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Arquivo de fevereiro, 2008

29/02/2008 - 17:25

A maternidade do Timão

O assunto veio à tona no Arena Sportv desta sexta-feira. O vice de marketing do Corinthians, Luiz Paulo Rosemberg, contou que o clube recebeu uma sugestão por e-mail, vinda de um torcedor: construir um maternidade dentro do Parque São Jorge, para a criança já nascer corintiana. A idéia, evidentemente, parecia inviável. Mas como o patrocinador é a Medial Saúde…

Segundo Rosemberg, já está quase tudo certo para ser criada uma ala corintiana em uma maternidade da empresa. Toda pintada de branco e preto, com roupinhas-uniforme do Timão para o bebê. Até os médicos fariam a cirurgia com camisa do clube.

Futebol é isso! Piadas clubísticas à parte, a idéia é brilhante. Nossos clubes estão melhorando…

Neste sábado falaremos do clássico com o Palmeiras.

Um ótimo fim-de-semana a todos!

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
29/02/2008 - 12:49

Meu caro Cuca,

Antes de mais nada quero dizer que lamento por nunca termos conversado pessoalmente. Porque considero você um ótimo formador de times, dono de um olhar clínico para contratações. Além de parecer ser um ótimo papo. Aqui na Placar a gente faz pelo menos um almoço com técnicos e dirigentes por mês, para trocar idéias, num momento em que vocês estão mais “desarmados”. Ouvimos cada off sensacional nestes encontros… Repasso para você o que escutamos de um colega seu:

“Tem técnico que, quando a gente joga contra, eu fico preocupado, sei que ele estuda meu time, que vai fazer alguma coisa diferente no jogo. O Luxemburgo é assim”, dizia seu colega: “Já o Cuca tem um problema. Tem cara que motiva além da conta, que pilha o jogador de um jeito perigoso. Aí, basta você riscar um fósforo que os caras explodem. Quando jogamos no Brasileiro, eu falei para meu time: o Botafogo vem pilhado, é só esperar que os caras vão fazer merda. Vamos pianinho e esperar”.

Até hoje eu penso nesse diagnóstico, preciso, sobre as equipes que você montou em General Severiano: pilhadas além da conta. Esqueçamos por um momento a final da Taça Guanabara. Fiquemos na partida que o Botafogo jogou contra o São Paulo, a última do primeiro turno do Brasileiro. Seu time estava tão pilhado, mas tão pilhado, que foi só os paulistas cozinharem um pouco o jogo para que Túlio e Cia perdessem a cabeça de um jeito inacreditável. Perderam um jogo e depois disso o time broxou.

Você não afirmou várias vezes que o problema das derrotas de 2007 era emocional? Então… Acontece, prezado treinador, que esse problema emocional vem de cima aí no Botafogo. Começa pela diretoria, completamente destemperada, passa pelo treinador e, naturalmente, chega aos jogadores. Basta riscar um fósforo que o Botafogo explode. Já está virando folclore, Cuca!

Pense nisso, prezado treinador: “pilhar demais os caras”. Talvez seja o que falta para você, um dos melhores treinadores do país, finalmente levantar um troféu digno do seu trabalho. E que tal vir almoçar conosco aqui na Placar qualquer dias desses?

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
28/02/2008 - 15:55

Não deixe o esculacho morrer

Antes de mais nada, quero dizer que respeito a indignação dos botafoguenses com a “comemoração chorona” de Souza diante do Cienciano. Mas é justamente por causa dela que o gesto é tão bacana! Não existe boa gozação se a vítima não sentir o golpe, oras!

Se Souza estivesse fazendo alguma discriminação de raça, sexo ou de cor, ele deveria sair preso do Maracanã. Algemado. Mas Souza fez apenas uma gozação de futebol, gente… Estritamente de futebol. Que graça teria o nosso amado jogo sem a gozação?

Nada é mais importante que o livre direito de poder esculachar um rival derrotado! Nada. Nem o jogo dentro das quatro linhas, perguntarão os leitores? Nem o jogo! Que graça tem um clássico se a gente ficar preso a detalhes do tipo “o time jogou com duas linhas de quatro”.

“Ah, mas gestos como os do Souza incitam à violência”, dirão alguns, guardiões da moral e dos bons costumes. Mas incitam mesmo? Eu não fiquei com vontade de dar porrada em ninguém por causa da encenação de chorão que o atacante fez… Se algum idiota quer partir para a briga por causa do gesto, o problema é do idiota e não do gesto.

Andamos todos muito caretas no futebol, muitos cheio de nhém nhém nhém. A violência é assustadora. Mas em vez de combatê-la com seriedade a gente fica com essa de “não pode entrar com bandeira no estádio, não pode entrar com guarda-chuva, não pode beber cerveja, não pode chamar de bobo”. É como o sujeito que chega em casa, pega a esposa transando com outra pessoa no sofá e, para resolver o problema, ele vende o sofá…

Talvez o exemplo não seja tão bom, mas serve para explicar o que quero dizer. O Botafogo protaganizou um choro ridículo no domingo e, sinceramente, alguém tinha de tratar isso como merecia: como piada.

Futebol, minha gente, não é apenas um jogo. Sei que parece óbvio, escrito dessa forma. Mas a reação de muita gente ao gesto do Souza me deixa na obrigação de lembrar isso. Quer falar apenas de jogo, “de linhas de quatro” (não agüento mais ouvir essa expressão)? Então acesse um blog de gamão ou de xadrez (e olha que sou bom nisso…). O futebol só é futebol porque tem um motor chamado “rivalidade”.

Chega de caretice. Não deixem o esculacho morrer!

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
27/02/2008 - 18:20

Se eu fosse o Dunga…

Assinei uma reportagem sobre seleção olímpica na próxima edição da Placar e, como está tudo fresquinho na cabeça, decidi brincar de Dunga. O que eu faria se fosse o técnico da seleção:

1 Calçaria as sandálias da humildade, pegaria um avião para Milão e chamaria Kaká para um bate-papo nos seguintes termos: “Você é o melhor jogador do mundo, já venceu uma Copa, já venceu a Liga dos Campeões. Mas nunca esteve em uma Olimpíada. Você não quer contar ao seu neto que ganhou a primeira medalha de ouro para o futebol brasileiro?”, perguntaria, entre uma taça e outra de um bom vinho italiano. “Você vai ser meu capitão, preciso de você na China. Vamos pensar em um plano para o Milan te liberar. A seleção precisa de você, Kaká”. Duvido que se o Dunga falar nestes termos o craque não tope fazer uma pressão e, com o moral que tem hoje, conseguir a liberação de seu clube. O problema é que, para o técnico da seleção, são os jogadores que têm de ir até ele. E não o contrário. Esquecendo-se que os tempos mudaram e a camisa amarela não tem o mesmo valor para estrelas como Kaká, que constroem suas carreiras independentemente da Seleção.

2 Minha seleção seria escalada assim:

Diego (Almeria)
Rafinha
Breno
Lúcio (Juan está se machucando demais… E não vem mostrando muita empolgação em pedir a liberação da Roma)
Marcelo

Lucas
Hernanes
Ânderson
Diego

Kaká
Pato

“Faltou um veterano”, vocês dirão, com toda a razão. Basta escolher: Júlio César, Juan, Robinho ou até mesmo o Josué. O volante é uma boa pedida… Antes eu estava decidido a levar Júlio César. Mas diante da grande fase do Diego fiquei em dúvida. Dúvida boa…

3 Como serão apenas 18 jogadores no grupo, incluídos aí os três veteranos, é necessário formar um banco com reservas polivalentes. O meu:
- Renan
- Ilsinho (vem jogando no meio pelo Shaktar, para o caso de uma emergência, e também seria o coringa para jogar na lateral-esquerda)
- Alex Silva (também joga de lateral…)
- Thiago Neves (para a reserva do Diego, mas também poderia ser segundo atacante, como no último Fla-Flu)
- Ramires (além de ser opção como volante, é pela pedida para a posição do Ânderson também – o cruzeirense vem jogando muito como terceiro homem)
- Rafael Sóbis
- E mais um do time escalado acima, pois faltou um veterano.

Fui bem? Se cuida, Dunga…

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
26/02/2008 - 18:15

O maior cai-cai do Brasil

Eis a capa da edição de março da Placar, que começa a chegar às bancas na sexta-feira.

Trata-se de um levantamento com os 20 árbitros e assistentes Fifa do país — 18 toparam responder, sob anonimato.

Fizemos perguntas sobre quem é o técnico mais mala do país, o estádio onde sofrem maior pressão, se a arbitragem é a principal fonte de renda deles — garantem que não, já que no Brasil juiz de futebol é obrigado a ter uma profissão.

Vou dar apenas um aperitivo aos leitores do blog, sobre a questão mais polêmica da pesquisa: quem é o maior cai-cai do futebol brasileiro? Se você respondeu “Valdívia”, saiba que errou. Mas não tem problema. A gente achava que o chileno ganharia disparado, já que vive reclamando que apanha impunemente nos gramados brasileiros — com boa dose de razão.

Vocês têm algum palpite sobre quem levou? Não vou fazer mistério… Para os juízes, o são-paulino Dagoberto é o maior cai-cai do futebol brasileiro. Talvez isso explique dois pênaltis claros não marcados no jogador neste Paulista — um deles no clássico contra o Corinthians –, de que tanto reclamam os tricolores.

Juiz não pode entrar em campo com pré-conceitos. Mas é difícil se livrar de uma fama como essa…

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
25/02/2008 - 12:11

A diferença do Corinthians

Na semana passada, um post banal causou a maior polêmica com alguns torcedores do Corinthians. Escrevi que o time é de segunda, mas o goleiro é de primeira. Felipe não jogou na vitória contra a Ponte Preta, no domingo. Mas o Corinthians ganhou (fora de casa) e agora é o único time grande entre os quatro primeiros colocados do Paulistão — campeonato cuja fórmula de disputa dá um sono… Já estamos na 11ª rodada e nada acontece.

Mas voltando ao Timão. Os leitores hão de perguntar: você mudou de idéia? É claro que não. Continuo achando que o Corinthians tem uma boa defesa. Que é organizadinho. E só. É uma equipe sem repertório quando precisa criar, colocar a bola no chão. Um meio-campo com Fabinho, Bruno Octávio, Alessandro e Lulinha, por exemplo, é de uma pobreza assustadora.

Mas o Corinthians tem uma coisa que nenhum outro grande de São Paulo mostrou até agora: é um time que vibra, que tem alma. Enquanto Luxemburgo tenta reiventar a pólvora a cada jogo do Palmeiras, o São Paulo sofre com a ex-melhor defesa do Brasil, a equipe de Mano Menezes vai somando seus pontinhos sentindo cada gota de suor derramado.

O futebol não empolga. Mas o o Corinthians pulsa.

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
24/02/2008 - 19:18

O melhor time do Brasil

Não quero entrar no mérito da arbitragem, analisar lance por lance (é impossível não errar ao longo de 90 minutos…). Que assistam às jogadas nos programas de domingo, com vários replays, em câmera lenta. E tirem suas conclusões. A minha é de que não foi o juiz que mandou o troféu para a Gávea.

E que o Botafogo continua achando que o mundo gira contra ele — isso explica o descontrole de dirigentes e jogadores nos últimos campeonatos, além de alguns resultados…

O Flamengo venceu a Taça Guanabara porque montou o melhor time do Brasil. Tem grandes jogadores e está jogando bem. Foi uma partidaça. Pelo bom futebol que jogou, o Botafogo deveria levantar a cabeça e chorar menos.

Aos perdedores, o futuro
Deu para ver que o clima não é para tapinhas nas costas no Botafogo, mas faço questão de parabenizar dois personagens:

1) Cuca. Os resultados de sua carreira (ainda) são mentirosos. Cuca é um dos melhores montadores de time neste país. Remontou o Botafogo com jogadores de segunda linha. E o time segue jogando um futebol de primeira (ops, piada velha neste blog…), capaz de desafiar equipes bem mais fortes (no papel) como Flamengo e Fluminense.

2) Wellington Paulista. Um jogador que, para este blogueiro, seria um verdadeiro bonde. O botafoguense era um horror no Santos — e também não vingou em um time pequeno da Espanha. Ainda não me rendo a ponto de dizer que o moço tenha virado bom jogador. Mas é inegável que fez uma Taça Guanabara irreparável. Sinceramente gosto de errar assim…

Na segunda-feira pela manhã retomamos as polêmicas.
Boa semana a todos.
Parabéns ao Flamengo.

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
22/02/2008 - 12:05

Meu caro Fernando Henrique,

Decidi lhe escrever porque li matérias e artigos sobre você em um monte de lugares nesta sexta-feira. Quase todas tratam do mesmo assunto e usam a expressão “céu e inferno” para se referir à sua situação no Fluminense. O clube foi atrás de vários goleiros esse ano (Felipe, Fábio Costa e, agora, Diego Cavalieri). Essa é a parte do inferno. A parte do céu, dizem os meus colegas, é que você respondeu fechando o gol tricolor na estréia na Libertadores, com defesas impossíveis.

Este é o problema, caro FH. Você é um goleiro de defesas impossíveis. E é justamente por causa disso que não passa nenhuma confiança. Goleiro bom é o das bolas fáceis!

Explico melhor.

Vamos pegar como exemplo um time bem montado como o São Paulo do ano passado ou o Botafogo do primeiro turno do Brasileiro. Futebol compacto, veloz, tudo funcionando bem. A bola, nestes casos, vai pouco para o gol. E, quando vai, o que se espera do goleiro? Que ele faça as defesas normais, saia com tranqüilidade nos cruzamentos, não dê rebotes bobos, não deixe uma bola besta passar por debaixo das pernas… Os jogadores até deixam o adversário chutar de longe, porque olham lá para trás e sabem que camisa 1 não vai dar bobeira. Se vier uma defesa impossível é lucro.

Com você é o contrário, meu caro FH. Quando o time está completamente desorganizado – como desorganizado ainda está o Tricolor – é que você aparece. Faz aquelas defesas impossíveis que a gente viu na noite de quarta-feira. Pontes espetaculares, saídas corajosas, reflexo tinindo. Você impede os gols que deveriam acontecer, aqueles que até seus zagueiros já davam como certos. Mas deixa passar as bolas que não deveriam entrar. Isso arrasa qualquer equipe.

Esqueça as bolas impossíveis, FH. A partir de hoje, treine apenas as defesas em chutes fraquinhos, no meio do gol, aquelas em que dá tempo de agachar lentamente, como se fosse chute de criança. Ou as saídas banais, sem nenhum atacante para trombar com você na pequena área. Agarre estas bolas e faça cara de orgulhoso, como se fosse um grande feito. Role no chão, se quiser, depois de a bola estar encaixada. A imprensa vai estranhar no começo. Mas siga em frente.

Acredite: o grande goleiro é o da bolas fáceis. Os outros são apenas excêntricos…

As Cartas-Bombas voltaram. Toda sexta escrevo para um personagem do futebol. Ainda que alguns não queiram recebê-las…

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
21/02/2008 - 01:12

Um goleiro de primeira

De Cuba para o Corinthians. Cheguei há pouco do Morumbi, para escrever estas linhas sobre Corinthians 1 x 0 Portuguesa:

– O time corintiano joga um futebol tão feio, mas tão feio, que isso tem um lado bom: a gente acaba prestando atenção em outras coisas interessantes, além do jogo. Ouvir a torcida lusa (e devia ter mais de 1 500…) gritando “ão, ão, ão segunda divisão”, vamos admitir, é algo insólito! Merece o registro.

– A ruindade e sobretudo a vontade com que joga o Corinthians contagia. Ainda não havia visto Mano Menezes tão, tão… “participativo” à beira do campo. A partir dos 25 do segundo tempo, sufoco da Lusa, Timão com um homem a menos, o técnico estava quase dentro do gramado, gesticulando sem parar, apitando junto com o juiz, aplaudindo a torcida, o tempo todo de pé. Aplaudindo a torcida… Merece o registro.

– Felipe fez pelo menos três defesas espetaculares – e quem está no estádio pode dizer o quanto o reflexo dele é impressionante. O Corinthians ainda tem um time de segunda. Mas seu goleiro é de primeira.

Na escuta
Depois da partida, acompanhei a entrevista de Felipe pela Rádio Bandeirantes. Milton Neves tem uma qualidade incomparável quando interroga a boleirada: ele é um cara de pau de primeira, pergunta na lata, sem frescura. E isso faz as pessoas se soltarem. Começa:
– Sua mãe é mãe de santo, né, Felipe?
– Baiana do Acarajé.
– Hã… (como se nada tivesse acontecido). Mas, oh, Felipe. Vejo seus jogos (…), você parece triste, diferente daquele Felipe vibrante, agitado do ano passado. Você está calado… É por causa daqueles problemas que deram na sua renovação, é?

E Felipe confirma, em depoimento bastante interessante. De maneira premeditada, preferiu ficar mais discreto durante os jogos, durante as entrevistas, sair de cena. Dentro de campo, porém, isso é impossível. O moço joga demais. Em um time ruim…

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
20/02/2008 - 16:52

Vermelho para Fidel

Fidel Castro não foi goleiro do Corinthians, atacante do Sport ou beque do Grêmio. Mas é dele que eu quero falar hoje – com a devida licença dos leitores. Porque o ser-humano é mesmo um bicho engraçado! Temos uma compaixão pela dor alheia que às vezes nos deixa completamente cegos. Ou surdos.

Lembro quando o ACM morreu (e já foi tarde…) ano passado. Você, leitor, de repente lia que deixava este mundo “uma figura controversa”. Era o máximo que conseguíamos escrever sobre um dos maiores cânceres da política brasileira. O sujeito pode ser um pulha! Mas quando morre é promovido a “uma figura controversa”.

Fidel está morrendo. E só por isso renuncia ao posto de ditador cubano. Mas não é que ligo o rádio, vejo na TV e leio nos jornais a tal expressão “figura controversa” de novo?

Figura controversa é o Maradona! Vamos falar o português bem claro, e para mim não importa se ele está morrendo ou vendendo saúde: Fidel Castro é um ditador. Um tirano que oprimiu e matou milhares de pessoas em nome do que ele resolveu chamar de “liberdade”.

E por favor não me venham com o papinho de que em Cuba ninguém passa fome (meia verdade), em Cuba todo mundo estuda e em Cuba não tem menino de rua.

De que adianta falar quatro línguas se você não pode ter um passaporte (e muito menos dinheiro…) para conhecer outros países, culturas e pessoas? De que adianta ter tanto conhecimento se você não pode sequer acessar a internet livremente? De que adianta ser um doutor em medicina nuclear se você tem de pedir um sabonete de esmola para turistas ignorantes na rua, ou se prostituir em troca de uma pasta de dente?

De que adianta viver se você não pode dizer o que pensa?

Falo porque conheci, e bem, a vida do povo cubano. Gente triste, oprimida, melancólica. Sofrendo por causa de um tirano e de um embargo criminoso dos Estados Unidos. Vejam bem: não precisa ser amigo do Bush para detestar Fidel. Os dois se merecem. Agem em nome do que chamam de “liberdade”. Aliás, um precisa do outro…

Acredito, de verdade, que o ex-ditador teve um dia os mais nobres sentimentos. Mas se transformou naquilo que sua revolução sempre combateu. Se lutou por uma sociedade justa e livre, Fidel Castro traiu Fidel Castro.

Viva a revolução cubana! Até a vitória. Sempre.

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
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