2007 março | Carta-bomba, por André Rizek
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Arquivo de março, 2007

30/03/2007 - 16:52

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Palmeiras campeão do mundo: Parabéns, seu Fábio!

Em 1999, assinei uma das mais emocionantes reportagens da minha vida. Foi feita para o Diário Lance! e contava a história da gloriosa conquista da Copa Rio de 1951 pelo Palmeiras. A manchete do jornal: “O primeiro campeão mundial.”

Um dos principais personagens daquela conquista – reconhecida pela Fifa como título mundial nesta sexta-feira – chama-se Fábio Crippa.

Seu Fábio foi o goleiro que terminou a Copa Rio como titular do gol do Palmeiras, barrando o mito Oberdan Catani durante a competição.

Fui entrevistá-lo numa manhã de segunda-feira. Ao entrar em seu prédio, o porteiro comentou comigo:

– Veio falar com o seu Fábio, é? Prepare-se, que o homem é mentiroso pra caramba. Diz até que foi campeão do mundo.

Sinceramente não acho adequado a Fifa abrir esta gaveta, não… Mas isso agora não interessa, já está feito. Escrevo tudo isso só para dizer uma coisa: Parabéns, seu Fábio!

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
30/03/2007 - 12:37

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Romário e os idiotas da objetividade

Por Nelson Rodrigues e André Fontenelle*

Hoje vou fazer de Romário o meu personagem da semana. Embora sem ter a barriga insubmersível de Mao Tsé-tung, Romário está fazendo mil gols, como Pelé. Esse milheiro é algo de irreal e deslumbrante como As Mil e Uma Noites. Às vezes eu me pergunto, no meu assombro: – “Como é que um só sujeito pode fazer mil gols?”. Como diz a minha vizinha, gorda e patusca: – “Mil gols não são dez, nem quinze”.

Dirão os idiotas da objetividade que Romário não fez mil gols. Eis a verdade, amigos: – eu sei que os fatos não confirmam a estatística. Ao que o profeta pode responder: – “Pior para os fatos!” Que importa a nós tenha Romário 899 ou três mil gols? Em qualquer outro país, a proeza teria provocado uma justa euforia. Aqui, não. Juntaram-se todas as invejas, todas as frustrações contrariadas pela dionisíaca e, ao mesmo tempo, santa molecagem carioca de Romário. Os “entendidos” estão diante do óbvio e não enxergam o óbvio. Com a obtusidade de ateus, a maioria da imprensa, e a quase unanimidade do rádio e da TV, têm do feito uma visão crassamente realista. No subdesenvolvido, a imparcialidade não é uma posição crítica, mas uma sofisticação insuportável. O sudesenvolvido não gosta do subdesenvolvido. Fingindo-se de justa, quase toda a crônica falada e escrita desmoralizou o feito, retirando-lhe todo o dramatismo e a importância.

Mas o povo estava com Romário. Domingo, o Estádio Mário Filho estava abarrotado. Por conta do jogo, a cidade suspendeu todos os pecados. Que eu saiba, não houve um único e escasso assalto. O curioso é que, há muito tempo, aqui mesmo desta coluna, fez-se o vaticínio de que o gol sairia no Maracanã. O grande acontecimento tem a paisagem própria. Como já escrevi, Austerlitz não podia ser disputada num galinheiro. É óbvio que, depois do Estádio Mário Filho, todos os campos pequenos se tornaram galinheiros irremediáveis. São Januário é um galinheiro. O Pacaembu é um galinheiro.

Contra o Flamengo, Romário foi maravilhosamente Romário. Foi, em primeiro lugar, um homem isento de idade, isento de tempo, com uma vitalidade de dezessete anos. Há certas idades que são aberrantes, inverossímeis. Uma delas é a de Romário, não sei se 40, 41, 42 anos. Eu, com mais de noventa, custo a crer que alguém possa jogar com essa idade. Geralmente, o homem de 40 anos está gagá para o futebol, está babando de velhice esportiva. Mas o caso de Romário mostra o seguinte: – o tempo é uma convenção que não existe nem para o craque, nem para a mulher bonita. Existe para o perna-de-pau e para o bucho.

Quando Romário fez o primeiro gol, criou-se um suspense colossal no estádio. Quarenta mil pessoas morriam nas arquibancadas, nas ex-gerais, nas cadeiras. Faltavam uns dois minutos quando aconteceu o seguinte: – houve um momento em que Bruno estava batido irremediavelmente. O arco rubro-negro abria seus sete metros e quebrados a Romário. Em qualquer hipótese, o goleiro ia se tornar uma figura histórica: – defendendo ou não. Romário chutou rente à grama. Fez-se um silêncio ensurdecedor que toda a cidade ouviu. Nenhum gol foi tão merecido. Quando a torcida flamenga gemia a palavra gol, eis que ocorre o milagre: – vem o pé de Bruno e salva o Flamengo de um gol certo, infalível, catastrófico.

Ao terminar o grande Vasco x Flamengo, o profeta tratou de catar os trapos e saiu do Maracanã, mas de cabeça erguida. Era um vencido? Jamais. Alguém dirá que não previa o pé de Bruno. Exato. Mas o profeta já anunciou: – “Romário, gol mil no Maracanã”. Desta coluna, eu já fiz um apelo aos brasileiros, vivos ou mortos. Ninguém pode faltar ao Maracanã domingo. Se, hoje, negamos o milésimo gol, daqui a duzentos anos a cidade dirá, mordida de nostalgia: – “Aquele Vasco x Botafogo!”.

* André Fontenelle, vascaíno, carioca-paulistano, é editor da revista Veja. Foi meu chefe no Diário Lance! e na revista Placar, em 2001. É o maior jornalista com quem já tive a honra de trabalhar.

Nelson Rodrigues vocês sabem quem é. Há quem garanta que ele não viu Romário jogar, como se Nelson não fosse mais ao Maracanã todos os domingos… Só não tem mais acesso à máquina de escrever — pelo menos a estas que hoje viraram peças de museu –, e detesta computadores. Coisa que Fontenelle resolveu com facilidade.

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
30/03/2007 - 12:27

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A vitória do Palmeiras e as contas no Paulista

Há algo neste time do Palmeiras que deve animar os torcedores. Até agora, ele saiu-se muito melhor nos clássicos (fez belas partidas contra Corinthians, 3 x 0, e Santos, 3 x 3) do que contra os times limitados que incham este Paulistão de 20 clubes.

Mais uma vez Edmundo fez a diferença contra o pífio time do América (2 x 0), em Rio Preto. Mas teve a compania decisiva do trio de arbitragem. Foi um escândalo, com o qual o time de Caio Júnior não tem nada a ver.

O São Paulo deve entrar com time misto no domingo, no clássico que pode selar a classificação alviverde (se vencer, o Palmeiras certamente vai chegar entre os quatro). E não são os reservas do São Paulo que devem animar os palmeirenses. O time de Caio Júnior parece gostar mesmo é dos grandes jogos! E Valdívia retorna…

Veja como serão as últimas rodadas do Paulista para quem ainda briga:

PALMEIRAS 31 pontos 3º lugar
São Paulo (Morumbi) — 2° colocado
Guaratinguetá (C) — 9° colocado
São Bento (F) — 18° colocado
Se empatar com o São Paulo e vencer todos os demais, chega a 37 pontos. O problema é que, neste caso, pode ser ultrapassado por São Caetano e Bragantino. Para se garantir sem sustos tem de vencer os três jogos.

SÃO CAETANO 30 pontos 4º lugar
Barueri (F) — 12° colocado
São Bento (C) — 18° colocado
Rio Branco (F) — 19° colocado
Pode chegar a 39 pontos, contra equipes mal colocadas na tabela. Detalhe é que já deve enfrentar um Rio Branco rebaixado na última rodada.

BRAGANTINO 29 pontos 5º lugar
Marília (F) – 13º colocado
Sertãozinho (F) – 17º colocado
Barueri (C) – 12º colocado
O adversário mais complicado deve ser o Sertãozinho, que estará na luta contra o rebaixamento. Os demais disputam apenas uma vaga para o quadrangular que vai definir o “campeão do interior”. Pode chegar a 38 pontos.

PAULISTA 28 pontos 6º lugar
Guaratinguetá (C) — 9° colocado
Juventus (F) — 14° colocado
Rio Claro (C) — 16° colocado
Pode chegar ainda a 37 pontos e teria de torcer por tropeços de toda a turma. Ficou quase impossível.

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
29/03/2007 - 15:12

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Perguntas para Emerson Leão

Leão não fala com Placar desde 1982. Se falasse, gostaria de lhe fazer as seguintes perguntas abaixo. Não por causa da derrota para o Santos nesta quarta-feira, normalíssima, mas por causa da eliminação do Campeonato Paulista, pelo conjunto da obra neste 2007. Vamos à “entrevista”:

1. O Corinthians é o décimo colocado do Paulista. Seu elenco é mais fraco que os de Guaratinguetá, Noroeste, Ponte Preta, Paulista, Palmeiras e São Caetano, melhores colocados que o seu time?

Minha resposta (já que Leão não responde…): O elenco do Corinthians é do mesmo nível ou até melhor que o elenco do Palmeiras. E muito superior a todos os demais.

2. Se você mandou buscar Jean do Vasco, por que ele é a sua última opção para os jogos?

Minha resposta: O Corinthians contratou mal.

3. O Corinthians tem jogado com três zagueiros e dois volantes em todas as partidas, seja um clássico contra o São Paulo ou um jogo contra o Bareri em casa. Por que isso acontece? Você não confia na defesa ou acredita que este seja mesmo o esquema mais apropriado para vencer as partidas?

Minha resposta: Leão não confia na defesa. Mas com este esquema não está nem protegendo a zaga (os beques são ruins e se atrapalham sozinhos), muito menos dando condição para o meio-campo criar e fazer a bola chegar redonda ao ataque. Por que Romário está fazendo tantos gols? Porque o Vasco joga num esquema com dois meias clássicos no meio (Abedi ou Conca e Morais) e dois atacantes na frente (Leandro caindo pelos lados e Romário como referência na área). No esquema de Leão, basta marcar William (o único meia de criação da equipe, já que Rosinei não funciona como ala e Wellington sabe apenas cruzar) que a bola não tem como chegar a Amoroso. É só bicão do Marinho para frente. Desta forma, Amoroso não vai fazer gol nunca — o único que ele marcou em todo o campeonato foi de falta, sem querer, contra o Bragantino.

4. Quem você considera o melhor treinador do Paulistão?

Minha resposta: O bom e velho Nelsinho Baptista. Estava na lama depois do fracasso que foi sua passagem pelo Santos em 2006 (tentou fazer o que fez Vanderlei Luxemburgo neste ano: uma faxina naquele elenco, mas não teve moral suficiente e acabou derrubado pelos jogadores).

Nelsinho é um dos melhores sujeitos que já conheci no futebol. Trabalhador, sem marra, sem marketing, campeão brasileiro, campeão japonês, campeão paulista. O time da Ponte é simplesmente horroroso. Ele foi buscar alguns bons reforços baratos no interior, como o meia Fusca. E escala o time com formações diferentes dependendo do adversário. Criou um sistema de jogo em que a bola sempre chega para o Finazzi dentro da área, onde ele não perdoa.

A Ponte, que montou um time (ruim) do zero para este ano, hoje até luta pela classificação. Está aí um nome a ser resgatado por algum clube grande para o Brasileiro (que me desculpem os torcedores da Macaca… Porque Nelsinho também é o homem ideal para tentar o acesso à série A do Brasileiro, no segundo semestre).

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
29/03/2007 - 12:56

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A seleção também expulsa os nossos craques

Da série “A CBF ajuda a expulsar os nossos craques”, fala o são-paulino Miranda, melhor beque em atividade no país:

“A gente sente pelas convocações que aqueles que jogam no exterior são os preferidos mesmo”.

Miranda tem o mesmo nível ou até joga mais que Edu Dracena, que esteve no Cruzeiro de 2003 a 2006, pisou na Turquia e foi lembrado por Dunga em sua última lista. Miranda é superior a Naldo, que jogava no Juventude, pisou na Alemanha e entrou na lista de Dunga.

Como se já não bastasse a diferença financeira para os clubes do exterior, a Seleção Brasileira também expulsa os nossos talentos e deixa os clubes brasileiros cada vez mais fracos. Até porque os craques têm que partir antes de virarem “jogadores de seleção” e, portanto, vão embora por um preço menor. Vestem a camisa (reserva) de um Zaragoza da vida e imediatamente são valorizados com uma convocação.

Talvez exista um grande plano genial por trás disso tudo que minha mente não consiga alcançar… Porque o que vejo é que a milionária CBF se importa cada vez mais com os Barcelonas da vida. Cada vez menos com os nossos clubes.

A seleção tinha de cumprir um papel social para fortalecer o nosso futebol consumo interno. Dar uma ordem clara ao técnico da seleção: “se você tiver dois jogadores do mesmo nível, um jogando no exterior e outro jogando no Brasil, priorize o que atua no país.”

Não é nenhum plano mirabolante. É apenas uma idéia simples, capaz de segurar alguns jogadores aqui, deixar os nossos campeonatos mais fortes e a seleção mais próxima do povo, já que agora os estádios suecos e ingleses é que são a nossa casa, num time repleto de anônimos para a grande maioria da torcida brasileira.

Jogo da seleção está virando cada vez mais uma coisa banal. As únicas pessoas que se preocupam com isso hoje em dia são jornalistas esportivos, para poder cornetar o Dunga.

Está tudo errado na CBF.

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
28/03/2007 - 19:25

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Romário JÁ é maior que Pelé

Quem leu o blog na semana passada soube em primeira mão da capa que Placar publica em sua edição de abril, comparando os gols de Romário e Pelé em torneios oficiais. Pelas contas da revista, o Baixinho estaria com 716 gols (antes do marcado contra o Flamengo), contra 720 do Rei.

A informação é incorreta, conforme alertou nesta quarta-feira o site www.netvasco.com.br

Placar deixou de computar 13 gols de Romário no Rio-São Paulo de 2002 e mais um gol marcado pela Copa do Rei, jogando pelo Valencia, na temporada 1997/98.

Portanto, Romário já tem 731 gols em torneios oficiais, contra 720 de Pelé. Estamos falando em números absolutos e não em média de gols, claro, porque a média de Pelé é imbatível. Mas superar Pelé em números absolutos, em qualquer coisa, será sempre um feito.

Parabéns ao Baixinho. Placar tem compromisso com a informação e admite o erro em seu site. Clique aqui para ver.

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
28/03/2007 - 12:20

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Mais um estádio em São Paulo…

Está nos jornais. O governo paulista estuda a construção de um estádio (na verdade, uma arena multiuso) visando à Copa de 2014. Vai ser parceria com a iniciativa privada. Ricardo Teixeira, sabe-se lá por quais razões, descarta o Morumbi.

O plano do governo paulista, da CBF e da Federação Paulista é construir o estádio a alguns quilômetros da capital, em rodovias exploradas pela iniciativa privada: Anhanguera, Ayrton Senna ou Rodoanel.

Vou dizer em português bem claro o que penso sobre isso: uma tremenda sacanagem!

Um dos problemas do Morumbi, dizem, é o acesso ao estádio. Mas em 2010 já haverá uma estação de metrô próxima ao campo são-paulino. E para chegar a esta arena que querem construir? Simples, vamos de carro, talvez até pagando pedágio (7,80 no caso da Ayrton Senna), já que o governo paulista adora cobrar uma taxa da gente…

As empresas que hoje exploram as estradas paulistas ganham rios de dinheiro explorando pedágios e motoristas. Devem estar dando saltos de alegria com a possibilidade desta arena. O governo paulista sempre foi um amigão delas.

Será que algum gênio pensou que os jogos são realizados aos domingos à tarde? Coincidentemente, terminam na hora de pico destas estradas, quando o motorista estiver voltando de seu final de semana na praia ou no interior. E para chegar a estas rodovias, diga-se, é necessário atravessar a Marginal (a mesma Marginal que o governador José Serra pretende pedagiar…). Alguém fora de São Paulo tem idéia do que é transitar pela Marginal num dia de semana, no fim da tarde/começo da noite? Jogos às 20h30, por exemplo, tornam-se inviáveis.

São Paulo já tem Morumbi, Pacaembu, Vila Belmiro e o Palmeiras estuda remodelar o Parque Antarctica. Também está em construção um estádio na cidade de Barueri, na grande São Paulo. Ainda há o decadente Canindé, cuja planta permite que ele seja ampliado com facilidade. Precisa de mais? É claro que não.

Geralmente, fica mais barato construir um estádio novinho em folha do que fazer grandes reformas. Isso todo mundo sabe. Mas temos de pensar, também, se esta arena na estrada vai ser usada depois da Copa. Se em vez de mandar seus jogos no agradabilíssimo Pacaembu, estádio mais bem localizado e confortável de São Paulo, o Corinthians vai querer mandar a Fiel pegar a estrada para assistir aos jogos do Timão. Porque o São Paulo vai continuar usando o seu estádio, Palmeiras e Santos idem. Quem vai usar esta arena depois da Copa? Ninguém.

É impressionante como alguns políticos e dirigentes adoram uma obra… Eu sempre apoiei a iniciativa brasileira de sediar uma Copa. Mas a cada notícia que leio começo a rever minha posição. Porque é a gente que vai pagar por tanta lambança.

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
26/03/2007 - 15:39

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As contas do Paulistão

Depois da rodada deste final de semana, fica de pé a projeção de que são necessários 38 pontos para se classificar sem sustos à semifinal. Somar 37, ao que tudo indica, já será suficiente.

E esta conta deixa o São Caetano muito tranqüilo, o Corinthians virtualmente eliminado (só pode chegar a 36) e o Palmeiras brigando diretamente com o Paulista pela quarta vaga (ambos podem chegar a 40).

Veja a situação de cada equipe:

SÃO CAETANO 30 pontos 3º lugar
Bragantino (F) – 6° colocado
Barueri (F) — 13° colocado
São Bento (C) — 16° colocado
Rio Branco (F) — 10° colocado
Digamos que perca do Bragantino fora de casa nesta quarta-feira, resultado normal (o Braga só perdeu de Santos e Corinthians em seu estádio). Para chegar a 38 pontos bastaria vencer os outros três jogos, contra equipes mal colocadas na tabela. Se vencer dois e empatar um deles, chega a 37 e deve entrar. Só uma tragédia tira o Azulão da briga.

PALMEIRAS 28 pontos 4º lugar
América (F) — 14° colocado
São Paulo (Morumbi) — 2° colocado
Guaratinguetá (C) — 9° colocado
São Bento (F) — 13° colocado
Se perder do São Paulo e vencer todos os demais, chega a 37 pontos. Ideal é arrancar um empate no clássico e vencer os demais. Assim, chega aos 38. E só seria superado pelo Paulista se o time de Jundiaí vencesse todos os seus quatro jogos, o que não parece provável.

PAULISTA 28 pontos 5º lugar
Ponte Preta (F) — 10° colocado
Guaratinguetá (C) — 9° colocado
Juventus (F) — 15° colocado
Rio Claro (C) — 17° colocado
Estava com a faca e o queijo na mão duas rodadas atrás. Agora, tem de vencer todos os seus jogos (a Ponte fora de casa, grande rivalidade do interior paulista, é parada indigesta) e torcer por pelo menos um tropeço do Palmeiras. O Verdão perder dois pontos contra o São Paulo, por exemplo, é normal. Anormal seria o Paulista ganhar todos os seus compromissos.

BRAGANTINO 26 pontos 6º lugar
Paulista (C) – 5º colocado
Marília (F) – 12º colocado
Sertãozinho (F) – 18º colocado
Barueri (C) – 14 colocado
Se vencer todos os jogos, tarefa difícílima, chega ao número mágico dos 38 pontos. Respira por aparelhos.

NOROESTE 24 pontos
Sertãozinho (F) — 18° colocado
Juventus (C) — 15° colocado
Santos (C) — 1° colocado
Guaratinguetá (F) — 9° colocado
O time vem de três derrotas seguidas… Mesmo se vencer todos os jogos, vai depender de outros resultados.

CORINTHIANS 24 pontos
Santos (F) — 1° colocado
Sertãozinho (C) — 18° colocado
América (C) — 14° colocado
Santo André (F) — 10° colocado
O consolo agora é torcer pela eliminação do Palmeiras, montar um time melhor para o Brasileiro e usar o estadual como preparação de luxo para a Copa do Brasil.

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
26/03/2007 - 12:24

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Vasco, Flamengo e Seleção: viva o quadrado!

Não faz muito tempo, a gente tirava sarro dos italianos: “Olha os caras, têm Baggio e Del Piero no auge e no time deles só joga um meia-armador”. Era a Copa de 1998. Se Baggio (reserva!) entrava no jogo, saía Del Piero de campo.

A Itália seguiu assim até hoje (é ou Del Piero ou Totti). Tudo bem, é o estilo deles. São os campeões do mundo.

Mas o que me espanta é que, de repente, este está virando também o padrão brasileiro! Foi perder a Copa do Mundo na Alemanha e o que era mais do que lógico: Kaká e Ronaldinho no meio-campo (até mesmo na cabeça de Parreira, que nunca primou pela ousadia) virou ato de heroísmo. Dunga tem de fazer um enorme “sacrifício” para TESTAR a dupla na armação das jogadas, num amistoso em campo neutro contra o “poderoso” Chile.

Sem que a gente percebesse, de repente o padrão brasileiro se aproximou do italiano. Que times hoje jogam com dois meias-armadores e dois atacantes no Brasil? Poucos, muito poucos.

No Corinthians, por exemplo, jogam três zagueiros, dois volantes, mas não há espaço para Roger e William atuarem juntos. Tem espaço para um ala ruim de bola como Wellibngton avançar, mas para dois meias num único time, ah, isso não existe mais no futebol, acredita Leão.

Flamengo e Vasco são quase que heróis da resistência! Amboas têm bons quadrados. O Flamengo joga com Juninho e Renato Augusto na armação, Souza e Roni na frente (lembrando que o meia Renato virou volante este ano…). O Vasco tem Abedi e o ótimo Morais no meia (com o Conca de opção…) e Leandro Amaral e Romário na frente.

Por isso, pela formação das equipes, foi tão agradável assistir ao clássico carioca (o Vasco ainda terminou com um quinteto, com a entrada do atacante André Dias no lugar do lateral-esquerdo Sandro). São dois times que jogam. O quadrado flamenguista esteve num dia ruim. O do Vasco funcionou melhor e por isso venceu. Assim é o futebol.

Viva o quadrado! Não é porque perdemos uma Copa com este esquema que temos de jogá-lo no lixo. Não é porque a Itália venceu o último Mundial que temos de adotar o estilo da Bota.

Kaká e Ronaldinho no meio, Robinho mais um centroavante na frente é o que há de mais lógico e natural para a Seleção. Foi assim que o Brasil teve suas melhores atuações ultimamente. O resto é perfumaria.

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
22/03/2007 - 19:37

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Meninos eu vi: o maior golaço de Romário

Estamos chegando ao “milésimo” e começam aquelas coisas: qual foi o maior golaço que Romário marcou? Foi a pergunta que o editor de esportes aqui do iG me fez… Pensei naquele elástico em cima do Amaral (1999), Flamengo 3 x 0 Corinthians. Mas depois lembrei de outro que, este sim, foi uma pintura!

O gol mais impressionante que eu vi ele marcar aconteceu na Copa Ouro, em Los Angeles, 1998. Romário não jogou absolutamente nada e acabamos eliminados pelos Estados Unidos. Mas havia uma loira…

Era o objeto de desejo de 10 entre 10 jornalistas. Era a dona de um restaurante, freqüentado pelos repórteres mal intencionados. Um deles, esperançoso, a convidou para assistir a um treino da seleção, achando que o convite lhe abriria portas para o bote mortal. Mas havia Romário no meio do caminho…

No treino, de repente vi Romário fazendo dois ou três sinais para a loira, na arquibancada, que apenas sorria, meio sem graça. Dois ou três sinais mesmo! Foi o suficiente. Romário nunca foi de enfeitar muito as suas jogadas. Com ele não tem frescura: é bola para dentro e um abraço.

À noite, no hall do hotel em que estavam hospedados a seleção e este repórter, de repente aparece a loira, linda de morrer, vestida de preto. Os jornalistas logo a rodearam. Foi aí que Romário saiu do elevador… Pegou a mulher pelo braço (“vambora?”) e foi de lá para uma melhor.

Tudo isso depois de dois ou três sinais. Isso que é objetividade, minha gente. Matador é isso!

Autor: André Rizek - Categoria(s): Sem categoria Tags:
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