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Arquivo de julho, 2008

24/07/2008 - 22:42

Abre o cofre, Verdão. Abre o Olho, Santos

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O Palmeiras atropelou o Santos com mais facilidade do que sugere o placar de 4 x 2 construído no Palestra. Mas vamos falar a verdade: o jogo só teve seis gols porque as duas defesas estão uma baba…

O Santos até tinha beques, como Fabão e Fabiano Eller, para desmentir isso. Mas não vem conseguindo. Bola na área alvinegra é um deus nos acuda. E o Palmeiras tem em Jéci e Gladstone a pedra no sapato do Luxemburgo (foi ele quem trouxe os dois, um erro…).

Mas o técnico palmeirense vê, desde o Campeonato Paulista, o lateral-esquerdo Leandro surgir como grande opção no ataque. A exemplo do que já havia acontecido contra o Fluminense, ele foi o melhor do time. Leandro é o exemplo vivo da competência de um treinador. Por que ele joga tão bem nas mãos do Luxa? Era um bonde ano passado… Talvez pelo mesmo motivo que tenha feito o santista Kléber cair tanto desde que o homem deixou a Vila Belmiro, em janeiro.

É um clichê, verdadeiro, a frase de que o Luxemburgo sabe tirar o melhor de seus jogadores. Nunca mais deu certo a idéia de transformar Kléber em um armador. Com o Luxa, Kléber era muito mais um lateral que surgia como surpresa no meio do que propriamente um armador. Agora, Kléber não consegue realizar nem a missão de lateral, nem a de camisa 10.

O Palmeiras é o melhor mandante do campeonato e fez três excelentes partidas dentro de casa, contra Cruzeiro, Fluminense e Santos. Destas que fazem você abrir o olho com este time. Mas falta se ajustar fora de casa. Parece simplista. Mas isso é impossível com uma defesa frágil…

Fora de casa, o time vai ser mais agredido mesmo. Jéci e Gladstone não seguram a onda. Com tanta gente contratando bem por aí, o Verdão não vai trazer ninguém do mesmo nível do Henrique? Abre o cofre, dona Traffic…

O Peixe cai?
O Santos não tem time para ser rebaixado. Pelo elenco, é de se apostar que vá subir. Mas quando isso vai acontecer? Qualidade do time (no papel) é teoria. Na prática, o Peixe joga um futebol de série B neste Brasileiro…

Molina
O Cuca tem alguma coisa com o Molina, não é possível. Ele é disparado o melhor armador do Peixe. Mas o técnico insiste em não apostar no colombiano. Tirá-lo do jogo, quando Molina estava bem, foi um erro. Mesmo para ter colocado um atacante (Maikon Leite?!).

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
24/07/2008 - 19:26

Direto do forno

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Esta é a capa da edição de agosto da revista Placar, que começa a chegar nesta quinta aos assinantes — e na sexta-feira às bancas.

Placar “vestiu” (trata-se de uma montagem) Felipão com o mesmo chapéu (da guarda real) com o qual Pelé foi fotografado para a revista Realidade, em 1966, às vésperas da Copa da Inglaterra. Uma capa famosa (a primeira da revista).

Entrada do cardápio:

– Craques fatiados (reportagem que envolveu nove jornalistas, apurando quem são os verdadeiros donos dos jogadores em 14 times do Brasil. Prepare-se para o novo clássico do nosso futebol: Sondas x Traffic)

– Perfil Guus Hiddink, o mágico holandês

– Felipão conquista a Inglaterra (feita por nossos colaboradores em Londres, Rafael Maranhão e Bernardo Domingues)

– Que Rei sou Eu: Por que Pelé é mais amado lá fora?

– O Sombra. Quem é Rodrigo Paiva, o homem que faz a cabeça de Ricardo Teixeira.

– Profissão Ventríloquo. Como trabalham os intérpretes (figuraças) dos treinadores brasileiros mundo afora.

– Alex Mineiro, depois de 22 bondes, um centroavante para vestir a 9 do Palmeiras.

– O DNA da LDU, feito por um jornalista equatoriano, e torcedor fanático: Carlos Villalba.

– Entrevista com Zico, o técnico que diz que ainda não é técnico

– Galo x Galoucura

– Súmulas, literatura para maiores. O que nossos árbitros escrevem depois do jogo

– Raio-x do Fernando Torres

E otras coisas mais…

Discutimos as matérias aqui no blog mais pre frente. É só vocês começarem.

PS: Não tenho nada com isso, mas há quem diga que o chefe devolve o dinheiro de quem não gostar da edição… O Sérgio Xavier pode ficar tranqüilo, que não vai ter prejuízo!

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
24/07/2008 - 00:13

Fica, Guiñazu

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O grito da torcida colorada que este blog repete aqui na manchete é uma mensagem que não se restringe ao volante argentino – que bela partida ele fez contra o São Paulo.

São Paulo e Inter, dois dos maiores times do país, fizeram um jogo bem agradável de se assistir no Beira Rio – e deu a lógica com a vitória do mandante. Mas durante a transmissão da TV Globo o Falcão comentou que as duas equipes estão mais fracas em relação àquelas que fizeram a final da Libertadores de 2006.

O Inter não é tão bom quanto aquele de Fernandão, Tinga e Sóbis. Assim como o São Paulo não é o mesmo.

O dado, isoladamente, não serve para a gente dizer que o nível do Brasileiro está mais fraco (outras equipes, como Flamengo, Fluminense e Cruzeiro hoje estão mais fortes). Mas serve para a gente entender por que, ano após a ano, temos a sensação de que nosso nível só piora.

Peguem o time do Chelsea de 2006, do Milan, do Manchester. Eles só mudam de uma temporada para outra quando o clube decide fazer uma faxina – como o Barcelona faz agora, se desfazendo de Deco, Ronaldinho e Eto´o.

O que torna nossas equipes cada vez mais frágeis é esta coisa maluca de nossos times não durarem nem dois anos. Estão sempre se remontando. Este bom Internacional, principalmente graças às contratações que vem fazendo, até pode chegar ao patamar da equipe campeã do mundo, porque é justamente um time que está se formando (e contratando muito bem). Mas… quanto tempo ele durará?

Fica, Guiñazu. Fiquem, Diogo, Valdívia, Thiago Neves, Juan e tantos outros.

Que zaga é essa
O torcedor são-paulino mais otimista poderá dizer que o time levou os dois gols justamente no momento que estava equilibrando a partida. É verdade. Mas esta defesa sem Alex Silva (na seleção) e Miranda (machucado), e enquanto os bons Ânderson e Rodrigo não podem estrear, será um pesadelo para Muricy. Não é culpa dele. Este blog sempre escreveu que Muricy não queria Juninho quando ele foi contratado – queria o Chicão, hoje no Corinthians.

Acorda, Ibson
Não assisti ao jogo do Flamengo com a Lusa, só a alguns lances. Mas Caio Júnior poderia passar a jogada do pênalti perdido por Ibson aos 43 do segundo tempo. Se ele tivesse “voltado para o jogo” em vez de ficar parado se lamentando, talvez pudesse ter feito o gol na seqüência…

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
23/07/2008 - 17:27

O “problema” do Corinthians

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Não é exatamente do time…

Depois do empate com o Santo André, da derrota para o Bahia e do 2 x 2 contra Ceará na terça-feira, já tem gente perguntando: será que a série B não vai ser tão fácil quanto todo mundo achava para o Corinthians?

Bobagem. O Corinthians vai subir com o pé nas costas. Precisa se esforçar demais, muito mesmo, para não ficar entre os quatro primeiros. Mas tem algumas coisas que precisam ser analisadas:

– O time teve uma tabela mais fácil na primeira metade do turno e aproveitou para disparar.

– O Corinthians estava com a confiança e o astral lá em cima por causa da possibilidade de vencer a Copa do Brasil. Tinha 5 vitórias em 5 jogos (também por causa da fragilidade dos rivais). Depois de perder a final para o Sport, teve 4 empates, 3 vitórias e 1 derrota. Murchou um pouco. Normal.

– Não existe na história da competição time que tenha liderado, sem sustos, um Brasileiro por pontos corridos durante 38 rodadas (o Cruzeiro de 2003 é o único que se aproxima disso). É impossível não oscilar.

– Na empolgação da Copa do Brasil, quando tudo dava certo (boa fase acontece em qualquer ramo de atividade, com qualquer tipo de profissional) alguns jogadores pareciam melhores do que realmente são. Herrera é o grande exemplo. Ele voltou ao normal (e “normal” pode ser entendido pelo que fez ao longo de sua carreira) e o time perdeu com isso uma condição “anormal” que teve em seu ataque nas primeiras rodadas.

– O Corinthians foi o time que entrou mais pronto na Série B, competição em que os clubes são desorganizados e geralmente se ajustam durante o torneio, com o pau comendo.

Se o Corinthians não se abalar com os últimos (e futuros) tropeços, não entrar naquelas crises em que costuma entrar por nada (a torcida vai ao Parque bater em alguém ou coloca aquelas faixas na linha “Primeiro Luhar é Obrigação”), o acesso é mamão-com-açúcar. Ah, só mais uma coisa. Quem está dizendo isso sou eu, jornalista. O time, é claro, não pode pensar assim…

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
22/07/2008 - 17:31

Ramires por Robinho

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Por conta do fechamento da edição de agosto da Placar* (ufa…), não pude comentar segunda-feira sobre a convocação do Ramires. Jogo rápido, antes de ler a opinião de vocês:

– Ramires aparece em quase todos os lugares durante um jogo e eu não acho errado chamá-lo de meia… Na prática, ele é o terceiro homem do meio-campo e chega na frente como elemento surpresa. Mas se define como “um volante” e ponto (acho curioso). Em tese, Ramires disputa posição com Hernanes, Lucas e Ânderson, três jogadores que marcam e jogam – por que Dunga não faz isso no time principal? Que o Ânderson não bobeie…

– Muita gente comenta o fato de estarmos perdendo um atacante e recorrendo a um volante (ou seria um meia, dos chamados “modernos”?) para repor a perda do Robinho. Não há dúvida de que a qualidade do ataque cai. Mas Rafael Sóbis é competente, um cara compenetrado. Dá para formar uma dupla enjoada com o Pato (dois ex-colorados). Ronaldinho avançado? Duvido que ele tenha velocidade para ser atacante no meio da molecada… Espero muito pouco do camisa 10, na verdade, mesmo no meio-campo. Além do Jô na reserva (não anima muito, mas…), também existe a possibilidade de colocar o Thiago Neves na frente, se precisar.

– Não havia grandes alternativas de atacante, para repor a perda do Robinho. Dunga então optou pelo melhor jogador sub-23 que não estava convocado, o Ramires. Mandou bem. Aliás, não se pode falar um “ai” da lista do professor.

*Placar
A revista traz Felipão na capa (uma imagem que… se o chefe deixar eu divulgo quarta-feira) e tem um cardápio bem especial. Destaco uma matéria assinada por nove jornalistas, entre eles este blogueiro, sobre um fenômeno bem particular do nosso mercado de jogadores. Falamos sobre isso mais para frente aqui no blog.

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
22/07/2008 - 16:46

Bolão do Brasileiro II

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Agradeço aos leitores que responderam ao Bolão do Brasileiro no post aí de baixo. Foram 66 até este momento e muito melhor que a audiência foi a qualidade dela! Vamos ao que interessa.

Os mais votados para se classificar para a Libertadores são:

São Paulo – 33 votos
Internacional – 28
Flamengo – 25
Cruzeiro – 22
Grêmio – 21
Palmeiras – 20
Fluminense – 3
Vitória – 2
Botafogo – 1

Curioso como este São Paulo, mesmo tendo feito apenas três grandes partidas em 13 rodadas, inspira confiança nas pessoas. Entre elas eu me incluo. O Inter, fora do G4 hoje, vem de bons resultados. Mas acredito que os leitores, como eu, estejam de olho nas contratações que o clube vem anunciando. Excluo a de Gustavo Nery… Bom jogador, tecnicamente, mas vem com a cabeça junto…

Para o rebaixamento foram votados:

Ipatinga – 42
Goiás – 22
Portuguesa – 21
Atlético Mineiro – 13
Vasco – 12
Santos – 15
Náutico – 9
Sport – 7
Botafogo – 3
Figueirense – 2
Fluminense – 2
Flamengo 1
Atlético Paranaense – 2

Destes, tenho apenas duas certezas: Flamengo e Fluminense não caem… O Santos tem um elenco razoável sendo formado e só afunda se fizer muito esforço para isso. Os demais têm meu sinal amarelo também. O Ipatinga já caiu.

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
21/07/2008 - 20:36

Bolão do Brasileiro

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O pessoal da Placar, com 13 rodadas de atraso, resolveu lançar o Bolão do Brasileiro aqui na redação. Jogo rápido: quem se classifica para a Libertadores, quem cai para a Série B. 10 pratas por apostador.

Vou me dar bem…

No imediatismo pós-rodada, está todo mundo tirando o Flamengo da lista, depois das duas últimas rodadas. Quem faz prognósticos olhando para a última rodada (ou as duas últimas, que seja) geralmente se dá mal no Brasileirão de pontos corridos. Não existe time que segue inabalável lá em cima por 38 jornadas. Prefiro olhar para as próximas rodadas. E para os elencos.

O campeonato já tem uma cara. Brigam pela Libertadores Flamengo, São Paulo, Cruzeiro, Grêmio, Inter e Palmeiras. Seis times (e um azarão, o Vitória, em quem não acredito) para quatro vagas. Quem leva? Aí é questão de palpite. Mero palpite. Deixei Palmeiras (pela fragilidade dos reservas) e Cruzeiro de fora.

O rebaixamento tem uma certeza: Ipatinga. Um favorito, a Portuguesa. E vários candidatos… Goiás (completa minha lista), Atlético Mineiro, Sport (pela ruindade gritante fora de casa), Náutico, Vasco. Vai ser parada dura até a última rodada.

Depois de 13 rodadas, enfim consigo “decifrar” este Brasileirão. Pelo menos acho que consigo… O nível realmente não está bom. Mas vai sobrar equilíbrio. É o que nos resta.

Quem tiver palpites diferentes que poste aqui no blog. Se tiver um bom número de pitacos, eu faço a contagem nesta terça-feira.

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
20/07/2008 - 20:24

Um time “vagabundo”

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Depois de fazer grandes partidas contra Palmeiras e Vitória, fora de casa, o que você espera do São Paulo? Que ele vá se complicar contra um rival mais fraco em casa na rodada seguinte, é claro! Como aconteceu neste domingo, na vitória (aos 43 do segundo tempo) de 2 x 1 contra o Botafogo.

Depois de duas grandes partidas – e vitórias fáceis – contra rivais poderosos, o São Paulo suou para vencer o time carioca no Morumbi, jogo que em tese não deveria ser tão sofrido, se as últimas atuações do Tricolor fossem parâmetro.

Este São Paulo é curioso. É o time dos grandes jogos. Vamos falar a verdade: é gostoso ver o São Paulo jogar fora de casa ou nos grandes clássicos. Quando o adversário é inferior no Morumbi, a partida torna-se arrastada, o time não consegue criar. Não é um bom programa ir ao campo são-paulino nestes dias…

Se o São Paulo consegue abafar o Palmeiras, fazendo uma marcação impressionante no ataque, como foi na semana passada, por que não consegue fazer isso contra o Botafogo ou mesmo contra o frágil Ipatinga? Muita gente é capaz de explicar este fenômeno pela “tática”, como se a estratégia explicasse tudo no futebol. Eu acho que a questão é bem menos complexa…

Este São Paulo só funciona movido à “necessidade”. Simplesmente não consegue entrar mordendo da mesma forma quando é o grande favorito, naqueles dias em que o torcedor contabiliza três pontos antes de a bola rolar. O chamado “relaxamento”. Existe em todos os times. Mas no Tricolor é mais…

Ou vocês acham que é “questão tática”?

Burrada na Lusa
Com todo o respeito, demitir o técnico Vagner Benazzi por causa da campanha da Portuguesa é uma besteira sem tamanho. Justo ele, que vem fazendo um trabalho tão bom de reconstrução no clube. O que a Lusa queria com este time? Entrou no campeonato apenas para escapar do rebaixamento. E não vejo nome melhor para isso que o do próprio Benazzi… Vai deixar saudades, podem escrever. Só falta ser chamado nas rodadas finais, para tentar salvar a Lusa (de sua própria incompetência) mais uma vez…

O líder despenca
Não pude assistir ao jogo com o Vitória, mas é preciso muito calma nesta hora, de duas derrotas seguidas. O Flamengo fez uma partida muito boa partida contra o Coritiba na quinta-feira e perdeu de forma injusta. Neste domingo, caiu diante de uma das surpresas do campeonato. Achar que o mundo explodiu por causa disso é tão ruim quanto achar que o clube iria seguir inabalável na ponta até o fim. Mas quem viu o jogo está convidado a me desmentir…

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
19/07/2008 - 20:26

O Grêmio é um clichê

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Eu sempre achei, palpite de quem analisa os times no começo do campeonato, que o Grêmio estava lá em cima da tabela a passeio. Neste sábado, a sensação é de que posso ter errado feio.

Está certo que o Cruzeiro jogou sem os seus melhores jogadores. Mas foi um atropelamento no Olímpico. O Grêmio perdeu um quilo de gols (até porque não tem grandes jogadores mesmo). Fábio fez defesas impressionantes. Mas o que marcou estava vitória de 1 x 0 foi o ritmo do Grêmio.

O Tricolor correu (muito) mais, dividiu (muito) mais. Parecia que tinha uns 15 caras em campo. Parecia que o Cruzeiro era o Ipatinga.

Este Grêmio é um time que não perde de ninguém na vontade, que tem um caldeirão a seu favor e que pelo menos tenta jogar bastante de primeira, no toque. O jogo fica agradável, dinâmico, corrido.

Ainda é cedo. Mas é incrível como se costuma morder a língua com o time do Grêmio, olhando para o nome dos jogadores… Já faz tempo que o Grêmio faz um jogo muito parecido, com times bem parecidos. E sempre chegando.

Assim como o autor ao escrever este texto, o tricolor gaúcho é um cli(t)chê!

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
18/07/2008 - 17:03

Pede para sair, seu Grego

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Brasil x Alemanha: alguém imaginava desfecho diferente? (foto AP)

Deu a lógica e o Brasil está fora de mais uma olimpíada no basquete masculino. Os jogadores se esforçaram. Mas nossa seleção é série B no cenário mundial e não teve jeito (estamos abaixo de Porto Rico no segundo torneio consecutivo…).

Nosso maior problema não era exatamente colocar um estrangeiro no comando técnico, achando que temos talento para montar um timaço (não temos, nem com os fujões da NBA). Que só faltaria a tática milagrosa de um treinador competente.

Um técnico estrangeiro é interessante não só para treinar nosso time, como parece que fez direitinho o Moncho Monsalve (o cara trabalhou apenas um mês…). Mas para fazer como o ucraniano Oleg Ostapenko fez na ginástica: reconstruir o nosso basquete. Temos de assumir que somos café-de-leite, como éramos na ginástica, e começar a olhar para a estrutura, não apenas para o produto final, que é a seleção. O projeto para 2012 tem que começar agora. De baixo.

Não tenho conhecimento suficiente para dizer se o espanhol Moncho Monsalve tem este perfil, de construir um projeto para nosso basquete. É algo muito mais complexo que reunir e treinar uma equipe. Mas basta um mínimo de bom senso para saber que trabalhar apenas um mês com a seleção não adianta nada. Acaba o Pré-Olímpico e o que fica do trabalho do espanhol? Precisamos bem mais que isso.

O Brasil precisa investir para formar bons jogadores. E isso não vai adiantar nada se não tivermos um campeonato decente. O nosso torneio nacional é uma piada.

O Brasil precisa, urgentemente, de uma nova confederação brasileira de basquete.

Seu Grego, pede para sair.

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
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