
Encerrando a trilogia do vidro na minha semaninha über-transparente, é claro que só poderia falar sobre Elizabeth e Eduardo Prado. Ou, melhor ainda, vou colar abaixo o prefácio de um livro da dupla que pincei lá na minha estante, apresentação essa escrita pela sabe-tudo (e sabe mesmo!) Adélia Borges:

“Elizabeth e Eduardo Prado fazem objetos-síntese, aqueles que somam dentro de nós a fome a a beleza, ou o desejo da utilidade. Simples objetos de adorno ou destinados a exercer alguma função, acima de tudo nos encantam e nos lembram delicadamente da vida, aqui e agora. Trabalham naquele limite tênue entre arte e design. Conforme a peça, estão mais para um ou para o outro lado da fronteira.
A maestria de seu trabalho vem de uma profunda intimidade com a matéria-prima. Primeiro trouxeram para o Brasil – mais especificamente para o Museu de Arte de São Paulo, o Masp – exposições memoráveis sobre a arte vidreira inglesa, japonesa e sueca. Depois, introduziram entre nós o conceito do estúdio glass, surgido na europa nos anos 60, em que o profissional não só desenha suas peças como as executa em oficina própria.

Uma das características que mais me encantam em suas peças de vidro fundido é o fato de tratarem a superfície como se fosse um tela de pintura, em que usam sem medo as cores fortes. Nas de vidro soprado, sobressai a fluidez do gesto seguro e ao mesmo tempo liberto. Qualquer que seja a técnica – do vidro fundido, soprado ou plano -, as peças de Elizabeth e Eduardo Prado alcançam a eternidade não só pelas características intrínsecas do material, mas sobretudo pela qualidade e expressividade de sua criação”

Ou seja: Beth e Edu são feras. Para fechar, uma novidade exclusiva deles, que estão no maior corre-corre lá na Abup: peça da nova coleção, em cartaz na feira e, em breve, nas boas lojas que representam o duo (Zona D, Benedixt, LS Selection e por aí vai).
