Arquivo de agosto, 2008
29/08/2008 - 18:43
Convocado
Quando Nilmar foi contratado pelo Inter (já escrevi isso antes), o dirigente Fernando Carvalho explicava, diante do alto custo (mesmo dividido com investidores): ele é o único atleta do futebol brasileiro (dos que jogam aqui) que pode brigar pela camisa 9 da Seleção, já que o cargo está vaga. Era uma aposta pensando nisso. Finalmente, chegou a chance. O cargo de “9 brasileiro” continua vago. E Nilmar continua sendo o único atacante, dos que jogam aqui, capaz de brigar por ele hoje.
“Reforços” do Cruzeiro
Comemoro o gesto do moleque Guilherme , que rejeitou proposta da Ucrânia para se firmar no Cruzeiro e trocar de clube quando realmente valer a pena. A mesma coisa fez Ramires, com o glorioso Lokomotiv, da Rússia. Pena (para o futebol brasileiro) que o atacante Diogo não teve o mesmo sentimento. Não dá para criticá-lo por ter ido para a Grécia (vai ganhar um bom dinheiro e morar em um país incrível, de gente muito boa). Mas que é um desperdício de talento, isso é…
Voltando ao Cruzeiro: o clube também teve boa sacada em ir atrás de Thiago Ribeiro. O moleque teve um começo de carreira fulminante no São Paulo. Dava pintas de que chegaria à Seleção, antes de ir minguando… Precisa de mais uma chance para a gente saber quem é, afinal, o jogador Thiago Ribeiro. Tenho uma ótima impressão dele. Bom finalizador (com os pés e a cabeça), veloz e esperto.
Boa, Botafogo!
Por não vender Jorge Henrique para o Japão no meio do campeonato. Clube de futebol não é banco.
Até domingo
O blog volta a ser atualizado no domingo à noite, se o sistema do iG permitir, para comentar a rodada. Posso estar enganado, mas Cruzeiro x Coritiba tem tudo para ser o grande duelo do fim-de-semana, apesar dos clássicos São Paulo x Santos e do Fla-Flu. Não percam (refiro-me aos telespectadores, é claro).
Um ótimo fim-de-semana!
Os comentários ficam fechados até lá.
Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria
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29/08/2008 - 17:43
Caros, como o problema no sistema do iG em gerenciar comentários persiste (mas sigo lendo todos eles), aproveito este post para responder a três leitores sobre a Carta-Bomba ao Robinho, aí embaixo. Em nome do pessoal que cuida da tecnologia do iG, peço desculpas aos leitores mais uma vez. Afinal, blog existe (este, pelo menos) para a gente se comunicar com leitor…
Escreveu o Rogério:
Discordo. Ele participou (e bem, era titular e goleador até aquela lesão no abdomen) e bem do titulo espanhol. O Real encheu o saco para liberar o Cristiano Ronaldo e agora quer que seja diferente com o Robinho. Se o Robinho é mercenário, CR também é. Algum madrilenho vaiaria ele quando chegasse a Madri? Ele quer trabalhar com um treinador vencedor, quer ir embora. Se ele é apenas esse jogador problemático, baladeiro e que não fez nada pelo Real, por que não deixam o cara ir trabalhar com um treinador de ponta e voltar a jogar bem?
Resposta: Porque o Real Madrid gastou uma boa grana com Robinho, ele está sob contrato e não pode simplesmente afirmar que “tô de mal, aqui não jogo mais”. Querer é direito dele… Mas acima de tudo está o que foi assinado, por ambas as partes. Robinho tem um preço. Basta o Chelsea pagar que leva. Fazer pressão para ir embora por um valor abaixo da multa rescisória não é correto.
Escreveu o Rodrigo:
(…)É muito facil falar para ele não ficar ofendido em ser usado no negocio Cristiano/ Real Madrid, né. Queria ver ser fosse com você, querendo colocar outro no seu lugar… E quem acompanhou os jogos do Real Madrid sabe que não é bem assim, não. Ele jogou muito, muito…
Resposta: Rodrigo, se ele jogou muito, por que sempre tem que brigar por posição, técnico após técnico? Jogou muito algumas partidas, mas foi inconstante (eu cobro, porque acho que Robinho tem potencial de craque, de melhor do mundo. Sobre mim: eu também ficaria chateado se tentassem me substituir. Mas eu posso deixar a Abril, o iG e a Sportv na hora em que quiser (eu não quero, hein, apesar dos problemas no sistema do iG…). Não tenho contrato assinado, nem multa rescisória. Nenhuma empresa comprou meus direitos federativos. Não assinei contrato prevendo multa rescisória, não sou um patrimônio. Jogador de futebol é diferente de tudo. E ganha bem por causa disso.
Escreveu o Emilton Albuquerque:
Nunca li tanta bobagem em tão pouca linha.
Resposta: Mas foram 25 linhas, Emilton!
Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria
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29/08/2008 - 12:31
Confesso que neste momento, lendo que o Real Madrid vai obrigá-lo a pedir perdão à torcida, por você ter dito que iria jogar no Chelsea, além de mantê-lo no Bernabeu sob força do contrato, sinto uma espécie de “bem-feito” em relação a você.
O que acontece com você, meu caro craque? Pare para pensar. Há dois anos você era o grande xodó da torcida brasileira. Todo mundo via no Robinho a esperança para a Seleção. Todo mundo gostava da pérola revelada pelo Santos, jeito de moleque, futebol de monstro.
Mas o jeito de moleque foi dando lugar a um astro cheio de marra. E o futebol foi sumindo, na mesma medida em que a máscara foi crescendo. Ficou deslumbrado com Madri, Robinho, e quem me diz isso são pessoas bem próximas a você. Herdou as baladas e badalações do Ronaldo, esquecendo que ele já era um Fenômeno consagrado e você, apenas um estagiário.
Porque é isso o que você não percebe, meu caro atacante. Você é muito bom de bola, joga demais (para mim, iria ser o melhor do mundo rapidinho…). Mas, ao contrário do que imagina, ainda não chegou lá. Fica ofendidinho por ter que disputar posição no Real Madrid, ou mesmo pelo fato de o clube ter pensado em negociá-lo, como contrapeso para trazer Cristiano Ronaldo.
O Zidane ficar ofendido por isso, tudo bem. Mas, você, Robinho? O que fez para ser intocável? Quantos títulos já deu ao Real, quantas vezes foi eleito o melhor da temporada? Pelo contrário, nem titular absoluto conseguiu ser. Você regrediu, prezado camisa 10.
E não adianta culpar o técnico. Até porque já foram mais de um aí no Real… Capello e Schuster tiveram o mesmo comportamento em relação a você, tentaram baixar a sua bola. E não conseguem…
Uma pena, para você, que talvez não vá para o Chelsea. O Felipão era o cara pra te colocar nos eixos, para lhe dar um banho de humildade. Tomara (ainda torço por você…) que consiga, sozinho, fazer isso na Espanha. Não parece fácil. Acorda, Robinho. Você não é mais a querida promessa do Santos. Você é um jogador em baixa no Real Madrid. Que tem tudo para decolar. Desde que tenha, daqui pra frente, finalmente, um pouquinho de pés no chão.
Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria
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28/08/2008 - 01:24
O São Paulo está fora da Copa Sul-Americana e um 0 x 0 destes, em um Morumbi às moscas (nada é tão solitário quanto um Morumbi vazio), só deixa uma pergunta no ar:
– Isso é bom ou ruim para o São Paulo?
Tenho a impressão (na verdade, a certeza mesmo) de que esta é uma eliminação daquelas que o torcedor agradece aos céus. O time não foi humilhado, empatou os dois jogos, não tem mais que se preocupar com um torneio de que não gosta e não precisa.
Foi tudo muito rápido e indolor para o Tricolor, que agora pode centrar suas forças no que realmente faz sentido para seu torcedor: voltar à Libertadores. Cada clube tem sua realidade. Esta é a do São Paulo.
Foi tudo dentro do “planejado”. Ou seria exagero afirmar isso? Com a palavra, o são-paulino.
Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria
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27/08/2008 - 19:46

Estas são as três capas da edição de setembro da Placar. A revista começa a chegar aos assinantes a partir desta quinta-feira.
Cardápio:
Rogério x Marcos – Placar tenta pôr (um pouco de…) razão na velha discussão de boteco em São Paulo. E responde quem, afinal, é o melhor do Brasil.
Lelé da Cuca - Ele é um dos melhores treinadores do Brasil. Mas o técnico do Fluminense tem cada mania esquisita…
Inacreditável! Como o Grêmio se transformou no melhor time do Brasil
Deco - Ele já brilhou como coadjuvante. Agora no Chelsea, Deco virou o “astro”
Risco Brasil - Arnaldo Ribeiro e Alexandre Battibugli, nossos enviados à China, colaram no time do Dunga e explicam como fica a seleção depois do bronze. Perdemos o ouro. Vamos perder uma geração?
D´Alessandro - O gringo é o maior presente do centenário colorado. Conheça mais um “sucessor de Maradona” — todo camisa 10 marrento, os vizinhos logo acham que é o novo Pibe…
Ainda tem ranking de refugos do futebol brasileiro, o técnico alemão que assumiu o Íbis (era auxiliar do Schuster!), futebol de várzea e outras coisas mais.
Boa leitura.
Sem comentários
Aos leitores que têm se queixado (com razão) sobre a baixa freqüência de respostas aos comentários (a marca deste blog é responder aos leitores!), aviso que há mais de uma semana o sistema do iG para gerenciá-los está amarelando mais que o Brasil em Pequim. Dizem que isso vai ser resolvido em breve. Até lá, só posso pedir desculpas. Também estou sentindo falta da brincadeira, mas sigo lendo todos eles e respondendo os que consigo, dependendo do “humor” aqui do nosso querido sistema…
Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria
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26/08/2008 - 18:23
E lá se foi mais um clube… São Paulo, Santos, Palmeiras, Botafogo, Fluminense. Talvez o Corinthians daqui a pouco. Só camisa forte. E sempre com status. Você é bom de bola mesmo. Mas conseguiu sair sem deixar saudade em lugar nenhum.
Será que você pára para pensar nisso, prezado artilheiro? Pergunto porque a gente, aqui do outro lado, não sabe ao certo se estas coisas são importantes para vocês — para você, especificamente. É uma curiosidade de todo mundo que acompanha futebol: vocês se importam?
Daqui a pouco acaba a sua carreira, meu caro centroavante, e o futebol vai ter passado assim, como num piscar de olhos para você. Ídolo de que clube, querido por qual torcida?
O futebol certamente lhe deu muitas coisas boas, meu caro. E nos arquivos você vai constar sempre como o “artilheiro dos gols bonitos”, o jogador capaz de atuações como a que gente viu na partida contra Arsenal, pela Libertadores. Mas na biblioteca de que clube? Na memória de que torcedor?
Sinceramente não quero discutir, agora, os motivos que fizeram isso acontecer, meu caro Dodô. Faço apenas uma pergunta: você se importa com isso? Não entenda como acusação. É apenas uma pergunta mesmo.
Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria
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25/08/2008 - 21:21
O desempenho do Brasil nas Olimpíadas foi do nosso tamanho mesmo, nenhuma surpresa. Ser o 23º no quadro de medalhas está ótimo (para o nosso país). Dureza é ser o 70º no Ranking de Desenvolviomento Humano, que mede qualidade de vida… (empresto o comentário do Bodão no Arena desta segunda-feira).
Como sempre, as (poucas) vitórias foram do brasileiro, não do Brasil. Pergunte aos judocas o quanto nosso país ajudou para eles terem chegado lá, tirando o fato de que aqui não temos terremoto. Ao César Cielo, que treina nos Estados Unidos. À Maurren. Às jogadoras de futebol. Não é só o COB ou as federações. É o país mesmo. O que o Brasil fez para que eles pudessem ser competidores de alto nível, que estrutura ofereceu para que eles se formassem como atletas? No Brasil, vence o talento e a dedicação do brasileiro, não a organização. O vôlei é nossa exceção e exemplo a ser seguido. A ginástica, parece, também começa um bom caminho.
Não tenho a pretensão aqui de fazer um balanço “profundo” das competições olímpicas. Divido com vocês minhas despretensiosas conclusões.
Melhor equipe
Não é o time de basquete (masculino) dos Estados Unidos… “Só” porque não conseguiram passear em cima da campeã mundial Espanha na final. Ao contrário das mulheres, que atropelaram as australianas campeãs do mundo de um jeito até constrangedor na decisão (95 a 62). Mas as ianques não estão sozinhas no pódio dos esportes coletivos. Em segundo lugar, logo atrás delas, o time feminino de vôlei do Brasil, que perdeu apenas um set em toda a competição! E como dupla também é equipe (no limite, mas é), o bronze fica com Walsh/May, do vôlei de praia – são de uma perfeição absurda em todos os fundamentos. A May defende cortadas impossíveis já levantando a bola para a Walsh, que coloca todas na areia. Pareciam de outro planeta no meio das concorrentes. O bronze fica com elas porque chamar dupla de coletivo é um pouco forçado, vai…

A revelação
Nascido no dia 21 de Outubro de 1990, Richard “Ricky” Rubio assombrou o mundo com o basquete que jogou. O cara fez infiltração no garrafão americano antes mesmo de tirar a carta de motorista!

O bronze que vale ouro
Detesto este clichê. Mas se o brasileiro entende que deve comemorar a prata no vôlei masculino como o fim de um ciclo vitorioso, a Argentina faz o mesmo com o bronze no basquete. Perdeu na estréia para a Lituânia, mas depois fez partidas fantásticas (inclusive contra os Estados Unidos, na semifinal). Vai dar saudade ver Manu Ginóbili defendendo o basquete vizinho. No basquete, nos resta ter orgulho da Argentina…

Troféu Dunga
Achei tão bobo ver a Mari mandando “os críticos” calarem a boca depois de ganhar o ouro. Que bobagem, mulher. Você é campeã olímpica, a maior glória que podia atingir, e na hora de comemorar vai se lembrar de quem lhe criticou quatro anos atrás? Faça-me o favor. Repetiu o lamentável gesto do Dunga, ao erguer a taça da Copa do Mundo em 1994. Em vez de beijá-la, como fizeram todos os capitães antes dele, pegou o troféu e saiu a vociferar palavrões. Atitude pequena. A Mari queria o quê? Jogou mal em Atenas, as pessoas criticam. Arrasou em Pequim, as pessoas batem palmas. Funciona assim. A medalha não apaga da história que ela (quando era menina) e todo o time fraquejaram quatro anos atrás. Pelo contrário. Torna a volta por cima ainda mais bonita. Sem rancor.

Amarelão
Em vez de cair matando em cima do Diego Hipólito, vamos bater em quem pode mais. Os Estados Unidos foram engolidos pela China no número de medalhas de ouro e desse jeito vão ser engolidos pelo Reino Unido em Londres 2012. O que teve de ianque refugando nessa Olimpíada foi demais… Diego pelo menos chegou à final, diferentemente de Tyson Gay (pior é que o cara parece ser humilde e gente boa) e os revezamentos 4 x 100 norte-americanos, no masculino e feminino. Bando de amarelões estes ianques. Claramente, falta investimento em psicólogo para eles (calma, gente, é só uma brincadeira com o fato de tudo agora ser “falta de psicólogo” no esporte brasileiro).

A melhor vitória
Nada de “volta por cima” do vôlei feminino. Ganhar de um judoca favoritíssimo porque ele pegou a ex-namorada (e admitir isso publicamente) é que foi legal! Tudo bem que depois de isso ter sido divulgado pela imprensa portuguesa, João Derly e o português Pedro Dias negaram tudo. Mas eu duvido que dois jornais de Portugual tenham inventado uma coisa dessas, do nada… Não é questão de corporativismo.

As mais gatas
Que safra a do esporte russo… Não bastassem as tenistas do circuito internacional e a Yelena Isinbayeva, o time de basquete delas “é pra casar”. E jogam muito. Dividem o pódio com o time feminino de vôlei da Itália e com a seleção norueguesa de futebol. Se você não concorda, sem problemas. Prefiro ter musas que são “só minhas”, se é que você me entende. E peço licença às leitoras, mas não tenho conhecimento o suficiente para falar dos atletas mais simpáticos. Você podem fazer a eleição paralela nos comentários…

Troféu Imprensa
É brincadeira o que comentam Marcos Freitas (vôlei) e Lauter Nogueira (atletismo), do Sportv. Eles mostram o quanto a gente, comentarista de futebol, tem que estudar mais (porque a tendência é achar que futebol é de conhecimento público, que estatísticas e outros dados não servem para nada, afinal estamos lidando com uma “caixinha de surpresas”.) Quando eu crescer quero ser que nem eles…
Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria
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24/08/2008 - 20:28
Atualizado às 03:00
Grêmio empatar com o Náutico nos Aflitos: normal.
Palmeiras atropelar a Portuguesa no Pacaembu: normal. (O que não é muito normal é Gustavo ser reserva de Jéci e Gladstone, embora a gente saiba que Vanderlei Luxemburgo nunca gostou do beque, que estava no clube antes de sua chegada – os outros foram trazidos pelo treinador).
Coritiba empatar com o São Paulo no Couto Pereira: normal.
Flamengo somar um ponto contra o Inter no Beira Rio: normal.
Cruzeiro perder do Santos (necessitado) na Vila Belmiro: normal.
Da turma que briga na parte de cima da tabela, a única coisa que saiu do prumo neste domingo foi o Botafogo não ter vencido o Vasco no Maracanã. Tudo bem que era um clássico. Mas a entrevista do Edmundo depois da partida, no Sportv, resumiu tudo (é sensacional, para o bem e para o mal, ouvir Edmundo logo depois do jogo, ainda no gramado. Sempre vem alguma coisa). Ele mesmo disse que o Vasco não mereceu. Que o Botafogo jogou melhor e teve mais vontade. Não dá para desmenti-lo.
“Não merecer” é um termo do qual não gosto no futebol. Mas o Botafogo jogou melhor, teve tudo para matar o jogo e deixou de somar três pontos contra um time inferior e que foi dominado em quase todo o jogo.
Se as coisas tivessem caminhado dentro da “normalidade” neste domingo, o Botafogo teria assumido a vice-liderança do campeonato. O futebol seria tão chato se tudo caminhasse “dentro da normalidade”…
Positivamente, o único time que fez algo anormal na rodada (vencer fora de casa, contra um mandante de respeito) foi o Vitória, no sábado, ao bater o Figueirense — e por isso escalou dois lugares na tabela.
Não tem ninguém emplacando uma seqüência de “anormalidades” e por isso mesmo o Brasileirão está demais. Continua impossível cravar quem estará na Libertadores 2009. Os nove primeiros (Grêmio, Palmeiras, Cruzeiro, Botafogo, Vitória, São Paulo, Flamengo, Coritiba e Internacional) brigam e por mais que cada um de nós tenha apostas sobre quem vai chegar, está tudo muito igual para justificá-las (e mantê-las) de forma intacta por duas rodadas.
É tão equilíbrio que, vamos falar a verdade, qualquer previsão hoje é mero palpite. Palpite mutante a cada semana. Hoje eu fico com Grêmio, Cruzeiro, Palmeiras e São Paulo. Vou, também, pela “camisa”. Na semana que vem, quem sabe, dá para incluir o Flamengo na lista. Ou o Coritiba. Ou o Vitória. Você tem os seus?
Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria
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22/08/2008 - 19:02
A convocação do Dunga para as partidas contra Chile e Bolívia confirma. O técnico não morre de amores por Hernanes. E não enxerga no Alexandre Pato uma solução a curto prazo.
Os dois ficaram de fora da lista, que teve (acertadamente) uma base olímpica.
Dunga convocou tão bem o Brasil para os Jogos Olímpicos… Deveria insistir mais em jogadores como Marcelo, Hernanes (quem ainda agüenta o Gilberto Silva?) e Ramires. Os mais experientes, mostram estas Eliminatórias, não são garantia de bons resultados.
De toda forma, aplaudo a lembrança do Juan. Gilberto deu o que tinha para dar (quase nada) e já tinha passado a hora de buscar alternativas. Hoje, não existe lateral-esquerdo jogando tanto quanto o flamenguista. Só não entendi por que não o Marcelo para a reserva… Kleber faz uma temporada bem fraquinha pelo Santos.
Mas isso é detalhe. Ruim mesmo, para este blogueiro, é a insistência com Gilberto Silva, volante ultrapassado, que só destrói. Ele trava o jogo do Brasil.
Meus caros leitores
Com a cobra fumando no fechamento da Placar, não foi possível fazer a tradicional carta-bomba da sexta-feira. Peço desculpas.
Marquinhos é da Traffic
Nunca fui tão xingado por um grupo de torcedores como quando noticiei, há um mês, que o Vitória estava vendendo Marquinhos para a Traffic. “Reporterzinho bairrista” foi a coisa mais agradável que disseram. Teve até valentão me chamando pra porrada no orkut (né, “amigos”?). Pois bem. A empresa confirmou o nome do jogador de forma oficial. Briguem com o Vitória desta vez, não comigo. E não precisa pedir desculpas, que vida de blogueiro (com comentários abertos) parece ser assim mesmo…
* Post corrigido 0h43 de domingo
Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria
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22/08/2008 - 12:19

Maurren morde o prêmio: gostamos de salto em distância ou de ouro? (AP)
Seja sincero: você teria assistido a tantos jogos do futebol feminino se em campo não estivesse o Brasil? Você assistiu a Alemanha x Japão valendo o bronze? Se a sua resposta é “não”, fique tranqüilo, você é uma pessoa normal. A gente não gosta de futebol feminino, exatamente, como o jogo é hoje. A gente gosta de ver o Brasil disputando medalha. Como também ninguém ligaria a TV para ver a emocionante final da classe star no iatismo se lá não estivesse um brasileiro.
Eu também me emocionei com a campanha do time feminino em Pequim. Assistir à Marta jogar é um deleite (ela é a craque que faz mais diferença no futebol inteiro e dizer que ela treme em final é uma grande bobagem). A garra das brasileiras é contagiante. Cristiane tem lampejos de um Rivaldo. Mas eu não vou assistir a um jogo de feminino fora das Olimpíadas ou do Mundial. “Ninguém” vai. A imprensa não vai dar grande espaço para isso também.
Mas ainda assim eu exijo que a CBF dê condições às mulheres jogadoras de futebol no Brasil. Que invista na modalidade, que crie bons campeonatos e dê oportunidade para os clubes fazerem bons times. Que ela gaste uma pequena parte dos milhões que arrecada no futebol masculino para cuidar disso. Por quê? Porque ela pode. Porque a gente gosta de medalha. Futebol é uma competição. Como a natação.
Ou vocês acham que os Estados Unidos investem em natação por que as pessoas têm prazer em ficar na frente da TV assistindo ao Phelps dar braçadas dentro da água, que nos jornais têm espaço para isso fora das Olimpíadas? É competição. Como vela, lançamento de dardo e o salto em distância da Maurren.
Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria
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