Palmeiras 1 x 2 Santos
Acabo de chegar do Palestra Itália, onde comentei o jogo para o Premiere. Resumo da peleja e atuação (com nota) dos jogadores:
O Santos poupou cinco titulares e o Palmeiras, apenas o volante Corrêa. Os dois times jogaram com três zagueiros e dois volantes de marcação. Ou seja: havia seis zagueiros e quatro volantes em campo. Uma verdadeira convenção de brucutus! No primeiro tempo, com os dois times apenas marcando, nenhum lance digno de registro para os melhores momentos. Edmundo era para ser o (único) armador do time verde. Marcado individualmente por Wendel — e sem a ajuda dos alas e dos volantes palmeirenses — foi inofensivo. No Peixe, um Geílson em péssima tarde isolado na frente. Foi duro de assistir à primeira etapa…
O jogo melhorou muito depois do intervalo. Marcinho recuou para armar as jogadas e o Palmeiras começou a jogar bem e a dominar. Quando Luxemburgo preparava três alterações (Léo Lima, Reinaldo e Cléber Santana), viu o Palmeiras fazer um 1 x 0, aos 20 minutos, com Gamarra. Mas quando a fase é ruim… Os donos da casa tomaram o gol de empate três minutos depois, num lance de azar (em rebatida de escanteio, a bola bateu nas costas de Paulo Baier e entrou: 1 x 1).
Eu dizia na transmissão que o Palmeiras tinha de ir para cima, que tinha de entrar o Cristian no lugar do Wendel (não havia função para tanto volante em campo). Foi justamente aí que o time do Marcelo Vilar deixou seus torcedores assustados. Quando finalmente resolveu ir para cima do Santos, um Santos com um homem a menos (Cléber Santana foi expulso aos 37), o Palmeiras se perdeu todinho em campo. Não teve qualidade para dominar o adversário (como o Washington é ruim!). E ficou vulnerável demais na marcação, dando todo espaço do mundo para os contra-ataques. Resultado: Edmundo perdeu uma bola para Manzur, que lançou Reinaldo no mano a mano com Gamarra. É claro que o atacante santista iria ganhar a corrida e fazer 2 x 1, aos 41 minutos.
O torcedor palmeirense tem todos os motivos para ficar preocupado (como se jã não estivesse..) porque, na quarta-feira, contra o São Paulo, pela Libertadores, o Palmeiras de novo vai ter que ir para cima do inimigo. O São Paulo tem o contra-ataque mais perigoso do país… Além disso, foi só o Santos começar a marcar a saída de bola, a partir dos 30 do segundo tempo, que o time verde se desmoronou. Este também é o forte do Tricolor: marcar a saída de bola…
Atuações
(serão estas as notas do Bola de Prata da Placar)
PALMEIRAS
Sérgio – Fez defesas impressioantes e quase evitou o segundo gol, cara a cara com Reinaldo. Nota 8.
Douglas – Como é estabanado o rapaz! Mas não comprometeu. 5
Thiago Gomes – Boa atuação. Ainda foi opção no ataque várias vezes. A jogada que originou o gol de Gamarra (de cabeça, após escanteio batido por Paulo Baier) começou com ele, que como um ponta-direita conseguiu o escanteio. 6,5
Gamarra – Culpá-lo pelo gol de Reinaldo seria muito cruel. Gamarra chegou ao Palmeiras para ser o cérebro da defesa, jogar com experiência e na boa. Está tendo que correr atrás dos atacantes para cobrir as falhas da equipe. Foi deixado num mano-a-mano com Reinaldo na hora do gol e é claro que perderia a corrida. Preferiu não fazer a falta, seu único recurso cabível na jogada, como é de seu feitio. Nota 6.
Paulo Baier – Está nitidamente sem confiança para tentar algo um pouco mais ousado quando apóia. Nota 5
Wendel – Tinha tanto marcador no jogo que acabou ficando sem função, uma vez que o Santos pressionou pouco ao longo da partida. 5
Cristian – Entrou no lugar de Wendel para jogar os últimos 18 minutos. E não é que conseguiu criar duas boas jogadas! 6
Marcinho Guerreiro – Marcou muito bem hoje. Mas como chuta mal esse rapaz… 6
Edmundo – Isolado na armação das jogadas a maior parte do tempo, foi um peso morto. Jogou muito mal e ainda perdeu a bola que originou a jogada do segundo gol santista. 4,5
Márcio Careca — Foi bastante esforçado, chegou várias vezes ao ataque. Ah, se ele soubesse cruzar… 4,5
Maicon – Entrou no lugar de Careca no segundo tempo e foi mais efetivo nas jogadas de ataque. O moço tem personalidade. 5,5
Marcinho – Péssimo no primeiro tempo, ligadíssimo no segundo, quando recuou um pouco para armar as jogadas e criou as melhores chances de seu time. 6
Washington – Ele teve três chances. E foi péssimo em duas delas. Lento e sem categoria nenhuma. 4,5
Técnico Marcelo Vilar: O cobrei durante a transmissão, disse que deveria ter colocado o time mais para a frente. Quando ele fez isso, o Palmeiras mostrou toda a sua fragilidade e tomou um gol de contra-ataque. Talvez fosse melhor ficar na defesa mesmo… 6
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SANTOS
Fábio Costa – Fez uma defesa incrível em chute do Washington quando estava 0 a 0. 7
Manzur – Mais uma boa atuação. Roubou a bola e fez a jogada do segundo gol. 7
Ronaldo – Fez um péssimo primeiro semestre, mas está melhorando. Bem protegido pelos volantes e os outros dois zagueiros, não comprometeu atuando na sobra. 6
Domingos – Jogou com simplicidade e não se complicou. 6,5
Neto – Não consegue acertar um cruzamento e bateu faltas com ruindade única. Curioso é que estes fundamentos eram o seu forte no time do Paraná. Está em má fase. 5
Heleno – Limitou-se a marcar. E fez isso sem maiores problemas. 5,5
Wendel – Marcou Edmundo individualmente. Teve uma tarde fácil, porque o palmeirense não estava a fim de jogo. 5,5
Cléber Santana – Entrou no lugar de Wendel e estava bem. Aí deu uma cotevalada covarde em Marcinho Guerreiro na frente do juiz e foi expulso, aos 37 do segundo tempo. Quase estraga a tarde santista. Merece ser punido pelo clube e pelo tribunal. 0
Rodrigo Tabata – Revezou-se com Magnum como companheiro de ataque de Geílson. Embora tenha jogado boa parte do Paulista nesta função, definitivamente não é a dele. Foi melhor quando recuou para armar. 5,5
Léo Lima – Entrou aos 20 do segundo tempo e deu mais gás ao time. Marcou muito bem na saída de bola palmeirense. 6
Magnum – Quase não pegou na bola. Perdidinho como segundo atacante. 4,5
Geílson – Não acertou uma jogada. 4,5
Reinaldo – Trocar Geílson por ele foi como trocar um Fusca (com todo respeito ao nosso charmoso fusquinha) por um F-1. Entrou voando e deu arrancada impressionante para o segundo gol. Machucou-se e talvez não jogue contra o Ipatinga. 7,5
Técnico Vanderlei Luxemburgo: Poupou cinco titulares e venceu na hora em que pôs três deles em campo, aos 20 do segundo tempo, mandando também o time marcar a saída de bola do Palmeiras. Deu sorte, é verdade, com o gol de empate santista, mas o time venceu com suas alterações (e ainda conseguiu poupar a moçada para a decisão de quarta-feira na Copa do Brasil). 7,5
