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Arquivo de novembro, 2007

26/11/2007 - 00:36

Você, torcedor, não vale nada

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O país acaba de garantir o direito de sediar uma Copa do Mundo…

Alguns poderão dizer: “que bobagem a sua falar disso, uma tragédia dessas jamais acontecerá em uma Copa”. É verdade. Na Copa vai estar tudo tinindo. Mas é exatamente esse o problema!

Por que a gente precisa esperar uma Copa para ter bons estádios, tratar bem o torcedor, não colocar a vida dele em risco? Não precisa servir caviar. Por que na vida real, a vida que interessa, nossos cartolas e políticos nunca se interessaram em levantar a bunda da cadeira para melhorar a vida do coitado do torcedor brasileiro?

Uma pequena parcela de privilegiados (em vários sentidos) assistirão, no estádio, à Copa no Brasil. Mas o torcedor da vida real, o torcedor que interessa, será beneficiado depois do Mundial, com estádios melhores e, espera-se, mais seguros também.

Mas eu ainda pergunto: precisa esperar uma Copa?

Torcedor não vale nada nesse país.

O blog está de luto e envergonhado por tudo o que aconteceu e representa essa tragédia na Fonte Nova. Não dá para falar de jogo agora.

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
24/11/2007 - 12:05

Palpites e pitacos para o fim de semana

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SÁBADO

Fluminense x Juventude
Minha única dúvida é se o Flu vai jogar bola para valer. Alguns dirão que pode faltar “motivação” (detesto essa palavra…). Mas é obrigação básica de qualquer clube tornar o fim de semana de seu torcedor mais agradável. Coluna 1

América-RN x Grêmio
O Grêmio ganha. Mas porque é o América… De toda forma, tudo indica que este Grêmio em “triste fim” chegue à última rodada com chances (meramente) matemáticas de ir para a Libertadores, caso Palmeiras e Cruzeiro não vençam seus respectivos jogos. Coluna 2

DOMINGO

Internacional x Palmeiras
Aqui eu cravo um duplo: empate ou vitória do Palmeiras. O aplicado time de Caio Júnior é visitante competente.

São Paulo x Botafogo
Não dá para apostar muito coisa em um time que já acabou. No caso, o Botafogo. Não acredito que vá ter show de bola e essas coisas, mas o Tricolor papa mais uma. Coluna 1

Sport x Cruzeiro
Jogo tão imprevisível quanto imprevisível é o time do Cruzeiro. Nenhum, e nenhum mesmo, resultado e placar me surpreenderiam. Porque o Cruzeiro já mostrou que, tecnicamente, tem time de sobra para atropelar o Sport, até na Ilha do Retiro. Mas também já mostrou que é capaz de proporcionar grandes, enormes decepções para sua torcida. Fico com a coluna do meio.

Paraná x Santos
Outro jogo duro. O gramado é péssimo e alguns times não conseguem lidar bem com ele. Pelo que as duas equipes vêm jogando (o Paraná subindo e o Santos com um total pragmatismo) eu cravo empate aqui também.

Flamengo x Atlético-PR
Não deve ter muito erro… Se repetir as atuações dentro do Maracanã que teve ao longo de quase todo o segundo turno, o Fla vence essa e pode ir à última rodada, dependendo dos outros resultados desse fim de semana, precisando de um empate.

PS: Por razões “logísticas”, só poderei atualizar o blog depois da rodada no domingo à noite, quase segunda-feira…

Um grande fim de semana a todos!

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
23/11/2007 - 16:41

Pitacos para…

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“a venda” de Felipe, Washington no Flu e seleção olímpica

Que dupla é essa?
Ao que tudo indica, o ataque do Flu para encarar a Libertadores vai ser Dodô e Washington. Se você analisar apenas esses dois jogadores de forma isolada, pode parecer uma dupla estranha. Embora com características diferentes, são dois finalizadores. Nenhum deles tem a característica de fazer jogadas em velocidade pelos lados, para servir o companheiro. Mas pensem no time do Flu no 3-5-2, com Gabriel e Júnior César fazendo as alas e Thiago Neves encostando nos dois atacantes. Dá água na boca na torcida tricolor. Falta, porém, um primeiro volante decente nesse time, para fazer companhia a Arouca. Venho insistindo que o Flu poderia trazer um gringo para essa função, com experiência em jogos internacionais na América do Sul. O Fabinho não dá…

O Coração Valente
Washington é diabético. Seu coração funciona com o auxílio de stents, espécies de molas de aço implantadas no coração para dilatar as artérias entupidas e facilitar o fluxo sanguíneo, impedindo assim que o jogador tenha um infarto. O cara é um guerreiro, que ainda tem de se submeter a periódicos exames de medicina nuclear (a cada três meses) para checar como anda a saúde cardíaca. Por muito tempo, ouvi de alguns dirigentes paulistas que jamais contratariam o atacante. Não exatamente pelo salário de 500 mil reais que tem no Japão. Mas porque, depois da morte de Serginho, do São Caetano, todos temiam ser indiciados (como o presidente do Azulão, Nairo de Souza) se Washington tivesse um problema. Curioso é que, confirmando o seu retorno ao Brasil, ele se dará pelas mãos justamente de um caridiologista, Celso Barros, o dono da Unimed…

Vende, Corinthians
Atualizada
Sempre escrevi que clube de futebol não é banco. A preocupação maior não deve ser o lucro, mas a paixão, os títulos, a torcida. Mas tudo tem limite nessa vida. A multa rescisória de Felipe é de 10 milhões de dólares — o Corinthians teria direito à metade desse valor, ou seja, 5 milhões de dólares (quase 10 milhões de reais). Se toparem bancar o preço, o meu conselho para o Timão é vender sem medo. Felipe é um goleiro extraordinário e quem me acompanha no Sportv sabe que desde o Campeonato Paulista de 2006 eu falo dele. Mas um goleiro extraordinário em um time medíocre pode ser capaz de, no máximo, evitar o rebaixamento. Com 10 milhões de reais e mais uns trocados no bolso, o Corinthians talvez possa contratar Acosta, o zagueiro Chicão, do Figueirense (o São Paulo está de olho nele…), um lateral-direito decente (Galiardo, do São Caetano, seria boa pedida), o meia Douglas (também do Azulão) e o ótimo atacante Nicácio, do CRB. Entre perder um ídolo e montar um time (já que as duas coisas parecem impossíveis hoje), eu ficaria com a segunda opção. Isso, é claro, se a proposta existir mesmo… Por menos que a multa rescisória não vale a pena.

A primeira convocação do Pato?
Dunga vai convocar na segunda-feira a seleção olímpica pela primeira vez, para um amistoso do dia 9, contra uma equipe formada pelos melhores do campeonato brasileiro. Acredito que Dunga vá primeiro convocar 22 jogadores com idade olímpica (nascidos a partir de 1985), para só depois definir (com base nas carências da equipe) os três jogadores sem limite de idade a que tem direito. Minha lista para segunda-feira seria essa:

Goleiros: Diego (Almeria) e Renan (Inter)
Laterais: Ilsinho (Shakhtar) e Rafinha (Schalk 04) na direita, Marcelo (Real Madrid) e Carlinhos (Santos) na esquerda
Zaga: Breno (São Paulo), David (Palmeiras), Lima (Bétis) e Gladstone (Sporting). Não custa lembrar que Alex Silva está lesionado.
Volantes: Hernanes (São Paulo), Denílson (Arsenal), Lucas (Liverpool) e Arouca (Fluminense)
Meias: Anderson (Manchester), Diego (Werder), Willian (Shakhtar) e Diego Souza (Grêmio). PS: Os bons Thiago Neves, Caio (Palmeiras) e Renato Augusto têm idade… Questão de opção. E de ir testando cada um deles.
Atacantes: Rafael Sóbis (Bétis), Pato (Mila), Jô (CSKA) e Guilherme (Cruzeiro).

E a lista de vocês?

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
22/11/2007 - 20:28

A crise mundial de seleções

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Totti não quer mais jogar pela Itália. Zé Roberto e Dida cansaram da seleção brasileira. Nedved quase não foi à Copa de 2006 pela República Tcheca – chegou a declarar que prefiria comentar os jogos para a TV… Ronaldinho Gaúcho veste a camisa 10 do Brasil como se estivesse carimbando um documento em três vias numa repartição pública.

Enquanto poder, audiência e interesse pelos clubes cresce no mundo todo, as seleções parecem estar em baixa.

Barcelona, Chelsea, Manchester… Há uma série de esquadrões bacanas de se ver jogar hoje em dia, recheado de galácticos (como é legal ver o Manchester com Rooney, Cristiano Ronaldo e Tevez!). Mas e seleções? Me digam que seleção hoje em dia arranca suspiros? Qual é a seleção a ser batida nesse momento?

Nas Eliminatórias da Eurocopa, ninguém deu show de bola. A Inglaterra foi eliminada, a Alemanha ficou em segundo lugar de seu grupo, Portugal foi se garantir na última rodada, graças a um empate sem graça e sem gols com a Finlândia. A Itália também teve problemas para se classificar. A França pós Zidane não deslancha. A Argentina, que tem ótimos jogadores, acaba de perder a Copa América para um time b do Brasil.

Pode ser apenas ressaca de ano pós-Copa. Mas suspeito que seja um processo irreversível em um futuro próximo: os clubes estão ganhando de goleada das seleções em futebol e interesse.

Um baita desafio para a Fifa…

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
22/11/2007 - 01:04

As mentiras de Brasil 2 x 1 Uruguai

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Assim como o resultado do jogo e o futebol da seleção, essa suada vitória contra o Uruguai produziu um monte de mentiras. Vamos a elas:

Não dá para jogar com o quadrado
O papo surge a cada má exibição do trio Kaká-Ronaldinho-Robinho ao lado do centroavante da vez. Geralmente, parte dos arautos da tática, de quem acredita que ela esteja acima até mesmo do desempenho dos jogadores. Jamais estará. Se os caras não jogam absolutamente nada, achar que isso se explica pelo posicionamento deles em campo é aliviar demais a barra dos jogadores e dar importância exagerada ao treinador. Então o trio-maravilha não acertou uma única jogada por causa de tática? Contem outra.

O Brasil rende mais com três volantes
A entrada de Josué no lugar de Ronaldinho melhorou o jogo? Muito! Mas, por favor, não me venham dizer que é porque passamos a jogar com três volantes, “como na Copa América”. Josué merece ser titular e isso não se discute. Mas no lugar de Gilberto Silva ou de Mineiro (êh dupla inoperante!). Josué entrou no segundo tempo para jogar na frente dos volantes, quase como homem de ligação, aquela bom passador que abre o jogo para as laterais num toque cerebral. Foi assim, por exemplo, que nasceu o gol da virada. Agora me digam: é Josué quem tem de fazer isso? Ou era a função do Kaká, do Ronaldinho?

Dunga mexeu bem no time
O Brasil melhorou muito com a entrada de Josué no lugar de Ronaldinho Gaúcho. Mas porque o ex-são-paulino entrou bem demais na partida! Só por isso. Sinceramente, quando o Brasil ficou com Gilberto Silva, Mineiro e Josué no meio-campo, três volantes, empatando em casa com o Uruguai, tinha tudo para Dunga ser eleito o burro do ano. Deu certo porque Josué jogou muito bem. Não pela “tática”…

“O Uruguai é um grande time”
Mas nem de longe. Acontece que muita raça e organização (não necessariamente tática do treinador) podem fazer a diferença. Se fosse um time bom o Uruguai teria vencido o jogo com tranqüilidade no Morumbi.

Luís Fabiano é a solução para o ataque da seleção
Vamos com calma. Acho cedo para ter essa certeza. Mas depois dessa quarta ele tem que ser a bola da vez. Duro é ouvir o Dunga dizer cheio de razão depois do jogo que “a gente confia nos jogadores que chama”. Aloooou, o rapaz só veio jogar graças à contusão do Afonso…

Kaká é ídolo do São Paulo
A torcida do São Paulo gritou o nome de Luís Fabiano, de Mineiro, de Josué e, é claro, do ausente Rogério Ceni. Não ouvi nenhuma, e nenhuma mesmo, manifestação clubística pelo jogador do Milan…

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
21/11/2007 - 18:07

Zagallo leiloou a alma

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A coleção é particular: pertence à família de Zagallo e ela faz o que bem quiser dela. Mas, por favor, não venha me chamar de trouxa! Usem as palavras certas quando forem se referir à venda da camisa com a qual Pelé fez seu último gol em Copas do Mundo. Era uma venda, nada além de uma venda. Para mim, a venda de uma alma.

Zagallo mandou para leilão em Londres 197 peças, entre elas uma camisa que recebeu de presente do Pelé, na final da Copa de 1970. Também estavam à venda para os gringos a chuteira e a camisa que o próprio Zagallo usou na final da Copa de 1958.

Queria ganhar dinheiro, tudo bem. Mas Zagallo – e sobretudo seu filho Mário César – são lúcidos o suficiente para saber que, por algumas centenas de milhares de dólares, toda a imagem construída ao longo de uma vida simplesmente vira pó, ou notinhas verdes. Onde está o sujeito apaixonado pela “amarelinha”? Essa paixão agora tem preço.

Sempre fui um fã incondicional de Zagallo, daqueles que brigavam em mesa de bar defendendo que ele era a figura história mais importante do futebol brasileiro. Não era nascido em 1970, quando Zagallo era tido como treinador inovador, a frente de seu tempo. Desde que me entendo por gente, Zagallo sempre foi uma (querida) figura folclórica, apaixonada pelo futebol brasileiro.

Sempre me emocionei quando estive ao lado dele, ao lado do “senhor seleção brasileira”. E daí que ele era peça decorativa como técnico? No banco estava uma reserva moral, o último dos românticos. Isso, para mim, valia mais do que ser um supertécnico.

O mínimo que esperava de Zagallo e sua família era uma explicação decente para a venda desse patrimônio. Seu filho precisa de dinheiro? Que venda. Mas explique isso para gente, seu Zagallo. Não pelas peças leiloadas, que pertenciam à família, mas pela imagem que o país construiu de você. Isso não pertence à família Zagallo.

Li que o ex-apaixonado pela “amarelinha” explicou-se dizendo que no Brasil ninguém valoriza a história, que não temos museu do futebol. Que então ele iria vender sua coleção para quem a valorizava.

Que cascata é essa, Zagallo? Na sua terra, Maceió, há projeto para a construção da “Arena Zagallo” em sua homenagem. No estádio municipal da cidade, há um pequeno museu com peças doadas por Dida, campeão mundial de 1958, onde você, Velho Lobo, também é homenageado. No estado de São Paulo, estão em construção o Museu do Futebol, no Pacaembu, e o Museu Pelé, em Santos (este, sim, um lugar apropriado para a camisa que Pelé usou no primeiro tempo da final de 1970…). Há ainda o Maracanã, para quem Zagallo poderia entregar toda a sua coleção, obrigando a administração do estádio a ampliar o espaço que hoje dedica para itens históricos.

Sente falta de um Museu do Futebol no Brasil, seu Zagallo? Então podia começá-lo com suas 197 peças. Era o que eu esperava do senhor seleção brasileira. Mesmo que pedisse dinheiro (legítimo) em troca disso.

Reitero: lamento, mas não posso condenar a família de Zagallo por ir atrás de dólares. O que me causa desgosto nessa história é que odeio quando tentam me fazer de trouxa.

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
21/11/2007 - 13:14

DIRETO DA FORNALHA

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Estas são as capas da edição de dezembro da Placar, que começam a chegar quinta-feira à tarde às bancas do país. O sentimento geral da redação é de que fizemos a mais bonita e melhor edição do ano.

O cardápio está bem variado e inclui matéria com Robinho em Madri, um fim-de-semana com Richarlyson na casa de sua família, em Bauru, perfil do corintiano Felipe (o ídolo estressado), matéria explicando porque o STJD é essa mala sem alça, reportagem sobre esse fenômeno que é a torcida do Flamengo, quem vai pagar a conta da Copa de 2014 e muito mais.

Boa leitura a todos!

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
20/11/2007 - 19:15

Amanhã, do que chamaremos a Seleção?

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Todo mundo malha o time do Dunga antes do jogo com o Uruguai. Concordo com muitas das críticas. Só acho curioso como a gente pode ir do 8 ao 80 tão facilmente com a Seleção. Quando ganha do Equador, mesmo jogando mal, mas com lances geniais, somos os maiores, simplesmente o máximo, ninguém segura o futebol-moleque do Brasil. Quando empatamos com o Peru, jogando aquela bolinha, parece que aconteceu uma tragédia nacional.

Existe uma chance de a tragédia virar novela mexicana, caso o Brasil jogue mal de novo ou não vença no Morumbi. Mas a maior probabilidade é de que, contra esse raçudo e peladeiro Uruguai, a Seleção volte a ser festejada, que se escute o “agora, sim” de novo.

É impossível não encarar com bom-humor essa balança. Será assim até o fim das Eliminatórias. Um tédio saber que você já está classificado, tendo de torcer apenas para naquele dia os caras “estarem a fim”. É por isso que, por mais que eu goste da Seleção (e gosto muito!), que eu goste de cornetar a Seleção (troca os volantes, Dunga!), não vejo a hora de a rodada do Brasileiro começar, com todos os nossos cabeças de bagre se matando em campo por três pontos.

Adriano
Quem voltar no tempo até 2005 vai se lembrar da sensação de alívio na época, ao vermos que a dinastia Careca-Romário-Ronaldo estaria em bons pés depois da Copa da Alemanha. Mas Adriano, por culpa exclusivamente dele, jogou sua carreira no lixo. Ainda dá para recuperá-la, mas ele voltou várias casas. Ouvi umas histórias de quem esteve perto dele segundo as quais a ficha não caiu para o ex-Imperador, que ainda se acha o tal e tudo o mais. Adriano só tem chance de voltar a ser o que era se entender em que nível está hoje, completamente desacreditado, desvalorizado, por baixo mesmo. Se conseguir, ele engole Vagner Love e Luís Fabiano.

Arrisco dizer que, apesar de jovem, é a última chance de Adriano. Se o São Paulo não recuperá-lo, ninguém mais recupera.

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
19/11/2007 - 16:47

A grama da Argentina é mais verde do que a nossa?

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O Brasil é pentacampeão do mundo, foi a todas Copas, tem o melhor jogador da atualidade e acaba de aplicar, com os reservas, um tremendo chocolate no time principal da Argentina, em plena final de Copa América. Mas o que mais ando escutando ultimamente, quando passam na TV gols ou lances dos hermanos, são frases como “isso que é time” ou “por que não temos na Seleção alguém que jogue com o Riquelme?”.

Que fique claro: também admiro o futebol argentino e acho que Riquelme é craque (já escrevi várias vezes sobre isso: um craque incompreendido até mesmo na Argentina, com exceção da torcida do Boca). Time que reúne um quadrado com Riquelme, Messi, Aguero e Tevez, sem contar Crespo e Aimar, merece todo o nosso respeito.

Mas daí a invejá-los vai uma distância enorme… Eu não troco os 11 melhores jogadores do Brasil pelos 11 melhores da Argentina. Não troco o Kaká (está parecendo programa do Silvio Santos) por duas máquinas de lavar ou pelo ótimo Riquelme. E tenho certeza de que, na Argentina, eles ficam falando: “Kaká é que é jogador”.

A Argentina não ganha uma Copa há 21 anos. É natural que seus jogadores sejam mais raçudos em qualquer partida pela seleção. Por isso eles vêm sendo os reis das Eliminatórias. Todo mundo quer fazer parte da equipe que “reconquistou o lugar” do país vizinho no mapa do futebol mundial.

O brasileiro está mais acomodado mesmo. Esqueçam a tática, ela não é tão importante assim. O Brasil deu sono contra o Peru e contra a Colômbia por um único motivo: estado de espírito dos jogadores. Eles sabem que podem cozinhar esses joguinhos fora para decidir em casa, que assim se desgastam menos e voltam inteiros para seus clubes, cada vez mais importantes na balança com as seleções nacionais. É subconsciente. Pesa muito mais do que o fato de Dunga saber ou não armar o time.

E que fique claro: o comprometimento dos jogadores argentinos é bonito de se ver, sim, mas não é suficiente para fazer da seleção deles um time melhor do que o nosso. Jogaram com muito mais comprometimento a última Copa, por exemplo. E também caíram nas quartas-de-final.

Eu admiro o futebol argentino, como também gosto das seleções francesas dos últimos 10 anos. Mas não tenho inveja. Na bola, o Brasil ainda é bem melhor do que a Argentina. Eles ganharam da Bolívia em casa, gente…

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
18/11/2007 - 21:35

Faltou vontade de ganhar.

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As atuações-cornetas de Peru 1 x 1 Brasil

Alguém tem alguma dúvida de que o Brasil vai para a Copa? Eliminatórias tem sido assim: um sono danado fora de casa, no maior suor, e vida fácil no Brasil. Mas esse era um jogo que daria para ter vencido sem grandes sustos, se o time do Dunga tivesse sido um pouco mais perseverante no segundo tempo, um pouco mais obstinado. Resumindo: se tivesse tido mais vontade de ganhar.

Vamos às atuações, que explicam muito do que foi esse empate modorrento de 1 x 1 com o Peru.

Júlio César Não teve trabalho. 5,5

Maicon Muita saúde, mas se atrapalhou com a bola. 5,5

Lúcio Estabanado na saída de bola. Do gol (a bola desviou nele antes de entrar) não teve culpa. 5,5

Juan Impecável em todos os sentidos. Perdeu apenas uma bola em toda a partida. Ou estou exagerando? 7,5

Gilberto Faz o arroz com feijão, em um time que pede muito mais do que isso. 5,5

Gilberto Silva Por perfeccionismo, ainda acho que podemos testar volantes mais técnicos e velozes. O próprio Josué, que é mais veloz, pode ser mais interessante. 5

Mineiro Jogou mal de novo. É outra mostra de que os volantes estão um degrau abaixo do resto do time. É um segundo volante que não está conseguindo criar absolutamente nada. A posição pede alguém como Zé Roberto (já que ele não quer, temos alguns nomes para testar como Ibson, Diego Souza e outros – o Lucas poderia ser o primeiro volante). 5

Kaká Pouco antes de fazer 1 x 0, Falcão e Galvão Bueno vinham cornetando na transmissão da Globo o posicionamento dele em relação ao de Ronaldinho, estranhando o fato de o jogador do Milan estar mais avançado e o do Barça, mais recuado, vindo buscar o jogo. Mas uma das boas sacadas da Seleção é exatamente esse “posicionamento” da dupla. Kaká no Milan, há algum tempo, não é mais o “jogador que vem de trás”. Ele está mais avançado. Recebe, domina e, se não passa pelo zagueiro em velocidade, protege a bola para finalizar muito bem de fora. Esse é o Kaká dos últimos tempos. Foi o Kaká que abriu o placar para o Brasil… 7

Ronaldinho… Com Robinho e Love na frente, é normal que Ronaldinho volte para armar o jogo. Nossos laterais são atrapalhados para sair com a bola da defesa, assim como Lúcio e os dois volantes. Com Ronaldinho armando é que as coisas acontecem. No segundo tempo, quando Robinho saiu, o Dentuço foi virar atacante pela esquerda — como ele joga no Barcelona. Caiu um pouco. Talvez porque estivesse meio baleado do tornozelo. Ronaldinho não fez uma grande partida e é justo creditar isso ao fato de estar voltando de lesão. Não ao tal do “posicionamento” da dupla com Kalá, que já vem sendo usado nos últimos jogos – e é assim que o camisa 10 melhor jogou na seleção recentemente. 6

Robinho Pode parecer teoria conspiração, mas Robinho não tem que dormir pensando em ser melhor do mundo sozinho. No primeiro tempo, podia ter tocado mais a bola para o Kaká nos contra-ataques. Fraco. 5

Elano Entrou no lugar de Robinho aos 21 do segundo tempo e, com isso, Ronaldinho foi virar atacante mais aberto. O Brasil caiu. Elano não conseguiu armar nada, justo quando os peruanos empatavam a partida. 5

Vagner Love Fez apenas uma boa jogada, no primeiro tempo, que quase termina num belo gol. A seleção não joga em função dele e vai aparecer pouco mesmo. 5,5

Luís Fabiano Entrou ligado aos 24 do segundo tempo e teve lá seus momentos de “presença de área”. Mas nada que causasse suspiros. 5,5

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
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