Arquivo de setembro, 2007
18/09/2007 - 18:47
Tenho enorme respeito pela carreira do espanhol Raúl. Ninguém vira o maior artilheiro da história da Liga dos Campeões sendo um perna-de-pau. Ao contrário. Raúl foi um baita jogador de futebol.
Aos 30 anos, ainda consegue atuar em alto nível. Foi o nome do jogo na estréia do Real Madrid na Liga dos Campeões. Fez um gol e deu passe para outro, na vitória de 2 x 1 sobre Werder Bremen.
O problema não é o Raúl ser intocável no Real. O cara é ídolo. E forma com Nilsterooy um belo ataque, vindo de trás, mais na armação. O problema é Robinho ser banco (problema para o brasileiro, evidentemente). E, problema ainda maior, é Robinho ser encarado como ponta-esquerda no clube espanhol. Sai Capello, entra o alemão Schuster e o camisa 10 continua ocupando um espaço limitado do campo.
Se o Real Madrid é muito grande para que Robinho possa atuar com status de estrela (taticamente), então o Real ficou pequeno para o brasileiro. Se Robinho não tem o moral para ser escalado com total liberdade em campo, então ele nunca vai poder mostrar o que sabe.
Porque Robinho sabe jogar é com total liberdade, de dono do time. Palavra do treinador que melhor conhece o brasileiro: Vanderlei Luxemburgo, com quem Robinho mais jogou futebol até hoje.
Nesta função de homem fixo pela esquerda, ele vai acabar no banco mesmo.
Lembro do exemplo de Alex, do Fenerbahce. Ele recebeu uma proposta milionária para deixar o Fenerbahce e vestir a camisa do Borussia Dortmund nesta temporada. Antes, porém, quis conversar com o treinador da equipe alemã, para ver como seria utilizado por ele. Ficou insatisfeito com o papo. Descobriu que ficaria no banco, entraria apenas para mudar um jogo, já que um atleta de suas características não cabia no esquema tático do treinador Thomas Doll. Preferiu continuar ídolo em Istambul. Mesmo num clube menor. Mesmo ganhando menos.
Robinho talvez vista hoje a camisa mais poderosa do futebol mundial e aconselhá-lo a ir embora soa, no mínimo, como um conselho “muy amigo”. Mas no Real o brasileiro está cada vez menor. Cada vez mais distante de um posto que, acredito, um dia (um dia…) ainda possa alcançar: o de melhor jogador do mundo.
O Real Madrid é grande demais para dar a Robinho a liberdade de que precisa hoje em dia. Mas, de tão grande, o Real está cada vez menor para Robinho.
Belo dilema. Ou sou eu que vejo craque demais em jogador de menos no Robinho?
Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria
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17/09/2007 - 19:27
Foram quase 400 comentários (394, para ser mais preciso) até as 19 horas desta segunda-feira. Foi um recorde. O que me deixou mais feliz não foi o número de mensagens (entre elas, comentários de colegas ilustres…), mas a discussão em alto nível.
Apaguei “apenas” 20 comentários, os quais considerei agressão gratuita a outros leitores ou torcedores.
Já esperava que a grande maioria estivesse a favor do drible do Kérlon, mas não esperava que apenas 18 pessoas falassem contra!
Vários atleticanos, como Luciano Almeida e Alexandre Luiz, entre outros, enriqueceram o debate. Concordemos ou não com eles, deram um show de fair play.
Escreveu Alexandre: “Sou atleticano e vejo o drible do Kérlon normal como uma caneta ou coisa parecida, só que a única forma de impedi-lo é fazendo falta e no calor de uma partida como a de ontem ninguém irá dosar a carga (…).”
Luciano questionou a qualidade do Kérlon, mas não o drible: “Qualquer tronco de leve, sem violência, desarma esta jogada. Kerlon é uma farsa e quem acha que o drible é antiético está fazendo tempestade em copo d´água”.
É a opinião deles e o sabor do futebol está na controvérsia.
Para todos que escreveram, os meus sinceros agradecimentos.
Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria
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17/09/2007 - 12:28
Este post é fundamentalmente uma enquete para os leitores: para vocês, pode fazer o drible foquinha ou isso é desrespeito, fere o tal código de ética dos boleiros? Vou descrever o lance (Clique aqui para assistir) e dar a minha opinião sobre ele.
Trinta e seis do segundo tempo. Cruzeiro vencendo por 4 x 3. Kérlon tenta dar o seu tradicional drible da foquinha e arma o maior barraco no Mineirão. Coelho dá entrada violenta e acaba expulso. Começa a infindável discussão na imprensa: “Esse tipo de jogada é provocação? Isso incita a violência? Kérlon desrespeitou os seus adversários?”
Quem condena Kérlon, geralmente, recorre à quebra do tal código de ética (que jamais foi escrito, graças a deus) que todo mundo diz existir entre os boleiros. Dão a maior importância para essa bobagem, como se fosse uma coisa mais importante do que as milhares de pessoas que curtem futebol e dedicam algumas horas de seu domingo a um jogo.
Exceção feita aos torcedores e jogadores do Atlético, naturalmente, o resto do país levanta da poltrona quando assiste a um lance como esse do Kérlon. Os jogadores do Atlético se sentiram desrespeitados? Pôxa, que pena para eles… Kérlon apenas usou um recurso que só ele tem para fazer uma jogada humilhante, sim, mas dentro das regras. E que, se bem realizada, só poder ser parada com um encontrão – até que se invente outra maneira de tirar a bola de dele.
Ou seja: o cara consegue cavar uma falta e uma expulsão graças à sua habilidade. Poderia até ter conseguido um pênalti! E a gente vai dizer que não pode fazer o drible foquinha? Baseado em quê? No “código de ética” dos boleiros? Ah, façam-me o favor. O Garrincha, então, não podia deixar os beques com a bunda no chão? No futebol, as pessoas andam cada vez mais caretas mesmo.
Tem gente que lembra que o futebol mudou (para pior) nas arquibancadas e isso pode incitar a violência, que tivemos até mortes (mais uma vez) por causa do jogo. Oras! O país é incompetente para coibir a violência, então os jogadores têm que se preocupar em não humilhar o rival?! Uma coisa não tem nada a ver com outra. Melhorem as condições de segurança, mas não deixem o jogo menos explosivo!
Uma das melhores coisas do futebol é a segunda-feira, o dia mundial da gozação. Não tirem a segunda-feira do futebol, por favor.
Coelho mártir?
O lateral do Galo fez uma falta violenta. Merece pegar gancho de uns quatro jogos. Que não me venham os insuportáveis do STJD querendo aparecer e transformar o lateral do Atlético em símbolo da “luta” contra o anti-futebol, impedir que ele exerça a sua profissão por 120 dias ou coisas do gênero. Coelho fez uma falta duríssima, perdeu a cabeça, mas nem de longe quebrou o Kérlon.
Pergunta
E para você, leitor, pode ou não pode fazer foquinha?
Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria
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16/09/2007 - 21:11
Se existe um time que lamenta o empate de 1 x 1 no Maracanã é o Vasco da Gama. Jogou mais do que o Flamengo e obrigou o goleiro Bruno a deixar o campo como o melhor jogador rubro-negro.
Não que o Vasco tenha sido arrasador… Mas a exemplo do que fez na partida anterior, contra o São Paulo, teve chances para matar a partida e não o fez. Chegou a contra-atacar com mais jogadores do que tinha o Flamengo na defesa e falhou sempre no último passe ou na finalização. Conca, insinuante, e Leandro Amaral, constante, fizeram a parte deles. Perdigão estava lento e errou passes bobos. E chutou mal (teve duas chances), como é de sua característica. Roberto Lopes, coitado, não consegue fazer nada com a bola.
Outro que mostrou um velho ponto fraco foi o goleiro Silvio Luiz. Saiu mal e ficou no meio-do-caminho na hora do gol flamenguista. Se tivesse ficado no seu lugar, embaixo da trave, teria pelo menos uma chance de defender a bola de Léo Moura quando o lateral fez 1 x 1, no fim do primeiro tempo.
O Flamengo perdeu Renato Augusto muito cedo por contusão e acabou ficando com quatro volantes. Dependeu demais de Juan e Leonardo Moura para criar jogadas ofensivas. Perdeu completamente o meio-campo e viveu mais de chutões para frente. Foi o oposto do time consistente e correndo muito da última quarta-feira, contra o Cruzeiro.
Não é que ao Flamengo tenha faltado esforço. O que faltou foi gás mesmo.
O Flamengo tem tudo para escapar do rebaixamento sem grandes sustos e, cá entre nós, era para estar disputando coisa bem melhor (entre os 10 primeiros). O Vasco continua muito firme na luta pela Libertadores. Mas para chegar lá não basta saber dominar um adversário. O Vasco não está matando quando tem a chance.
Falo do que vi…
Mas e o clássico mineiro, jogo mais espetacular da rodada? A vitória do Grêmio?! Escrevi sobre os jogos do Maracanã e do Pacaembu (onde estive) porque foram os que acompanhei neste domingão. Os demais, lamentavelmente, foram apenas pelos melhores momentos. Mas os atentos leitores deste blog podem e devem comentá-los para a gente começar a semana!
Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria
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16/09/2007 - 20:48
Jogo equilibrado (bem mais do que eu esperava) e de muitas estréias no Pacaembu. Vamos às atuações, lembrando que a nota de corte deste blog é 6.
CORINTHIANS
Marcelo Não foi decisivo para o resultado. Não falhou no gol, nem precisou fazer muitas defesas. 5,5
Iran Não que tenha feito uma grande partida, estreando cheio de vontade como ala-direita (seus melhores momentos até hoje foram como lateral-esquerdo, na Ponte Preta). Mas o pouco que fez já foi suficiente para superar Édson. 5,5
Betão Veloz nas recuperações, foi o melhor zagueiro na marcação alvinegra, o que não quer dizer muita coisa. 6
Fábio Braz Na zaga, foi apenas mais um. Mas apareceu bem na frente, levando perigo por duas vezes na área do Botafogo. 6
Carlão Jogou mais de terceiro zagueiro, pela esquerda, que de volante. Foi pelo seu lado que o Botafogo mais atacou. Não conseguiu marcar, nem sair jogando. Parece só funcionar quando joga de ala-esquerda, apenas fechando espaços. 4,5
Gustavo Nery Ele até que se esforçou. Mas não conseguiu acertar nada. 5
Vampeta Não ganhou uma bola no meio e foi substituído no segundo tempo. 5
Carlos Alberto Entrou no lugar de Vampeta e foi mal, errando passes e cruzamentos. Conseguiu apenas ser mais veloz. 5
Bruno Octávio Já faz tempo que, com seu arroz-com-feijão, mesmo com os passes errados, é o melhor volante do time – o que também não quer dizer muita coisa. No primeiro tempo, fez bela jogada e quase fez um gol. 6
Ailton Até que conseguiu acertar uns bons passes em sua estréia. 5,5
Héverton Entrou ligadíssimo no lugar de Aílton no começo do segundo tempo e conseguiu dar mais ritmo ao time. Pela estréia, parece que será mesmo o titular. 6
Arce Era o jogador mais lúcido na frente (o que também não quer dizer muita coisa…) e, quando foi (mal) substituído no segundo tempo, o Corinthians simplesmente ficou sem jogada pelo lado direito do ataque. 5,5
Lulinha Entrou no lugar de Arce, como atacante, e foi presa fácil. 5
Finazzi Uma atuação lamentável. O pior em campo. Arrastou-se desde o começo do jogo (parecia cansadíssimo…). Como a bola não chegava, veio buscar o jogo e foi aquela tragédia. 4
BOTAFOGO
Roger O Corintiano que assistia à partida ao meu lado desabafou: “O Botafogo joga o ano todo sem goleiro e coloca um bom justo contra o Timão!?” Deu alguns rebotes bobos, mas foi decisivo. Pegou uma bola (cabeçada de Fábio Braz) quando já estava 1 x 0 que foi espetacular. 7
Juninho Não teve muito trabalho, mas nas vezes em que precisou fazer a sobra foi bem. Saiu jogando com segurança. 6
Alex Deu uns dribles perigosos lá atrás, mas não comprometeu. 6
Renato Silva Rebateu. 5,5
Joílson Foi boa opção ofensiva e quase fez um gol. 6,5
Leandro Guerreiro Destruiu bem no meio-campo. 6
Zé Roberto Má partida. Atrapalhou-se todo para armar o time e finalizou muito mal também. 4,5
Lúcio Flávio Participou bastante do jogo, mesmo sem aparecer. Deslocou-se bastante e abriu espaços na defesa corintiana. 6
Coutinho Entrou no lugar de Lúcio Flávio quando já estava 1 x 0, para cumprir a burocrática missão de fechar o time. 5,5
Athirson Jogou com liberdade e chegou duas vezes bem no primeiro tempo. No segundo, caiu. 5,5
Moreno Entrou no lugar de Athirson e foi discretíssimo. 5
Reinaldo Não pode dizer que a bola não passou por seus pés… Passou bastante, mas ele não soube aproveitar. 5
Adriano Felício Entrou no lugar de Reinaldo e jogou aberto pela direita. Fez a assistência do gol e acabou sendo decisivo. 6
Dodô Fez uma bela jogada individual no primeiro tempo e decidiu o jogo com uma finalização muito competente. 7
Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria
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15/09/2007 - 20:45
Estava para escrever que esta foi a melhor partida do São Paulo no campeonato quando, nos descontos, o Santos diminuiu para 2 x 1 — belo gol, que a quase intransponível defesa tricolor deixou passar depois de nove partidas. Quase dez…
Não foi um jogo perfeito do São Paulo por detalhe.
A palavra que define a vitória e o futebol são-paulino neste sábado foi dita várias vezes pelo colega Maurício Noriega, na transmissão do Premiere: “intensidade”. O Tricolor jogou num ritmo muito rápido, incessante. O Santos simplesmente não conseguiu acompanhar. Foi um baile.
Aos 12, a torcida já gritava “é, campeão”. Aos 20, começou o olê. E era um olé aplicado no terceiro colocado! O São Paulo fez do Santos um qualquer. Neste campeonato, ganhou do rival na Vila e no Morumbi com a maior tranqüilidade (ainda posso usar trema?).
E como jogou bola, mais uma vez, esse moleque Breno. Rápido, desarmou de um jeito implacável. Saiu jogando de cabeça erguida. Foi à linha de fundo como ala. Fez até um gol. É a revelação do campeonato.
Então melhorem os times
O São Paulo é o virtual campeão brasileiro e ouço de muita gente por aí que pontos corridos é monótono, que está faltando emoção sem a imprevisibilidade do mata-mata (com a briga pela Libertadores fervendo e o rebaixamento desesperador…). Roubo a frase de um amigo para comentar sobre isso: “Melhorem os times, não baixem os critérios”.
Falou tudo.
Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria
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14/09/2007 - 06:12
Caros leitores, nesta sexta-feira estarei em viagem por causa de uma pauta da Placar e por conta da transmissão de Ponte Preta x Santo André, série B (o campeonato está es-pe-ta-cu-lar), em Campinas. Por isso, não poderei comentar as notícias do dia. Seguem os tradicionais palpites e pitacos para vocês me massacrarem na segunda-feira.
sábado
Goiás x Náutico
Não será desta vez que o Goiás se recupera. O Náutico engrossa e arranca um empate. Coluna do meio.
Fluminense x América
Vale um doce como dá coluna 1.
São Paulo x Santos
O Santos não vai brigar pela taça. Mas esse jogo pode dar ao Peixe uma espécie de título moral, fazer o time terminar o Brasileiro, além de classificado para a Libertadores, cheio de moral. Luxemburgo está babando por ujma vitória. Por mais imbatível que seja, virtual campeão brasileiro, defesa intransponível, uma hora o São Paulo vai perder. Aposto no Peixe. Coluna 2.
Domingo
Corinthians x Botafogo
Acho que será bem mais duro do que foi na Sul-Americana, quarta-feira. Mas o Botafogo é completamente favorito. Coluna 2.
Atlético-PR x Palmeiras
Coluna do meio. Se o Palmeiras estivesse completo (com o Valdívia 100%), apostaria no Verdão.
Sport x Paraná
Vence o Sport. Coluna 1.
Atlético-MG x Cruzeiro
Coluna 2. Depois da ridícula atuação que teve diante do Flamengo, o Cruzeiro vai babando para cima do Galo. E, nas últimas vezes que tropeçou, o time de Dorival Júnior acabou sendo implacável na rodada seguinte. Na bola, é muito mais time. A esperança atleticana resume-se à rivalidade e à tradição, o que não é pouca coisa. Mas eu não acredito no Galo.
Figueirense x Juventude
Vai ser o jogo mais feio da rodada e farei questão de perder. Coluna 1.
Grêmio x Internacional
Coluna do meio. Esse jogo tá com uma cara de empate morno…
Flamengo x Vasco
Os leitor há de se lembrar que tenho direito a um triplo por rodada… Mas não vou usar! Dá empate aqui também. Mas em jogo eletrizante.
Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria
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13/09/2007 - 19:08
Roger
Contrata bem o Botafogo, finalmente, para sua camisa 1. Sempre que precisou jogar, Roger entrou com segurança nos gols de Santos e São Paulo. Se aceitou a proposta, é porque está com tesão de jogar.
Aos 35 anos, ele poderia muito bem continuar ganhando um bom salário no Santos, time com estrutura, que paga boas premiações, apenas esperando o tempo passar, sem maiores preocupações.
Vale lembrar que já faz tempo que ele busca essa chance. Saiu do São Paulo ano passado exatamente porque seria sempre o reserva de Rogério Ceni. Chegou ao Santos para jogar e, imediatamente, viu Fábio Costa ser contratado. Dureza.
Agora, estava finalmente jogando no Peixe. Mas sabe que, a qualquer momento, Fábio Costa voltaria ao time. Para ficar.
Roger quer jogar. O Botafogo precisa de um camisa 1. Tudo certo. Mas o Fogão demorou para enxergar isso, hein…
Héverton e Amaral
Assisti a um punhado de jogos do Héverton, meia contratado pelo Corinthians. Na Ponte Preta, ele funcionava direitinho. Nota 6, nota 6,5… Como o Corinthians tem uma enorme carência na posição, pode cair bem. Mas não é o caso de soar a sirene do Parque São Jorge. É bem abaixo do Willian, por exemplo, e um pouco abaixo do Dinélson (pelo menos do Dinélson que jogou no Paraná…).
Estranha foi a contratação do lateral Amaral, do Palmeiras. Nunca vi esse rapaz fazer uma partida aceitável.
Nilmar
Santos e Inter brigam pelo jogador. Como são dois clubes que geralmente contratam bem, devem ter a informação de que o atacante tem condições físicas para voltar a jogar em alto nível, depois de duas cirurgias quase seguidas no joelho.
O Santos tem o Filé na fisioterapia, que (conhececendo Vanderlei Luxemburgo…) deve ser a bala na agulha para seduzir o jogador, depois dos “milagrosos” processos de recuperação de Ronaldo em 2002 e Pedrinho agora, os quais comandou.
Nilmar e Kléber Pereira formariam um ataque sensacional.
Gil, Nilmar e Fernandão (na meia, vindo de trás), idem.
E pensar que o Corinthians gastou 8 milhões de euros (a multa rescisória do Lyon) para ver Nilmar marcar gols por Santos ou Inter…
Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria
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13/09/2007 - 12:20
Felipão
O melhor comentário sobre o (péssimo) boxeador Luiz Felipe Scolari ouvi de Sérgio Xavier, diretor da Placar: “O Felipão é isso aí. Só que ele vive tentando se controlar e até consegue, na maior parte de tempo”. Confesso que não consigo deixar de rir quando vejo as imagens, mas é inegável que o caso merece uma punição daquelas ditas exemplar. Ainda mais grave do que um jogador agredir o outro é um técnico agredir um jogador adversário, como Felipão fez com o sérvio Dragutinovic.
Felipe, Finazzi e Zé Augusto
Quem viu os gols do Botafogo não teve dúvida: o jogo pela sul-americana foi o goleiro Felipe contra rapa. Pelo menos lá atrás. A defesa do Corinthians, além de ruim, ficou assistindo.
Lá na frente, um pitaco sobre Finazzi. Ele é desengonçado e lento, mas hoje Finazzi é rei no Timão e está fazendo o seu trabalho muito bem. Pode até pedir privilégio, do tipo não ter de treinar em Itaquera, concentrar apenas quando quiser… A coisa chegou a tal ponto que já tem amigo corintiano exagerando ao dizer que Finazzi é o Aloísio que faz gol. Isso que é carência!
Para terminar o capítulo Corinthians (em campo): foi comovente a entrevista do Zé Augusto. A simplicidade do treinador ao responder perguntas como “você se sente ameaçado no cargo?” realmente me cativou. E me deixou com dó.
Afonso, o bruto
Quando ele foi convocado, eu questionei. Eu e o mundo! Mas é preciso tirar o chapéu para o técnico Dunga, que foi buscar um jogador interessante e que ninguém conhecia. Vanderlei Luxemburgo, por exemplo, aprova Afonso. “Jogador interessante”: é esta a definição que tenho para Afonso. Ele é aquele centroavante de estilo bruto, à la Adriano. Não precisamos de um bruto com a 9. Mas talvez seja interessante ter um homem assim com a 18. E, hoje, não temos um bruto melhor do que Afonso. Nem o Finazzi…
Mais lama…
Primeiro, em Brasília. A cidade lamaçal. Absolveram (politicamente) o boiadeiro Renan Calheiros. Na verdade, a absolvição já havia sido decidida quando venceu a votação secreta. Oras… É a gente que elege aquele bando de malas! Eu tenho o direito de saber como vota, em TODAS as questões, o deputado ou o senador que eu elegi. Os caras perderam completamente a noção. Parecem os dirigentes do Corinthians, com a diferença de que as desculpas deles são um pouco mais elaboradas.
Em homenagem ao Renan, pegarei leve com o Dualib (só hoje). Vou apenas repercutir a frase que ele disse à CBN, que “tem muita gente que fala coisas ao telefone, mas não faz.” Ou seja: os espertos fazem, mas não falam. Dualib quer nos convencer de que fala, mas não faz…
Carlos Alberto por fora
Está delicioso ouvir os diálogos telefônicos gravados pela Polícia Federal. Quem ouviu Carlos Alberto já sabe como funciona o pagamento por fora dos jogadores do Timão: em uma conta na Suíça, que não pode ser declarada na imposto de renda e, pior, não pode ser revelada nem para a namorada!
Bombeiro, metri ou Agostinho?
Mataram a charada sobre o visual do Dunga contra o México: era estilo bombeiro. Dunga está muito bem como treinador, só falta usar um bom agasalho da CBF… De tudo o que ele já vestiu, você prefere o estilo bombeiro, o estilo Agostinho (camisas estampadas) ou estilo maitre de restaurante mediano (blazer com lenço no bolso)? Isso não é da nossa conta. Mas que é atração esperar pelo próximo figurino…
Jantar flamenguista
A gente pode criticar à vontade a atuação do Cruzeiro na derrota para o Flamengo. Mas uma coisa não pode deixar de ser dita: o Mengo jogou muita bola e simplesmente jantou a equipe mineira do começo ao fim do jogo.
Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria
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12/09/2007 - 23:57
Bem melhor do que ganhar um amisoso é que a seleção jogou muito contra o México. Em ritmo de competição. Foi envolvente, porque jogou bonito. E jogou bonito, porque foi envolvente.
No primeiro tempo, Kaká, Ronaldinho, Kaká e Vágner Love formaram o quadrado. Exibição. Tabelas rápidas, bonitas, pra frente. Jogo bonito. O time ficou um pouco desprotegido, é verdade, e o México acabou fazendo 1 x 0. Love foi ineficaz dentro da área, mas com ele o quadrado é bem mais funcional do que com Afonso. Embora abaixo tecnicamente, ele joga no ritmo dos outros três.
O Brasil ainda não tem um 9. E isso o mundo sabe. Toda seleção tem um ponto fraco e o nosso até que não é tão fraco assim…
Love saiu pouco depois dos 10 do segundo tempo. Elano entrou. O quadrado virou trio e o Brasil, diferente, continuou mandando no jogo. Mais protegido e, agora, letal no contra-ataque (um contra-ataque com Ronaldinho lançando Kaká e Robinho…). Fez 2 x 1.
Que partida fazia a seleção.
E aí Elano foi expulso, aos 36. Dunga não gostou, quis acabar com a festa e botou Afonso e Júlio Baptista, sacando Robinho e Kaká. Fim de festa? Nada disso. Afonso correu, recebeu, avançou, acertou uma bomba e faz 3 x 1.
O azar do contestado Afonso é que a péssima tevê americana estava mostrando outra coisa nessa hora. Mas aconteceu. No replay, deu para ver o belo gol.
Em busca de um 9, com quadrado ou sem quadrado. A verdade é que um time que tem Kaká, Ronaldinho e Robinho encara qualquer coisa. E é bom mesmo a gente ter mais de um esquema possível na manga. Boa, Dunga…
ps: a audiência feminina aqui em casa cornetou, mais uma vez, o “look” do nosso treinador e os mais entendidos do assunto podem falar sobre isso. No que diz respeito ao futebol ele mandou muito bem.
Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria
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