2007 maio | Carta-bomba, por André Rizek
iG

Publicidade

Publicidade

Arquivo de maio, 2007

31/05/2007 - 18:15

Compartilhe: Twitter

E querem que o Kaká mostre amor à camisa…

Sete conclusões sobre a dispensa do craque da Copa América:

1. Dunga e a CBF foram no mínimos deselegantes com Kaká. Ponham-se no lugar do jogador. Você pede uma folga para o seu chefe. Seu chefe acata, mas pede que você coloque isso no papel, tudo por escrito. Aí, quando você menos espera, ele vai lá e coloca a carta (que era algo privado na sua cabeça…) no site da empresa, criando um desconforto desnecessário para você, numa questão que era para ser resolvida entre chefe e funcionário. O jogador do Milan está corretíssimo quando reclama dos procedimentos da CBF. Precisava disso? É claro que não… Tornar público aquilo que era um documento privado é coisa de gente que não sabe a diferença básica entre o que é certo e errado.

2. Dunga diz que Kaká precisa assumir a responsabilidade de seus atos. Mas Kaká sempre disse publicamente que não gostaria de jogar! Ele nunca fugiu do pau. Custava o Dunga ter deixado o orgulho de lado, encampar a idéia do Kaká? A seleção não é um grupo? Não cabe ao chefe proteger seus comandados? Dunga perdeu a parada, mas uma vez perdida era sua obrigação mostrar um pingo de unidade entre ele e os principais jogadores do país. Porque faz parte na vida de um comandante de estrelas perder disputas como esta dentro de seu grupo. Cabe a ele, nestes casos, a nobreza de aparecer em público para mostrar unidade, ainda que em uma dividida perdida. A não ser que Dunga ache plausível formar uma seleção sem o melhor jogador do mundo…

3. Mas o Dunga é estressado, hein… Sempre na defensiva, como se ainda fosse o volante criticado da Copa de 1990, achando que o mundo está contra ele. Relaxa, Dunga! Você ocupa o melhor emprego do mundo, rapaz. Coloque um sorriso no rosto, pelo amor de Deus! Mostre um pingo de prazer pelo cargo que ocupa, prezado capitão!

4. Kaká nunca precisou da seleção para chegar aonde está. Hoje, ele não precisa da Copa América para se valorizar no futebol ou mesmo, caso o Dunga tenha um pingo de com senso, se firmar como titular e mais importante jogador do Brasil, rumo a 2010. É uma questão de mão dupla. Querem que Kaká jogue a mal tratada Copa América? Então que criem condições para isso, oras.

5. As condições para que craques como Kaká e Ronaldinho joguem a Copa América são muito simples. Valorizem o torneio, dirigentes da América! Façam-no acontecer a cada quatro anos (como prometem há tanto tempo…), junto com a Eurocopa. Não é demérito nenhum adaptar o calendário das duas competições. Aproveitem que TODOS os campeonatos europeus param por causa da Eurocopa. Quero ver se, de folga do Milan, vendo todos os colegas irem jogar a Eurocopa, o Kaká vai ter coragem ou mesmo interesse em dizer “não” para uma convocação.

6. Nossos dirigentes tratam a Copa América – que poderia ser um torneio fantástico — como várzea. A maior prova do desleixo é que os campeonatos nacionais nem param no continente, para que todo mundo possa dar mais atenção à Copa América, como acontece na Europa. Se nem os dirigentes tratam a Copa América com carinho, por que um jogador esgotado como Kaká tem de se matar por ela? Nas duas últimas edições tivemos time reserva.

7. A CBF encara a amarelinha apenas como um negócio. Por que Kaká tem de pensar diferente? Se fosse verdade que a CBF quer fazer “um resgate” da seleção com a torcida, então a seleção jogaria contra o Equador no Maracanã, não do outro lado do Atlântico. Então a CBF não teria vendido os amistosos do Brasil para uma empresa estrangeira. E querem que Kaká mostre amor à camisa? Que tal a própria CBF mostrar amor à camisa primeiro?

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
31/05/2007 - 12:24

Compartilhe: Twitter

Anderson vale tudo isso?

Estive em Portugal mês passado. Ânderson estava voltando de lesão para disputar as úlimas cinco rodadas do Campeonato Português. Voltou arrebentando…

Os jornais se referiam a ele como “Prodígio” e a grande discussão nacional, vejam só, era a dificuldade de os clubes portugueses segurarem seus jovens talentos… Ainda que os jovens talentos, como Ânderson e Diego, sejam comprados ainda mais jovens aqui dos times brasileiros.

Os jornais diziam que o Real Madrid oferecia 20 milhões de euros, mas que o Porto só o venderia por 30 milhões. Então, davam como certa a presença do craque na Liga dos Campeões ano que vem. Mas o Manchester chegou a 35 milhões…

Anderson vale tudo isso? Só o tempo dirá, mas é certo que ele caminha para valer cada centavo num futuro próximo, brigar por títulos de melhor do mundo e tudo o mais. Ânderson vai embora de Portugal deixando também a melhor impressão fora de campo.

“Ele tem a cabeça muito boa”, era o comentário mais ouvido no Porto sobre o rasta-craque.

A Copa América será um grande batismo como jogador internacional de ponta. A longo prazo, sou mais ele do que o mala do Rooney…

Já estava demorando para o milionário e fantástico futebol inglês abrir os olhos para os nossos atacantes. Que perigo…

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
31/05/2007 - 10:48

Compartilhe: Twitter

O futebol bonito do Grêmio

O Grêmio mostrou mais uma vez que futebol bonito hoje em dia vai muito além de passes de calcanhar, lançamentos mágicos, dribles desconcertantes. Assistir a um time se entregar em campo como fez o tricolor é de tirar o chapéu, é de arrancar um “ohhhh” do estádio.

Zé Roberto e Kléber mostraram mais uma vez que são craques. Os toquinhos de calcanhar, a elegância para conduzir a bola, os lançamentos longos que a gente quase não vê mais por aí. Mas… e daí? Bonito mesmo foi ver o Grêmio jogar. Até mesmo o seu mais talentoso jogador, Carlos Eduardo, parecia um volante quando o time não tinha a bola. Isso que é futebol, minha gente!

O Santos não jogou nada? Nesta eu concordo com Vanderlei Luxemburgo, em ótima entrevista depois da partida. Foi o Grêmio que não deixou o Santos jogar. Ponto.

Nos primeiros 15 minutos, o Peixe (time bem mais habilidoso) até conseguiu colocar o Grêmio na roda. Mas o Grêmio tem jogadores limitados que, no conjunto, viram monstros como se todos fossem um Lucas, como se todos fossem um Carlos Eduardo. Até o Gavillan jogou muito! No Santos, não. Ávalos é sempre Ávalos, Jonas é sempre Jonas.

Pois Jonas atrapalhou alguns ataques, como de hábito, e Ávalos fez lambança no pênalti que originou o primeiro gol. Ok, o gremista Diego também puxou o seu calção, foi uma falta dupla, quando se observa o teipe com calma. Mas, na visão que o árbitro tinha do lance, não havia outra alternativa a não ser apontar para a marca redonda de cal. Zagueiro não pode colocar a mão no ombro do adversário naquelas circunstâncias, achando que o juizão está vendo “falta dupla”.

O Grêmio nunca perdeu o rumo quando viu o Santos dominar os primeiros minutos. Já o Santos caiu demolido depois de levar um gol. Foi engolido por uma onda azul e preta de maneira até constrangedora. O tricolor poderia ter deixado o Olímpico já classificado.

O Grêmio está 75% na final. Não desprezo os 25% de chance do Santos. Mas vai ter de jogar um futebol que há muito tempo não joga.

Mesmo sem nenhum Zé Roberto em suas fileiras, o valente Grêmio joga o futebol brasileiro mais bonito desta Libertadores.

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
30/05/2007 - 13:04

Compartilhe: Twitter

GRÊMIO x SANTOS!!!

Quando comecei a trabalhar na imprensa, metade dos anos 90, os duelos do Grêmio de Felipão contra os times paulistas (Palmeiras e Corinthians, sendo mais específico) eram o grande acontecimento do futebol nacional. Disputa repleta de estereótipos, que para muita gente simbolizava o “Rio Grande” (ou pelo menos metade dele…) contra o “eixo Rio-São Paulo”.

Alguns estereótipos já caíram… Os paulistas faz tempo não ostentam mais aquela ignorância de achar que time gaúcho ganha na porrada e outras baboseiras do gênero (o Grêmio tinha Arce, Adílson, depois Mauro Galvão, Roger, Emerson, Carlos Miguel, Arílson, o maluco, Paulo Nunes, Jardel…).

Mas boa parte dos gremistas — pelo que leio no blog e escuto diariamente (tenho um chefe gaúcho e tricolor)– continuam com a velha mania de perseguição, achando que é sempre o mundo contra eles, uma eterna conspiração de todo o Universo contra o Grêmio. Aquele papo insuportável de “vocês do eixo Rio-São Paulo”. Eixo, para mim, é negócio de carro!

Mas o barato é que, muito por causa deste clima de conspiração, os gremistas defendem seus jogadores como quem defende a própria mãe. Parece até que isso ajuda a construir a força da torcida tricolor. Hoje — muito em função do momento do time, evidentemente –, é a grande torcida do país…

O JOGO
Considero o Santos favorito contra o Grêmio. Mas é um favoritismo tão magro que nem deveria escrever isso aqui no blog… Algo na linha 51 a 49, numa escala de 100.

O Santos tem mais talento. Se eu pudesse fazer uma seleção envolvendo os jogadores que entram em campo hoje, ela teria sete santistas. Fábio Costa, Patrício, Adaílton, William e Kléber; Maldonado, Diego Souza, Cléber Santana e Zé Roberto; Carlos Eduardo e Marcos Aurélio. Técnico? No momento, vejo Mano Menezes mais dono do time do que Luxemburgo. Mas é empate. Porque Luxemburgo nem sempre escala bem, mas sabe mexer no time como ninguém durante as partidas.

O Grêmio, hoje, tem mais conjunto. Um conjunto tão forte que transformou jogadores comuns em um time que deve ser temido por qualquer adversário, em qualquer lugar. Principalmente no Olímpico, hoje o maior caldeirão brasileiro. É mais difícil jogar no Olímpico do que na Vila Belmiro.

Vai ser um jogão, como foram, por exemplo, os dois São Paulo x Inter na final da Libertadores de 2006? Não sei. Que o Grêmio vai atacar hoje, ninguém duvida. Mas tenho um receio com o Luxa. Vejo nos jornais que ele deve optar pelo 3-5-2 – ou seria jogo de cena? Se for para dar mais liberdade para o Kléber, para deixar o Santos mais forte ofensivamente, tudo bem. O Jonas não incomoda ninguém mesmo… Melhor ter o Kléber com mais liberdade do que um atacante inofensivo.

Gosto do esquema com três zagueiros, quando você tem ao menos um ala como o Kléber… Mas se a idéia do Luxa for deixar o Santos na defesa, aí torna-se um problemão para o time da Vila… O Santos já deu inúmeras mostras este ano – e a mais emblemática foi no segundo jogo da semifinal do Paulista, contra o Bragantino – que não sabe jogar para se defender. Que seu melhor e mais seguro futebol é quando ataca, quando faz a bola rodar no meio-de-campo. O Santos tem um meio-de-campo espetacular.

O Grêmio sofre demais com a ausência do craque Lucas. Diego Souza vai ter de jogar muita bola hoje. Tcheco para mim é aquele jogador mediozinho, mas que no conjunto gremista virou peça-chave. Muito ruim seria ter de jogar com o Ramón, seu reserva imediato, caso Tcheco não tenha condições. Este é bem fraco.

No banco das duas equipes, aliás, não há nenhum jogador capaz de mudar a partida. Seria apenas um lance de sorte.

E tem gente que consegue tocar a vida nesta quarta-feira sem pensar nas decisões do Olímpico e do Maracanã. Gente esquisita…

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
29/05/2007 - 18:18

Compartilhe: Twitter

Alex explica o Cruzeiro

Ele foi o maior jogador da última conquista cruzeirense. E Alex ainda não esqueceu o Cruzeiro… Vejam só o texto que ele postou hoje em seu ótimo blog (www.alex10.com.br). Reproduzo na íntegra:

“Joguei no cruzeiro em duas fases distintas. A primeira foi terrível, onde tínhamos bons nomes, mas não tínhamos um time. As pessoas naquela época preferiram escolher culpados. Sobrou para mim, para o Edmundo e para o Fred Rincón. E existiram outras coisas que ninguém nunca questionou, mas não vem ao caso agora, quase cinco anos depois. Já a segunda passagem foi um show, deu tudo certo. Contávamos com um comando forte e uma unidade enorme no clube.

Hoje vejo o Cruzeiro e relembro 2001, com os Perrelas se reunindo com os jogadores, dizendo que não irão tolerar noitadas, como se isso fosse o principal motivo dos resultados negativos. Talvez o time de 2003 foi o mais boêmio do qual já participei. Mas aquele grupo tinha comprometimento, era um time focado com tudo que era inerente ao futebol, do roupeiro ao presidente.

Eu me pergunto como o Valdir Barbosa se tornou gerente de futebol de um clube como o Cruzeiro. Nos meus três anos no time, a ligação do Valdir com o futebol era mínima. Nem assessor de imprensa ele era. O modo como sempre o vi, foi como assessor pessoal da diretoria do clube. Lidar com jogador de futebol requer algumas diferenças. Não estou questionando a qualificação dele, porque se ele acompanha o Cruzeiro há tanto tempo, é porque tem competência. Questiono, sim, essa proximidade que o cargo dele nesse momento necessita. Revisão de conceitos não faz mal a ninguém.

Tentar apagar tudo que foi feito em 2003 é no mínimo burrice. A maioria desse pessoal participou ativamente da historia vitoriosa do clube. Não e possível que esqueceram como se faz. Em três jogos, somou apenas um ponto. É preocupante não pela perda de oito pontos, mas sim pelas desculpas dadas a cada ponto perdido.

Abraços e até mais,
Alex”

Alex é craque!

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
29/05/2007 - 17:51

Compartilhe: Twitter

Wágner de volta ao Cruzeiro… E daí?

Clube que começa a dispensar e contratar um monte de jogador com o campeonato em andamento tem um destino quase certo: a parte de baixo da tabela.

Agora, o Cruzeiro comemora o retorno quase certo de Wagner, o jogador promissor que foi parar no banco de reservas por mau rendimento na fase final do Brasileiro de 2006. Num elenco que já tem Giovanni, Araújo, Nenê, Marcinho e o jovem Guilherme, fico pensando o que fazer com Wagner…

O Cruzeiro não pára de falar em contratações. Será que avisaram o o clube que o campeonato já começou? Na semana passada, anunciou cinco nomes. Cinco! Meio time que chega sem pré-temporada e tudo o mais. É a prova cabal de que se preparou muito mal para uma competição longa como o Brasileiro.

E depois ninguém sabe a quem culpar pelos fiascos celestes, desde o ano passado. O Cruzeiro mais parece uma loja de jogadores, onde o produto mal adormece na prateleira. Será que isso também não ajuda a explicar a total falta de tesão que estes jogadores vêm mostrando em campo desde 2006? Afinal, eles vão embora rapidinho mesmo… Ganhando ou perdendo.

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
28/05/2007 - 17:30

Compartilhe: Twitter

Sobre a lista do Dunga

Vamos por partes.

1 — Olimpíadas

Com idade para o time olímpico, tivemos Anderson (Porto), Carlos Eduardo (Grêmio), Jô (CSKA), Rafael Sóbis (Bétis), Diego (Werder), Diego (Atlético Mineiro) e Alex Silva (São Paulo). Gosto de todos eles — para o time olímpico. Mas são apenas sete jogadores em 34. Pouco. Dunga não disse que iria usar a Copa América para observar o nosso time sub-23? Então…

Gringos não tão ilustres
Eu nunca vi nenhum jogo do Heerenveen. Como acredito que o Dunga já tenha visto pelo menos meia dúzia, então não vou cornetar a convocação do Afonso.

Também não tenho visto o Bordeaux jogar… Mas, a não ser que o volante Fernando tenha mudado muito, para mim não passa de um jogador comum, desses que a gente encontra em qualquer time. Lucas, especula-se, não foi chamado porque será o capitão da seleção sub-20 no Mundial da categoria, assim como Denílson, do Arsenal, que é muito mais jogador do que Fernando. Mas… se é para chamar um jogador que não acrescenta muita coisa, por que não apostar em quem tenha idade olímpica? Diego Souza, do Grêmio, poderia estar em seu lugar.

Também não assisto ao Schalke 04 todo dia, mas Lincoln é outro jogador bastante comum. Leio que está em bom momento, rivalizando as atenções com Diego, do Weder. Seu nome não me empolga nem um pouco… Ainda mais porque já tem 28 anos.

Consumo interno
Do futebol brasileiro, foram chamados apenas oito jogadores. Poderia ter sido bem mais. Dou um desconto porque, incrivelmente, os campeonatos nacionais não param durante a Copa América, ao contrário do (básico…) que acontece do outro lado do Atlântico, na Eurocopa. Os brazucas que jogam aqui:

Diego, goleiro do Galo. Uma das grandes promessas que surgiram ultimamente. Talvez tenha sido o nome da última rodada do Brasileiro, ao lado de Bruno, goleiro do Flamengo.

Kléber, lateral do Santos. Inquestionável.

Alex Silva, beque do São Paulo. Pelo que vem jogando este ano, nome certo para a seleção olímpica.

Thiago Silva, beque do Flu. Nascido em 1984, não teria idade olímpica. Não entendi… Não considero Tiago mau jogador, longe disso. Acontece que Dunga sempre disse que faria da Copa América um laboratório para as Olimpíadas, certo? Não o considero, ainda, jogador para a seleção principal. Lima, do Galo, seria uma boa pedida (pela idade olímpica).

Josué – Um dos volantes mais confiáveis que temos.

Morais – Gosto dele. Não acho que chega a disputar uma Copa, por exemplo, com a concorrência de Kaká, Ronaldinho, Diego, Anderson e cia. Mas é muito bom jogador. Não custa observá-lo.

Zé Roberto – Demorou.

Carlos Eduardo – Entra na lista para ser observado para o time olímpico. Boa lembrança. Pato, que é mais jogador, deverá disputar o Mundial sub-20.

Convocação não tem mais polêmica
De resto, nenhuma grande novidade na lista. O Brasil tem mais de 50 jogadores que podem/devem ser testados em uma seleção. Nunca fui fã do Hélton, por exemplo. Considero o flamenguista Bruno mais goleiro, sem falar no Rogério. Mas não posso criticar a convocação por causa disso. É questão de gosto.

Dos europeus, gosto especialmente da convocação de Ânderson, do Porto, que passou boa parte do Campeonato Português machucado, mas voltou com tudo nas últimas cinco rodadas. Em Portugal, Ânderson é tratado como um futuro melhor do mundo, prodígio. É preciso acompanhá-lo mais de perto.

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
28/05/2007 - 15:12

Compartilhe: Twitter

Sugestão ao Corinthians: ressuscitem o Roger

Roger é a preguiça em pessoa? É. E como irrita a má vontade que ele mostra algumas vezes, já que talento ele tem de sobra

O Corinthians está melhor sem o Roger hoje? Sem dúvida. O menino William está jogando pelo menos duas vezes mais que o figurão. Deixa o Corinthians mais forte, mais ligado, mais simpático, até. O time está arrumadinho depois de muito tempo.

Mas William deve desfalcar o time por um mês, se não for liberado da convocação para o Mundial sub-20 com a seleção, entre os dias 30 de junho e 22 de julho. São mais de seis rodadas. Quem vai jogar no lugar dele?

Lulinha não dá, precisa ainda de muito arroz-com-feijão. O Corinthians vai continuar pagando o salgado salário de Roger à toa, para ele ficar dando volta no CT de Itaquera?

É questão de pragmatismo. Talvez seja o caso de o Corinthians engolir o Roger por mais um tempo. Explicar para ele, por exemplo, que caso entre no time e jogue um pouquinho, conseguirá se valorizar para uma boa negociação. Bem melhor do que gastar dinheiro para ele manter a forma.

Seja pragmático, Corinthians. Não me venham falar em “laranja podre”, que isso é frescura. Por mais mala que seja o Roger, aposto que todo mundo no Parque São Jorge prefere ver em campo um jogador que possa ajudar o time do que um perna-de-pau que seja o sujeito mais gente boa e esforçado do mundo.

O Corinthians perde meio time com o William. E não vejo saída melhor do que Roger, o Preguiçoso. Jamais gastaria dinheiro para contratá-lo hoje em dia. Mas já que tem de pagar o salário dele mesmo…

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
28/05/2007 - 12:21

Compartilhe: Twitter

Palmas para Caio Júnior

Além de talentoso, Edmundo é mala. Sempre deu muito trabalho por onde passou. Nenhuma novidade. Interessante (e diferente) é a forma com a qual o técnico Caio Júnior vem lidando com isso.

O normal que se espera dos professores de hoje é o sujeito bater no peito, “aqui tem comando, Edmundo será multado”. Nem que a multa seja só de mentirinha… Para aperecer no jornal.

Caio Júnior também mostra que no Palmeiras tem o tal “comando”. Mas de um jeito diferente e, acredito, muito mais eficaz. Dá de ombros para os mimos de Ed, sem precisar ficar se gabando de nada.

Não foi a primeira vez que Edmundo foi deselegante com Caio. No clássico com o São Paulo pelo Paulista, depois do jogo veio à imprensa dizer que… “preferia não jogar”, ser poupado para um jogo da Copa do Brasil. Agora, sai substituído fazendo biquinho e deixa o técnico que foi lhe cumprimentar literalmente de mãos abanando, na beira do gramado. Nas duas ocasiões, Caio preferiu quase que a indiferença.

A quase-indiferença de Caio Júnior diz muito. Acredito que sejam estas três coisas, mais ou menos, que passam pela cabeça do treinador, até pelo que já conversei com ele: 1) Edmundo é importante no time do Palmeiras; 2) Deixa ele se estressar um pouco, Edmundo vira um bicho intratável em grandes jogos, depois ele se acalma; 3) Não vou perder meu tempo com isso, tenho coisas mais importantes para fazer.

Uma lição de chefia.

Cuca campeão. Pelo menos nas entrevistas…
Antes, era Muricy Ramalho o campeão de audiência em entrevistas, por causa do seu “mau-humor bem-humorado”. Agora, tenho gostado de ver o Cuca falar. Ele defende o time do Botafogo com gosto! Alguém precisa defender o Fogão mesmo.

O futebol alvinegro (ainda…) está muito acima dos resultados alcançados este ano. O chefe precisa dizer, com convicção, de que é só questão de tempo para a balança se equilibrar… Mais uma vez o Botafogo jogou melhor contra o Flamengo, mas saiu com o empate.

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
27/05/2007 - 18:34

Compartilhe: Twitter

São Paulo e Palmeiras tiveram medo de perder

Mas que joguinho fizeram São Paulo e Palmeiras neste domingo. Dois times com mais medo de perder do que vontade de ganhar.

O “medo de perder” do Palmeiras eu até entendo. O time está em um bom momento, mas é um “bom momento” para os padrões com os quais o Palmeiras pode sonhar agora: somar pontos para uma campanha que, se for muito boa, pode terminar em classificação para a Libertadores.

Já o São Paulo… Estou maluco ou o São Paulo, atual campeão, tem disparado o melhor elenco do país? Não consigo entender esse papo de crise, essa cornetada de boa parte da torcida com o Muricy. Esse papo de que uma derrota poderia/deveria quase que implodir o Morumbi. Tudo isso é por causa das eliminações para Grêmio (normalíssima) e São Caetano (atípica)?

Por causa deste medo besta, o São Paulo — que é um time melhor que o Palmeiras — optou pelo mais cômodo, que era não correr riscos. Em vez de tentar se impor.

Em campeonato por pontos corridos, empate sem gols — um magro pontinho — é mau negócio. Mas isso é na matemática. São Paulo e Palmeiras saíram bastante satisfeitos do Morumbi, apesar do mais entendiante futebol que vi no campeonato até agora.

Que medo de perder um clássico…

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
Voltar ao topo