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28/10/2009 - 19:22

Brazilian day

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Mesa de Zanine, 1965; espelho de jacarandá anos 50, autor desconhecido; móvel de John Graz, anos 50

Por falar em Hugo França, o Brasil dá mais uma mordida na Big Apple. A R 20th Century (www.r20thcentury.com) de Nova York, anda engrossando o seu acervo de design tupiniquim com os clássicos de sempre (Zanine, Tenreiro, John Graz, Sergio Rodrigues) e novas apostas (Hugo França, Julia Krantz). Não é de hoje que os gringos a-d-o-r-a-m as nossas criações – e nem me refiro ao pau-brasil pilhado pelos portugas na gênese da pátria amada. O fato é que muito além de folclore, praia, futebol, carnaval e café, nós também exportamos design. Não é para menos: temos madeira da boa, contenção nas linhas, calor tropical e sofisticação modernista, desde os anos dourados. Acabo de bater um papão a esse respeito com o Fabrizio Rollo, nossa enciclopédia viva de estilo. Veja as suas impressões:

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Chaise de Julia Krantz, de 2005; mesa de Joaquim Tenreiro, 1965

“O forte do mobiliário moderno brasileiro está nas décadas de 50 e 60, porque é quando a nossa arquitetura passou a ter peso no país enquanto característica cultural – e o mobiliário acompanhou essa evolução. Nomes como Tenreiro, em sua carreira solo, começaram a ter mais liberdade de criação e assim traçaram os primeiros móveis ‘bacanamente’ modernos, reconhecidos por aqui, mas só muito recentemente valorizados lá fora. De poucos anos para cá (talvez uns 10) é que rolou um boom e o mundo começou a olhar para nós nesse sentido, garimpando coisas no Brasil. Daí pioneiros como Sergio Rodrigues, Ricardo Fasanello, Jorge Zalszupin, alcançaram o devido valor de seu trabalho. Foi um reconhecimento tardio.

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Par de poltronas de Juliana Mafatti, 1958

Esse mobiliário nasceu da necessidade de uma arquitetura que impulsionou os designers, artesãos e criadores a trabalharem novas formas que deixassem o velho e o tradicional de lado para investir no moderno, em sintonia com a nova visão arquitetônica que se esboçava. O nosso momento áureo no século 20, tanto para aquitetura quanto para o design, é casado; porém a arquitetura deslanchou e o mobiliário ficou de escanteio. Não à toa, grandes arquitetos contemporâneos que buscam ou têm padrões estéticos inspirados (total ou levemente) nesta arquitetura moderna, têm a necessidade de usar mobília específica muitas vezes criada para casas modernistas ou concretistas desta fase, por falta de um mobiliário compatível… Depois de um longo hiato, vieram então novos criadores – e com eles, de certa forma, um olhar mais atento para o que havia sido feito até então…”, diz.

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Set de cadeiras de jacarandá de Joaquim Tenreiro, anos 60

Trocando em miúdos: Yes, we have design! Bom saber que enquanto os Campana puxam o cordão da vanguarda brasileira lá fora (alguém aí já viu a expo-retrô dos caras no Vitra Design Museum? Vou contar tudo aqui, dia desses…), seguidos por nomes quentíssimos como Rodrigo Almeida (já mandei ficar de olho nele, né?), nossos veteranos fazem e acontecem. Fabrizio dá o exemplo: “Dois anos atrás, numa das minhas visitas a Tefaf, feira de Maastrich, na Holanda, que reúne o que há de melhor em mobiliário no mundo, fiquei muito feliz em ver que uma galeria belga colocou uma poltrona do Jorge Zalszupin entre gigantes como Hans Wegner e Gio Ponti”. Que nossos criadores carimbem cada vez mais seus passaportes!

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Banco de Hugo França, 2007

Autor: allex - Categoria(s): Design Tags: , ,
05/11/2008 - 17:56

No sofá com Oscar

Não se empolgue muito – como eu me empolguei – com este sofá-desejo. Criado para o Sesc Hotel, nos anos 90, ele é ave rara da prancheta de Mister Niemeyer, como você deve ter notado pelas curvas dos braços – e pelo título do post. Bad news: custa uma fortuna e só está à venda em Nova York, na R 20th Century (www.r20thcentury.com).

E ontem rolou a festa da Casa Vogue. Diana Krall arrasou com seu show-cool, em set comedido, a bordo de piano de cauda com acompanhamento de contra-baixo “chique no úrtimo”. Entre composições própias e clássicos de Burt Bacharach e Jobim, a jazzista disse que adora Casa Vogue e que pretende garimpar Sampa em busca de decorations para sua nova casa no Canadá. Tá? Se quiser saber em detalhes como foi (e quem foi), clica aqui (www.rgvogue.com.br), porquê a cobertura do Jeff Ares (top editor do site bacanérrimo que hospeda este blog) está imperdível.

Autor: allex - Categoria(s): Casa Vogue, Design, Décor Tags: , , , , , ,
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