Arquivo de outubro, 2007
31/10/2007 - 19:18
Você pode dizer que prefere o Lucas ao Fernando (e eu também prefiro), ou que a CBF podia incentivar a convocação de jogadores que atuam no Brasil (como Breno, Thiago Silva, Miranda, Diego Souza…). Ou que gostaria de ver o Alexandre Pato sendo testado. Mas são detalhes. No geral, não dá para criticar a convocação que o Dunga fez nessa quarta-feira. Cada cidadão (até mesmo o treinador!) tem a sua seleção nesse paÃs.
Dunga manteve o grupo das últimas partidas (só trocou de Alex na zaga: sai o “Silva”, do São Paulo, machucado, e entra o do Chelsea). Faz sentido manter o grupo, já que você não tem tempo para treinar.
Como observador, porém, olhando de fora, gostaria de ver algumas mudanças, alguns testes, já que o nÃvel dos adversários nas Eliminatórias permite isso.
Por exemplo, nos volantes. Quando o Brasil enfrenta times retrancados, poderÃamos testar jogadores mais técnicos nessa posição, que saiam mais para o jogo. Senti falta disso contra o Equador. Nenhum dos quatro chamados pelo Dunga (Gilberto Silva, Fernando, Josué e Mineiro) tem essa caracterÃstica. Embora, para ser justo, Elano (convocado como meia) possa fazer a função.
Não dá para cornetar a convocação. Mas fosse eu o treinador da seleção (está aà uma coisa legal de se fazer nessa vida!) e estes seriam os meus 22 anunciados hoje, pensando sempre em priorizar jogadores que atuem no Brasil, caso tenham o mesmo nÃvel de atletas que “eu” poderia chamar na Europa. Os titulares são os primeiros da lista:
Goleiros: Rogério e Júlio César (Diego Cavallieri seria meu terceiro goleiro)
Laterais: Maicon, Daniel Alves, Kléber e Marcelo
Zagueiros: Lúcio, Juan, Breno e Thiago Silva
Volantes: Josué, Mineiro, Lucas e Diego Souza
Meias: Kaká, Ronaldinho, Alex e Elano
Atacantes: Robinho, Pato e Vágner Love
PS: “Convoco” o Love por falta de melhores opções hoje em dia, já que não dá para contar com Ronaldo e Adriano ainda. Considero Love, Ricardo Oliveira, LuÃs Fabiano e Fred mais ou menos do mesmo nÃvel. Todos bons jogadores. Como ele jogou bem contra o Equador, é mais jovem que Oliveira e LuÃs Fabiano e Fred está voltando de lesão (mas merece ser testado), continuaria na minha lista.
Quais seriam os seus 22, caros professores?
Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria
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30/10/2007 - 17:22
O Brasil sede da Copa já era notÃcia velha. As novidades do dia vieram do discurso do presidente da Fifa, Joseph Blatter.
Primeiro ele disse que está preocupado com o êxodo de jogadores de paÃses pobres para as Ligas mais ricas. E que não quer ver seleções sendo formadas com um monte de brasileiros naturalizados. Disse que os paÃses devem trabalhar para manter seus talentos. Perfeito. Só falta a CBF começar a pensar seriamente no assunto.
E, depois, uma bomba. Ou uma bombinha… Blatter diz que a partir de 2008 a Fifa vai estabelecer como norma que investidores não possam adquirir direitos econômicos de jogador. Esclarecendo: o atleta hoje é como uma pizza, todo fatiado. Seus direitos federativos pertencem a um clube, mas os direitos econômicos podem ser divididos (na maioria dos paÃses, como no Brasil) com investidores. É nessa brecha, por exemplo, que aparecem figuras como o Grupo Sonda, que só nesse ano abocanhou metade dos direitos econômicos de Thiago Neves, 30% de Breno, além de um pedaço do Nilmar.
De acordo com a Fifa, esses investidores serão vetados em norma da entidade, a partir de janeiro.
Há pelo menos dois lados dessa questão. Os jogadores ficaram livres sem o “passe”, mas estão cada vez mais entregando suas liberdades para os empresários (ou investidores, como queiram), que começam a ficar mais fortes do que os clubes. Não é interessante para a Fifa ter pessoas comandando o futebol (muito mais fácil controlar e fiscalizar clubes), ameaçando o seu poder.
Também haveria a esperança de assim, com a nova norma, os clubes terem maior controle sobre suas revelações – os empresários não poderiam mais decidir o destino delas.
Mas… por outro lado os clubes (brasileiros) estão pobres e ficariam sem parceiros para manter seus talentos.
É uma sinuca de bico. A idéia da Fifa parece interessante, mas pode acontecer também de empresários fazerem como o uruguaio Juan Figger: “Só um clube pode ser dono dos direitos federativios de um jogador? Então vou comprar um clube”. Figger tem dois clubes no Uruguai, que nem precisam colocar times em campo, mas que são donos dos direitos federativos e econômicos de jogadores como Miranda. Tudo legal.
O que vai acontecer? Para mim, os empresários vão todos seguir os passos de Figger. E nada vai mudar. Está aà um problema de difÃcil solução, mister Blatter.
Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria
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30/10/2007 - 16:45
Quem assistiu à festa para o anúncio do Brasil como sede da Copa de 2014 nesta quarta-feira deve ter se divertido um pouco. A grande pérola do dia:
“Lá jovens entram atirando em colégios e universidades. No Brasil não há nada parecido”. (Ricardo Teixeira)
Uma repórter canadense perguntou ao presidente da CBF como seria lidar com a violência brasileira e ele se saiu com essa. O “lá”, no caso, são os Estados Unidos. Teixeira quis dizer que temos problemas de violência como qualquer paÃs. Era mais apropriado ter comparado com o Iraque…
Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria
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30/10/2007 - 14:58
Não tenho nenhuma dúvida de que o Brasil faz direitinho a Copa de 2014. Uma Copa dentro dos padrões brasileiros. Pobre, em relação à Alemanha, “mas limpinha”, como se diz na gÃria popular.
Até porque é fácil fazer uma Copa. Não adianta nada a gente ficar dizendo: “Vejam como são nossas estádios hoje”. São ridÃculos mesmo. Ir ao campo virou ato de heroÃsmo. Mas essa discussão (tão ou mais importante do que sediar um evento mundial) nada tem a ver com a Copa, pelo menos em termos práticos.
A Copa é um pacote fechado que se compra da Fifa. Na prática, os paÃses têm de comprar tudo pronto de empresas indicadas pela entidade, direta ou indiretamente. É uma forma de manter o controle de qualidade. E uma forma de manter vários outros controles.
No fim das contas, faz funcionar a parte prática, de estádios, venda de ingresso, instalações para a imprensa do mundo todo. Não interessa se hoje é uma zona comprar ingressos no Maracanã (e que “dona zona” me perdoe pela ingrata comparação). Na Copa, quem vai cuidar disso serão outras pessoas — e depois da Copa é razoável supor que as bilheterias do Maracanã voltem a ser uma zona.
A Fifa também vai dizer o que será preciso fazer em cada estádio ou em seu entorno. E indicar quem faça…
Minha única preocupação é com dinheiro público, o nosso dinheiro, que será gasto. Se o governo, que dá toda a garantia para a Copa acontecer, não quiser indicar alguém para o Comitê Organizador eu vou ficar preocupado. Se deixar tudo nas mãos da CBF, eu como contribuinte não fico satisfeito.
Se o governo ajuda a pagar e dá as garantias para a realização de uma Copa (sem governo engajado, não tem Copa), o mÃnimo que eu espero é que coloque alguém acima de qualquer suspeita para comandar a gestão do gasto público. Se isso não acontecer, o governo será um governo de bananas, que não merece o meu respeito e nem merece o nosso apoio para uma Copa aqui.
Ainda é cedo para julgar, embora Ricardo Teixeira já manobre para ser o Todo-Poderoso do Brasil-2014. Vamos aguardar. E acima de tudo fiscalizar.
Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria
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29/10/2007 - 12:33
Roubo (ou melhor, empresto) a idéia desenvolvida pelo amigo Arnaldo Ribeiro aqui na redação da Placar para esse post.
A diretoria do Palmeiras também é culpada pelo comportamento de ValdÃvia, que nesse domingo arranjou uma expulsão besta na partida com o Vasco – corre o risco de nem jogar mais nessa reta final de Brasileiro, dependendo do que julgar o STJD. É sua quarta suspensão por causa de cartão (já recebeu nove amarelos, sete por reclamações, e teve seu primeiro vermelho).
Por que a diretoria do Palmeiras seria culpada pelas asneiras do Mago? Porque a diretoria e Caio Júnior sempre trataram a se referiram ao chileno como se ele fosse uma vÃtima. “O ValdÃvia só apanha”, “Ele toma tantas cartões porque toma porrada o jogo todo e o juiz não faz nada”. Ou (essa foi uma pérola): “Fico triste pelo futebol, ao ver que ValdÃvia sofre marcação individual”, chegou a reclamar Caio Júnior, como se isso fosse algum ato contra o esporte.
Hoje, sabemos que o tratamento de vÃtima ao chileno não foi o mais adequado…
ValdÃvia é um belo jogador de futebol e para mim está entre os 11 melhores do campeonato. Mas sua burrada contra o Vasco pode colocar tudo isso a perder. Volte uma casa, ValdÃvia.
Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria
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29/10/2007 - 11:51
A gente vive dizendo que no Brasil não tem mais centroavante… Mas esse foi o domingo do matador!
No Rio de Janeiro, Rodrigão (de primeira, dentro da área) e Leandro Amaral (de fora, à la Dinamite) acertaram duas bombas daquelas tÃpicas de camisa 9, no empate por 2 x 2 entre Vasco e Palmeiras.
O centroavante-centroavante Marcel fez o 4 x 3 do Grêmio contra o Náutico, no OlÃmpico. E ainda no Rio Grande do Sul Dodô fez um golaço (tocou e recebeu, para uma bomba de fora de área, à la Careca) no empate do Botafogo por 1 x 1 contra o Juventude.
Um pouco mais ao norte do paÃs, o artilheiro Josiel garantiu a vitória do Paraná contra o Inter. No Nordeste, foi o flamenguista Souza quem garantiu mais três pontos para o Flamengo, gol do chamado “oportunismo” (termo pejorativo na polÃtica, mas fundamental no futebol), que só os camisa 9 de ofÃcio possuem.
E os centroavantes de São Paulo e Corinthians fizeram dois belos gols, semelhantes, de receber a bola dentro da área já pensando na finta que iriam dar no zagueiro, antes de se virem cara-a-cara com os goleiros. Gols de extrema competência do ótimo AloÃsio e do batalhador Finazzi.
Está certo que nenhum desses caras chega a ser um Ronaldo, um Romário, um Reinaldo. Mas não dá para ficar repetindo que no futebol brasileiro não há bons centroavantes. Apesar do Tuta, do Clodoaldo e do Galvão…
Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria
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28/10/2007 - 19:42
Isso é incrÃvel: o Corinthians ganhou, jogou direitinho e se deu bem na rodada
Fazia tempo que não havia uma rodada corintiana nessa luta contra o rebaixamento, dessas em que o time soma seus três pontinhos e todos os concorrentes diretos perdem seus jogos.
Dá até para dizer essa virada por 2 x 1 foi uma das melhores partidas do Timão no Campeonato. O Figueirense foi preguiçoso, achou que podia cozinhar o time paulista e só acordou depois de ficar atrás no placar, tarde demais.
O Corinthians tem coisas malucas. Imaginem só quem, além de Finazzi (decisivo, com um belo gol, o da virada), foi o destaque do time? Moradei… Marcou demais.
Esse time do Corinthians também possui perebas emblemáticas. AÃlton não jogou dessa vez (o pênalti que fez semana passada contra o Náutico custa ao Timão mais uma rodada na zona de rebaixamento — com um pontinho no Recife, hoje o Corinthians estaria na frente do Goiás). Mas o lateral Iran, substituÃdo aos 5 do segundo tempo, consegue perder jogadas para a bola! Lentamente, o bom e velho Vampeta entra para essa turma. Lento até o “urrrtimo”, como se diz no interior, o que ele perde de bola é uma coisa inacreditável.
O Corinthians agora depende só de suas forças para se salvar, mas a maior esperança alvinegra ainda é a ruindade de seus adversários. Além do Goiás, com quem tem um confronto direto, o Sport surge como esperança. A tabela do time pernambucano é bem complicada, como vocês podem conferir abaixo.
Obs: só para não deixar passar batida a atuação de Carlos Simon no apito. Para mim, deu dois pênaltis inexistentes no primeiro tempo (um para cada time), deixou de marcar outro em cima de Dentinho na segunda etapa.
Confira os confrontos de cada um dos desesperados até o fim do Brasileiro e façam as contas para cravar quem descerá. Dificilmente a briga será com outra equipe que não estas três:
Corinthians, 41 pontos, 17° colocado - Flamengo (fora), Atlético Paranaense (casa), Goiás (fora), Vasco (casa) e Grêmio (fora).
Goiás, 41 pontos, 16° colocado – Vasco (casa), Paraná (fora), Corinthians (casa), Atlético Mineiro (fora) e Internacional (casa).
Sport, 43 pontos, 15° colocado – Internacional (fora), Palmeiras (casa), Atlético Paranaense (fora), Cruzeiro (em casa) e Juventude (fora)
Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria
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25/10/2007 - 23:04
Em mais uma boa informação apurada pelo repórter Rodrigo Mattos, da Folha de S. Paulo, ficamos sabendo que a CBF está dando um jeito de vetar a participação do governo federal no comitê da Copa de 2014.
O amigo há de se perguntar: “mas como isso é possÃvel se o governo, todos sabemos, vai bancar a Copa?”.
Não tenho a resposta. Mas se isso acontecer, todos nós poderemos chamar o governo de “banana”, “fracote” ou mais o quê.
Segundo mostra a Folha, o comitê organizador tem um formato jurÃdico que veda a interferência do governo federal. “As regras dão plenos poderes ao presidente da CBF, Ricardo Teixeira, como diretor-presidente”.
Não sou contra a participação de dinheiro público na organização de uma Copa. Mas desde que isso seja feito com a chamada “contrapartida”. Por exemplo: “Eu invisto dinheiro público em determinado estádio, mas em troca quero que a CBF contribua oferecendo a estrutura da Granja Comary para projetos sociais que vão abrigar 40 mil garotos durante o ano”. Ou: “que a CBF reverta parte do dinheiro arrecado com a seleção para a construção de centros de treinamentos em cidades pobres do Norte/Nordeste do paÃs”.
Citei exemplos fictÃcios. O que importa, no fundo, é a contrapartida em troca de dinheiro público. Pelo que revela a Folha, o governo vai apenas dar dinheiro. E dar dinheiro para a CBF do Ricardo Teixeira.
Está tudo errado. Fosse eu o ministro do Esporte (Deus me livre) e inverteria completamente o jogo: “Essa Copa não sai sem a garantia e o dinheiro do Governo. Então, o negócio é o seguinte: nós vamos indicar o presidente do Comitê Organizador que, afinal, vai cuidar de dinheiro público também. Caso contrário não tem negócio, esqueçam a Copa”.
Se não for assim, caro presidente LuÃs Inácio, essa Copa pode se transformar na maior roubada para quem estiver sentado no seu lugar em 2014. Não seja um fracote, porque você tem a faca e o queijo na mão, prezado presidente.
Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria
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25/10/2007 - 17:54
Só tenho uma palavra para definir a contratação de Valdir Espinosa como técnico do Vasco: decepcionante.
Se alguém tiver bons argumentos para dizer o contrário que por favor escreva…
Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria
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25/10/2007 - 12:32
O Diário Lance! e o iG esportes mostram que Thiago Neves, assessorado por um de seus procuradores, assinou mesmo um pré-contrato com o Palmeiras para 2008. Segundo o documento, o time teria direito a uma multa de 2,4 milhões de reais caso o jogador quebre o acordo, como já quebrou, renovando seu compromisso com o Fluminense.
O Palmeiras deve brigar para ter o (ótimo) meia? Eu acho que não deve. Por melhor jogador que seja, se no fim das contas Thiago quis jogar no Fluminense, deve prevalecer a sua vontade (trazê-lo na marra não seria boa idéia). Mas se eu fosse dirigente do Verdão iria lutar para receber essa grana. O jogador fez lambança. E ninguém deve ficar passando a mão na cabeça dele por causa disso.
A Lei Pelé libertou os jogadores dos clubes. E o que eles fizeram com essa liberdade? Entregaram-na na mão de empresários. No caso de Thiago, é empresários no plural mesmo. Se ele e um dos seus procuradores assinaram o que não podiam cumprir, têm de pagar por isso.
A gente vive cobrando que os clubes sejam corretos com os atletas. O mÃnimo que podemos esperar é que recÃproca seja verdadeira.
De toda forma, é bem provável que em julho do ano que vem ele vá embora. Um consórcio português está disposto a pagar 10 milhões de euros, a fim de colocá-lo no Benfica. Informação apurada pela equipe da Placar essa semana.
PS: A revista, que começa a chegar hoje às bancas, também informa que o são-paulino Breno tem proposta irrecusável do Bayern. A multa rescisória com o São Paulo é de 18 milhões de dólares, mas os alemães pagariam até 25 milhões. Desse total, informa a revista, o São Paulo teria direito a 65%. O empresário Delcir Sonda ficaria com outros 30% e Adriano Oliveira (o homem que levou Breno para o tricolor) morderia os 5% restantes.
Dá para recusar?
Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria
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