como Marta e Cristiane para o contra-golpe? Foi aí que acabou o jogo para as alemães.

Elas foram o melhor time dos últimos anos no futebol feminino. Mais fortes fisicamente, mais organizadas, uma goleirona… Não entenderam nada quando o Brasil empatou a partida. Não entenderam algo básico do futebol: o melhor time pode perder um jogo se fizer uma bobagem. A bobagem delas foi achar que podiam partir para cima do Brasil daquele jeito kamikaze.

Levamos o Ronaldinho. A Argentina levou o Messi. Mas o maior craque na China é, disparado, a Marta. Podem até dizer que isso acontece por causa das características do jogo feminino, como eu mesmo escrevi acima. Fato é que ninguém faz tanta diferença em campo quanto a nossa camisa 10. Ela ganhou o jogo mais uma vez.

PS: Não quero, com este post, tirar o mérito das outras jogadoras. Cristiane é uma atacante e tanto. O Brasil tem uma equipe muito boa! Apenas me rendo ao talento do maior craque hoje do futebol: Marta.

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
15/08/2008 - 19:42

Fechado para balanço

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Os críticos podem agradecer a estes caras bacanas que são os hackers, especialmente por esta maravilha da vida moderna denominada “vírus”. Não terei como atualizar o blog neste fim-de-semana. Estarei fora do quartel-general sábado e domingo. Com TV, mas sem computador…

Guardem o fôlego para segunda-feira. Os comentários também ficam fechados até lá.

Um ótimo fim-de-semana para todos!

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
15/08/2008 - 16:50

Recordar é Viver

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No Arena desta sexta-feira, o repórter do Sportv Marco Aurélio Souza comparou o Brasil que pega Camarões neste sábado com o Brasil que perdeu dos africanos em nossa última participação nas Olimpíadas. Lembrou que esta seleção, que tem dois convocados acima dos 23 anos (aquela não tinha), é um grupo de jogadores bem mais prontos do que era aquele time. É verdade…

– Rafinha é titular do Schalke e Diego, do Werder.
– Alex Silva, titular absoluto do São Paulo, já jogou na seleção principal algumas vezes.
– Marcelo é (praticamente) titular do Real Madrid.
– Lucas é jogador do Liverpool.
– Ânderson é campeão europeu pelo Manchester.
– Hernanes é, pelo segundo ano, o melhor jogador do São Paulo
Alexandre Pato é atleta do Milan.
– E tem Ronaldinho com duas Copa do Mundo nas costas (ainda que só tenha passeado em uma delas…).

O time daquele jogo de 2000:
Hélton; Baiano, Fábio Bilica (Lúcio), Álvaro e Athirson (Roger); Fábio Aurélio, Marcos Paulo, Fabiano e Alex; Lucas (Geovanni) e Ronaldinho. Técnico: Wanderley Luxemburgo (na época, ele pedia para escrever assim)

Os jogadores mais experientes eram o meia Alex (já era o grande nome do Palmeiras) e Ronaldinho, que estreara pela Seleção principal um ano antes, na Copa América. O resto era “moleque”, na comparação com o time atual.

PS: Camarões tinha Eto’o em campo e nem me lembrava disso…

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
15/08/2008 - 12:38

Meu caro Ronaldinho,

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Um amigo meu costuma dizer que você está no esporte errado aí na China. Que sua modalidade deveria ser a ginástica rítmica. Pega a bola, faz uma graça, uns malabarismos, ganha uma nota e corre para o abraço. Nada de adversários!

Sinceramente, o tempo está passando e chegou a hora de você decidir como será lembrado com a camisa da seleção: um malabarista ou um jogador de futebol.

Quem viu você jogar “nos bons tempos” sabe que é possível ser as duas coisas, desde que em primeiro lugar esteja o jogador, o sujeito que encara adversários e não jurados de ginástica. O sujeito que joga bola em vez de fazer comerciais da Nike.

Deram-lhe uma chance de ouro: recuperar-se em plena Olimpíada. É hora de mostrar que corre sangue nestas veias. Não julgo ninguém pelas entrevistas que concede. Você, nas entrevistas, é um grande “nada”, o cara que “nada diz”, o cara que “nada sente”. Não tem problema. Não é isso o que define o caráter – e muito menos o futebol – de alguém.

O que define o futebol de alguém são partidas como a deste sábado, contra Camarões. Não precisa ser o Ronaldinho de 2005/2006 (pelo Barcelona). Talvez seja cedo para cobrar isso. Apenas jogue futebol. Com vontade, comprometimento, sem mãozinha na cintura, sem aquele ar blasé da Copa da Alemanha. Deixe os malabarismos para o Diego Hipólito. Acabou a piada. Agora é jogo sério.

Em 2000, você marcou um gol de falta nos africanos e saiu gritando “eu sou foda”. Passaram-se oito anos e contra o mesmo adversário, na mesma competição, lhe deram a chance de mostrar que tinha razão.

É só deixar os malabarismos para a turma da ginástica. Eu boto fé que você vai calar a minha boca neste sábado…

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
14/08/2008 - 15:32

De vascaíno para corintiano

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O diálogo, verídico, aconteceu há pouco. Toca o telefone na mesa de um corintiano. Na linha, um amigo de longa data, vascaíno doente. Ele começa:

– Vem cá, não tem chance mesmo de o Lulinha vir para o Vascão?
– Lulinha?! – responde o corintiano. – Você está louco? O moleque é puro marketing, não joga nada. É a eterna aposta. Bom é o Morais. Golaço do Timão.
– Ah, é? Então espere para ver. É só encostar que o Morais cai. O cara foge do pau, é fraquinho e mascarado. Pura enganação. Inventarem que ele é craque.
– E o Lulinha, então? O cara tinha que jogar no sub 12.
– Espere uns cinco jogos que você vai me dar razão – decreta o vascaíno.

Pitaco do blogueiro: a verdade está bem mais perto do corintiano que do vascaíno…

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
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