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Arquivo de abril, 2008

30/04/2008 - 12:58

O Haiti é aqui

Estava na França em 2006, cobrindo a final da Liga dos Campeões entre Barça e Arsenal, quando o PCC tomou São Paulo de assalto. Acompanhar o noticiário pelos jornais franceses era curioso. Saíam fotos-legendas nas páginas de “internacional”. Uma imagem de que me lembro era um ônibus em chamas, com um texto de duas linhas explicando que acontecia na maior cidade da América do Sul. Estava ao lado de matérias sobre massacres em Uganda, fome no Haiti e outras mazelas do nosso terceiro mundo.

As imagens sobre a deprimente venda de ingressos para a final do Paulistão também poderia estar acontecendo em Uganda ou no Haiti.

É um escândalo a maneira como o torcedor palmeirense foi tratado.

É direito do Verdão jogar no Palestra e jamais vou discutir isso. Mas o Palmeiras falhou de novo na tentativa de mostrar que consegue receber um grande jogo em seu estádio.

Você, torcedor palmeirense, não acha que uma decisão de campeonato merecia um palco maior, mais confortável, onde coubesse mais gente (o dobro de gente, no mínimo), todo mundo protegida da chuva, com um gramado decente? Ou, pelo menos, se quer fazer uma festa menor, mais restrita, quase uma reunião num apê, que a organizasse melhor.

Cada vez mais, me convenço de que uma cidade do tamanho de São Paulo merece um palco mais digno para o futebol. Já que não se encara mais o Morumbi como campo neutro — e o estádio também não é nenhum primor de conforto, embora seja disparado o mais apropriado para decisões na metrópole — São Paulo precisa de um Maracanã (melhorado), de um Mineirão (melhorado). Ou então de Beira-Rios (melhorados) e Olímpicos (melhorados), estádios próprios e maiores para os clubes.

A volta do torcedor ao clássicos paulistas, inclusive, pode passar por um novo estádio, neutro, com transporte público, que ofereça mais conforto ao consumidor paulistano de futebol.

O Palestra Itália, charmosíssimo, delicioso, está muito pequeno para o tamanho do Palmeiras. Pelo menos para o tamanho do Palmeiras voltando à uma decisão, com uma bela equipe em campo, orgulhando novamente seu torcedor.

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
29/04/2008 - 12:38

Meu caro Ronaldo,

Antes de mais nada, presto minha solidariedade a você nestas linhas. Imagino como seja duro o day after nessas horas… Quando a loucura passa e vem a sobriedade, você se lembra do que fez. Olha para o lado e vê um traveco sorridente, filmando você com o celular. Que dureza…

É direito seu — e de qualquer pessoa — sair com travestis, mulas sem cabeça ou bananeiras.

O que me intriga nessa história toda, prezado centroavante, é que vocês jogadores podem pegar e pagar por quem quiserem. Top models gostosas e cheirosas, discretas acima de tudo. Aquele tipo de mulher que a gente pode apresentar para a mãe ou passear de mão dada no shopping. Mas acabam sempre enrascados neste tipo de várzea…

Na Copa América de 1999, meu caro, você se deixou fotografar assinando um autógrafo nos seios de uma garota de programa nota 5,5. Nota 5,5, Ronaldo! Na preparação para a Copa da Alemanha, em Weggis, você e sua turma agarram mulheres das quais até os jornalistas tinham medo – e olha que a classe também curte uma várzea, hein… Você nem imagina o susto que eu levei quando vi as fotos dos jogadores, em um tablóide sensacionalista da Suíça, na farra com aquelas moças que ficavam rebolando, na hora do treino da seleção, em cima das barraquinhas de cachorro quente lá em Weggis.

Para quem chegou ao padrão Cicarelli de qualidade, é uma coisa que chama a atenção. De certa forma, mostra um lado bacana de uma gente que, embora entre no mundinho dos playboys de vez em quando, jamais consegue tirar o pé da lama.

Isso não é da minha conta, eu sei. E gosto não se discute. Quando eu trabalhava na Playboy, conheci gente com as taras mais doidas deste mundo, até mesmo gente que curtia transar papai-e-mamãe com a mulher, dentro do quarto, beijando na boca.

A você presto minha solidariedade, Fenômeno. Se me permite um conselho: encare esta de peito aberto, com bom humor. O instrumento é seu e você faz dele o que bem entender. No fundo somos todos invejosos. Não é qualquer um que pode escolher uma top model cheirosa e acaba a madrugada com dois trubufus em um quarto de motel barato.

Sei que parece estranho, mas isso torna você um personagem ainda mais fascinante, meu caro Ronaldo. Acho até que subiu ainda mais no meu conceito…

A carta-bomba é publicada às sextas-feiras. Foi ao ar nesta terça, excepcionalmente, por conta de um fato excepcional.

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
28/04/2008 - 19:32

O Fernandão pode

Fernandão perdeu uma bola besta no meio-campo e, aos 47 do segundo tempo, o Juventude fez 1 x 0, na primeira decisão do Gauchão.

O lance, porém, mostra a dignidade do jogador.

Ao ver a bobagem que fez, Fernandão sai correndo atrás do marcador. Acompanha seu algoz até a área do Inter. Tenta impedir o cruzamento. E não consegue.

Ao ver o gol marcado, Fernandão se lamenta no gramado. Deu para ver que doeu nele.

A descrição do lance faz parecer uma cena banal de quem erra e tenta correr atrás do prejuízo. Mas não é tão comum (alguém se lembra do Perdigão tropeçando na bola e assistindo, imóvel, ao Santos fazer 1 x 0 contra o Corinthians na Vila Belmiro?).

Fernandão é o camisa 9 do time. Você imagina Ronaldo, Romário, Ronaldinho Gaúcho perdendo uma bola no meio-campo e voltando até a área para recuperá-la? É claro que os três são muito mais craques que Fernandão. Acontece que Fernandão não é esse ídolo todo pelo (bom) futebol que joga. É este ídolo porque sente o Internacional pulsar na veia. Joga com enorme caráter. E isso se vê nas conquistas ou quando ele falha.

Fernandão fez uma bobagem (com a bola) domingo. É algo muito pequeno para um grande colorado como ele.

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
28/04/2008 - 12:56

Flamengo troca as bolas

“Tenho que conversar com médicos e preparadores físicos para ver se vamos entrar com equipe completa contra o América. Não queremos passar por aquela decepção novamente da última viagem, quando fomos a Cusco e perdemos por 3 a 0 para o Botafogo. Quem estiver legal entra, quem não estiver fica para domingo. Tenho um grupo e confio nele. Futebol é saúde”

A frase é de Joel Santana. E para mim ela é um escândalo de falta de visão.

Quer dizer que o Flamengo estuda poupar jogadores contra o América, no México, quarta-feira, por causa da decisão do Estadual? Mas não deveria ser o contrário? Ou seja: prioridade total para a Libertadores — nem que para isso tivesse de disputar o clássico do último domingo com um time reserva. E fazer o que desse no Estadual.

Mas Joel quer deixar o Flamengo campeão carioca (talvez ele nem dirija o time contra o América, partida de volta da Libertadores). E o Flamengo assina embaixa do “planejamento”. Que é prioridade para o decisão do Estadual. E poupar jogadores em um jogo decisivo e complicado pela Libertadores…

Que coisa mais maluca!

Talvez o louco seja eu. Porque, ao contrário do Joel, considerei “tudo certo” ter se planejado para vencer o Cienciano na altitude na Cusco (o clube precisava do resultado), ainda que isso tenha representado uma goleada sofrida para o Botafogo no Estadual, pelo desgasta sofrido na Libertadores.

Estadual o Flamengo pode ganhar todo ano. Libertadores já faz tempo. E o buraco é bem mais embaixo…

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
27/04/2008 - 18:17

Palmeiras campeão. E o centenário do Galo…

Foi tão fácil que a palavra “decisão” parece forte demais para falar de Palmeiras x Ponte Preta.

Aos 20 do primeiro tempo, já estava 1 x 0. A Ponte é valente, porém muito menos time que o Palmeiras. Ainda mais desfalcada de César, Elias e Renato, justamente seus principais jogadores. Com 20 minutos de jogo, acabou o campeonato. Com a vantagem, o Palmeiras só cozinhou. A Macaca não tinha força para virar. Virou contagem regressiva.

A chance de a Ponte Preta vencer o Palmeiras por dois gols de diferença no Palestra Itália é apenas um número. O jogo de volta é 90 minutos antes da volta olímpica.

Merecidíssima. Dentro de campo, o Palmeiras sobrou. E sobra já faz algum tempo nesse campeonato.

Sport, Cruzeiro e Palmeiras já são os campeões estaduais definidos nos principais regionais do país. O resto ainda tem que jogar uma decisão…

Nenhum torcedor, porém, vai ostentar sorriso maior que o cruzeirense. Uma goleada dessas — à la “vídeo cacetata” da defesa atleticana — é assunto para o resto do ano, quiçá da vida. É centenário do Galo… E o Atlético só tem chance de ser feliz em 2008 pelos pés do Boca Juniors. Que dureza.

O jogo de quarta-feira da Libertadores ficou ainda mais espetacular.

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
25/04/2008 - 12:56

Meu caro Leandro Amaral,

Deve ter sido muito constrangedor voltar a treinar em São Januário nesta manhã… Mas você mereceu, né? Pagou com traição a quem lhe deu a mão. Pô, Leandro, você fez a gente dar razão ao Eurico! Isso é imperdoável.

Vamos refrescar sua memória, prezado centroavante. No Corinthians, você pediu para ganhar menos, disse que faria de tudo para poder continuar no Parque São Jorge. A diretoria respondeu um “não, muito obrigado, passar bem”. Foi dispensado do Palmeiras. Não conseguiu jogar no São Paulo. Foi mandado embora da Portuguesa, quando o clube estava na draga! Sua carreira parecia no fim, e um fim melancólico.

O Vasco abriu as portas para você. Pagou pouco, evidentemente, porque era um jogador “acabado”. E você aceitou ganhar pouco, porque tinha de recuperar seu espaço. Assinou um contrato modesto, como devia ser.

Assinou também uma prorrogação do compromisso (se foi uma folha em branco, meu caro, azar seu. É sua assinatura que está lá e você não é nenhuma criança). Só que aí, Leandro, você jogou demais em São Januário. Ressurgiu das cinzas como um dos mais desejados atacantes do Brasil. E o salário que ganharia em 2008 já estava pequeno para seu futebol…

O Fluminense lhe oferecia mais que o dobro. Quem não quer dobrar o salário? Mas para isso acontecer ainda em 2008 era preciso rasgar sua palavra (assinada). Você nem pestanejou para fazer isso…

Você entende a gravidade? Fortaleceu o imaginário popular de que o futebol é uma coisa de mercenários. Sei que a carreira é curta, que você perdeu muito tempo por causa do seu joelho, que precisa recuperar o que perdeu. Mas não desse jeito, né?

Um tanto humilhante ser proibido de jogar pelo tricolor na Justiça, para voltar a São Januário e ficar dando voltas no campo. Mas você mereceu. Detesto dar razão ao Eurico, Leandro. Jamais vou perdoá-lo por causa disso…

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
25/04/2008 - 12:04

Valdívia maior que Djalminha

Muita gente ainda torce o nariz para o Valdívia. “Ele é bom para os padrões do futebol brasileiro”, costumam dizer.

Pois vendo a evolução do jogador nas mãos do Vanderlei Luxemburgo eu digo que o Valdívia é bom para qualquer padrão.

Ele seria titular de algum dos times que disputam a semifinal da Liga dos Campeões? Não sei (talvez do Liverpool). Mas Valdívia está cada vez melhor, agüentando as pancadas e ficando de pé, roubando bolas, cada vez mais objetivo na armação das jogadas.

Contra o Sport, quinta-feira, jogou muito de novo. Teve lance em que atraiu a marcação de três caras e, com um simples toque, deixou Kleber livre para chutar.

É que o Palmeiras não acompanhou o ritmo (e a inteligência) do chileno. Por isso Valdívia gostava tanto de jogar com Edmundo. Precisa ser inteligente para acompanhar o gringo (e Diego Souza não é…).

Entendo as pessoas (não palmeirenses) terem má vontade com o chileno. Ele é folgado. Irritante mesmo. Provoca descaradamente os marcadores – e sempre obtém sucesso. Provoca porque pode. Com os pés ou com a atitude pedante, de quem está querendo dizer “fique com seu futebolzinho, porque eu vou passar”.

No intervalo de Palmeiras 0 x 0 Sport (bela partida do time pernambucano), passou na TV a propaganda do Showbol, mais um, que está para começar. Vi a imagem do Djlaminha, barriguinha crescendo, com a camisa do Flamengo. Logo a comparação entre os dois camisas 10 veio na cabeça.

Para mim Valdívia é mais jogador que Djalminha.

O Djalminha foi um dos caras mais habilidosos que eu vi jogar. Era talento puro. Mas o Djlaminha não decidia, fugia do pau quando tinha de carregar o piano — não sei até hoje como ele ganhou a Bola de Ouro em 1996, no lugar do Paulo Nunes –, e só aparecia quando estava no meio de muitos craques, quando a responsabilidade maior não era dele. Jogava bonito. Jogava lindo. E só.

Valdívia decide. Faz o time jogar. É muito mais inteligente. Nas mãos do Luxemburgo, ficou mais macho e mais objetivo. E começou a chutar – era inconcebível um meia-atacante não fazer gols.

Não existe outra palavra para se referir ao chileno: craque. Cada vez mais craque, aos 24 anos. Pode ser tarde para evoluir. Mas tem muita gente que só desce depois dessa idade.

O Chile prescindir de seu futebol só prova uma coisa: Valdívia é muito, mas muito melhor que o futebol chileno.

Eu me rendi. E você?

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
24/04/2008 - 18:48

O primeiro Ceni

Bruno fez um belo gol de falta quarta-feira no Maracanã. Quando se fala de goleiro marcando gols, os registros históricos geralmente apontam Ubirajara, do Flamengo, como o brasileiro pioneiro na façanha, em 1970.

Mas na edição de junho da Placar (capa acima), que começa a chegar nesta quinta-feira às bancas, achamos um goleiro-artilheiro bem mais antigo!

Trata-se de Oceania, goleiro do Juventus em 1955. Era um domingo de março daquele ano. Jogo por um torneio amistoso contra o São Bento. Ele chutou para frente, a bola quicou no chão e ainda encobriu o goleiro do time adversário, antes de cair no fundo do gol.

O lance causou tanta polêmica na época que o árbitro foi xingado de “analfabeto” pelo presidente do São Bento, por ter dado o gol. E se justificou dizendo que validou a jogada porque a bola havia sido tocada pelo arqueiro do São Bento. “Se tivesse entrado direto, não valia”, dizia o juizão, erradamente, conforme relatam os jornais.

A (imperdível) história de Oceania, até provem o contrário o primeiro goleiro artilheiro do Brasil, está nas páginas da revista, que tem Cristiano Ronaldo, Messi e Fábregas na capa: os jovens reis do futebol mundial em 2008.

Boa leitura a todos!

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
24/04/2008 - 16:57

A resposta do Luxa

Na terça-feira assumi a presidência do Flamengo por um dia e convidei Vanderlei Luxemburgo para treinar o time a partir do 5, quando Joel Santana vai embora. Já obtive uma resposta. Luxa não deixa o projeto do Palmeiras, no qual está totalmente mergulhado, nem diante da proposta sedutora que eu fiz.

Ainda bem que fui presidente do Mengo por apenas um dia. O clube está em uma sinuca de bico. Paulo Autuori tem multa rescisória e dificilmente vem também. E agora, Márcio Braga?

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
24/04/2008 - 00:34

As missões na Libertadores

Mais perto dos jogos a gente vai poder analisar o noticiário dos times. Por ora, fiquemos com as impressões iniciais e imediatas sobre as missões dos times brasileiros na próxima fase da Libertadores (passar de fase era a obrigação de todos…):

Cruzeiro x Boca Juniors
Neste momento, o Boca (por tudo o que representa e pelos jogadores que tem) seria favorito contra qualquer time brasileiro. O Cruzeiro é uma equipe consistente. Mas tão nova para uma parada dessas… Tecnicamente, dá para encarar se tudo funcionar muito bem, se marcar o Riquelme, tiver personalidade para atacar no jogo de ida e, sobretudo, se não sentir o “Mal da Bombonera”. Aquele incessante barulho de lata batendo em todo o estádio, os papeis caindo no gramado, a fumaça, todo mundo gritando junto… A Bombonera é um estádio lisérgico para o adversário, gera uma distração mortal na hora do jogo (como aconteceu com o Grêmio ano passado). O time do Cruzeiro é formado por jogadores jovens e ainda pouco vitoriosos, ainda mais se comparados aos do Boca. O Cruzeiro não é o favorito, mas se for muito cascudo sai desta como o time a ser batido na competição. Que dureza…

Flamengo x América
O Flamengo se deu bem. Principalmente se souber dar a devida atenção ao Carioca. Ou seja: poupar quem tiver de poupar contra o Botafogo e pensar no que realmente interessa em 2008. Entre ser campeão carioca e levar meus jogadores mais cedo para o México, se a comissão técnica julgar necessário, eu nem piscaria para ficar com a segunda opção. O América assusta menos que uma viagem ao México.

São Paulo x Nacional
Jogando isso aí, o São Paulo não é grande favorito contra ninguém. Curioso é que jogando isso aí o São Paulo também tem chance de ir seguindo adiante, porque tem grandes jogadores em posições essenciais.
Em semana de má fase para Rogério (dois erros graves nos dos últimos jogos, em bolas fáceis), o gol do rubro-negro Bruno é a maior homenagem que o camisa 01 tricolor poderia receber.

Fluminense x Atlético Nacional
Ainda não confio no Flu, que como time ainda é um ótimo elenco. O adversário é meio maluco, time que não tem medo. Os colombianos são abusados e vão dar um trabalho…

Cúcuta x Santos
Pelo que vi dos jogos da primeira fase, o Santos é mais time. Só um pouquinho…

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
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