09/01/2009 - 08:54
Conversei ontem, quinta-feira, com o craque Alex, do Fenerbahce, por conta de uma nota da próxima edição da revista Placar. Depois, batemos um papo:
Seu contrato acaba no meio do ano… O Coritiba sonha com seu retorno. Alguma chance?
Falo sempre com o pessoal do Coritiba, mas agora não vou voltar. Se eu não renovar com o Fenerbahce, que é minha intenção, vou para outro clube da Europa. Quero ficar por aqui.
Mais alguém do Brasil te procurou neste começo deste ano?
O Vanderlei (Luxemburgo) me telefonou na semana passada, para saber como estava a minha situação. A gente sempre conversa. Mas expliquei a ele que não vou voltar.
Ainda veremos o Alex no futebol brasileiro?
Quero fazer os últimos jogos da minha carreira no Coritiba. Mas não sei quando e nem como isso vai acontecer.
Você ainda cria expectativa quando tem convocação da seleção?
Nenhuma. Nem sei quando é a próxima partida do Brasil. Faz tanto tempo que não sou chamado… A última vez foi com o Parreira, nas Eliminatórias da Copa de 2006. Bom, mas se me quiserem eu tô aí (risos).
Alex tem 31 anos. E ainda joga demais… Abaixo, foto do meia em ação contra o Chelsea, pela Liga dos Campeões da temporada passada.
Foto: Getty Images

Enviado por: André Rizek - Categoria(s): Coritiba, Palmeiras, Sem categoria, futebol internacional
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08/01/2009 - 11:11

O tema é controverso. Mas tem razão a Fifa em não permitir que jogadores exibam mensagens políticas ou religiosas durante os jogos.
Veja bem. Não estamos aqui falando de censura. Não é questão de proibir que os jogadores expressem suas opiniões. É questão de impedir que jogos de futebol virem palanques políticos mesmo. Imaginem que chato seria o Ronaldo marcar um gol pelo Corinthians e sair mostrando a camisa “Vote Eymael, um democrata-cristão, para presidente”. Se ele quer apoiar o Eymael, que vá ao programa eleitoral dele.
Não sei o que vocês pensam sobre isso, mas esta é a minha opinião. Eu acharia muito chato ver mensagens políticas e religiosas a cada gol marcado. Porque a religão ali é o futebol.
Não é possível distinguir as mensagens do bem (como apoiar uma causa humanitária, por exemplo, pedir o fim de uma matança como faz Israel na Palestina) das mensagens do mal (alguém levantar uma camisa com os dizeres “eu apóio a Guerra no Kosovo”). Não existe uma eminência que possa estabelecer que tipo de mensagem pode e que tipo de mensagem não pode. Por isso, acertadamente, a Fifa proíbe a exibição de mensagens.
O atacante malinês Frederic Kanouté, do Sevilla, tem mais é que ser punido mesmo por exibir mensagem de apoio à Palestina, território que nada no banho de sangue promovido por Israel, sempre apoiado pelo parceirão George Bush. Mas isso não quer dizer que a gente (eu, pelo menos) deixe de achar o gesto de Kanouté espetacular, deixe de admirar o malinês pela maneira como ele comemorou seu gol contra o La Coruña ontem.
Kanouté é apenas regular como jogador. Mas acaba de ganhar uma inscrição para seu fã-clube. Seu gesto é um alento para quem acha, de maneira equivocada, que todo jogador de futebol é um alienado. Ainda que ele mereça um cartão amarelo por isso…
Enviado por: André Rizek - Categoria(s): futebol internacional
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06/01/2009 - 17:53
Ânderson só não encontrou espaço no São Paulo porque o time do Muricy tem zagueiro (bom) saindo pelo ralo. Não está no patamar de um Miranda, de um Thiago Silva. Mas ele sabe que merece espaço, levando-se em conta o nível dos beques de boa parte de nossas equipes. Seria titular absoluto hoje no Flamengo (reeditando a bela dupla com Fábio Luciano do Corinthians de 2002), no Botafogo, no Fluminense, no Palmeiras, no Cruzeiro. Disputaria posição, com boa chance de levar, com o colorado Índio. Ânderson procura time. Eu apostaria nele…
Jadílson tricolor
Depois de Alex Mineiro, outra bela contratação do Grêmio, levando-de em conta que o Tricolor de Celso Roth joga no 3-5-2. No 4-4-2, como um lateral daqueles “papai-e-mamãe”, Jadílson é um bonde. Como ala, é bastante competente. O Tricolor me surpreende, positivamente, neste começo de ano. Algo me diz que Ruy, que fez um bom campeonato pelo Náutico ano passado, também vai ser daqueles jogadores de quem se diz: “O Grêmio transforma as pessoas”.
Enviado por: André Rizek - Categoria(s): Grêmio, São Paulo
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05/01/2009 - 15:49

Li, numa tacada só, o belo trabalho dos repórteres Mauricio Oliveira e Rodrigo Vessoni, do Diário Lance!, sobre a Reconstrução do Timão (título do livro-reportagem) em 2008. Tem belas histórias de bastidores e o ponto alto, para mim, foi contar em detalhes o que acontecia no clube quando a eliminação da Copa do Brasil era iminente, depois da derrota de 3 x 1 para o Goiás, na partida de ida da competição, logo depois do fiasco que foi a campanha no Paulistão.
Assim como o livro sugere, também acredito que aquela virada (a espetacular goleada de 4 x 0 no jogo de volta) no Morumbi, quando o time fez a melhor partida do ano, tenha sido o momento decisivo de 2008, a hora em que o Corinthians (pressionando e já fazendo planos do que dizer e não-dizer na entrevista coletiva, em caso de eliminação) acordou e voltou a se sentir grande.
Já tinha ouvido do próprio Mano sobre a importância desse jogo. Mas não sabia dos detalhes, saborosos, narrados no livro. Da tensão que tomava conta do vestiário. A reportagem coloca o leitor dentro do vestiário, da concentração, das salas dos cartolas.
Que a gente tenha mais iniciativas como esta! E que os corintianos não percam o livro.
Enviado por: André Rizek - Categoria(s): Corinthians
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05/01/2009 - 11:16
É reconfortante voltar do descanso de fim de ano, abrir os jornais e ver que, mesmo isolado do mundo por uma semana, não perdi quase nada de novo. Pelo menos no futebol paulista.
Ronaldo continua gordinho.
E parte da torcida do Palmeiras, na forma de sua maior “organizada”, a Mancha Verde, continua atrapalhando (bastante) a vida do time.
Leio que hoje tem protesto da “torcida” na reapresentação do elenco.
O time, que foi quarto lugar no Brasileiro, contratou seis jogadores. Vejamos:
Danilo, zagueiro do Atlético-PR, é mau negócio. Ele é lento e descoordenado, na minha opinião… E não entendo como tem gente que gosta dele. Mas seu colega de posição Maurício, do Coritiba, é boa pedida. É um beque firme.
Os meias Willians e Marquinhos, que chegam do Vitória, são grandes promessas.
Cleiton Xavier fez um belo Brasileiro e tem tudo para cair como uma luva no meio-campo verde, ao lado do Diego Souza.
Não conheço o lateral-esquerdo colombiano Pablo Armero, ex-América de Cali. Mas Keirrison, do Coritiba, ao que tudo indica, está mesmo chegando, segundo me lembra o atento Gian Oddi, editor de esportes aqui do iG. Keirrison é mais jogador que Kleber, por exemplo. Keirrison pode se tornar um dos maiores atacantes do futebol brasileiro em muito pouco tempo. É nossa grande promessa da posição hoje em dia.
Se chegar mais um lateral-direito (Vitor do Goiás?), um zagueiro nível A (falavam em Edu Dracena no fim de 2008) e um volante melhor que Pierre e Sandro Silva para disputar a Libertadores (Eduardo Costa, comprado pelo São Paulo, teria sido uma boa pedida…), o Palmeiras terá um timaço. E até onde se sabe a parceira Traffic ainda busca jogadores para estas posições.
Então fica a pergunta: estão reclamando do quê na tal “torcida organizada”?
Sempre desconfio desses protestos “organizados”. Só acredito mesmo em vaias e coros espontâneos de torcedor comum, desses que surgem de repente nos estádios e vão ganhando corpo. O resto é balela.
Ainda mais quando o clube vive um conturbado momento político e tem muita gente com interesse de ver a casa pegando fogo lá dentro, na linha do quanto pior melhor.
Enviado por: André Rizek - Categoria(s): Palmeiras
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21/12/2008 - 12:26
E tem gente (despeitada) que continua acreditando que os europeus não ligam para esse negócio de ser campeão mundial de clubes. Geralmente, o apelo é usado quando o time do Velho Continente perde o jogo. “Também, eles não se importam”, costumam dizer.
Parecia que o Manchester, até pela maneira como a imprensa inglesa tratou o Mundial, também não ligava. Não foi o que se viu nessa final de domingo. De novo. No campo e nas entrevistas depois do jogo.
No primeiro tempo, jogo de um time só. Os ingleses não saíram do campo da LDU. E, mais uma vez os arautos do “eles são bons, nós sul-americanos pobretões não somos de nada” se animaram com o que acontecia em campo. Veio o segundo tempo e a LDU ficou com um homem a mais logo no começo. E aí o jogo ficou divertido…
É divertido ver Cristiano Ronaldo desarmado com categoria por um beque da LDU dentro da área, que sai jogando de cabeça erguida. É divertido assistir ao Van der Saar ter de fazer três belas defesas (uma delas já nos descontos) para ser campeão. É divertido ver o Manchester ter que respeitar um pobre time equatoriano. No esporte (na vida), quase sempre torcemos para o David contra o Golias. O barato do futebol é ver que nestes 90 minutos, por algum motivo, estamos diante da maior chance de assistir ao extraordinário, o pequeno vencer o grande.
Quase deu…
Sei que para a LDU era um jogo mais importante que para o Manchester (estava na cara). Mas os ingleses tomaram um belo susto. Que hombridade, que time comprometido, organizado, raçudo essa LDU. Que ano maravilhoso dessa equipe.
Cada vez mais, eu gosto desse Mundial da Fifa…
É o último jogo que comento em 2008. Ainda responderei os comentários (de maneira “picada”) até o dia 24. O blogueiro se despede feliz de ver que, apesar dos milhões que cada vez mais separam Europa e América do Sul, futebol ainda é futebol! Futebol ainda é futebol…
Um ótimo fim de ano!
Nos vemos dia 05 de janeiro.
Muita paz para todos nós.
Enviado por: André Rizek - Categoria(s): futebol internacional
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19/12/2008 - 08:52
Hoje cedo reli as cartas-bombas que escrevi para você antes e durante a Copa de 2002. A coluna, na época publicada pela Placar Semanal, nasceu pouco antes do Mundial. Primeiro, escrevi para dizer que duvidava de você. Não pelo seu futebol – você é o maior centroavante que eu vi jogar. Não acreditava era nas suas condições físicas, vindo de duas cirurgias seguidas no joelho. Depois, lhe escrevi para comemorar minha previsão furada, para falar do quanto sua participação naquela Copa fora extraordinária e emocionante…
E cá estou eu de novo, prezado Fenômeno, para duvidar de você mais uma vez. O que penso sobre o seu futebol segue intacto – tanto que, manco e escandalosamente gordo, você até conseguiu fazer um Mundial bastante razoável na Alemanha. Jogou muito mais que o magrinho Ronaldinho Gaúcho, por exemplo, jogou até mais que o Kaká. Porque você é craque, gênio. Mas eu não acredito. De novo…
Vejo os corintianos comemorando como se tivessem um novo Tevez, um craque muito superior a todos os outros jogadores, capaz de destruir defesas adversárias duas vezes por semana. Você já foi muito mais do que isso, prezado mito. Mas, de novo, eu não acredito…
Em 2002, duvidava do seu joelho – você conseguiu se manter fininho mesmo durante as lesões de 2000 e 2001, na Inter, porque queria, demais, ganhar uma Copa (jogando), mostrar ao mundo quem era o Ronaldo. Depois que mostrou, nunca mais foi o mesmo. Depois de todo o sacrifício que teve de fazer ao longo da vida, você foi curtir um pouco. Afinal, ela é curta demais!
No seu lugar, Ronaldo, eu provavelmente teria feito o mesmo! Depois de tantas privações, também iria me entregar às mulheres, baladas e rock and roll. Isso é bom demais, todo mundo sabe! Mas infelizmente não combina com quem tem de estar magrinho e voando por causa do joelho. Isso é básico: quem tem problema de joelho tem de estar o mais leve possível, para não gastar muito as articulações (conheço bem esse problema…). E faz pelo menos três anos que eu só vejo você gordo, gordo e gordo.
Não culpe as lesões. Você é que não conseguiu fechar a boca neste período, como fez em 2002. Você é que se entregou aos prazeres da vida. Tenho certeza de que quer voltar a ser chamado de atleta, de jogador de verdade, como você diz para seus amigos. Mas não vem fazendo por onde, não é? A gente conversa com os médicos, os fisioterapeutas, seus amigos… Entre os sacrifícios de uma fisioterapia e uma baladinha com os brothers, você tem optado pelo segundo. É seu direito.
Não tente me convencer que está apenas quatro quilos acima do seu peso ideal. Quatro quilos acima estou eu, pô! Você está gordíssimo, prezado craque. Faz três anos que eu eu ouço: “é só ele querer que volta a arrebentar”. A pergunta que fica é: mas você quer mesmo? Porque se chegou com 100 quilos (100 quilos, Ronaldo!) a uma Copa do Mundo, o máximo que um atleta pode almejar nessa vida, por que iria mudar tudo justo agora, no Corinthians, para jogar o Paulistão, a Copa do Brasil?
Eu não acredito, Ronaldo… Desculpe lhe dizer isso novamente, até porque gosto bastante de você. Mas eu não acredito. Tomara que, daqui a uns meses, lhe escreva novamente, como fiz em 2002, para dizer que eu estava errado. E que você assombrou o mundo novamente, ao voltar a ser o Fenômeno que a gente se acostumou a ver. Depende apenas de você…
Um ótimo fim de ano.
E não abuse do panetone!
Enviado por: André Rizek - Categoria(s): Carta-Bomba
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17/12/2008 - 15:35
O São Paulo já trouxe quatro jogadores. Wagner Diniz é uma ótima aposta para um time que joga com três zagueiros (e portanto com alas) e até hoje não conseguiu encontrar substitutos para Ilsinho e Souza – Joílson terminou bem o Brasileiro, mas não agarrou a posição em nenhum momento, tanto que Zé Luis era o (bom) titular do setor. Eduardo Costa é um bom reforço (discordo do mestre Alberto Helena Jr., que vê nele um retrocesso, o chamado “brucutu”), mas não é para estourar rojão. Renato Silva será apenas reserva do reserva (Anderson). E aí tem o Washington…
Quem acompanha o blog ou o Arena Sportv sabe que considero o cara um baita centroavante, embora eu esperasse mais dele este ano. O leitor há de perguntar: esperar mais de quem fez gols fundamentais para o Flu chegar à final da Libertadores, e que terminou como artilheiro do Brasileirão? Sim, esperava mais. Bem mais. Washington também perdeu muitos gols, em um time que jogava em sua função, e mostrou um nervosismo pouco habitual quando esteve de frente pro crime. Mas, repito, é um baita centroavante.
Se formos comparar com Borges e Dagoberto, ouso dizer que a atual dupla de ataque do Tricolor merece ser mantida no time titular quando 2009 começar, pelo que os dois jogaram na reta final — é claro que depende de como Muricy pretender armar o time ano que vem. Mas faltava ao São Paulo um centroavante mais forte, que jogue com o corpo, que dê trombada. E em uma Libertadores, com adversários tão diferentes a cada jogo, em uma competição na qual você sempre precisa ter várias alternativas (como a bola parada ou alçada na área, justamente o que eliminou o São Paulo ano passado…), a chegada de Washington é muito bem vinda para o Tricolor. E para Rogério Ceni, que de novo teve uma pequena participação na contratação. Assim como havia feito com o Aloísio, o capitão tricolor deu sua “chancela” para o clube trazer o camisa 9, nas conversas que mantém com o chefe Muricy e os cartolas. Ceni sabe das coisas…
Muricy que se vire para usar estes três atacantes ao longo do ano.
Agora, a roubada: Carlos Alberto. Ele negocia com o Flamengo e o vice de futebol rubro-negro, Kleber Leite, até conversou com um psicólogo nesta semana, sobre o problema de transtorno bipolar do qual sofre o jogador. Diz, animado, que isso não seria problema para tê-lo Gávea.
Sou leigo em psicologia, mas acho incrível como as pessoas tratam Carlos Alberto como “um grande jogador”, apenas com a ressalva de seu comportamento. Vejo por outro lado. O problema do Carlos Alberto é que, simplesmente, ele não é tão bom quanto muita gente ainda acredita que ela seja. Simples assim. Se trouxer o jogador, o Flamengo vai cair em uma roubada (na minha opinião). E não será por causa do cabeça dele, mas por causa dos pés mesmo. Carlos Alberto, o jogador, nunca me enganou…
Enviado por: André Rizek - Categoria(s): Flamengo, São Paulo
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15/12/2008 - 14:33
Chega dezembro e os comentaristas começam a se perguntar: quem começa bem o ano que vem? A resposta é a mesma (por que será…) que se dava em dezembro de 2007: São Paulo e Internacional.
O São Paulo mantém a estrutura tricampeã (dentro e fora de campo) e no máximo vai perder Hernanes. Negocia com Washington, do Fluminense, e mantém sua linha de apostar em jogadores trabalhadores e comprometidos – Eduardo Costa foi boa pedida. Vem dando certo. Nada indica que vá desandar.
O Inter tem um (belo) time pronto. Talvez perca Nilmar, mas ainda assim é um elenco de respeito. De sonhar com o título da Copa do Brasil, para começar.
O Grêmio começa 2009 da mesma forma que 2008: desacreditado. E apostando em refugos (como Wellington Paulista) que geralmente se transformam no Olímpico. Ou seja: tem tudo para se manter competitivo, mas não dá para sonhar, de antemão, com taças muito valiosas. Conta com a força do Olímpico na Libertadores. Este é o Grêmio. Vem dando certo. Mas não vem dando em grandes conquistas também.
O Corinthians terminou 2008 nos eixos. Começou bem a temporada apostando no Túlio (tem mais poder de marcação que Elias e vai ganhar a posição de segundo volante). Jorge Henrique também é boa opção para um time que começa o ano sem Morais, suspenso, e Dentinho, na seleção sub-20. Mas há um enorme ponto de interrogação: Ronaldo. Vamos ver o que vai acontecer com o time, com a torcida, o clube (dentro de campo) quando a bola rolar. Porque faltava um camisa 9 para Mano Menezes – que agora ainda está perdendo Herrera. Ronaldo não parece ser o cara que vá vestir essa camisa para destruir defesas adversárias. Não parece ser o 9 que vá resolver a vida de uma equipe grande, dentro de campo (estamos falando do Ronaldo de hoje, não do craque fenomenal de 10 anos atrás…).
O Palmeiras está em compasso de espera, para definir sua diretoria (e isso atrasa os investimentos da parceira Traffic). O Santos sonha com presentes de seu novo amigo, o empresário Delcyr Sonda. Botafogo e Fluminense se desmancham (mais uma vez). Estes times estão no escuro hoje, com a vantagem de que, se a Traffic quiser, remonta rapidinho o Palmeiras.
O Cruzeiro vai precisar investir caso queira disputar para ganhar a Libertadores – e os sinais são de que estes investimentos não virão, ou estão condicionados à venda de Guilherme, Wagner ou Ramires, o que é péssimo para o time. O Galo segue na mesma: mal. Com ou sem Emerson Leão.
O Flamengo mantém um bom elenco (que neste ano fracassou…). Tem jogadores para ser apontado como um dos favoritos à Copa do Brasil. Mas tem técnico novo aí. Vamos esperar antes de dizer qualquer coisa do Fla nas mãos do Cuca.
As pessoas se irritam quando ouvem que o São Paulo está na frente. Mas é que entre um fenomenal plano de marketing e um trabalho de formiguinha, tijolo a tijolo, tendo a achar que o segundo tem sempre mais chance de, ao final, sair com a taça. Clube de futebol existe para, em primeiro lugar, ganhar taças. E as formigas, até hoje, têm dado de goleada nas cigarras. Pelo menos no futebol.
Minha dúvida é se o Corinthians vai continuar formiga, como foi em 2008. Ou vai querer dar uma de cigarra por causa do Ronaldo. Tenho certeza de que o dilema também está na cabeça do trabalhador Mano Menezes nesse fim de ano.
Enviado por: André Rizek - Categoria(s): Mercado
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12/12/2008 - 11:15
O clube poderia fazer uma festa pretensamente “chique” para apresentar Ronaldo.
Mas não seria Corinthians…
O clube foi autêntico para apresentar seu novo astro, não tentou passar uma imagem daquilo que não é, daquilo que nunca será.
Tinha povão. Porque Corinthians é povão.
E tinha folclore, porque Corinthians é folclore!
É a “miss Fiel” (????!!!!) no campo para receber um dos astros pop mais badalados do planeta. É o vice-presidente de Futebol e o presidente fazendo discursos e falando um monte de bobagem para aparecer (folclóricos e divertidos no “úrrrrtimo”) - eles são os pais da idéia e jamais perderiam essa chance, como 99% dos cartolas.
Enfim, Ronaldo tomou Corinthians na veia em sua apresentação. E deu a impressão de que entendeu e se divertiu com isso.
O clube não tentou mostrar ao mundo algo que não é. O Corinthians foi povão. O Corinthians foi folclore. O Corinthians foi Corinthians.
E espero que entendam isso como elogio…
Enviado por: André Rizek - Categoria(s): Corinthians
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