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Arquivo de novembro, 2007

30/11/2007 - 15:55

Palpites e Pitacos para a última rodada

Como já é tradição nesse espaço às sextas-feiras, convido os amigos a especular e dar pitacos para os confrontos do fim-de-semana. Missão arriscada. Mas são apenas palpites. Nada além de palpites…

Palmeiras x Atlético-MG
Coluna 1. Será uma classificação justíssima do Verdão para a Libertadores. Já escrevi várias vezes que a equipe de Caio Júnior merece demais essa vaga. Foi o clube — contando diretoria, comissão técnica e jogadores — que conseguiu tirar mais leite de pedra esse ano. O Palmeiras trabalhou muito bem diante de tantas limitações. É mais time do que o Galo. Não acredito, no caso do Atlético, em entregar o jogo para prejudicar o Cruzeiro. O Galo perde porque é pior mesmo. E vai estar 101% relaxado, sem nenhuma obrigação ou principalmente cobrança de sua torcida e diretoria. E todo mundo sai satisfeito do Palestra Itália…

Cruzeiro x América-RN
O Cruzeiro vence. Mas só porque é o América. Desde a derrota para o Figueirense, na 28º, o time mineiro tornou-se é o perdedor mais irritante do país. Deixa escapar uma vaga que estava garantida. A torcida quer muito jogar a Libertadores em 2008. Esse time não vem demonstrando a mesma coisa. Coluna 1

Santos x Fluminense
A atuação de Thiago Neves pode ser decisiva para o prêmio de melhor jogador do campeonato, a Bola de Ouro de Placar. Ele e Breno, do São Paulo, chegam empatados na última rodada. E Breno deve estar numa roubada em Curitiba… Mas vejo o Santos mais empolgado para o jogo. Coluna 1.

Náutico x Flamengo
Um dos grandes méritos do Flamengo no campeonato foi sua pegada, foi ser um time ligado em campo o tempo todo nas partidas mais decisivas. A “tensão”, no bom sentido, não existe mais e deve haver um relaxamento, que é normal para quem trabalhou no limite por tanto tempo. O Náutico também está comemorando, mas vem de derrota e jogará diante de sua torcida (em festa) a última partida do ano. Casa cheia no Recife. É jogo equilibrado e agradável. Aposto na coluna 1.

Juventude x Sport
Jogo imprevisível. Vai depender muito do ânimo do Juventude para se despedir da Série A. Aqui, justo aqui, gasto meu triplo da rodada

Atlético-PR x São Paulo
O Furacão precisa da vitória para ir à Sul-Americana e vai entrar babando. Pela motivação, acho que o Furacão tem muita chance de derrubar o campeão, que já tá de chinelo (merecido) há algum tempo. Coluna 1.

Botafogo x Figueirense
Coluna do meio. A vitória do Botafogo seria uma despedida ao menos honrosa para um time que poderia ter ido bem mais longe em 2007. Mas um dos motivos pelos quais isso não aconteceu foi justamente o Figueirense, time enjoado, capaz de pregar algumas peças fora de casa…

Goiás x Internacional
Fez bem o Goiás em dispensar o boa-praça Márcio Araújo antes do jogo. Não devia era ter contratado o treinador! Márcio Araújo fez muita bobagem na última partida e não parece ter moral com os jogadores nessa hora em que o Goiás precisa de uma chacoalhada. O jogo? Que dureza… O Inter é bem mais time. É claro que esse sentimento de “vingança” da torcida colorada com o Corinthians (que deseja ver os paulistas na Série B) não passa para os jogadores. Mas também é claro que o Inter, que nada disputa nesse jogo, não vai ficar entrando em dividida nervosa com os goianos, que devem se matar em campo. Isso pode fazer a diferença. Cravo empate.

Vasco x Paraná
Romário volta de Miami para atrapalhar um pouco mais o Vasco em 2008. Interessante esse ano vascaíno… O clube foi o pior carioca no Brasileiro e na Copa do Brasil, não foi à final do Estadual, corre o risco de nem pegar uma vaguinha na Sul-Americana. Mas o objetivo do ano foi agradar Romário. Para o Baixinho, 2008 foi uma maravilha. E termina com ele ganhando mais uma boquinha… O Paraná, dos três ameaçados, é quem vem jogando melhor, ou menos mal. E pega o rival mais frouxo. Aposto em empate aqui também.

Grêmio x Corinthians
Vou repetir meu conselho para os corintianos terem um domingo mais agradável: assistam ao jogo do Colorado. Bem mais confortável torcer por Fernandão e Gil do que por Arce e Wilson, o “ataque” que deve ser escalado domingo. Se o Inter ganhar, o Goiás está automaticamente rebaixado. A desvantagem do Corinthians em relação ao Goiás, além de jogar fora de casa, é que nesse jogo os gaúchos vão entrar com tudo nas divididas e por isso não consigo prever resultado diferente que não seja uma vitória tricolor. Não que o Grêmio seja uma máquina. O Corinthians que é muito ruim mesmo. Vencer o Grêmio seria uma zebraça para quem só obteve quatro vitórias fora de casa até agora. A grande esperança do Timão parece ser a ruindade de Goiás e Paraná superar a sua.

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
29/11/2007 - 19:42

Se eu fosse o Flamengo…

… Faria uma estátua para Joel Santana na Gávea: o homem que comandou a reação mais espetacular da história rubro-negra no Campeonato Brasileiro. Mas, já que ele anda fazendo doce para renovar, aproveitaria a deixa para fechar com um treinador mais competente e com uma experiência bem sucedida em Libertadores: Mano Menezes.

Ouvi de Renato Renato Maurício Prado na CBN que o Flamengo ofereceu salário de 160 mil reais a Joel, mais um bônus milionário por conquistas da Libertadores e, já pensaram?, do Mundial. Esses bônus poderiam chegar a 1 milhão de reais. Ele titubeia em dizer “sim”. Ouve ofertas do exterior. É seu direito. Parece mais disposto a engordar sua conta bancária do que fazer História, com H maiúsculo mesmo, levando ao Fla ao bi da Libertadores. A equipe rubro-negra é boa tecnicamente e joga um futebol macho.

O Flamengo, com alguns reforços, tem tudo para brigar pelo título. O meio-campo com Cristian, Kléberson, Ibson e Renato Augusto promete. Já tem belos laterais, um goleiraço, um zagueiro de respeito e um centroavante competente. Sem falar nessa torcida.

Joel, se tivesse confiança mesmo em seu trabalho, aceitava o desafio sem pestanejar.

Confesso que não gostei do comportamento do treinador nesse semana. Joel Santana sempre foi bacana por ser a anti-estrela, a antítese dos treinadores mascarados, que se acham acima dos craques. Mas suas últimas entrevistas mostraram uma outra pessoa, deslumbrada, “pedindo” para ser tratado como top.

Joel não é treinador top. Não está no time de Vanderlei Luxemburgo, Felipão e, emergindo, Muricy e Mano Menezes. Faz o arroz-com-feijão e muitas vezes é o que tem de fazer um treinador mesmo. Enxergar isso sempre foi o seu maior mérito.

Se eu fosse o Flamengo, desejaria boa sorte a Joel em suas conversas com clubes do exterior (afinal, foi ele quem não assinou o contrato ainda…) e começava a procurar um apartamento para Mano providenciar a mudança, o mais rápido possível.

Sua demissão do Grêmio e esse vacilo do Joel podem ter caído do céu para o Rubro-Negro.

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
29/11/2007 - 15:23

E Romário continua ferrando o Timão

Logo depois da vitória do Vasco no Pacaembu, com boa atuação de sua dupla de ataque Alan Kardec/Leandro Amaral, o técnico Valdir Espinosa confirmou Romário como titular no domingo, contra o Paraná.

Que bonito… O Baixinho volta de Miami depois de uma semana longe do time e como “prêmio” ganha uma vaguinha no time titular.

Não tem jeito, Romário é mesmo carrasco do Corinthians, até quando está longe! Quarta-feira, permitiu com sua ausência que o Vasco escalasse um ataque mais temível contra o Timão – deu no que deu… Domingo, vai atrapalhar o Vascão contra o Paraná, tornando a vida do tricolor menos dura em São Januário. E vai atrapalhar desde o começo, como titular, segundo garante o treinador.

Isso que é ser carrasco…

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
29/11/2007 - 12:46

Conselho amigo para domingo.

E a “vingança” colorada…

Qual a maior chance de o corintiano comemorar um gol, vibrar com jogadas bonitas e tudo o mais na derradeira rodada do campeonato? Assistindo ao jogo Goiás x Inter, evidentemente, torcendo por Fernandão e Cia. Assista ao jogo do Colorado, corintiano, é melhor para a sua saúde e felicidade.

E igualmente qual a chance de o torcedor do Goiás comemorar uma vitória nesse domingo, ter esperanças ao ver um time partindo para cima e dominando o adversário? Assistindo ao jogo Grêmio x Corinthians, evidentemente. É o melhor que conselho que posso dar às torcidas alvinegra e esmeraldina nesse domingo: assistam ao “outro” jogo.

A dupla grenal decide o campeonato na parte de baixo de tabela e vale dizer que, muito provavelmente, somente os colorados terminarão o dia dando risada. Porque o Grêmio, mesmo vencendo, como deve vencer, não vai mesmo para a Libertadores.

O Inter, se perder ou empatar com o Goiás, pode empurrar o Timão para a segundona. Os torcedores colorados, pelo que vejo no blog, não achariam nada mal que isso acontecesse, têm o Corinthians engasgado por causa de 2005.

Mas realmente não acredito esse sentimento passe para os jogadores, ou seja, que por causa disso o time do Inter não se esforce para vencer o Goiás. Se o Inter não se esforçar tanto, é porque está praticamente classificado para a Sul-Americana, sem muito o que perder em uma dividida nervosa. É por isso, por exemplo, que o clube poupa Nilmar. É jogo de vida ou morte apenas para o Goiás.

O Inter é (muito) melhor do que o Goiás. E o Grêmio é (muito) melhor do que o Corinthians. Porém, é mais provável que o Goiás some um ponto em casa (ou menos improvável, como queiram) do que o Corinthians some pontos no Sul. Neste caso, combinando empate do Goiás com derrota do Corinthians, os goianos passariam os paulistas na tabela. Por isso, acho que o Goiás tem mais chance de escapar do que o Timão.

Resta o Paraná… Não é missão impossível vencer o Vasco, no Rio. Dos três times ameaçados pelo rebaixamento, o Paraná é neste momento o melhor deles. Ou o menos ruim, como queiram. E o Vasco ainda é o pior time daqueles enfrentados pelos ameaçados, ou seja, é um rival menos difícil do que Inter e Grêmio.

De toda forma, a maior chance do Corinthians ainda é que todos percam seus jogos no domingo.

Que fim de campeonato sensacional — e ainda há gente que defenda que, no ano quem, devam ser rebaixados apenas duas equipes…

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
29/11/2007 - 01:25

Corinthians com um pé na cova

A equipe de Nelsinho Baptista ainda só depende de suas forças para continuar na primeira divisão. E esse continua sendo o maior problema…

Dos três times que chegam à última rodada com chances de cair, o Corinthians é aquele que terá a partida mais difícil. Faz tempo que analisamos a lista de confrontos do Timão com o seguinte comentário aterrorizante: “Na última rodada tem o Grêmio fora…”. E um Grêmio que ainda sonha (só sonha mesmo) com a Libertadores. Será uma grande zebra ver o Timão somar pontos no Sul. Por isso, a ruindade de Goiás e Paraná ainda são as maiores esperanças alvinegras.

O Goiás pega o Inter em casa e a pergunta é que Inter será esse, praticamente já classificado para a Sul-Americana (é preciso uma combinação absurda para o Colorado ficar de fora). Se empatar, os goianos conseguem a salvação em caso de derrota do Corinthians — e desde que o Paraná não vença o Vasco. Sinceramente, vejo o Goiás com mais chance de empatar em casa do que o Corinthians somar pontos no Rio Grande do Sul. O Goiás passa a ser o favorito para continuar na Série A, mesmo sendo tão ruim quanto o Corinthians.

O Paraná vai a São Januário encarar o Vasco e só consegue a salvação caso vença o jogo e nenhum de seus rivais diretos repita a façanha. Está vivo.

Resumo da ópera: o Corinthians tinha a faca e o queijo na mão. Passa a ser o favorito para cair.

O jogo
O Corinthians criou muito mais chances do que o Vasco no Pacaembu. Não venceu porque havia um monte de jogador jovem e veloz na frente, mas nenhum deles é sequer razoável finalizador. Arce, Lulinha e Dentinho podem jogar por horas juntos. Fazem uma tremenda fumaça. Mas a bola não entra. Talvez um dia aprendam. Esforço não falta. Esforço nunca faltou ao Corinthians.

O Vasco criou menos, mas é um time bem mais, digamos, macaco velho, tranqüilo em campo. Parecia saber que, a qualquer momento, iria aproveitar o desespero corintiano e matar o jogo num contra-ataque. O lateral Guilherme fez bela partida. Enxergou o espaço nas costas de Amaral para atacar sempre perigosamente. Se Iran causa arrepios no corintiano, Amaral o substitui à altura.

A torcida
Assisti ao jogo nas numeradas do Pacaembu. Era sintomático ouvir os apelos de torcedores ao meu lado: “Por que a bola não bate na trave e entra, caramba?”, “Hoje o juiz tem que ajudar um pouco, nossa chance é o juiz! Marca um pênalti, juiz!”. O corintiano sabe que só com muita sorte esse time consegue marcar gols. E mesmo assim lotou o Pacaembu em pacífica, porém triste festa. Uma torcida assim não merecia um time como esse. Nenhuma torcida merece.

Encaro essa partida, a última do ano em casa, como uma espécie de redenção da Fiel. Desde a traumática eliminação para o River Plate, em 2006, na Libertadores, que a torcida do Corinthians devia uma noite como essa. Foi impressionante o apoio que deu ao time do começo ao fim do jogo. E olha que apoiar esse time não é fácil…

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
28/11/2007 - 01:03

Corinthians leva sua agonia ao Pacaembu

O Corinthians só depende de suas “forças” para escapar do rebaixamento, mas a grande esperança alvinegra ainda é a ruindade do Goiás.

O Vasco é um time melhor do que o alvinegro paulista e a posição das duas equipes na tabela não mente. É razoável supor que a partida do Pacaembu será duríssima. Vale lembrar que o Timão suou até para vencer o América em casa, com um magro 1 x 0. Por que acreditar que bater no Vasco será uma missão tranqüila? Mas digamos que seja resultado “normal” somar três pontos contra o time carioca, como seria natural ver o Corinthians perder do Grêmio no Olímpico, na rodada derradeira.

Se essa combinação “normal” de resultados acontecer, o time paulista vai depender exclusivamente da ruindade do Goiás para se salvar. Se os goianos forem espertos, jogam para empatar com o Galo no Mineirão nessa quarta-feira, somando um pontinho de ouro. Nesse caso, considerando os resultados ditos “normais” do Corinthians contra Vasco e Grêmio, o Goiás escaparia da degola com uma vitória simples na última rodada, contra o Inter, em casa, empurrando o Coringão para a Segundona.

Sinceramente, a melhor chance do Corinthians (contando que vença o Vasco…) é liquidar a fatura nessa quarta-feira, combinando com uma derrota dos goianos no Mineirão. Se a disputa for para a última rodada, será grande, enorme a possibilidade de uma tragédia em preto em branco nesse 2007. Porque o Goiás tem mais chance de vencer o Inter no Serra Dourada do que o Corinthians bater no Grêmio em pleno Estádio Olímpico.

Palpite? Sinceramente não consigo ver o Corinthians “favorito” contra nenhum adversário. Muito menos sem Finazzi, acreditem se quiser. Nenhum resultado no Pacaembu me surpreenderá. É agonia pura, a mais bonita das agonias do futebol: olho num jogo e ouvido no outro.

A noite promete…

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
27/11/2007 - 19:44

Ronaldinho no banco: cadê os arautos da tática?

O Barça não tinha Henry, Giovanni e Eto’o. E mesmo assim Ronaldinho ficou no banco nessa terça-feira, contra o Lyon. Entrou só aos 26 do segundo tempo, no lugar de Gudjohnsen.

Então eu pergunto aos arautos da tática, aqueles que acham que, por “faltar marcação no meio-campo”, Ronaldinho não jogou nada contra o Uruguai, Ronaldinho não vem jogando nada na Seleção: é por causa de tática? Ou é por que o Dentuço está em péssima fase, a ponto de ter virado reserva em seu próprio clube?

Quando os caras jogam mal (Robinho pode estar brilhando no Real, mas é uma máscara irritante na Seleção) não tem quadrado, trio, dupla ou losango que funcione. Repito: Josué melhorou o Brasil contra o Uruguai porque entrou jogando bem, no lugar de quem estava jogando muito mal. Essa explicação, banal, ainda está acima de qualquer tática.

Se o trio Kaká-Ronaldinho-Robinho não funciona na Seleção, por favor não repitam perto de mim que é por causa de “tática”. O emblemático banco de Ronaldinho nessa terça-feira, para mim, encerra a discussão que começamos nesse mesmo espaço, semana passada.

Próxima?

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
27/11/2007 - 17:11

Para onde vai Mano Menezes?

Como não tenho informação segura sobre o destino do treinador em 2008 (sabemos apenas que não será no Olímpico), convido os amigos a especularem aqui no blog, caso ele fique no futebol brasileiro:

PORTAS FECHADAS

Flamengo – Continua com o Joel em 2008

Fluminense – Joga a Libertadores com Renato

Botafogo – Já planeja o ano com Cuca

Vasco - Um clube maravilhoso, de história gloriosa, que se tornou uma grande roubada nas mãos de Euricão. Só técnico em baixa, como Celso Roth e Espinosa, são capazes de aceitar trabalhar em São Januário hoje em dia. Não é o caso de Mano. Ainda mais com Romário de novo em 2008…

Atlético Paranaense – Já anunciou que fica com Ney Franco (está em boas mãos)

Inter - Precisa explicar? Além do mais, está bem servido com Abel.

São Paulo - Talvez um dia. Muricy tem tudo para fazer uma dinastia no Tricolor.

Palmeiras - Acaba de renovar com Caio Júnior – acertadamente.

PORTAS QUE PODEM SE ABRIR

Cruzeiro – A diretoria já anunciou que iria ficar com o emergente Dorival Júnior para 2008. Vejo futuro nesse treinador! Mas é inegável que, hoje, Mano Menezes é mais técnico. Sinceramente: se eu pudesse escolher ficaria com o Mano… E, se eu fosse o Mano, analisaria com muito carinho uma proposta de um clube que já tem ótima estrutura e bons jogadores, ainda que não se classifique para a Libertadores.

Santos – Vanderlei Luxemburgo está p… da vida pelo fato de o clube ter perdido Nilmar e Kléberson por razões financeiras. Quer que o clube invista para disputar a Libertadores. E quer, de preferência, um contrato que permita a ele aceitar uma proposta da Europa em julho. Sua permanência ainda é incerta – e o clube ainda tem eleições no fim do ano, o que dificulta uma negociação agora. Mano já mostrou que sabe conduzir um time na Libertadores…

PORTA ABERTA
Corinthians – Em entrevista ao Jornal da Tarde nessa terça-feira, Nelsinho se auto-elogia além da conta e diz que já discute 2008 com a diretoria, dando a entender que vai ficar. O fato de já estar falando sobre jogadores para o ano que vem não quer dizer nada. O Corinthians quer Mano Menezes. Ele quererá o Corinthians? O clube teria de mostrar ao treinador que está mudando de forma radical.

PORTAS QUE DEVERIAM SE ABRIR
Atlético Mineiro – Feliz será do treinador que conseguir colocar o Atlético no lugar que ele merece: vai virar lenda. O clube tem uma torcida maravilhosa. O Atlético precisa de um (bom) treinador apaixonado, que entenda sua grandeza, independentemente dos nomes (ruins) que hoje vestem a camisa alvinegra. Mano tem esse perfil, de começar do zero a montar um time bom e barato. Será que o Galo conseguiria seduzi-lo? Se eu fosse presidente do Atlético, estaria ligando todos os dias para o treinador, oferecendo um contrato longo e plenos poderes – é assim que Mano gosta de trabalhar. Mas o Galo pretende ficar com Leão. Eu não faria isso. Leão é ótimo para arrancadas, tiros-curtos. Para montar equipes ele é um desastre.

Coritiba – Verdade que não tem bala financeira para competir pelo técnico. Mas pode tentar seduzi-lo com um projeto a longo prazo, usando o nome do treinador para atrair investimentos. Tudo depende da ambição do Coxa. Tentar não custa nada além do preço de um interurbano para Porto Alegre – e Mano ficaria perto da família, que não quer deixar o Rio Grande. Além do mais, gosta de trabalhar com jogadores jovens e promissores, como é esse time do Coritiba.

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
27/11/2007 - 13:10

A seleção olímpica não é essa

Goleiros: Felipe (Santos) e Renan (Internacional)

Laterais: Apodi (Vitória), Leonardo (Portuguesa), Nei (Atlético-PR) e Valmir (Palmeiras)

Zagueiros: Breno (São Paulo), Léo (Grêmio), Leandro Almeida (Atlético-MG) e Rhodolfo (Atlético-PR)

Volantes: Charles (Cruzeiro), Ramires (Cruzeiro)

Meias: Thiago Neves (Fluminense), Diego Souza (Grêmio), Maycon (Internacional) e Pedro Ken (Coritiba), Toró (Flamengo), Wagner (Cruzeiro)

Atacantes: Alexandre Pato (Milan-ITA), Diogo (Portuguesa), Pedro Odoni (Atlético-PR) e Keirrison (Coritiba)

É difícil fazer uma análise sobre a seleção olímpica convocada por Dunga na segunda-feira. Primeiro porque, como não é data Fifa, não foi chamado nenhum atleta que atua no exterior (Pato é a exceção porque não está jogando no Milan). Não dá para pensar em seleção olímpica sem falar nos “europeus” Marcelo, Lucas, Denílson (que está jogando muito bem no Arsenal), Anderson, Diego e Rafael Sóbis.

Dunga fez uma convocação caseira para observar jogadores. E mesmo assim cometeu uma enorme injustiça ao deixar Hernanes de fora (sim, ele tem idade). Digo o mesmo para o tricolor Arouca e o rubro-negro Renato Augusto (que é mais jogador do que Toró). Outra ausência que não entendi foi a do cruzeirense Guilherme. Embora com estilo diferente, ele é muito melhor do que Pedro Oldoni, do Atlético Paranaense. Talvez tenha sido pela inexplicável “mascarada” que baixou no jogador nessa reta final de Brasileiro.

Da lista anunciada pela CBF, só vejo futuro certo para Breno e Diego Souza.

Thiago Neves tem boas chances de estar em Pequim. O cruzeirense Wagner é bom de bola (e inconstante…), mas a concorrência de Diego e Anderson (e até do ex-corintiano Willian) é areia demais para o caminhão dele. O mesmo se aplica aos bons volantes Charles e Ramires.

Léo (beque do Grêmio) é uma aposta interessante.

Diogo, da Lusa, e o lateral Apodi, da Vitória, fizeram uma excelente série B por suas equipes e merecem ser testados (vai ser duro para o Apodi competir com Ilsinho e Rafinha)..

Agora alguém me explique como pode convocar o Valmir, lateral do Palmeiras. Essa não deu para entender, meu caro Dunga…

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
26/11/2007 - 13:47

Cornetadas:

A vingança do atleticano, as desculpas esfarrapadas na Fonte Nova e a choradeira verde

Curiosa a situação do Atlético Mineiro. Viveu um Brasileiro quase monótono — todo mundo sabia que não iria cair, tampouco freqüentar a parte de cima de tabela. E agora, nas duas últimas rodadas, vai ser protagonista do campeonato. Recebe o Goiás na quarta-feira e depois visita o Palmeiras. Jogos que vão definir uma vaga para a Libertadores e uma degola para a série B.

O Cruzeiro tem que torcer para o Galo na última rodada. Que situação deliciosa para o atleticano: ver o cruzeirense dependendo de um gol de Vanderlei, obrigado a torcer por esse time ruim que veste o manto alvinegro. O torcedor do Galo deve até estar sonhando com Galvão em campo desde o começo. Já pensou o cruzeirense tendo de torcer pelo Galvão? Seria a vingança dos sonhos de qualquer torcedor.

É claro que o atleticano quer ver agora, acima de tudo, o Cruzeiro fora da Libertadores. Mas eu duvido que, para um jogador, exista essas coisas de entregar jogo… No máximo, os caras vão estar mais relaxados em campo. Sabem que, se perderem, podem até ser recebidos com festa no aeroporto.

Vejam o Inter. Para ferrar o Grêmio, poderia ter amolecido contra Cruzeiro e Palmeiras, rivais diretos do tricolor gaúcho na briga pela Libertadores. E o Colorado ganhou dos dois no Beira Rio.

O Inter é outro time que não lutou por nada nesse campeonato, mas também será protagonista na hora H. Além de bater em Cruzeiro e Palmeiras (jogando bem), termina a sua participação contra o Goiás, fora de casa. Pelo que jogou na última rodada, os goianos terão um problemão…

Choro de perdedor
Ok, a arbitragem anulou um gol legítimo de Makelelê quando estava 0 x 0. Mas que o palmeirense (e a imprensa) não fique chorando por causa da suposta falta em Dininho, 30 lances antes de Fernandão abrir o placar. A suposta falta aconteceu lá atrás, quase no meio-campo, gente! Não dá para reclamar do gol por causa disso. Dá para reclamar do zagueiro Deivid, que desde que chegou do Mundial sub-20 não está jogando absolutamente nada. O Verdão vai para a Libertadores. Merecidíssimo! Para mim, trata-se do clube que conseguiu “tirar mais de quem tinha menos”. O time é fraco, mas trabalhou e ralou muito bem. Merece.

Fonte Nova: chega de pataqüada
Não dá para ouvir um secretário de estado justificando o desmoronamento da arquibancada pela invasão do estádio ocorrida após o fim do jogo. Por dois motivos:
1 — Havia 40 mil pessoas do lado de fora. Isso é básico de qualquer evento: você não pode permitir aglomeração do lado de fora! É um perigo e tanto, atrapalha a saída dos 60 mil que estão dentro, oferece um risco enorme para todo mundo! Então, se houve invasão, o poder público também é culpado por permitir que 40 mil pessoas se aglomerassem do lado de fora do estádio.
2 – Concreto podre é concreto podre. Não tentem me convencer de que a invasão ao estádio comprometeu uma estrutura (bem naquele pedaço…) que já estava comprometida. Parem de buscar desculpas, parem de chamar a gente de trouxa em um momento como esse.

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
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