Uma norma da Fifa quer mudar o futebol. Será?
O Brasil sede da Copa já era notícia velha. As novidades do dia vieram do discurso do presidente da Fifa, Joseph Blatter.
Primeiro ele disse que está preocupado com o êxodo de jogadores de países pobres para as Ligas mais ricas. E que não quer ver seleções sendo formadas com um monte de brasileiros naturalizados. Disse que os países devem trabalhar para manter seus talentos. Perfeito. Só falta a CBF começar a pensar seriamente no assunto.
E, depois, uma bomba. Ou uma bombinha… Blatter diz que a partir de 2008 a Fifa vai estabelecer como norma que investidores não possam adquirir direitos econômicos de jogador. Esclarecendo: o atleta hoje é como uma pizza, todo fatiado. Seus direitos federativos pertencem a um clube, mas os direitos econômicos podem ser divididos (na maioria dos países, como no Brasil) com investidores. É nessa brecha, por exemplo, que aparecem figuras como o Grupo Sonda, que só nesse ano abocanhou metade dos direitos econômicos de Thiago Neves, 30% de Breno, além de um pedaço do Nilmar.
De acordo com a Fifa, esses investidores serão vetados em norma da entidade, a partir de janeiro.
Há pelo menos dois lados dessa questão. Os jogadores ficaram livres sem o “passe”, mas estão cada vez mais entregando suas liberdades para os empresários (ou investidores, como queiram), que começam a ficar mais fortes do que os clubes. Não é interessante para a Fifa ter pessoas comandando o futebol (muito mais fácil controlar e fiscalizar clubes), ameaçando o seu poder.
Também haveria a esperança de assim, com a nova norma, os clubes terem maior controle sobre suas revelações – os empresários não poderiam mais decidir o destino delas.
Mas… por outro lado os clubes (brasileiros) estão pobres e ficariam sem parceiros para manter seus talentos.
É uma sinuca de bico. A idéia da Fifa parece interessante, mas pode acontecer também de empresários fazerem como o uruguaio Juan Figger: “Só um clube pode ser dono dos direitos federativios de um jogador? Então vou comprar um clube”. Figger tem dois clubes no Uruguai, que nem precisam colocar times em campo, mas que são donos dos direitos federativos e econômicos de jogadores como Miranda. Tudo legal.
O que vai acontecer? Para mim, os empresários vão todos seguir os passos de Figger. E nada vai mudar. Está aí um problema de difícil solução, mister Blatter.

Seria dificil adotar no futebol as mesmas praticas contratuais adotadas por ligas americanas como a NFL ou NBA?
Lá não tem essa bagunça e com normas internas próprias disciplinam muito bem essa area.
A fifa está buscando uma solução para esse grande problema. O problema são os clubes que procuram apenas vender e vender. Veja o caso do Nilmar comprado pelo Grupo Sonda, mas o Supermercado pagou quem? O cara armou aquela arapuca juntamente com o Kia e o Sr. Dualib e apenas o Corinthians pagou a conta e ainda o sujeito fica dando uma de bom moço. E também aquele bandido do Wagner Ribeiro, falar em pagar 120 mil reais mensais para um jogador semi profissional como Lulinha é muita cara de pau. Enquanto a lei estiver do lado dos empresários o futebol vai muito mal.
Ou se faz alguma coisa, ou então estamos fadados a assistir , em vez de Vasco x Flamengo, São Paulo x Corinthias, Cruzeiro x Atlético, Juan Figger x Leo Rabelo, Eduardo Uram x Gilmar Rinaldi…
Exemplos no mundo não faltam. Como os EUA mantém seus atletas? E pagando os melhores salários do mundo. Lá também existem empresários para os atletas. O problema que aqui os clubes são mal administrados, e pior por interesse dos próprios dirigentes que assim podem faturar algum em cima.
ninguem pensa mais em futebol como jogo e sim como fonte de renda e ninguem se preocupa com o humano que joga e sim no nome que traz lucro
Caro Rizek,
Esta questão sempre foi muito delicada de ou para se discutir. A verdade é que, quem faz o espetáculo, ainda não acordou para a sua importância e poder, quer dizer, sem eles não existe teatro. Quando existia a “Lei do Passe”, nós éramos eternos escravos dos clubes. Os presidentes da época usavam e abusavam do seu poder sobre os atletas. Renovavam contrato como e quando queriam, impediam o profissional de trabalhar. Só que o braço da viola virou. Hoje, com a “Lei Pelé”, os clubes ficaram a ver navios e passaram a ter empresários dentro de seus departamentos pessoais, isto é, inteiramente sócios. Eu mesmo tive um caso em relação à “Lei do Passe”. Em 1986, fui defender as cores do Vitória da Bahia, saindo do Cruzeiro, clube que me revelou, por U$ 300 mil, na época. Um ano e meio depois, por erro administrativo, “fiquei livre”, ou seja, poderia me transferir para o clube que eu quizesse. Fui para o Bahia. Por ser dono do meu nariz, muita gente colocava em dúvida a minha capacidade e até duvidavam da minha saúde, me rotulando de “epiléptico”. Então, hoje, o Blatter, o Ricardo, os presidentes de clubes etc…etc…etc…estão pagando um preço caro. Só que eles se reúnem em confortáveis escritórios, tomam cafezinho e comem pizza e são unidos, o que é pior, armam estratégias para ficarem com o melhor da fatia do bolo. Portanto, todos terão sua chance de ficar com o pedaço maior. É pena que a “boleirada”, continue desunida, despreocupada e desinteressada pelo futuro.
Um abraço e obrigado pela oportunidade.
Edu Lima
http://www.edulima.com.br/blog
É só desfiliar os clubes de aluguel.
Então começou a admitir o spfc como um clube de aluguel de senhores que não escapariam a nenhuma investigação séria da PF…
E se a Lei Pelé for alterada?
Aqui nunca se copia o q dá certo em outros países, se piora e muitooo!! Mas sem empresarios, o futebol n decola, pode escrever, nenhum clube da conta de bancar sozinho a conta no final do mes…..
É um problema difícil de solucionar o exôdo de jogadores dos países “pobres” para os “ricos”. A não ser que acabe com os jogadores comunitários (União Europeia) não há o que fazer, até porque bastam 2, 3 anos na Espanha para que um jogador brasileiro, por exemplo, vire comunitário. Ai não dá neh?
Valeu Risek, belo post.
sabe o que eu acho que teria que ter uma lei para porcentagem do que ganha um jogador ser empregada em criança de rua , em pessoas que não tem o que comer pois esse pais infelizmente é muito desigual enquanto um ganha horror e não sabe nem o que fazer com o dinheiro outros passa fome as vezes um jogador que tem tanta gente que fica rico junto com ele se aproveitando da situação enquanto temos crianças carentes precisando de comer …..
Acho que todos nos torcedores deveriamos exigir também dos nossos políticos uma posição visando a nós, não a jogadores…sou pró a derrubar essa lei Pelé, pois ela foi feita baseada nos tempos do próprio e não a partir de 1980 e 1990 onde os jogadores já ganhavam cifras bem altas…mas acho que só conseguiriamos isso se unissemos todos nos, corinthianos, palmeirenses, são paulinos, santistas, flamenguistas, vascainos, botafoguenses, fluminenses, colorados, gremistas, atleticanos, cruzeirenses, etc
para derrubar essa lei Pelé
a melhor opção, é ter de volta a velha lei do passe…………
Para acabar com essa farra de empresários, bastaria uma lei que determine que, somente os clubes podem deter 100% dos direitos federativos do jogador, ou ainda, como em determinadas nações, o jogador só pode atuar, no momento em que completar a maior idade, aqui deveriam determinar que um atleta só deveria ser transferido no mínimo com 21 anos, pois assim estariam dando um retôrno para aqueles que fizeram o investimento, caso contrário, o clube investe e o empresário ganha o dinheiro, alem de enfraquecer as competições internas do Brasil. Agora convenhamos, esses mesmos atletas quando ficam com um pouquinho de idade lá fora, começam com discursos de que o sonho é encerrar a carreira em determinado clube brasileiro, na maioria quando voltam estão bichados!, vejam os atuais chinelinhos.
Não concordo com jogadores naturalizados jogarem a copa do mundo . Já pensou o time japonês com onze negros em campo , A Arabia Saudita com metade negros metade japonês em campo . Ou qualquer time com onze brasileiros naturalizados . Isto já está começando a acontecer , descaracterizando as seleções e virando uma verdadeira salada mista de nacionalidades. O futebol perde com isto e o poder economico é que vencerá . Um país inespressivo no futebol , mas forte economicamente , pode virar potencia mundial , nacionalizando os melhores jogadores do mundo , pagando fortunas para eles , mas o Pobre do futebol vai vira sacanagem . Imagine se Pelé e Maradona jogassem na mesma época e se naturalizassem japonês . Só ia dar Japão nas copas do mundo.
Essa questão de passe de jogador p/ mim é muito confusa.
Veja o caso do Nilmar, envolvendo Corinthians, Lyon, Internacional e o próprio Nilmar.
Como pode uma empresa no caso o Corinthians, desembolsar 8.000.000 de euros e não ter o passe do jogador.
Acho isto um absurdo, p/ mim nãi há uma explicação plausível, ainda mais as decisões sendo feita pela justiça.
Será que foi pura incompetência da diretoria do Corinthians. Caso for alguém ou alguns não deveriam ressarcir a instituição.
Se alguém tiver uma opinião clara sobre o assunto favor me dizer.
Bom, negro no Japão e japoneses na Arábia, sem problemas. Ou vai haver racismo por não serem jogadores de “raça pura” do país? O Brasil tem jogadores negros, pardos, brancos tipo italianos, loiros e japas. Mas isso não é exclusividade ( graças a Deus!). O problema são times na Europa e as naturalizações. Times italianos e espanhóis sem jogadores (nenhum) nascidos na Itália e Espanha, não podendo ser aproveitados pl seleções locais. Isso eu acho ruim.
Risek, eu sei que aqui não é o lugar pra comentar isso, mas vou arriscar mesmo assim, vc já brincou com o simulador de tabela do globoesporte.com, eu estou desde manhâ, e estou estarrecido como vários times podem cair, e não só o Corinthians e Goias.
Já deu Internacional, Vasco, Sport e até o Figueirense
Lamentável a reportagem de Marco Aurélio Souza do Sportv ontem. Primeiro erro gravíssimo: chamou o PROCURADOR do STJD Paulo Schimdt de PRESIDENTE, meu Deus! Segundo erro grave que soa má-fé: na reportagem ele diz que Cipullo é contra a punição a Valdivia, mas quem ouviu a coletiva sabe que Cipullo não disse que é contra a punição, Cipullo é contra a punição PREVENTIVA que não foi aplicada nenhuma vez, nem em jogador que chutou a cara do adversário caído. Repórter tem que ser IMPARCIAL, mas não foi o que se depreendeu da reportagem de Souza, digamos que tinha um tom gremista (gaúcho que é) e um flamenguista (é bom puxa o saco dos patrões).