2008 março | Carta-bomba, por André Rizek
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Arquivo de março, 2008

31/03/2008 - 18:10

O quintal do Eurico

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Eurico Miranda contratou Antônio Lopes e o melhor comentário que ouvi a respeito veio do amigo Antônio Castro: “Fazia mais de um ano que ele não assumia o Vasco!”

O problema não é a idade de Antônio Lopes, em sua sexta passagem pela Colina: 66 anos. O problema não é a qualidade dele como treinador, já demonstrada em São Januário, no Corinthians e no Atlético Paranaense. O problema é que, em sua última passagem pelo Furacão, ano passado, Lopes já não mostrava o menor pique para assumir um rojão como o Vasco. Parecia o fim de sua carreira de técnico.

O Vasco poderia apostar em algo diferente como Caio Júnior, por exemplo. Dar uma tacada em Ney Franco. Pegar alguém cheio de gás para fazer um trabalho mais longo. Mas sinceramente acho que mudaria pouca coisa nos resultados do time, a curto prazo. O elenco é regular. O Vasco não vai ser o último. Nem o primeiro. Independentemente do treinador.

Lopes chega como uma espécie de bola de segurança, para a reta final do Estadual. Conhece o clube, conhece Edmundo, conhece Eurico. Medida emergencial.

A verdade é que o Vasco vai continuar se arrastando até voltar a ser um grande clube de futebol, em vez do quintal do Eurico Miranda.

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
30/03/2008 - 21:51

Ligação para Teixeira e Betão

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Mesmo sem chance de classificação, o Santos tem tudo para arrancar ao menos um empate contra a Ponte Preta, em casa, no próximo domingo.

O destino do Corinthians no Estadual – contando que vença o Noroeste – está nas mãos do Santos e isso vai gerar uma semana divertidíssima no futebol paulista.

Marcelo Teixeira fica feliz se o Corinthians não se classificar para a semifinal. Como qualquer torcedor. Mas não tenho dúvida de que o presidente santista vai trabalhar pela classificação corintiana. Como?

O colega corintiano, Andrés Sanchez, dá um telefonema. Diz que conta com o profissionalismo do Peixe e tudo o mais. E Marcelo Teixeira transmite a ordem à comissão técnica de que o clube vai mandar um time forte a campo para a última rodada.

Leão também daria um sorriso com a eliminação corintiana. Mas conhecendo o treinador aposto que ele vá preferir cobrar a conta de uma eventual ajuda ao alvinegro, vangloriando-se nas entrevistas de que o Corinthians só entrou – se é que vai entrar – porque o Peixe ajudou.

A chamada mala branca – que é dinheiro não contabilizado, diga-se -serve para aumentar a imagem de que o futebol é uma coisa de mercenário. Mas já que o próprio presidente corintiano admitiu a possibilidade, explico como ela funciona. Essas coisas são tratadas diretamente com os jogadores. Andrés telefona para Betão. Diz que o clube paga 10 mil dinheiros por cabeça caso arranquem ao menos um empate contra a Macaca.

Uma ligação para Marcelo Teixeira. Outra para Betão. E discussão para mais de metro nos próximos dias. A semana será divertida…

Aquilo roxo
Embora constrangido, aconselhei aos corintianos que estivessem com receio de sofrer represálias no estádio, por parte de um grupo de “organizados” que se opõe à campanha de marketing feita pelo clube, que não usassem o roxo. Circulava a informação de que haveria protestos por parte de alguns membros da Gaviões da Fiel contra o roxo. O torcedor comum vestiu a “nova cor alvinegra” no Morumbi. E teve uma resposta no mínimo estranha do clube, ao ver o time entrar em campo de roxo, como era esperado, mas jogar de branco, para a surpresa geral, cedendo às pressões de uma parcela de torcedores que, deu para ver por contraste no estádio, é minoria entre os corintianos.

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
29/03/2008 - 00:07

Pode ir de roxo?

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Corintianos me procuraram nesta sexta-feira perguntando “se pode ir de roxo” ao jogo domingo, no “dia do roxo”, nova campanha de marketing do clube que inclui um novo terceiro uniforme e até um ônibus roxo para levar o time.

Como se sabe, os muros (roxos) do Parque São Jorge foram pichados em sinal de protesto por alguns torcedores, que não gostaram da cor.

A Gaviões da Fiel é contra o uso do roxo.

Natural que tenha muita gente com medo de sofrer represálias caso vá vestindo a nova camisa 3 corintiana ao jogo com o Marília. O inofensivo futebol virou um programa de risco.

Não quero discutir a iniciativa do clube. É ação de marketing e deixo isso para quem entende da matéria. Mas é sinal dos tempos as pessoas terem medo de apanhar — para falar o português bem claro — ou sofrer constrangimentos no estádio caso queiram aderir.

Conversei com Eduardo Ferreira, que é assessor de imprensa dos Gaviões e sempre foi muito profissional com este repórter. Eduardo diz que, mesmo que a torcida faça protestos contra o roxo, eles não serão endereçados a quem quiser usar a nova camisa.

É a palavra oficial da Gaviões e está exposta aqui no blog.

Mas o conselho que dou a quem pergunta “se pode ir de roxo” é triste. “Eu, no seu lugar, evitaria por enquanto”.

Dói falar isso. É decretar a vitória do medo, a derrota dos bons. Chega a ser ridículo. Como é ridículo aconselhar as pessoas a não usar a camisa de seu time em dia de clássico.

Infelizmente, o Brasil é um fracasso retumbante no combate à violência. Já que os governos não fazem sua parte, o coitado do pagador de imposto tem de passar por situações patéticas como esta: usar ou não usar uma simples camisa em jogo de futebol.

É ridículo. Mas é sério. Isso é São Paulo. Isso é Brasil.

Um respiro
O blog está de folga neste sábado e por isso os comentários ficam fechados. Uma ótima rodada a todos. Com qualquer cor…

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
28/03/2008 - 18:32

É melhor ficar em quarto

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O Guaratinguetá (34 pontos) termina na liderança da primeira fase do Paulista se vencer o Sertãozinho em casa e o Ituano fora, na última rodada. Parece razoável apostar que vá terminar na ponta.

Como parece lógico que o Palmeiras (34 pontos, uma vitória a menos) vai chegar, pelo menos, em segundo lugar. O Verdão pega São Caetano em casa e Barueri fora.

E que o São Paulo (32 pontos) não terá problemas para ser o terceiro, já que enfrenta o Bragantino – sem grandes ambições — fora de casa e o fraquíssimo Juventus no Morumbi.

A dúvida é pela quarta vaga. Hoje ocupada pela Ponte Preta (31 pontos). Mas que tem o Corinthians, quinto colocado com 30 pontos, como favorito para ocupá-la. Explico.

O Corinthians é favorito não pelo futebol que vem jogando (vai pegar Marília em casa e Noroeste fora na última, um Noroeste que já poderá estar eliminado). Mas porque na última rodada a Ponte Preta vai pegar o Santos na Vila Belmiro. Neste caso, se o Corinthians vencer os dois jogos, basta que o Santos empate com a Ponte Preta para que o Timão se classifique em quarto.

E o Santos, que neste fim-de-semana pega o Rio Claro fora de casa, se vencer chega com chance de se classificar na última rodada.

Que ironia… Ao que tudo indica, chegar em quarto lugar deverá ser um belo negócio neste Paulista. Enquanto Palmeiras e São Paulo (respectivamente segundo e terceiro) se matam em uma semifinal, o quarto colocado vai encarar o Guaratinguetá, provavelmente com dois jogos no Morumbi. Isso, é claro, se o Guará terminar líder.

Eu avisei que iriam chegar três grandes na semifinal…

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
28/03/2008 - 12:54

E Romário não pára…

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Primeiro, o jornal O Dia fez um belo trabalho e entrevistou Romário. Ele disse que parou. “Ué, mas se aposentou de novo?”, pensei sozinho. E pensei, também, se valia a pena escrever sobre mais este adeus “oficial”. Não tive a menor empolgação… Este pára-não-pára-já-parou de Romário é o assunto mais chato do mundo.

Pensem nos cronistas esportivos. A cada ensaio de adeus, a gente prepara um texto bonito sobre o Baixinho, os jornais publicam aquele material sobre a carreira dele, os portais e a TVs exibem os grandes gols, as grandes jogadas. Tem uma hora que o estoque acaba. O meu já acabou…

Mas não é que abro a página do Globo Esporte e leio um desmentido? Romário diz que “não parei. Estou desempregado e esperando receber propostas”. Seu contrato com o Vasco se encerra no domingo.

É a segunda vez que ele diz que pára, para depois desmentir no dia seguinte.

Será que alguém contrataria o Romário para disputar o Brasileiro? O pior é que eu acho que contrataria… O Galo, por exemplo, acredita no Petkovic. O Náutico, que tanto reclama das cotas que recebe da TV, poderia fazer um apelo de marketing, de repente. Uso o Timbu apenas como exemplo fictício. Romário ainda seria notícia, para um clube carente de exposição. Não é tão improvável assim que alguém chame o Baixinho…

Romário foi um estupendo atacante e é um dos maiores personagens da história do futebol brasileiro. Mas sinceramente eu não levo nada do que ele fala a sério. Nem sobre futebol. Romário já mostrou e admitiu para mim, ao vivo e a cores, que não entende nada do assunto, não conhece os jogadores e não se interessa por tática. Até porque detesta assistir ao jogo no qual é um dos melhores da história. Isso não diminui em nada o jogador que ele foi.

Apenas diminui Romário na hora de escutar o que ele tem para dizer. Eu gosto de ouvi-lo, tem um jeito engraçado, é marrento, diz o que pensa, tem história de sobra. É um ótimo papo. Grande diversão. Só não dá para levar o Romário (fora da área) a sério.

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
27/03/2008 - 12:27

Direto do forno

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Eis as três capas da edição de abril da Revista Placar, que começam a chegar às bancas nesta quinta-feira.

O cardápio está bem variado. E polêmico. A reportagem principal é sobre o paradeiro de Casagrande, um craque fora do ar. O assunto foi destaque da home do iG e quem quiser saber mais pode clicar aqui.

Também tem matéria sobre uma nova investigação da Polícia Federal no futebol brasileiro, legislação (não é Lei Pelé…), entrevista com Luxemburgo, visita a Luís Fabiano em Sevilla, cinco dias de futebol na véia em Londres, o maluco esquema-tático do Inter (o qual batizamos aqui na redação de “Bergamota Mecânica”), uma matéria apaixonada com o capitão Túlio (ele conta para as filhas que as bruxas moram em um castelo chamado Flamengo…), Denílson, Edu Dracena, Ibrahimovic e muito mais.

Espero que gostem. Boa leitura!

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
27/03/2008 - 01:47

É bom por que é ruim?

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Atualizado às 10h25

“O Corinthians foi lesado”, disse o cartola depois do jogo. Entrevista para a TV. Foi lesado mesmo. Pelo Perdigão…

Santos 2 x 1 Corinthians foi uma partida sensacional na Vila Belmiro. Se tem algum personagem do jogo (equilibrado, franco, disputado na máxima freqüência até o último minuto) é o volante corintiano. Não o juizão. Coitado do juizão…

Ele acertou ou errou ao marcar falta de Diogo Rincón, na jogada que seria um gol corintiano? Sei lá, pela imagem da TV não fica muito claro. Parece que foi falta mesmo (vejam pela câmera atrás do gol, que mostra a jogada de frente). Mas isso não tem importância.

Certeza mesmo é que Perdigão protagonizou um lance digno de Youtube, daqueles que a gente vai assistir de tempos em tempos em listas de trapalhadas. E aí o Santos fez 1 x 0. Perdigão falhou também no segundo, quando estava empatado por 1 x 1. De novo, a imagem da TV não mostra com clareza se houve falta do Kléber Pereira em cima de Carlão na jogada, como reclamam os corintianos. Acho que não houve…

Havia várias bombas-relógio em campo, nos dois times. A de Perdigão foi acionada.

Deu a lógica. E o juiz é que leva a culpa, ou o mérito…

Quando eu digo que futebol nacional me diverte mais que o europeu (basta ver Brasil x Suécia, apesar do Pato), tem amigo meu que responde que os jogos aqui no Brasil são legais, agitados, porque nossos times são ruins, com jogadores ruins, esquemas táticos ruins, campos ruins etc. Teve um pouco disso nesse Santos 2 x 1 Corinthians…

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
26/03/2008 - 18:37

Um homem de estréias

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Reuters

Pato festeja o golaço, de perna esquerda, que garantiu a vitória sobre a Suécia

Primeiro jogo profissional de Alexandre Pato: Palmeiras x Inter, em 2006. No primeiro toque na bola, gol. Primeiro jogo de Pato pelo Milan: gol marcado em um amistoso contra o Dinamo de Kiev. Primeiro jogo oficial de Pato pelo Milan, no Italiano: golaço marcado contra o Napoli. Dunga demorou para lançar o garoto na Seleção. E o que acontece em sua estréia? Pato marcou um gol, é claro.

Um belo gol. “Estava sem goleiro”, dirão alguns fãs da objetividade. Mas não é qualquer jogador que, de esquerda (não é sua perna boa…) acerta uma bola daquelas. Parece fácil. Mas é gol para poucos.

Gosto quando ficam dizendo que Pato ainda não é tudo isso. Porque o moleque desmente de um jeito delicioso quando todos os holofotes se voltam para ele. “Moleque” só na idade mesmo. Como está escrito no título deste post, Alexandre Pato já é um homem no futebol.

O novo titular?

Na verdade, este seria um post sobre Diego (até Pato entrar em campo…). O jogador do Werder vive um grande momento na Alemanha e e fez boa partida pela Seleção novamente.

Sem Ronaldinho e sem Kaká, o técnico escalou Júlio Baptista e Diego para começar jogando contra a Suécia. Ainda não sei o que isso quer dizer. Se eu estivesse na Inglaterra, faria a seguinte pergunta ao técnico da Seleção:

– Se Kaká pudesse jogar, você o escalaria ao lado do Diego ou jogaria o Júlio Baptista de qualquer jeito?

Explico minha dúvida. Acredito que Ronaldinho Gaúcho tenha perdido a posição (eu disse “acredito”). Com o Gaúcho fora do time fica a pergunta: Dunga vai escalar um terceiro homem mais pegador no meio (como Júlio Baptista ou Elano), ou vai de Kaká e Diego, simplesmente colocando o jogador do Werder com a camisa 10 — e insistindo no quadrado?

Acho que só teremos a resposta na próxima partida. Alguém arrisca um palpite? O meu é de que ele vai aproveitar a ausência do Gaúcho e escalar Júlio Baptista ou Elano ao lado de Kaká. Mas sinceramente o futebol do Diego me deixa curioso para vê-lo ao lado do Kaká…

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
25/03/2008 - 20:40

Meu caro presidente Ziza,

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O dia da Carta Bomba é sexta-feira, seu Ziza. Mas não podia esperar tanto para lhe escrever. Tinha que ser hoje, 25 de março de 2008, centenário desta instituição do futebol chamada Clube Atlético Mineiro.

Na verdade, decidi escrever para o senhor quando li a manchete aqui do iG: “Petkovic é presente do Centenário”. Só se for um presente de grego. Ou de cruzeirense…

O senhor errou de aniversário, seu Ziza. Petkovic era um bom presente quando o Galo celebrou 90 anos.

A torcida não merecia mais essa.

Teria sido mais prudente – e honesto – que em janeiro o senhor anunciasse para a massa atleticana que o clube está quebrado, cheio de dívidas, que a torcida entendesse e caminhasse junto da equipe em 2008. O atleticano entenderia. O atleticano sempre entendeu. Não existe neste mundo torcida mais fiel.

Há quem diga que todas as torcidas são iguais. Para mim não são.

A torcida do Galo é campeã mundial de sofrimento. Viu seu clube ser o que mais vezes chegou a uma semifinal de Brasileiro. E no entanto só ostenta um troféu até hoje, lá de 1971. O Galo já montou equipes fantásticas, cheia de craques. E na hora H sempre viu a tragédia. O senhor sabe disso bem melhor do que eu.

A torcida do Galo é diferente porque é a única que pode dizer: “não é preciso vencer, basta existir”, como escreveu uma telespectadora do Arena neste terça. Frase de arrepiar.

E em troca o senhor me vem com Petkovic. Não é uma contratação qualquer. É o presente do centenário. Como se o atleticano, acima de tudo um forte, precisasse de uma “satisfação”. Sinceramente, esperava mais coragem do senhor em um dia como hoje.

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
25/03/2008 - 16:48

Vergonha

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Lúcio não sabe nada sobre a Copa de 1958. Diz que seu avô é quem sabe. Luís Fabiano não consegue citar o nome de nenhum jogador que conquistou o primeiro Mundial para o Brasil. Nem Pelé, nem Garrincha, nem Didi, nem Nilton Santos? Nada. Nunca ouviu falar de Vavá, que jogou na mesma posição dele. O garoto Pato, idem.

Nossos jogadores de hoje não sabem nada sobre esta que talvez tenha sido a página mais gloriosa da história do futebol brasileiro. E eu, do outro lado Atlântico, fico envergonhado por eles.

Tudo bem que somos um país onde o povo não lê, um país de quarto mundo na educação de nossa gente. Mas é um absurdo que a CBF leve para uma entrevista coletiva pessoas que vão falar em nome da Seleção sem que elas saibam quem foi Garrincha em um momento como este. Sem que elas saibam por que estão lá em Londres, afinal de contas!

Só existe um país pentacampeão porque um dia levantamos a primeira taça.

O mínimo que esperava da CBF, na hora de fazer um jogo comemorativo da conquista de 1958, era levar TODOS os jogadores vivos daquele time junto com a Seleção. Que a CBF mostrasse imagens, vídeos e desse uma aula de história sobre este momento do futebol brasileiro, sobre o que foi a geração Pelé-Garrincha, aos boleiros de hoje. Que ela se preocupasse mais com o valor que esta camisa amarela tem. Não me refiro à cota que a entidade ganha a cada vez que o Brasil entra em campo. Falo de algo muito mais valioso. E que não tem preço.

A Confederação Brasileira faz uma partida contra a Suécia em Londres, a nova casa da Seleção, apenas para descolar um troco. Meia dúzia de bobões românticos, como este blogueiro, chamam a partida de festa pelos 50 anos de nossa primeira grande conquista. Os jogadores vão lá para cumprir uma obrigação e só querem saber de seus próprios umbigos.

O que acontece em Londres é o retrato fiel do que se transformou a camisa amarela (ou azul, como em 1958…). Marquem a data. Ela explica o que virou este negócio chamado “Seleção Brasileira”.

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
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