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Arquivo de janeiro, 2008

31/01/2008 - 17:40

PVC Futebol Clube

Corria o ano de 1997 e um bando de maluco tentava colocar nas bancas um tal Diário Lance! Como o jornal não existia, não havia arquivo para a gente consultar, uma base de dados que nos pudesse fornecer, por exemplo, quantas vezes o Vasco jogou contra o Grêmio nos anos 1960. A internet engatinhava (não existia o Google). E para piorar as coisas era feriado. Lembro bem desse dia. O diretor Leão Serva pediu (mais correto seria afirmar “mandou”), na véspera de um Santos x Botafogo, quase em cima do fechamento do jornal:

– Quero uma lista completa dos confrontos Pelé x Garrincha.

Que dureza… Eu sempre fui repórter do dia-a-dia. Gosto de apurar, observar e contar histórias. Tenho boa memória futebolística, mas é dos anos 1980 para cá. Resumindo: não sabia por onde começar, tinha cerca de uma hora para levantar aquilo e estava prestes a entregar os pontos. Mas essa matéria estava sendo feita em parceria com um tal Paulo Vinícius Coelho:

– Anota aí – disse o PVC (na época, a voz dele era imprestável! Se me falassem que iria se transformar em uma das figuras mais carismáticas da TV eu daria risada).

E começou a falar, de cabeça, todos os confrontos envolvendo o Santos de Pelé com o Botafogo de Garrincha. Ia ano por ano, competição por competição. “Esse o Pelé não jogou, estava machucado.” Dizia os placares e se houve gol de um dos dois. Eu estava conhecendo o PVC e nunca tinha visto nada parecido com aquilo antes. Nada! Achei que era caso de internação. Lembro que aos 48 do segundo tempo consegui achar um historiador do Santos e havia muito pouco erro, besteirinha, na lista do PVC (ele avisou que podia ter um errinho ou outro mesmo…). Era coisa de outro mundo.

Grande figura o PVC. O cara andava com uns guardanapos na carteira, os quais tirava no meio de uma discussão: “Não, quem jogava nesse meio-campo do Palmeiras de 1974 era fulano”. E lá estava no guardanapo o campinho do Palmeiras de 1974. A gente dizia que ele tinha o esquema-guardanapo de todos os times do futebol mundial.

Tenho orgulho e saudade de ter trabalhado com ele no Lance! e na Placar. A gente nem se tromba mais com tanta freqüência, infelizmente, mas é daqueles sujeitos que moram no coração, por quem torço demais. Como se precisasse da minha torcida…

Boa parte dos leitores deste blog também deve ser PVC Futebol Clube. Por isso, não percam o ótimo perfil de Paulo Vinícius Coelho escrito por um tal João Moreira Salles, na última edição da revista Piauí (uma revista metida a besta, mas bastante boa!). Estas seis páginas são um troféu não só para ele, mas para todo mundo que curte jornalismo esportivo.

Boa, PVC! Um abraço do seu fã. E vê se atende a porra do telefone!

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
31/01/2008 - 13:36

Leão e Fábio Costa: “Você é bobo”. “Bobo é você”

Leão e Fábio Costa não são exatamente pessoas fáceis. No dia do jogo com o Juventus, na semana passada, escrevi aqui no blog que houve um tumulto na delegação santista, em plena concentração, antes de o time embarcar para a partida (a qual o Peixe perdeu por 3 x 1). Havia prometido à minha fonte que não entraria em detalhes, mas a história vazou… Para quem não leu a Folha dessa quinta-feira, foi o seguinte:

– O goleiro não desceu para almoçar com os demais jogadores no dia do jogo. Ficou no quarto. Na hora de a delegação embarcar para a partida, o técnico comentou, segundo ouvi da minha fonte:

– Você não almoçou. Não dá para jogar sem almoçar.

Fábio Costa respondeu, em tom áspero: “E daí que não desci? Eu comi no meu quarto”.

Leão rebateu, a coisa ficou feia.

O clima entre os dois é péssimo e, por tabela, é péssimo o clima entre Fábio Costa e o preparador de goleiros Pedro Santilli, homem de confiança do treinador.

Na verdade, tem muito figurão no elenco que não suporta Leão. Vanderlei Luxemburgo dava muita liberdade para a boleirada e com Leão é aquela coisa de “não pode comer com TV ligada”, “não pode isso, não pode aquilo”.

Até entendo Fábio Costa. Leão não deve ser um chefe daqueles que você convida para almoçar. O homem é difícil.

Mas, colocado no papel, essa briguinha parece coisa de criança. Na linha “ele me chamou de bobo”, “bobo é você”.

Por favor, me entreguem uma polêmica de verdade! O Santos é muito grande para ficar à mercê dessas picuinhas.

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
31/01/2008 - 00:24

Um Cruzeiro no limite

Dizer que o Cruzeiro conseguiu um bom resultado é tão óbvio quanto afirmar que o time também deu alguns sustos na torcida azul depois desse 3 x 1 contra o Cerro Portenho, jogo de ida. Alguns pitacos:

– Interessante essa “maneira Libertadores” de jogar, com um volante mais preso na frente da zaga (Fabrício), liberando Charles e, principalmente, Ramires para armar o time ao lado de Wagner no meio-campo. Na estréia pelo Campeonato Mineiro, à qual não assisti, já havia sido assim. Não quero dar uma de gênio da lâmpada, mas Ramires aproveitou, fez dois gols e teve um terceiro absurdamente anulado. Charles e Ramires são bons de bola e essa pode ser a grande arma cruzeirense na Libertadores.

– O Cruzeiro é um time bom, um dos seis melhores do Brasil. Mas joga no limite. Depende demais do Wagner e também do garoto Guilherme. Digamos que Adílson Baptista tenha substituído os dois por cansaço no segundo tempo. As entradas de Kerlon (logo depois Marcinho) e Fernandinho no lugar deles fez o Cruzeiro cair de forma brusca. Marcelo Moreno é um jogador interessante, mas não demonstra ter muita frieza ainda. E o Marcinho… Bem, é melhor deixar pra lá o Marcinho.

– Péssima atuação do Jadílson. Preocupante.

– As laterais do Cruzeiro foram uma avenida. Se é verdade que o time poderia ter construído um placar mais elástico, também é verdade que correu riscos inexplicáveuis, tomando contra-ataques bobos quando já estava 2 x 0. Mudou o técnico e ele até reforçou a marcação. O Cruzeiro mantém o belo toque de bola. Mas ainda marca mal…

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
28/01/2008 - 19:27

DIRETO DO FORNO

Eis a capa da edição de fevereiro da Placar, fechada há pouco.
A revista começa a chegar às bancas do país a partir de sexta-feira.

Para os fãs de Maradona, teremos bela entrevista com o argentino falastrão, feita pelos amigos da El Gráfico, a Placar da Argentina. Também ouvimos Gerard, um dos poucos craques de uma camisa só no futebol mundial, e escrevemos um perfil do capitão do Liverpool.

Acompanhei um dia na vida de vários empresários (ligados a clubes europeus e do Japão) na Copa São Paulo e escrevo sobre isso este mês, além da matéria de capa sobre Seleção e de mais algumas coisas…

O fechamento foi canibal e o blogueiro volta na quarta-feira. Boa leitura!

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
28/01/2008 - 17:27

O Fla montou o melhor time?

Sei que é muito cedo para a gente fazer análises definitivas. No papel, o Brasil tem três grandes equipes: Flamengo, Fluminense e São Paulo. O Inter vem logo atrás (escale o Alex na ala-esquerda, Abel!) e, abaixo da turma, o Cruzeiro.

Mas se eu fosse obrigado a responder quem tem o melhor time brasileiro hoje em dia a minha resposta seria Flamengo. Hoje…

“Como você pode dizer que o São Paulo não é mais o melhor?”, perguntarão alguns. O Tricolor perdeu o zagueiro Breno e está com Alex Silva no estaleiro. André Dias e Juninho claramente estão abaixo deles. A defesa, que era o forte do São Paulo, enfraqueceu. Apesar do ótimo Miranda.

Vejo o São Paulo em um momento muito semelhante ao vivido no primeiro semestre de 2007. Muitas novas opções (ofensivas), Muricy tentando abandonar o vitorioso 3-5-2, apostando num quadrado no meio-campo, que agora tem Jorge Wagner como armador. Não gosto de JW nessa função. Para mim ele é ala, um grande ala. E um meia bastante comum. Também não boto fé em Souza armando. Por isso gostava tanto do 3-5-2 do campeão brasileiro ano passado. Era a saída para um time que não tinha — e ainda não tem — bons meias-armadores.

“Ah, mas tem o Adriano”, dirão. É verdade. O ataque está mais forte mesmo. Mas Dagoberto ainda não consegue um bom desempenho coletivo, apesar de bons lampejos individuais. Vejo o São Paulo ultrapassado pelo Flamengo nesse começo de temporada. Porque está em transformação mais radical. Nada que seja irreversível. Foram apenas quatro jogos, e quatro jogos do Paulista. Mas Muricy terá muito trabalho para ajeitar a máquina novamente. Lembrem-se que, em 2007, o time só foi se encaixar no segundo semestre. Aguardemos.

O Flamengo parece estar mais pronto. Nem tanto pelo desempenho no Campeonato Carioca (os adversários não são parâmetro). É que Joel Santana foi sábio ao manter a mesma estrutura do ano passado, a mesma forma de jogar. E está sendo mais sábio ainda ao lançar as novidades com calma. O Flamengo, que para mim terminou 2007 como o segundo melhor time brasileiro, mas já suficiente para encarar o São Paulo de igual para igual, agora larga na frente. É um elenco muito equilibrado. É o time mais pronto. Nesse momento.

O Fluminense também terminou 2007 azeitadinho. Mas começa 2008 cheio de novidades. Renato quer todas elas na equipe titular e, natural, vai penar até conseguir jogar com os três novos atacantes, mais alas 101% ofensivos como Gabriel e Gustavo Nery. No papel, são todos bons jogadores. Talvez demore para que vire um time.

Foi dada apenas a largada. Mas o Flamengo é meu favorito nessa época de divagações típicas de começo de temporada.

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
27/01/2008 - 19:32

Eh, juizão… Notas de São Paulo x Corinthians

O São Paulo deu azar com a arbitragem e poderia ter vencido o jogo se não fosse a tarde infeliz do juizão (mais para juizinho nesse domingo) Sálvio Espínola. Mas o corintiano tem que sair animado desse clássico.

O time de Mano Menezes mostrou força. Não exatamente uma força criativa, com volume de jogo, boas alternativas ofensivas, coisa e tal. Mas o time alvinegro marcou muito bem, encarou o Tricolor com personalidade e teve algumas opções interessantes de contra-ataque.

Vamos às atuações, que explicam muito do que foi esse empate sem gols no Morumbi.

SÃO PAULO

Rogério – 4,5
Não foi muito exigido. No segundo tempo, falhou feio em uma saída de bola e deu a sorte de ela cair nos pés de Lulinha, nenhum gol marcado como profissional, que desperdiçou com o gol aberto.

Joílson – 5
Sabe aquele cara tímido, que fica a festa toda escondido, com vergonha de chamar a moça para dançar e de repente vai embora de fininho, sem ser notado? Foi o Joílson…

Carlos Alberto – sem nota
Entrou no lugar de Joílson aos 37 do segundo tempo, deslocando Souza para a ala. Jogou pouco. Está gordinho…

André Dias – 5
Como Miranda jogou muito bem, para variar…, quando havia um espaço aberto na defesa do São Paulo era porque André Dias estava lá.

Miranda – 6,5
Acaba de voltar de férias e parece que está no auge da temporada. Boa recuperação, saída de bola simples e sem erros, ótimo posicionamento nos cruzamentos. Joga muito.

Richarlyson – 5,5
Muita disposição, principalmente na marcação, mas produção discreta com a bola nos pés. Melhorou no segundo tempo. Jogou como lateral a maior parte do tempo. É bem melhor no meio-campo…

Fábio Santos – 5,5
Começou bem, comandando a saída. Depois caiu. Talvez esteja faltando preparo físico.

Hernanes – 6
Ficou muito atrás no primeiro tempo. No segundo, avançou e participou mais do jogo. Chutou uma bola bem perigosa e acertou belo cruzamento para Adriano, no gol (mal) anulado.

Souza – 5
Dessa vez ninguém pode falar nada de esforço. Correu o tempo todo, mas produziu muito pouco na criação.

Jorge Wagner – 5
Da última vez que conversei com Muricy, ele disse que Jorge Wagner era ala e ponto final, que não gostava do jogador como armador. Eu também não gosto! Mas JW atuou na meia… Jogou mal.

Dagoberto – 6,5
Lutou muito, do começo ao fim. Sofreu muitas faltas (nem todas devidamente punidas com cartão amarelo) e foi o atacante mais presente e perigoso do São Paulo.

Adriano – 5
Teria sido o herói da tarde, caso não tivesse um gol anulado, em bela cabeçada. Mas a verdade é que não acertou quase nada e procurou pouco o jogo.

Muricy Ramalho – 5
Para quê ter um banco com tantas opções (Júnior, Hugo, Carlos Alberto, Borges…) se o treinador não usa? Nesse domingo, Muricy demorou demais para mexer. E mexeu de forma tímida, fazendo apenas uma alteração, na parte final do jogo.

CORINTHIANS

Felipe – 6
Duas defesas importantes.

Chicão – 6
No primeiro tempo, arriscou subidas ao ataque e mostrou que pode ser uma arma-surpresa nesse time, como fazia no Figueirense.

William – 6
Perdeu a bola aérea no gol de Adriano, é verdade (não é fácil marcar o Adriano na bola alta), e por isso a sua nota diminui. Mas anulou o jogador em todo o resto do dia.

Carlão – 5
Rebatedor. A bola chegava nele e Carlão despachava, sem maiores complicações. Mas não conseguiu pegar Dagoberto…

Alessandro – 6,5
Outra boa atuação, agora como um ala no esquema 3-5-2. Jogou com autoridade. Uma surpresa nesse começo de 2008.

Bruno Octávio – 6,5
Boa recuperação nos contra-ataques do São Paulo e ainda apareceu bem na frente.

Perdigão – 4,5
Seu primeiro tempo foi tão pífio que parecia que o Aílton havia voltado e estava cabeludo. Errou passes de dois metros, deu carrinhos no vazio, um horror. Recuperou-se no segundo tempo, mas foi substituído por Bóvio, aos 32.

Bóvio – sem nota
Jogou pouco.

Dentinho – 5
Revezou-se com Acosta na missão de fazer a ligação com o ataque. Correu bastante, mas produziu muito pouco. É raro ver uma boa atuação de Dentinho quando ele começa jogando.

Coelho – sem nota
Entrou no lugar de Dentinho aos 31 do segundo tempo querendo jogo! Hoje fica sem nota (apesar de uma bela jogada individual pela direita). Vai ser titular absoluto dessa equipe. E poderia fazer boa dobradinha com Alessandro e Fabinho pela direita.

André Santos – 6,5
Um motivo para a Fiel comemorar. De novo, mostrou personalidade quando foi ao ataque. Movimentou-se tão bem que chegou a cair pela direita algumas no primeiro tempo. E também marcou. Caiu um pouco no segundo tempo, quando o São Paulo se preocupou mais com ele.

Acosta – 4,5
Muito lento. Se a explicação não for falta de preparo físico, o que pode ser corrigido com o tempo, é motivo de preocupação para Mano Menezes. Saiu aos 17 do segundo tempo, substituído por Lulinha.

Lulinha – 4,5
Uma criança no meio de adultos. Os beques do São Paulo encostavam e ele desmoronava. Perdeu um gol incrível.

Finazzi – 4,5
Só acertou um lance em todo a tarde, quando deu o passe para Lulinha perder o gol mais feito do dia. Brigou com a bola.

Mano Menezes – 7
Seu 3-5-2 funcionou muito bem, a ponto de o Corinthians (mais limitado e totalmente transformado em relação a 2007) ter encarado o São Paulo de igual para igual. Só acho que ele devia apostar mais em Acosta como centroavante…

Sálvio Espínola – 4,5
Além de não ter dado um pênalti de Chicão em Dagoberto (confesso que também não percebi o lance no estádio), inventou uma falta de Adriano para anular um gol legítimo. Erro capital. Também irritou por parar demais o jogo para conversar com os jogadores, em vez de mostrar cartões.

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
25/01/2008 - 19:48

Lembranças de Jean, o novo gremista

O Grêmio contratou Jean, 28 anos, ex-zagueiro do São Paulo em 2003. Ele estava no futebol russo. Pode ser que o rapaz tenha melhorado em sua aventura européia. Porque nos tempos de Morumbi a torcida são-paulina gritava, como recorda meu amigo são-paulino Luiz Ratto:

“Dá-lhe, dá-lhe Tricolor (…), seremos campeões (pausa). Sem o Jean!”.

Boa sorte ao Grêmio…

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
25/01/2008 - 11:46

Leão balança. As últimas do Peixe

– Houve uma reunião no CT santista pouco depois do vexame diante do Juventus, na noite de quinta-feira. O grupo que “comanda” o futebol santista aposta na queda de Emerson Leão até a semana que vem e “já trabalha a idéia”. O que emperra, no caso, é que Marcelo Teixeira adora o treinador. O clube, nesta sexta, amanheceu pichado.

– Marcelo Teixeira está com um problema familiar. Sua filha, jogadora de futebol, teve uma fratura exposta essa semana. Mas quem conhece o presidente aposta que até o começo da semana que vem ele “fará alguma coisa”, referindo-se a reforços.

– Nomes comentados por quem aposta na queda de Leão: Abel Braga, Paulo Autuori e Caio Júnior. Abel? Ele estava conversando com Santos antes de o clube paulista acertar com Leão. O problema é que pedia o mesmo salário que ganhava Luxemburgo na Vila Belmiro: 500 mil reais. Autuori é muito difícil. Caio Júnior, apostam na Vila, deixaria o Goiás se recebesse um convite. Gosto muito do ex-treinador do Palmeiras, mas duvido que o nome empolgue o torcedor do Peixe…

– Houve uma confusão e bate-boca no CT santista antes de a delegação ir para o jogo com o Juventus. Leão foi o pivô…

– A maior crítica ao treinador do Santos é de que ele não pára de reclamar da estrutura e do elenco. Do elenco ele tem razão de reclamar, convenhamos, mas é preciso que se diga que ele sabia onde estava se metendo quando assinou com o Santos. Fala-se que os jogadores, para variar, já estão descontentes com o estilo “bruto” do chefe e de que não estão gostando da maneira como a equipe vem sendo armada.

– Como há pouco dinheiro, três vezes menos do que se gastava ano passado, o Santos quer gastar com muito critério. Usa-se como exemplo, para mostrar que há luz no fim no túnel, o fato de o clube ter comprado os direitos federativos de Rodrigo Souto, que em parte estavam nas mãos de empresários. O Peixe tentou Fred, mas o Lyon pede demais. O Alvinegro considera que não valia a pena investir em Tardelli (nome pedido por Leão) e também não quer torrar dinheiro com jogadores como Renato, ex-Flamengo, que tem preço de craque. A única loucura que o Peixe faria é tentar Zé Roberto de novo. “A verdade é que as eleições do Santos, em dezembro, atrasaram tudo. E não há bons jogadores disponíveis”, ouviu este repórter. O torcedor pode sugerir nomes nos comentários!

– Luxemburgo vem dizendo por aí que fez de tudo para continuar na Vila. Segundo apurei, o Peixe até topava manter o salário de treinador. Mas aí ele teria de mexer na sua comissão técnica e ter menos dinheiro para contratar. O técnico então foi buscar sua felicidade onde havia mais dinheiro. No caso, o Palmeiras.

– Meu pitaco: eu jamais teria contratado Emerson Leão. Mas, já que ele está lá, e todo mundo conhecia Leão antes de trazê-lo de novo, considero injusto mandá-lo embora, por mais pesada que seja a mala. Contratou? Agora deixem o homem trabalhar. A verdade é que o Peixe fez tudo errado nesse 2008. Parece difícil e tarde corrigir o rumo.

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
24/01/2008 - 11:37

Temporada de caça ao Valdívia e o dilema de Acosta

Mano Menezes tem dado entrevistas interessantes sobre o posicionamento do gringo nesse time corintiano. Conta que pensava em utilizá-lo como meia, mas que Acosta prefere se mandar para a frente e que ainda estuda a melhor maneira de escalar o uruguaio. Diz que o próprio jogador, com o tempo, vai se encaixar da maneira mais confortável.

Acosta tem 30 anos. Eu nunca tinha ouvido falar dele antes do ano passado, quando fez um campeonato brasileiro, principalmente, impressionante pelo Náutico. Até a chegada do técnico Roberto Fernandes ao Timbu, Acosta jogava como meia. Ou seja: passou a vida toda sendo um Zé Ninguém enquanto desempenhou a função de armador. De repente, um técnico de visão o escala como atacante, solto, referência do time, e Acosta por pouco não belisca a artilharia do Brasileiro – e se torna um dos três melhores jogadores do campeonato.

Por isso, fiquei surpreso quando comecei a ler que Acosta seria meia no Corinthians. Assisti a vários jogos de Acosta pelo Náutico. O que ele faz melhor? Finaliza com uma tranqüilidade e uma classe assustadora dentro da área, algo que beira o desleixo. Mas não tem criatividade e repertório o suficiente para armar, tampouco velocidade para cair pelos lados.

Como o próprio Mano está estudando o posicionamento de Acosta, dou aqui o meu pitaco: ele rende melhor fazendo a função que hoje é de Finazzi. Mas eles podem jogar juntos? Talvez. Só o tempo dirá. Embora eu prefira sempre um ataque com um jogador mais rápido e outro mais matador. De uma coisa, porém, não tenho dúvidas: se tivesse de optar entre Finazzi e Acosta, eu ficava com o gringo sem pestanejar.

Valdívia
Está certo que Valdívia é um tanto chorão. Mas Vanderlei Luxemburgo tem toda a razão em dizer que incentiva seu jogador a driblar, a dar seus toquinhos marrentos, a fazer o que quiser com a bola. E que exige da arbitragem mais rigor com quem anda caçando o gringo em campo. Está demais… A comissão de arbitragem da Federação Paulista tem que chamar os árbitros para uma conversa sobre isso. Eu quero ver o chileno jogar, caramba! Não ligo a TV para assistir a um bando de perna-de-pau, metido a machão, dando pontapé no meia mais habilidoso do futebol paulista. Por favor, seus juízes, deixem o Valdívia jogar!

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
22/01/2008 - 18:34

Nota 8,5 para a lista do Dunga

– Se o treinador mandou avisar antes da convocação que não poderia chamar Ronaldinho Gaúcho, Kléber, Gilberto, Mineiro, Alex Silva e Diego (os dois últimos têm idade olímpica), é porque contava com eles para o amistoso com a Irlanda. Ainda bem que não pôde chamá-los mesmo. Por vias tortas, acabou fazendo o certo nesse momento: apostar na formação do time olímpico.

– Renan, Breno, Marcelo, Rafinha (até que enfim, Dunga!), Hernanes, Thiago Neves, Alexandre Pato, Lucas, Ânderson e Rafael Sóbis, convocados nessa terça-feira, certamente estarão em Pequim (só tenho dúvida em relação ao Thiago Neves…). Como o técnico vai chegar à China reclamando da falta de tempo para preparar a seleção olímpica, o mínimo que espero dele é usar os amistosos da seleção principal para fazer isso.

– Fosse eu diretor-técnico da CBF (cargo que lamentavelmente não existe) e ordenaria ao treinador que escalasse em todos os amistosos e jogos das Eliminatórias desse ano, até as Olimpíadas, uma seleção sub-23 mesmo, com alguns veteranos, os quais ele considere essenciais – afinal, teremos três jogadores sem limite de idade em Pequim (para mim deveriam ser Júlio César ou Rogério, Juan e Kaká). Pena que Dunga sinta a necessidade de vencer os amistosos, para se firmar no cargo, em vez de montar um time 100% olímpico. Que importância teriam eventuais derrotas em amistosos (e mesmo na Copa América) diante da preparação para buscar a inédita medalha de ouro?

– Gostei da convocação do Richarlyson (os “volantes do Dunga” não estão jogando nada) e saúdo que o treinador esteja olhando mais para o futebol praticado aqui do que fazia o antecessor, Carlos Alberto Parreira. Desta convocação, quatro jogadores atuam no país. O número poderia até ser maior, já que Thiago Silva e Ibson estão no mesmo (bom) patamar de Richarlyson. Sem contar o Nilmar, para o futuro, Renato Augusto (quando voltar), Arouca (os dois últimos com idade olímpica) e muitos outros.

– Notem que Vagner Love e Afonso não estavam na lista daqueles que “não podiam ser chamados”, anunciados antes da convocação. É o fim de um ciclo tortuoso da camisa 9. O ano de 2008 começa com opções muito mais animadoras, como Pato, Adriano, Nilmar e o próprio Ronaldo, para quem, como eu, ainda acredita no Gordo.

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
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