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Arquivo de abril, 2008

23/04/2008 - 17:45

Jogo estranho, com gente esquisita

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Tevez marca Zambrota, do Barça: o argentino foi volante… (Foto AFP)

Barcelona 0 x 0 Manchester acabou sendo bom resultado para o time catalão, na primeira semifinal da Liga dos Campeões. O Barça não tinha Ronaldinho (machucado). Tinha Messi voltando de lesão (não agüentou os 90 minutos). Henry, também baleado, só pôde entrar no final. Estava estranho…

E mesmo assim o jogo foi disputado quase que por inteiro no campo de defesa do Manchester, um time que joga com três atacantes. Mas Rooney e Tevez pareciam dois volantes! E Cristiano Ronaldo, o jogador mais avançado da equipe (ou seria o único?), também voltou demais para marcar. A TV mostrou que os ingleses tiveram apenas 35% de posse de bola – e ainda perderam um pênalti…

O Barça acuou o Manchester. Mas ficou diante de uma parede. Precisava de uma jogada individual, algo surpreendente, para poder ultrapassá-la. E não estava em condições de oferecer isso. Para piorar, Eto’o estava com sono, lento demais… E Deco não encaixou bons chutes de fora.

No papel, eram duas equipes com formações ofensivas no gramado do Camp Nou. Mas foi um jogo esquisito… E um tanto chato.

Agora aposto minhas fichas no Barça na partida de volta. Este 0 x 0 em casa parece ruim, mas não é. Se não levar gols, o time pelo menos leva a decisão para os pênaltis. No contra-ataque, com Messi mais inteiro, os espanhóis podem ser um problemão…

Atualizada às 19h50

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
22/04/2008 - 19:06

Bomba! Pimenta no vestiário do Chelsea

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Já que o dia é de ficção (já virei presidente do Flamengo no post aí de baixo), conto agora o que este blog apurou, com exclusividade, sobre o duelo Liverpool 1 x 1 Chelsea. Segue o que TV não mostrou:

No intervalo, espanto geral em Anfield Road, o estádio do Liverpool. Drogba, Lampard e Ballack estão sem camisa e tossindo no gramado, recebendo orientações de Avram Grant, o técnico do Chelsea. Mas por que não estão no vestiário?

Lançaram gás pimenta lá, informa a BBC.

Grant vomita no gramado. Logo depois, é atingido por uma pêra.

– Não quero afirmar, mas o gás pode ser armação do Chelsea. No mês passado o goleiro deles, o Cech, já havia simulado que foi atingido por uma pilha. Não quero afirmar, mas isso pode ser armação — diz o treinador espanhol do Liverpool, Rafa Benítez.

A Federação Inglesa discute se deve interditar o campo do Liverpool. E nos próximos dias a diretoria dos vermelhos vai ligar para jornalistas dizendo que tudo não passou de uma armação barata de Abramovich, o patrono do Chelsea.

Essa Inglaterra é muito terceiro mundo…

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
22/04/2008 - 18:17

Virei presidente do Flamengo

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E penso desde domingo em um nome para substituir Joel Santana…

Trabalho com duas possibilidades. São elas:

Paulo Autuori
Já venceu duas Libertadores. E tem histórico de pegar o barco andando (herdou o São Paulo de Emerson Leão em 2005 e levou o time ao caneco). Teve uma passagem ruim no Flamengo, mas por outro lado já conhece o clube e suas peculiaridades…

Vanderlei Luxemburgo
Já que sou amigo do Luxa (digo, o Kleber Leite é amigo dele), aproveito a amizade e faço um telefonema, como quem não quer nada.

– Vanderlei, você já tem cinco títulos brasileiros. Vai ganhar mais um Paulista… Mas não tem Libertadores. Ofereço para você uma chance única: pegar um time montado, a oito jogos da conquista. Oito jogos, Vanderlei… Você é sócio do Flamengo, torcedor doente. Você não quer entrar para a história do Mengão? E digo mais: se ganhar a Libertadores pelo Flamengo você fica a um passo de voltar à Seleção. O que o Palmeiras pode lhe oferecer que você já não tenha?

Sinceramente não sei qual seria a resposta do técnico. Mas tenho certeza de que ele balança. Em uma entrevista à Placar mês passado, Luxemburgo disse que quebrar contrato, pagando a clausula, também é uma forma de cumprir compromisso. E que sonhava em ser presidente do Flamengo um dia…

Que os palmeirenses não fiquem bravos comigo. Mas em meu dia de presidente do Flamengo eu telefono para Autuori e Luxemburgo.

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
22/04/2008 - 17:59

Liga dos Campeões: sou maluco?

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Liverpool e Chelsea fizeram um jogo de elevadíssimo nível técnico nesta terça-feira. Ballack toca para Lampard, que toca de primeira para Drogba… São dois timaços (especialmente o Chelsea). E que, muito organizados, marcam muito, o tempo todo. Jogo “tático”, tudo certinho o tempo todo. Até o gol contra aos 46 do segundo tempo pareceu calculado.

Mas eu me divirto muito mais assistindo a Guaratinguetá x Ponte Preta…

Peleja muito mais próxima de pelada, por um campeonato regional de terceiro mundo, com os dois times expostos, criando uma chance atrás da outra, perdendo gols incríveis – alguns por grossura mesmo –, torcedor ajoelhado no gramado percorrendo o campo. Jogo que te faz levantar da cadeira, pô!

Sou maluco? Me digam, por favor.

Que Barcelona e Manchester não me decepcionem amanhã e coloquem uma pitadinha de pelada na outra semifinal. O blog entra em campanha por um futebol mais peladeiro! Ou quase isso…

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
21/04/2008 - 18:37

Flamengo e africanos se dão mal…

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A saída de Joel Santana do Flamengo consegue ser algo ruim tanto para quem contrata como para quem perdeu o treinador.

Explico.

Joel está longe de ser um grande técnico de futebol. Mas montou esse time do Flamengo, conhece os jogadores, sabe como cada um pode reagir em cada situação. É fundamental ter o conhecimento pleno do elenco para um mata-mata de Libertadores. O Fla perde com sua ausência aí.

Justamente por não ser um grande treinador, Joel Santana também seria minha última opção se eu fosse dirigente da África do Sul (muy amigo dos africanos, o Parreira…) A maior virtude de Joel é saber lidar com os marmanjos de um elenco de futebol, deixar todo mundo com sorriso no rosto. Na África do Sul, em outra cultura, outro idioma (o qual não domina), com um grupo de jogadores que se reúne esporadicamente, tal qualidade vai pesar muito pouco, quase nada.

A África do Sul precisa de alguém que tenha muito tesão para tocar o barco (nunca foi o caso de Parreira, que já chegou desanimado lá). Mas fundamentalmente de alguém que consiga observar e caçar-talentos mundo afora, estudar muito futebol, para fazer as peças se encaixarem. Precisa de um cientista do futebol, não de alguém que trabalhe por instinto, como o Joel.

Como o Brasil precisava de um cientista da ginástica artística quando importou o técnico ucraniano Oleg Ostapenko.

Perderam Flamengo e África do Sul com esta história…

E Joel também perde o direito de reclamar que nunca lhe dão uma chance de começar e terminar um trabalho no Brasil, que é um técnico de poucas conquistas por causa disso. Está ganhando um caminhão de dinheiro dos africanos e respeito o objetivo de participar de uma Copa. Mas que não reclame…

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
21/04/2008 - 15:56

Enquanto isso, no banco do Palmeiras…

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O amigo Milton Trajano flagrou o painel de controle que fica escondido no banco de reservas do Palmeiras.

É tudo comandado pelo Luxemburgo. O botão azul apaga os refletores. O vermelho lança gás pimenta no vestiário do visitante. E o amarelo é um moderníssimo lança-peras no técnico adversário.

Isso que é estádio multiuso!

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
21/04/2008 - 13:23

Nome aos Bois

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Às vezes é difícil usar a palavra certa para as coisas. Rogério Ceni é uma lenda do futebol. Mas o que aconteceu domingo no Palestra Itália, depois do chute de Léo Lima, tem nome: frango.

Acontece com os melhores goleiros. Mas qualquer outro nome ou explicação para o gol que ele levou é simplesmente blá, blá, blá.

Frangou e pronto.

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
21/04/2008 - 00:16

A final justa

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Futebol não é exatamente um esporte justo. Mas, por vários motivos, Palmeiras e Ponte Preta foram as equipes que mais mereceram estar na decisão do Paulista.

O Guaratinguetá, líder da primeira fase, mostrou ser mais time que a Ponte – embora tenha perdido os três confrontos para o rival, o último deles (sábado) de forma incrível… Só que o Guará é um negócio – nada contra o negócio. E a Ponte é um clube gigante, centenário, de uma gente apaixonada. O Guaratinguetá queria fazer os dois jogos da decisão, caso tivesse passado, no Morumbi, para ganhar dinheiro. A Ponte quer jogar em casa, para ganhar o troféu.

Por isso é bonito ver o técnico Sérgio Guedes falar que seu objetivo era montar um time que voltasse a ter orgulho de defender a Ponte Preta. Ele conseguiu.

A Macaca não é uma equipe tão boa – ainda mais sem o Elias, que não joga a final. Dependeu demais do seu goleiro para se classificar. Mas tem alma.

Quase campeão
O Palmeiras não jogou apenas melhor do que São Paulo, Corinthians e Santos para chegar à final, como mostra sua campanha. O Palmeiras também quis mais do que seus rivais este título paulista. E trabalhou bem melhor do que todos eles, começando pela montagem do elenco.

Luxemburgo também está orgulhoso: sua assinatura nesta equipe é o bom futebol que ela joga. E o trabalho de sua comissão técnica para chegar até aqui praticamente sem lesões. Ninguém se machuca no Palmeiras e isso faz diferença também.

Melhor time, mais camisa, vantagem do empate. O Palmeiras é 75% campeão. Este parece ser, aliás, o único risco que corre para levantar o caneco. Depois de 11 anos…

Pimenta nos outros
Não vamos fingir que nada aconteceu, né? Gás pimenta no vestiário do time visitante é engraçado para um papo na mesa do bar e eu mesmo fiz umas quatro piadas sobre isso com meus amigos. Mas vai ser inconcebível se nossa inútil justiça desportiva não fizer nada de útil desta vez. O estádio tem que ser interditado por um período longo o suficiente para que o autor da perigosa piada não possa achar graça nenhuma dela.

Valdívia vai ouvir
A câmera por trás do gol mostra que Valdívia foi um tanto folgado com Rogério Ceni na hora de comemorar o segundo palmeirense. O gringo é marrento…

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
18/04/2008 - 12:33

Meu caro Carlos Alberto,

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Você está bravo comigo e não tiro sua razão. Eu disse no Arena Sportv: “meia verdade a notícia de que Carlos Alberto era querido pelos jogadores do São Paulo”. Serei sincero: apenas reproduzia comentário de um cartola, segundo o qual você não foi reintegrado (também) porque os jogadores não pediram a sua volta. Era a minha obrigação explicar melhor que se tratava de uma única fonte. E o ideal na minha profissão é ouvir mais de uma pessoa sempre que possível.

Mas a verdade, Carlos Alberto, é que considero essa história de bad boy uma grande bobagem. Quer dizer… No fundo, o que importa mesmo é se o cara resolve dentro de campo. Como o Edmundo. Quer mala maior e mais pesada de se carregar que o Animal? Mas ele sempre resolveu por onde passou. Veja o Adriano. Vocês vão para as baladas juntos. Mas o cara entra em campo e resolve.

Se você resolvesse a vida dos times por onde passa, meu caro jogador, ninguém ia ligar para suas baladas, suas brincadeiras bobas com os colegas durante os treinamentos e essas coisas. Mas você não resolve… Isso não é uma regra do futebol. Em qualquer profissão é assim.

Não duvido do seu talento (bruto). Acho apenas que você não sabe usá-lo. Ou seja: tem tudo o que um jogador precisa ter, menos cabeça. Não me refiro a usar “o coco” para cabecear… Estou falando do que tem dentro dele. É irritante vê-lo jogar. Além de optar sempre pelo mais difícil dentro de campo, você só pensa no seu jogo, o jogo do Carlos Alberto Futebol Clube. Os outros 10 caras em campo são apenas um adereço para você. Aposto que se diverte a valer em um jogo de futebol! Mas seus colegas — e sobretudo o torcedor das equipes em que você joga — se irritam demais. Fosse eu jogador do São Paulo e iria atirar uns 10 relógios em você! Não exatamente porque suas baladas me fariam passar mais uma noite concentrado. Mas porque é muito chato jogar no mesmo time que você.

E sabe o que é o maluco dessa história, da sua saída do São Paulo? Você já está com 23 anos. E de novo deixa um clube sob a pecha de jogador talentoso, mas problemático. Fica sempre aquela esperança no ar de que “se tiver cabeça…”. E aí você ganha outra chance, sempre em clube de ponta, na esperança de que um dia vá se endireitar.

Para mim, não é questão de se endireitar, prezado jogador. É que você não joga o que pensa que joga. Também não joga o que alguns ainda pensam de você… Fluminense, Corinthians, Werder e São Paulo não iram abrir mão tão facilmente de alguém que fosse um grande jogador, por mais baladeiro e problemático que seja. Veja o Edmundo… A diferença entre vocês é simples: o Edmundo joga muita bola. Você, não.

Me desculpe pela crítica a seu comportamento fora de campo. Nem deveria ter feito, arrependo-me dela. Fiquemos apenas no principal. Você não tem bola para jogar no São Paulo…

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
17/04/2008 - 12:50

Barrado no baile

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Mano: está na hora de ele ser cobrado pelas 17 contratações que fez

Não acredito que o Corinthians possa avançar na Copa do Brasil depois da derrota para o Goiás. Nem tanto pelo placar que precisa construir (2 x 0 basta). É que o Corinthians não tem time para vencer o Goiás por dois gols de diferença em condições normais. Teria de fazer uma partida excepcional. E o time ainda não fez nenhuma partida excepcional em 2008.

Caio Júnior está orgulhoso de seu trabalho. Diz que o Goiás é um time que mudou de estilo, que está jogando mais solto, marcando mais gols. Acontece que o time continua dependente do Paulo Baier.

Cara de tiozão
O Paulo Baier é aquele jogador que se parece com o tiozão que a gente chama para completar a pelada na praia. Ele está de sunga, copo de cerveja na mão, mas vem jogar. Não corre muito, joga meio paradão, só dando uns toques preciosos na bola, de primeira, de calcanhar. Jogador velhaco. E sai machucado, sentindo a coxa, antes do fim.

O maluco é que nada acontece no Goiás sem a bola passar pelos pés do tiozão Baier. E que o Corinthians não tenha nenhum jogador lúcido como ele para organizar seu meio-campo. Isso mostra que Goiás e Corinthians continuam sendo duas equipes muito fracas. E que o Corinthians continua ainda mais fraco que seu rival.

O Corinthians é um time barrado no baile. Que do lado de fora da festa, sem convite, assiste a seus vizinhos Palmeiras e São Paulo duelarem em uma espetacular semifinal do Paulista. E o Santos classificado de forma heróica na Libertadores.

Está na hora de o clube — e Mano Menezes — ser cobrado pelas 17 contratações que fez. Herrera (chamam ele de “Besteira” na redação da Placar), Bóvio (codinome Óbvio), Perdidão (dispensa apresentações), Lima… A pose é de “novos tempos”, mas o Corinthians não melhorou tanto assim em 2008, apesar da sacolada de reforços.

Internacional
Ainda não vi o Paraná jogar esse ano. Fiquei surpreso com a vitória por 2 x 0 sobre o Inter por causa do time gaúcho, a quem vinha acompanhando com atenção. Equipe que joga com Magrão, Guiñazu, Alex e Fernandão (ontem jogou o Roger); Iarley e Nilmar (Gil) entrava em campo como favorito nesse duelo. Ainda acho que o Inter tem boas chances. O resultado foi ainda pior do que aquele obtido pelo Corinthians no jogo de ida. Mas o Inter tem algo que o Timão não tem: time.

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
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