iG

Publicidade

Publicidade

Arquivo de fevereiro, 2008

19/02/2008 - 00:22

E precisava disso tudo?

Compartilhe: Twitter

Adriano suspenso por duas partidas. Nada a declarar sobre isso. Normal. Poderiam ser três, poderiam ser quatro jogos. Isso é detalhe.

O que este blog continua a perguntar é: precisa de tudo isso? Precisamos mesmo armar um circo por duas semanas, debruçarmo-nos sobre códigos disciplinares, entrevistarmos desembargadores, advogados desportivos etc etc etc?

Tudo isso para chegarmos a uma conclusão óbvia, que poderia muito bem ter sido tomada por um tribunal de penas, sem alarde, na segunda-feira depois do jogo. Custaria menos tempo, menos dinheiro, menos tudo.

Porque eu gosto mesmo é de futebol, não de julgamento.

É muito julgamento para pouco futebol…

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
18/02/2008 - 18:39

A encruzilhada do Peixe

Compartilhe: Twitter

Nesta segunda-feira, Emerson Leão disse para jornalistas, de maneira informal, que não sabe se termina a semana empregado.

Você já leu algumas vezes neste blog que as pessoas que cercam Marcelo Teixeira pedem a queda do treinador – mas o presidente resiste.

O Santos se meteu em uma encruzilhada. Não devia ter contratado o treinador. Mas, já que contratou, que sentido faz demiti-lo agora? Só faria alguma lógica se houvesse um grande nome engatilhado, como o Paulo Autuori, por exemplo. Não há.

Por mais que eu não goste do trabalho de Emerson Leão (e, repito, jamais teria contratado o treinador), entendo que demiti-lo agora pode piorar ainda mais as coisas. O Santos teve um bom começo na Libertadores. Eu esperaria mais um pouco…

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
17/02/2008 - 18:43

Joel Santana x Edmundo

Compartilhe: Twitter

O Kaká do Vasco
Edmundo fazer sua estréia justo em uma semifinal contra o Flamengo é uma forma de promover (ainda mais…) o clássico. Curiosidade para ver um último rugido.

Edmundo estrear neste domingo de Maracanã lotado significa que o Vasco vendia uma grande atração. Este é o problema de Edmundo em São Januário, ou melhor, de Edmundo no time do Vasco.

Artilheiro do Palmeiras em 2007, ele ainda tem (um pouco de) lenha para queimar. Mas jamais será suficiente para fazer, sozinho, o fogaréu alvinegro. Edmundo tinha que ser um complemento, jamais a atração principal.

Sua contratação poderia ser interessante se ele fosse uma espécie de “Maldini do Milan”: um charme, em um time que já tem Kaká, Pato, Pirlo etc. E olha que Edmundo tem mais bola que Maldini hoje em dia… Mas é como se o Vasco estivesse contratando Edmundo para ser o Kaká do time.

Joel, o sábio
Joel Santana só vai estar em programas de TV nessa segunda-feira porque o Flamengo venceu o Vasco. Convidado na sexta-feira, esta era a sua condição para aceitar. E eu achei legal! Por uma coisa…

Mostra que rivalidade, a boa e velha rivalidade, sempre será o motor do futebol. O Flamengo está jogando uma Libertadores e seria natural para muita gente que o Estadual ficasse um pouco de lado. Que uma eventual derrota para o Vasco – por ser um time mais fraco no momento, bem mais fraco – não mudasse as condições de tempo na Gávea.

O Vasco teve chances de vencer. Isso mostra as fragilidades do Flamengo? Acho que mostra, isso sim, que a rivalidade é o motor do futebol. Joel Santana é um sábio. À sua maneira. Mas um sábio…

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
17/02/2008 - 18:38

A ex-melhor defesa

Compartilhe: Twitter

Muricy Ramalho tem em mãos a ex-melhor defesa do Brasil. O São Paulo campeão brasileiro encarava todo mundo, dentro e fora da casa, porque era quase intransponível. E fazia pelo menos um golzinho por jogo…

Saíram Alex Silva (machucado) e Breno (no Bayern), entraram Juninho (avança bem com a bola, mas seguro na marcação, além de ser baixo) e Fábio Santos (ainda não se achou). Quando não joga o excelente Miranda, então, caso desse domingo, contra o Marília, a coisa fica ainda mais complicada. Basta ver os três gols dos donos da casa.

– O São Paulo ainda não engrenou.
– O São Paulo claramente “administra” essa fase do Paulista.
– O Marília é uma das boas equipes do interior.

Mas a defesa do São Paulo… É o que deve estar preocupando Muricy às portas da Libertadores.

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
14/02/2008 - 19:07

Romário, a última do STJD…

Compartilhe: Twitter

A absolvição de Romário por uso de substância proibida é mais uma obra do Sensacional Tribunal de Justiça Desportiva, o nosso STJD.

Romário, todo mundo sabe, foi pego com a substância finasterida. Alegou que tomava a mesma para evitar queda de cabelo. Se a versão for verdadeira – e não vejo motivo para duvidar dela — trata-se de uma confissão de culpa.

O Código Mundial Antidopagem é bem claro quanto isso. Chama-se negligência. Está lá, no artigo 2.1.1: “É um dever pessoal de cada praticante desportivo assegurar que não introduz no seu organismo nenhuma Substância Proibida.” Não importa se é o Romário, o Federer ou o Clodoaldo.

Para ter a pena reduzida ou até ser absolvido, o que é raríssimo em qualquer lugar do mundo, menos nos julgamentos do STJD, Romário teria de provar que não houve negligência de sua parte. Chama-se no Código “Circunstâncias excepcionais”.

Faço questão de transcrever o Código, em sua versão portuguesa, para vocês verem que não existe como interpretar o caso Romário como “Circunstância Excepcional”:

“Artigo 10.5 – Eliminação ou redução da suspensão com base em circunstâncias excepcionais

10.5.1 Inexistência de Culpa ou Negligência
(…) é aplicável aos casos em que as circunstâncias são verdadeiramente excepcionais e por isso não é aplicável na grande maioria dos casos. (…) Um exemplo em que a inexistência de culpa ou negligência daria origem à eliminação total da sanção seria um caso em que o praticante desportivo conseguisse provar que, apesar de todas as precauções tomadas, foi sabotado por um adversário.

(…) Uma sanção NÃO poderia ser eliminada (…) nas seguintes circunstâncias:

A. Um controle positivo originado por uma vitamina ou suplemento alimentar contaminados ou cuja embalagem tinha um erro de etiquetagem (os praticantes desportivos são responsáveis por tudo aquilo que ingerem e foram advertidos da possibilidade de contaminação desses suplementos);

B. A administração de uma substância proibida por parte do médico pessoal do praticante desportivo ou do seu treinador sem terem dado conhecimento ao praticante desportivo (os praticantes desportivos são responsáveis pela escolha dos médicos…);

C. Sabotagem da comida ou bebida do praticante desportivo realizada pelo cônjuge, treinador ou outra pessoa que pertença ao círculo restrito do praticante desportivo (os praticantes desportivos são responsáveis pela conduta das pessoas às quais confiam o acesso à respectiva comida e bebida).

(…) Qualquer um dos exemplos apresentados poderia dar origem a uma sanção reduzida (…) (Por exemplo: a redução pode muito bem ser adequada no exemplo (A) se o praticante desportivo demonstrar claramente que a causa do teste positivo foi a contaminação numa vitamina comum adquirida a uma fonte não relacionada com substância proibida e que empregou os cuidados necessários ao não tomar quaisquer outros suplementos nutricionais).”

Mas nossa Justiça Desportiva não sabe ler. Ou sabe e acha graça. Curioso é que adoram absolver jogador pego no doping – coisa que só acontece no Brasil –, mas gostam ainda mais de ficar aplicando punições esdrúxulas de 120 dias para qualquer coisa que aconteça dentro de campo – o que também só ocorre no Brasil.

Não é nada contra Romário, muito pelo contrário. É apenas uma questão de exigir que a lei seja a mesma para todo mundo. O dia em que isso acontecer aqui, o Brasil será um país melhor. Enquanto isso, que chorem todos os jogadores que tiveram de cumprir suspensão por doping, mas não se chamam Romário ou Dodô.

A absolvição de Romário é o retrato fiel do Brasil e do que alguns chamam de “Justiça” por estas bandas. Aos poderosos, tudo. Para os demais, o chamado “braço forte da lei”.

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
14/02/2008 - 00:30

dor e dor

Compartilhe: Twitter



Guga e Ronaldo: agonia em praça pública (Fotos AFP e AP)

Difícil falar de Ronaldo e Gustavo Kuerten sem cair na vala comum. Semana histórica essa. O país assiste a dois de seus maiores ídolos de todos os tempos numa batalha invencível contra o próprio corpo.

Gustavo Kuerten e Ronaldo até que possuem muitos pontos em comum. Quando começou a cair de produção anos atrás, muita gente achava que era desleixo de Guga: “Está desmotivado”. Até o mundo conhecer seu problema no quadril. Guga tentou, mas arrasta-se em quadra há pelo menos dois anos. Como ele mesmo disse, aos prantos, na Costa do Sauípe: “Quero que vocês entendam que não estou parando porque eu quero. Estou parando porque não consigo mesmo”.

Essa é a frase do ano até agora. Pelo menos até Ronaldo falar…

A pança com a qual Ronaldo chegou à Copa de 2006 não mentia: ele estava desleixado e desmotivado. Mas, mesmo gordo, ainda era craque e quem assistiu à sua última grande exibição, contra o Napoli, na estréia de Pato, sabe bem disso. Acontece que Ronaldo, assim como Guga, simplesmente não consegue mais. E de novo o mundo todo assiste à sua agonia em um campo de futebol, ao vivo e a cores.

Em 2002, antes da Copa, escrevi que o Fenômeno era um ex-jogador. Ele vinha de dois tendões estourados no joelho. Mordi a língua, com enorme prazer. Não quero escrever isso de novo antes de o próprio anunciar o adeus, como já fez Guga. Sempre fica aquela esperança de que, como se fosse o Rocky Balboa do futebol, Ronaldo vá se reerguer, todo ensangüentado, e partir para cima do Drago no último round, como se estivesse novinho em folha (estou ficando velho ou todos sabem do que estou falando?).

Mas a sensação real é de que perdemos de uma vez por todas dois dos maiores ídolos que este país já teve. Duro é saber que outros Ronaldos virão — e dois deles já despontam no próprio Milan. Outro Guga, dificilmente a gente vai ver.

Essa batalha dos dois ídolos por um último respiro de competição só engrandeça as histórias de vida de Gustavo Kuerten e Ronaldo Nazário.

Eu vi Careca, Romário, Van Basten. Não discuto quem foi o melhor deles, porque isso é muito relativo. De uma coisa, porém, não tenho dúvida: Ronaldo é o centroavante mais importante da história da Seleção Brasileira. E isso não é pouca coisa, não.

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
13/02/2008 - 12:07

O torneio quase sensacional

Compartilhe: Twitter

Falo da Copa do Brasil. O único que reúne times de todos os estados brasileiros, que oferece oportunidade de nanicos desafiarem gigantes, que leva o futebol dos maiores clubes brasileiros a regiões carentes de grandes eventos. O único que é 101% imprevisível, no qual um Asa de Arapiraca é capaz de eliminar o Palmeiras, um Santo André sair campeão em uma final contra o Flamengo ou um 15 de Campo Bom espantar o país, chegando à semifinal.

A Copa do Brasil é o maior barato! Pena que insistem em deixá-la menos espetacular.

Imaginem esse torneio com Flamengo, Fluminense, Cruzeiro, São Paulo e Santos! É um atentado ao futebol deixar as melhores equipes do país, aquelas que disputam a Libertadores, fora da Copa do Brasil. Por que isso ocorre? Simples. Porque nosso calendário é esdrúxulo.

Deveria começar hoje, simultaneamente à Libertadores, a Copa Sul-Americana, que só vai acontecer no segundo semestre. Assim, haveria datas para que a Copa do Brasil fosse disputada simultaneamente ao Brasileiro, com os times que jogam a Libertadores e a Sul-Americana.

Dessa forma, aumentaria também o interesse pela Sul-Americana, alavancada pela “onda” dos confrontos internacionais da prima rica Libertadores. Parece simples. Mas sabem por que isso não ocorre? Porque a TV argentina exige ter River e Boca jogando torneios internacionais o ano todo. No primeiro semestre, a Libertadores. No segundo, a Sul-Americana. E a gente aceita…

Começa hoje, portanto, um torneio quase sensacional. O mais democrático do país, o mais imprevisível, o mais emocionante. Mas sem as nossas principais equipes… Vai entender.

Quem leva?
A história mostra que nem sempre vence o melhor time. Vence o mais competitivo e, por que não, o mais sortudo também. Prova disso são os títulos de Paulista e Santo André, as campanhas que já fizeram 15 de Campo Bom, Brasiliense e Ipatinga.

O Internacional tem, disparado, o melhor elenco entre os participantes, seguido pelo Palmeiras. Mas na Copa do Brasil isso não quer dizer muita coisa, ao contrário do Brasileiro por pontos corridos. O Corinthians, por exemplo, com uma boa defesa, pode chegar longe evitando levar gols. O Grêmio tem a força do Olímpico. E é o Grêmio… Botafogo e Atlético Parananense, muito bem nos Estaduais, aparecem entre os favoritos. Observo com desconfiança o Atlético Mineiro e o Coritiba. Vai ser duro bater o Sport na Ilha do Retiro.

É um baita torneio esse que começa nessa quarta! Pena que o futebol brasileiro ainda não o trate da maneira como ele merece…

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
12/02/2008 - 17:46

Furacão nas mesmas traves

Compartilhe: Twitter

Você já sabe que o Atlético Paranaense está a um jogo de alcançar seu recorde de 11 vitórias consecutivas, de 1949. O que você não sabia é que isso pode ocorrer, provavelmente, nas mesmas traves que seguravam as redes de 59 anos atrás. Pelo menos eu não sabia…

Clique aqui e leia esta bela história no Blog da Baixada.

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
12/02/2008 - 16:00

Denílson: você contrataria?

Compartilhe: Twitter

Vanderlei Luxemburgo alcançou tamanho e merecido prestígio no futebol que ainda tem gente acreditando que tudo (ou quase tudo) o que ele toca vira ouro. O Santos contratou o ex-craque Petkovic ano passado. Fosse em outro clube e a imprensa teria decretado: “Absurdo”. Mas o comentário geral era de que “Com o Luxemburgo o gringo vai jogar.”

Se Denílson estivesse sendo contratado pelo Vasco, pelo Atlético Mineiro, pelo Santos de Leão, a notícia seria tratada como piada. Mas novamente se ouve que “com o Luxemburgo…”

O que mais me impressiona é ver gente comparando a contratação de Denílson com a de Zé Roberto pelo Santos (li isso em todo lugar e aqui mesmo no nosso querido Último Segundo). Zé Roberto foi o único brasileiro eleito para a seleção da Copa de 2006, estava no auge quando chegou para o Peixe. Comeria a bola até com o Passarella de treinador. Luxa teve o mérito de escalá-lo na função de armador, tudo bem, mas no Bayern Zé Roberto já atuava mais adiantado, como um falso ponta-esquerda. Não foi exatamente “um achado”.

Denílson, ao contrário, chega em baixa. Não atua desde novembro de 2007. O São Paulo sequer deixou o jogador treinar no clube ano passado. O Palmeiras, ano passado, também não queria Denílson. Ficou impressionado sobre como ele estava fora de forma. Nada contra o rapaz. É gente finíssima. Mas é um ex-jogador tentando voltar.

Pode ser que dê certo. Mais pelo nível dos atacantes que hoje atuam em nossos clubes do que pelo Denílson, o Denílson de hoje. Basta ver que o Corinthians tem Lima e Herrera em seu elenco, o Vasco tem o Abuda, o Botafogo ataca de Wellington Paulista… Mas, por favor, não comparem com Zé Roberto. Tratemos a contratação de Denílson como ela deve ser tratada: uma total incógnita.

Eu não teria pagado para ver, usaria esse dinheiro com outro jogador ou até guardaria no banco (as bolsas voltaram a crescer…). E vocês?

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
11/02/2008 - 22:07

Futebol é para homem

Compartilhe: Twitter

O ditado acima é uma das coisas mais toscas já inventadas para falar sobre o esporte bretão. Mas não é que, de vez em quando, ele até que se aplica? A questão é que futebol é um jogo sem frescura, o jogo coletivo com menos frescura que já inventaram. Por isso, também, ele é tão legal!

Adriano fez besteira, foi bem expulso, vai cumprir um jogo de suspensão, um abraço. Mas daí a enquadrá-lo por agressão pela “quase cabeçada em Domingos” — o que pode deixar o jogador fora do resto do Campeonato –, sinceramente, seria exagero até para nossa sensacional justiça desportiva.

“Ah, mas ele foi denunciado na súmula! Cabeçada é agressão. Pena de 120 a 540 dias”, dirão alguns, com total e nenhuma razão ao mesmo tempo.

É verdade que pela súmula é plausível denunciá-lo por agressão, como também é perfeitamente possível enquadrar o Imperador em qualquer outro artigo. Escolham qualquer um lá no livro, que possa render uma punição mais razoável, algo que não desafie o nosso bom senso.

Cumpram o tal código de vocês, da maneira que acharem melhor, mas por favor não desafiem o bom senso!

O problema é que isso demora um tempão… Tempo de o tribunal aparecer um pouquinho, ganhar importância, coisa e tal.

Adriano será julgado pelo TJD, que é a versão estadual do STJD, digamos assim, o que atua no Brasileiro.

É muita sigla para pouco futebol. É muito julgamento para pouco jogador.

Eu continuo perguntando: precisa de tudo isso?

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
Voltar ao topo