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Arquivo de outubro, 2007

25/10/2007 - 11:44

Professor Romário: o técnico não importa

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Técnico de futebol ganhou uma importância enorme nos anos 90, a ponto de ser chamado de “super”. A estréia do Professor Romário (e como lembra o amigo Maurício Noriega, idem para a passagem do estreante Dunga na seleção) mostra que eles não são tão importantes assim. Pelo menos não em comparação a um bom centroavante.

O Vasco fez uma grande partida contra o América. Ganhou só por 1 x 0 graças a uma série de milagres do goleiro mexicano (e da trave…). Mas nem mesmo o mais fanático fã do Baixinho pode dizer que foi graças à maneira como ele “armou” a equipe.

Romário fez cinco mudanças bem normais no time (já comentadas no post abaixo). E a queda de Celso Roth deu aquela chacoalhada básica no pessoal. Nada além disso. É clichê do futebol um time jogar melhor quando troca o treinador.

O Vasco não será rebaixado no Brasileiro, no máximo chegará à Sul-Americana. Não há grande problema em ficar sem treinador até o fim do ano. Mas a idéia de Romário comandante tem de ser encarada apenas como algo “divertido”, que colocou o clube na mídia etc. Ah, também serviu para Romário jogar 25 minutos, depois de mais de quatro meses fora dos gramados. Atuação digna de um ex-atacante. Só Romário treinador para escalar Romário jogador hoje em dia.

Aos 30 do segundo tempo, Romário (que já estava em campo, arrastando-se) irritou-se com Rubens Júnior e mandou substituí-lo. Tudo bem que o Vasco teve apenas um objetivo esse ano: ser o clube do Romário. Mas eu (e, acredito, os jogadores também) faço uma pergunta: que moral o Baixinho tinha para fazer isso, fora o seu passado como jogador, diante de sua inútil atuação na partida?

É por isso que não acredito ser possível o Vasco continuar crescendo nas mãos de Romário treinador. Mas, a essa altura do campeonato, isso já não tem mais tanta importância assim: 2007 acabou para o Vasco.

E técnico de futebol, todos sabem, é bem menos importante do que um grande centroavante. Ou seja: quem faz a diferença no Vascão, hoje, chama-se Leandro Amaral.

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
23/10/2007 - 21:11

Professor Romário de Souza mexe bem no time

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Técnico no Brasil, todo mundo sabe, tem que ter sobrenome! Professor Romário de Souza (ou preferem Romário Faria?) tomou medidas interessantes antes de sua estréia no comando do Vascão.

Vejamos:

Sai Silvio Luiz, entra Cássio – Os dois são ruins. Mas Silvio Luiz vinha falhando constantemente e está sem moral. Vira uma bola de neve. De repente, o reserva dá mais sorte, entra mais motivado…

Sai Eduardo, volta Rubens Júnior – Rubens Júnior pelo menos já jogou bem em algum momento esse ano, ao longo de todo o primeiro turno. Foi vilão no clássico contra o Flamengo, eu sei, mas tem mais chance de fazer uma boa partida do que Eduardo.

Sai Enílton, entra Alan Kardec – Enílton é muito ruim… E põe “muito” nisso.

Sai Vilson, entra Luizão – Eu gosto do Vilson, mas realmente andou inseguro nos últimos jogos a que assisti. Uma aposta.

Sai Andrade, entra Leandro Bonfim – Bonfim me dá um sono…

O principal foi mexer no time. Dá aquela chacoalhada de que o Vasco estava precisando. E torna a partida ainda mais atraente, com o chamado “dedo do treinador”…

Mas vamos tomar cuidado. Não há nada mais clichê do que vencer quando o time troca de treinador.

Qualquer técnico pereba tem um bom índice de vitórias em sua primeira partida.

Tomara que o Vasco vença! Mas isso não vai mudar a minha opinião sobre Romário treinador: folclore tem limite…

O lado bom dessa história toda, caso o Vascão vença, será mostrar que técnico de futebol não tem tanta importância assim. Pelo menos nada que se compare a um bom centroavante!

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
23/10/2007 - 20:13

O pior dirigente do Brasil

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Perto dele, Ricardo Teixeira é um CDF! O título acima pertence a Gerasime Bosikis e ninguém tasca! Mais conhecido como “Grego”, o homem é presidente da Confederação Brasileira de Basquete, modalidade que ele está conseguindo matar lentamente no país.

Tratando-se de um esporte medalhista olímpico e três vezes campeão mundial (duas com os homens, uma vez com as mulheres), seu feito não pode ser encarado como coisa pequena, não.

Faz dois meses que a seleção masculina não tem treinador.

Ano que vem, pouco antes das Olimpíadas, vamos tentar uma improvável classificação para os Jogos de Pequim, no Pré-Olímpico Mundial. Grego não vê problema nenhum na demora em anunciar um técnico. Diz que fará isso apenas em janeiro. Talvez ele acredite que treinador só trabalhe em dia de jogo…

Nosso brilhante presidente da Confederação Brasileira também informa que o técnico (estrangeiro) que for contratado vai apenas dar continuidade ao que ele acredita ter sido um bom trabalho da gestão anterior. “Ele não vai mudar a maneira de o Brasil jogar”, disse, em sua última entrevista que li.

Não vai?! Então para que trazer um gringo, meu deus?

A comunidade basqueteira fez um apelo por um treinador estrangeiro porque já estamos fora das Olimpíadas desde 1996. Temos alguns bons jogadores, mas estamos totalmente defasados na parte tática, no jogo coletivo. Nossos técnicos, naturalmente, não têm mais nível e experiência internacional. E isso não é culpa deles, mas da CBB.

Devemos ficar de fora de Pequim 2008, novamente. Porém, tão ou mais importante que tentar o milagre da classificação olímpica é reestruturar o basquete nacional, visando às Olimpíadas de 2012, 2016, 2020…

A ginástica brasileira apelou para um gringo que entendia de ginástica e trouxe o ucraniano Oleg Ostapenko. Não só para fazer a Daiane ganhar medalha. Ele veio para estruturar o esporte no país, criar o esboço de uma escola.

Minha esperança era de que o técnico de basquete fizesse a mesma coisa. Fosse uma espécie de Ostepenko do garrafão. Não apenas para melhorar a seleção, mas para melhorar o nosso basquete. Que junto com ele viesse um projeto.

Doce ilusão. O excepcional Grego diz que o treinador vai ficar apenas até o fim da Olimpíada (eu acrescento: se a gente chegar lá.)

Grego não entendeu nada quando ouviu os apelos por um técnico estrangeiro.

Nosso decadente basquete definha em praça pública. Os campeonatos nacionais, quando terminam, são de um nível constragedor. A seleção masculina vem colecionando os maiores vexames de sua história. Nada indica que isso vá mudar, muito pelo contrário.

Parabéns, Grego. Você venceu.

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
22/10/2007 - 17:29

Romário técnico do Vasco. O que vai acontecer?!

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Atualizada às 18:20
Celso Roth foi demitido do Vasco. Até aí, sem grandes surpresas. Mas seu substituto será o Romário! Pelo menos no próximo jogo. Parem o mundo! Por favor, alguém me explique isso.

Na única vez em que conversei com o Baixinho (um jantar até 4:30 da manhã), ele disse que jamais treinaria uma equipe. Pudera. Não conhece a escalação de nenhum time do Brasil. Odeia assistir futebol. Odeia até treino. Gosta mesmo é de jogar. E ponto.

Alguém aqui imagina o Romário dando treino? Bom, pelo menos agora ele deve ir aos treinos.

Que coisa mais maluca… Está claro que ele será um técnico de fachada. Porque Romário não tem a menor condição de montar um plano tático. Até os jogadores do Vasco devem ter recebido a notícia com uma gargalhada. Alguns devem ter achado que era coisa do Casseta e Planeta.

No que Eurico Miranda transformou o Vasco? Um clube de tantas glórias hoje é mais notícia pelo folclore do que por seus feitos. Folclore é essencial ao futebol! Mas tudo tem limite nessa vida…

Convido os amigos para uma reflexão. O que vocês acham que vai acontecer?

1 Romário vai se escalar, é claro. E escolher mais 10 peixes para servi-lo dentro da área (afinal, técnico que não escala o Baixinho no Vasco corre risco de demissão!).

2 Bom treinador, o professor Romário vai deixar seu jogador mais marrento e fora de forma no banco de reservas.

3 É a coisa mais incrível que eu vi esse ano e não tenho a menor idéia do que vai acontecer.

Eu voto na 3.

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
22/10/2007 - 17:09

Quem é o melhor goleiro? Felipe na caça de Rogério Ceni

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Eu sei como é jogar no Corinthians…

Como qualquer mortal que se preze, tenho o meu time de peladas. Chama-se “Só Raça”, é formado por 5 perebas na linha e um grande goleiro. Um excepcional goleiro. Disputamos a Taça de Prata (nome charmoso para a segunda divisão) do clube de que somos sócios e nesse ano ficamos em um honroso penúltimo lugar. Sou o Finazzi do time. Talvez o Clodoaldo, não sei bem.

O adversário chuta 30 bolas por gol contra a gente. Passam umas 5 (às vezes passam 20…), mas nosso goleiro é sempre o herói do jogo.

Felipe joga no “Só Raça” do Brasileiro. O Corinthians deve ser rebaixado, mas o goleiro tem a chance de conseguir um feito inédito: poderá se tornar, mesmo assim, o melhor goleiro do Campeonato.

E não é na base do “eu acho que o melhor goleiro do campeonato é o fulano”. É na média de suas notas. Felipe já é o segundo colocado na Bola de Prata da Placar, o troféu que desde 1970 premia jogadores dando notas para eles em todos, simplesmente todos os jogos do campeonato, concedidas por jornalistas nos estádios (não vale ver pela TV).

Depois dessa rodada, em que recebeu nota 7 na derrota para o Náutico (somos exigentes), o corintiano passou Diego Cavalieri e está na cola de Rogério Ceni, o líder, que luta pelo bi.

Agora, Rogério tem média 6, Felipe está em segundo com 5,98 e Diego aparece em terceiro lugar, com 5,95. É briga de cachorro grande.

Mas, do jeito que as bolas vão para o gol do Timão, mesmo se for rebaixado, tudo indica que Felipe vá terminar na seleção do Brasileiro.

Se fosse na base do “eu acho que ele é o melhor do campeonato”, Felipe já estaria na minha seleção. É um tanto espalhafatoso em bolas fáceis (lembra o Ronaldo). Talvez não seja tão frio quanto Diego, que é excepcional goleiro, nem uma liderança como Rogério. Eu não o convocaria para a Seleção, ainda. Mas afirmo que não vi ninguém (precisar) fazer tantos milagres esse ano.

Fazia tempo que não via algo parecido com esse Felipe. Um craque sendo consagrado ao lado de 10 pernas-de-pau.

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
21/10/2007 - 20:58

A rodada tem dois vencedores: Palmeiras e Flamengo

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O nível dos times é o mais baixo desde 2003. Mas já cravo que esse Brasileirão é o melhor já disputado no sistema “todos contra todos”.

Que rodada a que tivemos nesse fim-de-semana! 60 378 pagantes assistiram a São Paulo 1 x 0 Cruzeiro, outras 48 704 pagaram para ver Atlético Mineiro 1 x 0 Vasco. O Flamengo deu mais um show de arquibancada e colocou 73 871 (mas só 63 189 pagaram…) na vitória contra o Grêmio, no Maracanã. Recorde de público. De novo.

Casa cheia também para Palmeiras x Paraná, no sábado, e os Aflitos lotado para Náutico x Corinthians. Em todo jogo, uma decisão.

Confesso que não fiz essa checagem. Aposto que nunca tivemos tanto público em uma única rodada desde o começo dos pontos corridos (prometo buscar esse dado na segunda-feira, mas se alguém o tiver que poste nos comentários).

BALANÇO
O campeonato do São Paulo já terminou há algum tempo. Falemos então dos dois grandes vencedores do fim-de-semana. Houve 10 vencedores em 10 jogos, nenhum empatezinho. Mas ninguém venceu mais que Palmeiras e Flamengo. Ninguém.

O Palmeiras ganhou do Paraná e viu seus concorrentes mais diretos (até agora…) à vaga na Libertadores fracassarem. Grêmio, Santos e Cruzeiro perderam seus jogos. O Verdão salta da quinta para a segunda posição. E ainda vê o Corinthians afundar.

O Flamengo (que torcida tem o Flamengo!) foi o “vice-campeão” da rodada, digamos assim. Fez mais uma bela partida. Ibson, como já havia acontecido na quinta-feira, contra o Vasco, foi o melhor em campo. Leonardo Moura fez sua parte pela direita. Fábio Luciano, na sobra, é muito bom. Mas como o Souza tem sido importante, prendendo a bola no ataque.

Joel Santana sabe que, por mais querido que Obina seja, não é hora de fazer demagogia. O Flamengo está montado com Maxi e Souza na frente. Obina é boa opção, como foi nos dois últimos jogos.

O Flamengo ainda não depende só de suas forças. Mas é um time empolgado e empolgante nessa reta final. Tudo indica que continue somando seus pontos. A dúvida é se os rivais vão tropeçar outras vezes (o Fla está a dois pontos do Grêmio, quinto colocado, e a três do Santos, o quarto, e que tem três vitórias a mais).

Os adversários de cada time na briga pela Libertadores:
(qual é tabela mais difícil para vocês?)

Palmeiras - Vasco (fora), Juventude (em casa), Sport (fora), Fluminense (em casa), Inter (fora) e Atlético Mineiro.

Cruzeiro - Atlético Paranaense (em casa), Botafogo (fora), Flamengo (em casa), Inter (fora), Sport (fora) e América (em casa).

Santos - Goiás (em casa), Náutico (fora), Atlético Mineiro (em casa), Flamengo (fora), Paraná (fora) e Fluminense (em casa).

Grêmio - Náutico (em casa), Atlético Paranaense (fora), Figueirense (em casa), São Paulo (fora), América (fora) e Corinthians (casa).

Flamengo - América (fora), Corinthians (em casa), Cruzeiro (fora), Santos (em casa), Atlético Paranaense (em casa) e o Náutico (fora).

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
21/10/2007 - 18:36

Aílton 1 x 0 Corinthians

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O Náutico jogou (um pouco) melhor que o Corinthians. Mas analiso essa partida pela ótica dos derrotados.

A história do vencedor já está bem contada nesse campeonato. Tinha 20% de aproveitamento de pontos até a chegada do técnico Roberto Fernandes, na nona rodada. Mais que dobrou com ele. Ao longo do torneio, o Náutico “descobriu” jogadores interessantes como Acosta (o Thiery Henry dos pobres), Elicaros, além de Geraldo, Sidny e Ferreira. O Náutico vai embora do rebaixamento com essa vitória, talvez chegue até na Sul-Americana. Fim de papo.

O futuro do Corinthians, ao que tudo indica, é o que haverá de mais dramático e sadicamente divertido até o fim do campeonato. Porque o Corinthians não descobriu nenhum Acosta. O Corinthians descobriu um camisa 10 chamado Aílton. É um símbolo dessa equipe.

Do jeito que Felipe estava agarrando e caminhava a partida, aos 43 do segundo tempo, só havia uma maneira de o Náutico fazer seu gol: num pênalti. Ailton fez esse favor ao time pernambucano, empurrando um jogador sem nenhuma necessidade dentro da área – a bola já estava praticamente nas mãos do goleiro Felipe, como os amigos já tiveram a oportunidade de ver na TV.

É impressionante como Aílton consegue ser o pior em campo tantas vezes. A única coisa que sabe fazer é cruzar uma ou duas boas bolas por jogo – o único no time que consegue fazer isso, ainda que com sacrifício, para se ter idéia da ruindade alvinegra.

E o Corinthians tem coisas malucas. Sabem quem vinha jogando bem, com raça e tudo o mais? Gustavo Nery, ele mesmo. Até reclamou por ter sido (mal) substituído por Nelsinho, no segundo tempo. Amaral entrou em seu lugar, decisão infeliz do treinador.

Não haverá nada tão intenso como o sentimento da Fiel até o fim do campeonato. Nem a briga por uma vaga na Libertadores? A briga pela vaga na mais importante competição do continente promete. Mas vamos analisar pela ótica dos fracassados novamente. O time que ficar de fora não terá de jogar a Série B ano que vem…

Palmeirenses e santistas, se por acaso ficarem de fora, ainda poderão ter esse “prêmio de consolação”, caso assistam mesmo ao triste (e merecido, convenhamos) castigo do Coringão em 2007.

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
19/10/2007 - 21:17

Palpites e pitacos no Brasileirão

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Peço desculpas aos leitores pela atualização menos freqüente que de costume nos últimos dias. Estou atolado até os dentes com o fechamento da próxima edição da Placar. O blog volta ao ritmo normal a partir desse domingo, pós-rodada.

Um ótimo fim-de-semana a todos! Vamos lá:

SÁBADO

Palmeiras x Paraná
Coluna 1. O Paraná já pode pensar na série B.

Goiás x Fluminense
O Fluminense é favorito. Mas eu cravo coluna do meio.

Botafogo x Sport
É tão perigoso fazer uma previsão (ainda mais otimista) com esse time do Botafogo… Coluna um. Mas nenhum resultado será surpresa. O Sport é osso duro de roer.

DOMINGO

Náutico x Corinthians
Mesmo sem Acosta, o Timbu tem vantagem nesse confronto. Mas aposto num empate, graças à retranca que será armada pelo Timão. É a única coisa que Nelsinho pode fazer. Sabedor da ruindade de sua equipe, o técnico só treina bola parada. Foi assim que saíram os três últimos gols. É por isso que Aílton joga como titular. Ele sabe cruzar. E mais nada…

Atlético-MG x Vasco
Mineirão lotado. A torcida do Galo ganha esse jogo. Coluna 1.

São Paulo x Cruzeiro
Não faço parte da turma que prevê o apocalipse para o Cruzeiro, que seria ficar de fora até da Libertadores por causa dessa decadência de última hora. Mas não acredito que vá ser contra o São Paulo que os azuis voltem a vencer. Faz tempo que não vejo o tricolor paulista encarar uma partida com a faca entre os dentes como a desse domingo, incluibndo sua torcida. Esse jogo está com cara de volta olímpica… Coluna 1

Atlético-PR x América-RN
Coluna 1. Mas o América tem jogado direitinho com a molecada que está colocando em campo.

Figueirense x Santos
Bom jogo. O Figueira melhorou muito com a chegada do Gallo, está jogando mais pra frente. E o Santos está vencendo mesmo sem jogar bem… Pode acontecer qualquer coisa. Coluna 2

Internacional x Juventude
Barbada. Coluna 1
Atenção, colorados: vem aí o filme oficial do título mundial de 2006, nos cinemas e em DVD, parceria com a Placar. Há uma materinha sobre isso na próxima edição e o site da revista (e esse blog…) terá o trailer no mês que vem.

Flamengo x Grêmio
O grande jogo do fim-de-semana. O Maracanã vai estar lotado (só isso já valeria a pena) e se vencer o Flamengo dará um salto rumo ao sonho da Libertadores, realidade muito mais palpável para os gaúchos nesse momento. Os cariocas vêm jogando muito bem, mas há um detalhe: tiveram o desgaste de jogar na quinta à noite, com 10 homens quase que o jogo todo, num campo pesado, em partida disputadíssima contra o Vasco. Teste para mostrar que o preparo físico anda em alta e que o time é macho. Palpite? Me incluam fora dessa. Uso o triplo a que tenho direito nesse jogo.

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
19/10/2007 - 00:23

O Flamengo sonha. Por que não?

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Depois dessa eletrizante vitória por 2 x 1 sobre o Vasco, o Flamengo tem de tirar cinco pontos de desvantagem para ir à Libertadores, em sete rodadas. É muito difícil. Mas dá para sonhar. E sonhar não custa nada. Vejamos:

– O time é bom e está jogando bem.
– A torcida do Flamengo ganha jogo e a tabela mostra que serão quatro partidas no Maracanã.
– Há ainda três confrontos diretos, contra Santos e Grêmio no Rio e o Cruzeiro, fora.
– A tabela não é das mais complicadas. Há ainda o América em Natal (só vai ter flamenguista no estádio, três pontos), o Corinthians em casa (obrigação de três pontos), o Atlético Paranaense em casa (obrigação de três pontos) e o Náutico fora, na última rodada (dá para vencer também).
O Flamengo paga a conta de ter largado dos boxes. Mas a corrida de recuperação é animadora até aqui.

Baixinho
Não está com cara de que essa história de Romário no banco de reservas nesse clássico vá terminar bem… Primeiro, Celso Roth disse que ele não iria para o jogo porque não havia atingido o percentual mínimo de gordura. Aí, enfiam o Baixinho goela abaixo do treinador e ele vai para o banco. Roth, pavio curto, é chamado de burro pela torcida ainda no primeiro tempo – sem motivo. Ele fez três alterações. E nada de Romário jogar…

O melhor do Fla
Leonardo Moura fez bela partida novamente, assim como Ronaldo Angelim, de quem sempre espero o pior. Souza foi muito aplicado lá na frente. Obina entrou aos 30 do segundo tempo, suficiente para acertar uma bela cabeçada no travessão. Renato Augusto, mesmo fora da forma ideal, teve de entrar no jogo ainda no primeiro tempo e não fez feio. Mas ninguém chegou aos pés de Ibson. Ele é o jogador mais importante do Flamengo hoje, marca, arma e ataca com vontade e eficiência. O time cresceu junto com ele. Ou seja: Ibson chegou tarde ao campeonato… Mas antes tarde do que nunca.

A raça vascaína
Não houve nenhum destaque individual. Aquele time tão arrumadinho do primeiro turno sumiu de vez. Mas uma coisa precisa ser dita: a raça que os jogadores mostraram contra o Flamengo. Todos eles. Conca e Wagner Diniz, duas peças tão importantes, não se encontraram no jogo. Mas correram até o fim. Perdigão perdeu a bola no primeiro gol, de Toró. Mas também não se entregou, assim como Leandro Amaral. E fiquei com dó do Rubens Júnior. Falhou ao fazer pênalti em Leonardo Moura, possibilitando o segundo gol flamenguista. Mas assumiu a culpa nas entrevistas de um jeito que, para mim, passava um recado: “estou ferrado com a torcida…”.

Os goleiros
Os dois falharam. Mas Bruno tem muito mais crédito. E conseguiu se recuperar dentro do próprio jogo.

O pior da noite
O árbitro Evandro Rogério Roman. Que sujeito confuso!

O Vasco corre risco de cair?
Para mim, nenhum. Os times que lutam contra o rebaixamento são bem piores e sinceramente o futebol mostrado no clássico não foi nenhuma tragédia. A organização da equipe sumiu, mas o Vasco ainda é um time guerreiro, se isso servir de alívio para a sua torcida, a partir de sábado. Porque a sexta vai ser de ressaca. Das bravas.

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
18/10/2007 - 00:21

Brasil 5 x 0: os dois jogos do Maracanã

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Foram dois jogos no Maracanã. Um deles durou até os 27 do segundo tempo, quando Ronaldinho Gaúcho enfim fez 2 x 0 e a porteira se abriu para 18 minutos de showtime, sem nenhuma resistência dos equatorianos.

Mas a partida estava amarrada até os 2 x 0, começando a ficar complicada, com o Equador tomando coragem. Havia até vaias no Maracanã. E aqui cabe um pitaco: para mim, a maior razão da chiadeira é a carência do torcedor brasileiro. A Seleção joga tão pouco por aqui que, quando isso acontece, a gente quer o mundo dela, nada menos que o mundo. Como pode o escrete canarinho ficar tanto tempo longe do Maracanã?!

Voltando às quatro linhas. Só é possível fazer uma análise sobre o “primeiro jogo”, o que durou até os 27 da segunda etapa. Posso estar sendo perfeccionista demais, mas acho que o Brasil daria um salto de qualidade se usasse mais os outros jogadores além do trio-maravilha Kaká, Robinho e Ronaldinho Gaúcho.

É claro que o resto da turma não consegue acompanhar o ritmo dos três craques. Mas o Brasil vai ser muito mais perigoso quando seus volantes puderem ir a frente de vez em quando (em jogos como esse, contra times mais fracos), chutar umas bolinhas ao gol, quando tivermos um lateral-esquerdo que inspire mais confiança. É perfeccionismo. Mas com o timaço que temos, só nos resta pensar e buscar a perfeição mesmo, nos detalhes.

Vamos às atuações da Seleção:

Júlio César Teve de fazer uma defesa importante, aos 13 do segundo tempo. Passa muita segurança. 6

Maicon Bela partida. Subiu na boa, poucas e preciosas vezes. Em uma delas deu a assistência para o gol. Tá parecendo com o Cafu…7

Lúcio Atuação segura. 6

Juan Temos uma dupla de zaga fantástica. Na estréia contra a Colômbia, Lúcio se destacou mais. Contra o Equador, foi a vez de Juan. Até se arriscou no ataque, dando uma belo passe de peito para Robinho. Na saída de bola, impecável. 7

Gilberto Conseguiu a proeza de fazer dois pênaltis (não marcados) nestes dois jogos de Eliminatórias, um em cada partida. O Equador só atacou por seu lado. Na única vez que foi para frente, não recebeu a bola, de Ronaldinho. Talvez porque não confiem nele como confiam no Maicon. Precisamos buscar outro lateral. Destoa nesse time de craques. 5

Gilberto Silva O jogo não deu trabalho algum para nosso cão-de-guarda, que não teve em quem dar botinadas. Prefiro um primeiro volante que saiba inverter uma bola de vez em quando…5

Mineiro Está muito tímido, com medo de avançar mesmo quando tem espaço. Encaro os volantes sempre como uma dupla. E a parceria com Gilberto Silva está estranha… Os dois não combinam. Gosto muito do Mineiro, principalmente ao lado do Josué. Eles seriam meus titulares. Mas a gente poderia testar Lucas ou Diego Souza (e, mais tarde, também o Hernanes) como segundo volantes, o que melhoraria bem o nosso toque de bola e a saída para o ataque. 5,5

Kaká A exemplo do que já havia acontecido na estréia, foi o jogador mais empenhado do meio para frente. Não estava acertando muito até fazer um golaço, o terceiro, aos 31 do segundo tempo. Foi substituído por Diego aos 43. Como diz meu amigo Arnaldo Ribeiro, “Kaká está pedindo a faixa de capitão”. 7

Ronaldinho Gaúcho Boa atuação, chamando o jogo, dando passes maravilhosos, ligado na partida. O que aconteceu na Copa de 2006, Ronaldinho? Por favor, alguém me explique. 7

Robinho Como dar uma nota inferior a 8 depois da jogada de Garrincha que fez aos 37 do segundo tempo, para o gol de Elano? Sua partida até então era de razoável para boa (muito esforço na marcação). Mas aquele drible, sinceramente, merecia até um 10, ainda que o jogo já estivesse definido… 8

Vágner Love – Fez o primeiro gol, chutou uma bola na trave, teve uma bela finalização no segundo tempo e perdeu ótima chance de cabeça. É o que ele pode fazer, ué… Foi vaiado à toa. 6,5

Elano – Entrou aos 32 do segundo tempo, ligadíssimo. E fez seu golzinho. Cada vez mais garante o seu espaço como bom reserva. 6

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
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