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Arquivo de março, 2008

24/03/2008 - 20:14

Como é que é, Kleber?

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“Eu estou chateado. Acho que a pena foi muito forte.”

Assim disse o palmeirense Kleber, ao saber de sua suspensão por três jogos pela cotovelada que acertou em André Dias, no clássico com o São Paulo.

Sinceramente, acho que o balãozinho na cabeça dele enquanto falava era: “Yes! Me safei de boa”. No Palmeiras, já davam como certa uma suspensão bem salgada, dessas de 120 dias.

Não há dúvida de que Kleber cometeu uma agressão contra André Dias. Mas puni-lo com 120 a 540 dias, como prevê o Código Brasileiro, seria um atentado ao bom senso. Escrevi semana passada que (na minha opinião…) uns seis jogos de punição estaria de bom tamanho.

O problema não é serem três, seis ou nove jogos (no fim das contas, acho que a punição foi ok). O problema é que uma série de jogadores, como o botafoguense Túlio, já foram condenados a 120 dias de ganho por lances (dá para chamar a cotovelada de lance?) semelhantes ao de Kléber. “Mas isso foi no STJD. Agora o Kleber foi julgado pelo TJD”, dirão alguns, com razão.

Mas este é o problema! É muita sigla para pouco futebol. É muito tribunal, é muito julgamento.

Deveríamos simplificar, fazer um código bem mais simples e quase auto-aplicável, para ser usado na segunda-feira depois de cada rodada. Diminuir um pouco o poder dos advogados e dos promotores, diminuir o espaço para manobras. Porque desse jeito um advogado consegue provar que Kleber é inocente por ter aberto o supercílio de André Dias. E que Túlio é culpado de agressão por ter chutado o são-paulino Leandro, no Brasileiro do ano passado, aparentemente sem danos físicos ao jogador. Do jeito que funciona a nossa Justiça Desportiva, o advogado de defesa é tão importante quando o centroavante do clube.

O Código tinha de ser claro a ponto de a gente já saber de antemão o que pode acontecer com um jogador denunciado: “acertou uma cotovelada de maneira intencional: 3 a 6 jogos”. “Chutou um adversário caído: 3 a 6 jogos”. Pronto.

Não precisa ficar tendo julgamento para decidir se o que fez Kleber é agressão ou ato hostil. Aí o advogado argumenta que blá blá blá. O promotor responder que bli bli bli. Isso é muita perda de tempo – além de ser muito chato.

Esta aí uma cruzada da qual não vou desistir: chega de tribunal no futebol!

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
24/03/2008 - 18:06

A “oitava” contratação do Timão

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O Corinthians fez belas contratações para esta temporada:
1. Mano Menezes
2. Acosta (não deu certo ainda, mas na época foi um golaço)
3. William
4. Chicão
5. Fabinho
6. André Santos
7. Diogo Rincón (o rapaz me surpreendeu)

Algumas regulares:
1. Herrera, o Tevez grosso
2. Alessandro: estava jogando muito bem antes de ser machucar
2. Bóvio, não ajuda, mas não atrapalha tanto
3. Suarez

E outras bizarras:
1. Lima
2. Perdigão (segundo meu amigo Gustavo, o Perdigão seria o camisa 10 do time da Vila Madalena, bairro “alternativo” de São Paulo)
3. Marcel

As demais (Rafinha, Valença e Saci) ainda não sei como classificar.

Em que patamar se encaixa o Douglas? Na primeira opção, das belas contratações. Pode até não dar certo – como Acosta até agora – mas Douglas é um tipo de jogador em extinção: o meia-armador. O bom meia-armador, aquele que faz diferença ter no time.

Hoje no Brasil pouquíssimas equipes ainda possuem este jogador de armação. Luxemburgo é um dos poucos treinadores que ainda escalam meias em suas equipes. Mano Menezes vem tentando ampliar sua imagem de técnico-que-arma-grandes-defesas. Vem tentando escalar um Corinthians com armadores também, um Corinthians que jogue. Com o Douglas será mais fácil.

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
23/03/2008 - 22:25

Reflexões da páscoa

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Tem gente que tira o domingo para refletir sobre a existência. Eu refleti sobre Wellington Paulista, Marcel e o Vasco. Convido os leitores a fazer o mesmo:

Bonde é o blogueiro
Outro dia fui ao Palmeiras e fiquei vendo o Marcos treinar. É impossível não parar um minuto que seja para ver um gênio trabalhar. Lembrei do que escrevi, quando Vanderlei Luxemburgo barrou Diego Cavalieri para promover a volta do campeão mundial. Eu dizia que era “uma bobagem”. A cada rodada, Marcos mostra que “uma bobagem” foi o que escrevi. Os fatos vêm em primeiro lugar aqui…

Mas falo do Marcos – de quem já falei semana passada – para discorrer sobre outro jogador: Wellington Paulista. Escrevi que ele era um bonde no Santos. Caçoei da contratação do Botafogo quando ela foi anunciada. Não é questão de arrependimento. Wellington Paulista era uma espécie de Rafael Moura mais fortudo e piorado na Vila Belmiro. Eu teria escrito de novo. Mas os fatos vêm em primeiro lugar. O homem é artilheiro no Carioca. Tudo bem que não é um parâaaametro. Mas já é suficiente para afirmar que “bonde” foi o prognóstico do blogueiro…

A inutilidade de um jogador
Fato: Depois de ter a defesa acertada – e de ouvir que só sabe armar time para se defender, o que é uma bobagem — Mano Menezes começou a “abrir” seu Corinthians. A usar dois meias com mais freqüência. Deu certo quando havia Diogo Rincón. Até o Héverton-com-h melhorou. Mas quando um destes meias é o Lulinha ou o Marcel, meu deus…

O time todo sofre. André Santos, por exemplo, vai tentar armar, pelo meio. O lado esquerdo vira uma avenida até para o Rio Claro.

Vocês conseguem definir o Marcel? Para mim é o jogador de uma inutilidade gritante. Não dribla, não chuta, não dá um passe de três metros. “Ele fez o cruzamento para o gol contra o Fortaleza”, dirão alguns. “Ele preenche espaço”, dirão outros. Um saco de batata também preenche. E pelo menos mata a fome.

A única vez em que Marcel chamou minimamente a minha atenção, desde que chegou ao Parque São Jorge, foi quando posou de garoto-propaganda do “Carro do Corinthians”, na divulgação do protótipo que leva o escudo do clube na Fórmula Superliga.

Só falta o Botafogo contratar o Marcel e eu eu ter de fazer um mea-culpa daqui a seis meses…

Uma pergunta
Eurico Miranda disse sobre a derrota do Vasco para o Fluminense, a primeira na Taça Rio: “O Vasco perdeu a partida que podia perder”. A pergunta é: quando foi que o Vasco venceu, em um momento que precisava vencer? Faz tempo…

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
21/03/2008 - 11:37

Meus nobres deputados,

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Fica até estranho escrever uma carta-bomba em plena Sexta-Feira Santa. Mas vocês merecem… A ponto de o blogueiro dar uma pausa no futebol só para dedicar estas linhas a vocês.

Estou na redação da Placar na manhã deste feriado, fechando a revista, atualizando este blog, em breve vou também para a TV participar do Arena. E penso em vocês, nobres parlamentares, desde ontem, quinta-feira, quando ouvi a seguinte notícia no rádio:

– A Câmara entra em recesso sem ter votado nenhum projeto completo esta semana.

– Para não ter os dias úteis (quarta e quinta-feira) descontados do salário, os nobres parlamentares fizeram uma manobra regimental. Simplificando: para poder ir à praia mais cedo, enquanto os brasileiros trabalham, os 300 nobres deputados arranjaram uma desculpa do tipo “as bancadas estão em obstrução e não podemos votar nada esta semana”. Aí, não podia descontar a falta no trabalho.

Que bacana. Já pensou se a gente pudesse dizer para nossos chefes: “estou em obstrução, não posso trabalhar essa semana?”.

Talvez os nobres colegas pensem: “olha o cara, teve de trabalhar no feriado e agora fica bravinho com quem pode descansar”. Tem lá o seu fundo de razão, confesso. Mas ser jornalista foi uma escolha, da qual me orgulho. O que me irrita de verdade é quando as pessoas que eu sustento, a duras penas, usam meu dinheiro para rir da nossa cara.

Não existe vergonha maior neste país que o Congresso Nacional, nobres deputados. E o pior é que vocês nem conseguem disfarçar um pouquinho. Não há o menor sinal de constrangimento. Aposto que nem um óculos escuros vocês colocam quando vão torrar o barrigão na praia em pleno dia útil — para os outros 150 milhões de brasileiros.

Agora peço licença, por favor, porque estou fechando uma revista e também tenho de fazer minha declaração de imposto de renda. É bom saber que pelo menos umas 300 pessoas aí em Brasília andam usando bem o nosso dinheiro…

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
20/03/2008 - 23:46

O Boca “não está podendo”

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Antes de mais nada, uma explicação: como não sou deputado, trabalhei (bastante) nesta quinta-feira, fechamento da revista Placar. Não pude acompanhar o jogo do São Paulo… Mas deu tempo de assistir ao Boca, ou melhor, ao Colo-Colo, que venceu os argentinos por 2 x 0 no Chile, estádio lotado. Fora o baile. Libertadores total.

Eu estava curioso com este jogo. O Boca não começava bem na competição (como no ano passado…). Mas li declarações dos jogadores que iriam a Santiago para vencer. Não era aquele blá blá blá de “respeitamos o adversário”. Era para vencer. Argentino nunca botou a menor fé em chileno mesmo…

Mas para time que não está podendo, mais sensato é adotar o “respeitamos-o-Colo-Colo”.

É a segunda partida a que assisto dos argentinos. Não fosse a camisa azul e amarela, ou a palavra Roman escrita abaixo do número 10, e eu diria que esta é uma equipe qualquer, com jogadores quaisquer.

O Boca é meio estranho mesmo. Tropeça mas chega. Fosse no Brasil e a imprensa estaria fazendo a manchete de crise. Fiquei curioso para ver o que vão escrever os hermanos. Esta aí algo interessante para fazer assim que chegar à redação nesta sexta-feira santa, antes de escrever a Carta-Bomba da semana…

OBS: Se os amigos ficam revoltados com as trapalhadas da arbitragem brasileira, esperem só para ver o pênalti que deram para o Colo-Colo no segundo tempo, quando já estava 2 x 0. Coisa de maluco.

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
20/03/2008 - 13:33

O melhor do Luxa

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Prometi ontem dizer qual foi a melhor equipe já dirigida por Vanderlei Luxemburgo. Na opinião do próprio, evidentemente.

18 pessoas responderam que foi o Palmeiras de 1993/1994.

12 que é o Cruzeiro de 2003.

9 que é o Palmeiras de 1996.

7 que é o Real Madri

6 que é o Corinthians de 1998.

O leitor Tiago Leme pede menção honrosa ao Bragantino de 1990, campeão paulista. Audálio diz que, no papel, foi o Flamengo de Romário, Sávio Edmundo, o qual eu não havia relacionado no post.

Vamos ao Luxa:

“O Palmeiras de 1993, 1994. Aquele time resume o que penso de futebol. Aquele time só tinha um ponto fraco”.

O ponto fraco era o lateral-direito, Claudio.

Assino embaixo. No papel e na prática, o Palmeiras de 1994 foi uma das melhores equipes que eu vi. Não ganhou a Libertadores, mas jogou demais. Equilibrado em todos os setores. Um time seguro atrás e arrasador na frente, com Rivaldo, Edmundo e Evair.

O leitor “Fernando” pode falar desse time com conhecimento de causa… “Como corinthiano é muito difícil admitir, mas o melhor time que já vi jogar até hoje foi o Palmeiras de 93/94. Não tinha como ganhar deles.” O Palmeiras foi campeão paulista em 1993 e Brasileiro em 1994 em cima do Timão, de maneira impiedosa.

O Palmeiras de 1996 encantou, mas encantou no Paulista. Teve pouco tempo. Foi remontado (mal) para o Brasileiro. O Corinthians de 1998, no papel, não impressiona. Mas era uma equipe que soube decidir.

O Cruzeiro de 2003 era muito bom e fica em segundo lugar, na minha opinião. Só não chega ao mesmo patamar da equipe de 1994 porque não tinha, nem de longe, jogadores do nível daquele Palmeiras. Apesar do craque Alex.

O Real Madrid conta apenas no papel…

Aquele Palmeiras de 1994, bancado pela Parmalat, é um tipo de equipe que não se vê mais por estas bandas. Um time tão bom quanto caro. E não venceu a Libertadores…

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
19/03/2008 - 23:44

Relaxa, Mengo

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No começo do jogo, foi de impressionar a afobação do Flamengo. Um time que entrou com adrenalina de decidir. Corria demais. Fazia de cada minuto o último. Um time apressado, como se tivesse de vencer por três gols. Ou recuperar o tempo perdido. O tempo das últimas partidas ruins, todo de uma vez. E não é que deu resultado? Mesmo sem criar grandes jogadas, o 1 x 0 veio aos 25 minutos de jogo, contra um time que se retrancava de forma radical. Na base do abafa mesmo.

E aí o Flamengo matou a bola no peito, respirou, disse “agora é o nosso jogo”? Nada. O Flamengo de repente deu uma murchada. Não controlou a partida como poderia. Não conseguiu jogar no erro do Nacional. Levou sustos.

Não melhorou tanto assim no segundo tempo, mas matou o jogo antes dos 25, ao fazer 2 x 0. Fico me perguntando se o time teria cabeça caso o Nacional tivesse empatado…

O resultado foi ótimo e isso não se discute. Mas se discute que o Flamengo não vem sabendo se impor. Talvez fique tão ansioso por causa disso. Ou não consiga se impor por estar ansioso. Como observador, não sei o que vem primeiro. Mas sei que o Flamengo tem time para jogar melhor e com mais segurança. Além de ter bons jogadores, é uma equipe muito veloz. Isso hoje faz a diferença.

Se eu fosse o Joel, esqueceria um pouco a prancheta essa semana. Tratava dessa ansiedade. Sei do que estou falando. De ansiedade eu entendo bem…

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
19/03/2008 - 15:46

Luxa escolhe o melhor

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Atuzaliada às 16h45
Qual foi o melhor time já treinado por Vanderlei Luxemburgo? Fiz a pergunta ao próprio nesta manhã, quando entrevistava o treinador para a próxima edição da Placar – e Luxa estava inspirado, pegamos o homem em um dia bom…

Luxemburgo não teve dúvida em apontar uma equipe entre as que estão abaixo. Qual você acha que foi?

Palmeiras de 1993/1994, bicampeão brasileiro e paulista
Velloso, Claudio, Antônio Carlos, Cléber e Roberto Carlos; César Sampaio, Mazinho (depois Flávio Conceição), Zinho e Rivaldo (em 1994, depois de Edílson); Edmundo e Evair.

Palmeiras de 1996, campeão paulista com o ataque de 100 gols
Velloso; Cafu, Sandro, Cléber e Júnior; Flávio Conceição (Galeano), Amaral, Djalminha e Rivaldo; Muller e Luizão.

Corinthians campeão brasileiro 1998:
Nei; Índio, Gamarra, Batata e Silvinho; Vampeta, Rincón, Ricardinho e Marcelinho Carioca; Edílson e Mirandinha.

Cruzeiro de 2003, campeão mineiro, da Copa do Brasil e Brasileiro
Gomes, Maurinho, Luisão, Edu Dracena, Leandro, Augusto Recife, Maldonado, Wendel, Alex, Aristizábal (Márcio Nobre) e Deivid (Motta).

Santos 2004, campeão brasileiro
Mauro, Paulo César, Alex (Leonardo), Ávalos e Léo; Fabinho, Preto Casagrande, Elano e Ricardinho; Robinho e Deivid

Real Madrid 2005 Casillas; Michel Salgado, Pavón, Helguera, Roberto Carlos; Beckham, Gravesen, Zidane, Raúl; Robinho (Owen) e Ronaldo.

Santos de Zé Roberto, campeão paulista em 2007
Fabio Costa, Dênis, Antonio Carlos, Adailton, C. Avalos, Kleber; Maldonado, Zé Roberto, Cleber Santana, Rodrigo Tabata; Fabiano

Resultado na quinta-feira (corrigido). Mas, sinceramente, essa é fácil de responder…

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
18/03/2008 - 20:44

Kléber, cotovelos e tribunais

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A polêmica do dia no futebol paulista é a cotovelada do palmeirense Kléber no são-paulino André Dias, no clássico do último domingo. Mais precisamente: a denúncia de agressão e o uso de imagens da TV (depois do jogo) para punir atos de indisciplina.

Três pitacos:

– Cléber cometeu uma agressão. Foi um ato covarde. O problema é que a pena por agressão em nosso Código Brasileiro de Justiça Desportiva prevê 120 a 540 dias de suspensão. Na minha opinião, é um exagero encaixar o jogador (como tantos outros que já foram condenados) em uma punição dessas. Aí, entramos naquela parte chatíssima de justiça desportiva (brasileira), que é achar algum artigo em que caiba uma pena mais plausível. Sinceramente, acho que uns 6 jogos estaria de bom tamanho. Ou não?

– Não dá para usar a tecnologia para decidir se foi impedimento, se foi pênalti, se a bola entrou. As características do jogo não permitem. Mas vejo como um serviço ao futebol poder usar as imagens da TV para, depois do jogo, punir atos de indisciplina como o aplicado por Cléber. É o famoso “Sorria, você está sendo filmado”. O lado ruim é que a TV não pega tudo, 100% do que acontece em um jogo. Paciência. Haverá injustiças por causa disso. A polícia também não pega todos os bandidos. Mas os que consegue pegar servem, ou pelo menos deveriam servir, de exemplo para inibir outras pessoas a praticar coisas erradas.

– O chato é que todo esse processo vai durar de 15 a 21 dias, até termos uma decisão em primeira instância. Tempo suficiente para um monte de engravatado aparecer, dar entrevista, a imprensa especular e noticiar sobre o julgamento. Fosse na Europa, onde a Justiça Desportiva é muito melhor, e neste momento já teríamos a condenação do atacante palmeirense, sem entrevistas de procurador e auditores – nem saberíamos os nomes deles — sem alarde, com uma pena adequada. Nossa Justiça Desportiva é essa chatice mesmo… Tem que engolir. Será que pelos menos os advogados se divertem?

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
18/03/2008 - 12:42

Quem são os os melhores

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O Diário Lance! sugere uma interessante discussão de boteco nesta terça. Compara duas máquinas montadas por Vanderlei Luxemburgo no Palmeiras, em 1993/1994 e 1996, com o time atual. Afirmando, logo de cara, que “Luxa começa a montar o seu terceiro esquadrão vencedor alviverde”.

Eu – e a torcida do Palmeiras… – também estou gostando da evolução da equipe em 2008. É o time a ser batido no futebol paulista. Mas, neste momento, o futebol paulista não tem a supremacia nacional…

O São Paulo é bicampeão brasileiro. Mas o jogo de domingo, quando não tinha nenhum zagueiro no banco, e a trajetória da equipe neste ano, mostra que o Tricolor tem o ex-melhor elenco do Brasil. Apesar do ótimo Adriano – está jogando muito bem, mas vem sendo absurdamente cobrado, além da conta.

Hoje, Flamengo, Fluminense, Inter e Cruzeiro são as quatro melhores equipes ou elencos do país. No caso do Cruzeiro, falta elenco, mas sobra equipe, muito bem montada, na qual tudo está funcionando. O Palmeiras vai chegando a esta turma agora. Que é muito, mas muito equilibrada.

Este time do Palmeiras, o melhor desde 1999/2000, porém, jamais vai chegar ao patamar de Velloso, Claudio, Antônio Carlos, Cléber e Roberto Carlos; César Sampaio, Mazinho (depois Flávio Conceição), Zinho e Rivaldo; Edmundo e Evair. Esta equipe foi bicampeã brasileira com um pé nas costas em 1994. Era muito melhor que todas as outras. É um tipo de time que simplesmente não acontece mais por aqui há algum tempo.

Hoje, não existe um time que seja muito melhor que os outros no Brasil. O São Paulo perdeu a mão e o país tem agora quatro times brigando pelo topo. Dois deles estão no Rio. O futebol dá voltas. Ainda bem.

O Brasileiro por pontos corridos pode, enfim, ter cinco ou seis equipes brigando pela taça neste ano. Isso, a variedade de favoritos, sempre foi a marca do futebol brasileiro. E nunca aconteceu até hoje na era dos pontos corridos…

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
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