17/11/2009 - 20:57
E já saiu a listinha do 23º Prêmio Design Museu da Casa Brasileira (www.mcb.org.br), o Oscar brasuca do setor. A partir de 25 de novembro, vale dar um pulinho lá no casarão da Faria Lima (se você não conhece ainda, não sabe o que tá perdendo) para conferir, ao vivo e em cores, 56 peças selecionadas entre a nova turma de criadores que surge na praça.
A experimentação com o uso de materiais em mobiliário é um dos destaques da edição 2009 do evento, realização da Secretaria de Estado da Cultura, que neste ano contou com 576 inscrições.
Os designers de produto Paulo Alves da Silva Filho e Luís Fagner Koga Suzuki criaram a cadeira “Atibaia”. Paulo Roberto Ceschin Foggiato assina a poltrona “Bambu #5″, a mesa “Demoiselle” e a cadeira “Lapa”, uma linha feita de laminados de bambu.
Levando em conta critérios como originalidade, concepção formal, inovação tecnológica, adequação ao mercado, viabilidade industrial, qualidade, segurança e proteção ambiental, o júri empatou as 4 peças no primeiríssimo lugar da categoria Mobiliário, valorizando a investigação dos designers e a excelência do resultado.
Para a diretora Geral do MCB, Miriam Lerner, o prêmio revelou “a intensa experimentação dos designers de produto em busca de novos usos para antigos materiais”. Giancarlo Latorraca, diretor Técnico, diz que “este ano a preocupação em fazer produtos que não tragam prejuízos para a natureza está acentuada e com resultados mais concretos”.

Mesa Demoiselle; à esquerda, cadeira Atibaia; ao centro, poltrona Bambu; à direita, cadeira Lapa
Autor: allex - Categoria(s): Design
Tags: bambu, Design, Luís Fagner Koga Suzuki, Miriam Lerner, mobiliario, Museu da Casa Brasileira, Paulo Alves da Silva Filho, Paulo Roberto Ceschin Foggiato, Prêmio Design Museu da Casa Brasileira
13/11/2009 - 18:59
E no ano em que a Bauhaus sopra noventa velinhas, Casa Vogue fez uma mega matéria sobre a lendária escola alemã que sacudiria para sempre as linhas cartesianas da arquitetura e do design. Se você não viu ainda, já para bancas: tá imperdível! A começar pelo elã da coisa…
Muito mais do que uma simples reportagem, nossa big-boss-com-bossa, Clarissa Schneider, poderosa que é, teve o insight e foi à luta: escolheu um time de estetas e encomendou, a cada um deles, uma criação de inspiração bauhausiana, sob medida. Elenco: Irmãos Campana, Marcelo Rosenbaum, Cláudia Moreira Salles, Attilio Baschera, Candida Tabet, Fernando Prado, Gerson de Oliveira e Luciana Martins.
De tão especial, a coisa evoluiu para a expo mais diferentona que já se fez sobre Bauhaus por essas bandas, sem nenhuma gotinha de pretensão sequer.
Uma prévia desse resultado, você espia aqui e agora, sem delongas (o resto, só na revista). Mas para finalizar em grande estilo, deixo vocês com um fragmento do texto que Flávia Rocha tão bem escreveu sobre o assunto: leitura obrigatória.
“Não é exagero dizer que o mundo não seria o mesmo sem a Bauhaus – sua filosofia humanista, socialista, democrática, universal, carregada do espírito utópico do entreguerras, superou o seu próprio tempo. A escola, que funcionou aos trancos e barrancos entre 1919 e 1933, deixou seu traço em aberto para que qualquer um, a qualquer momento, fizesse bom proveito dele. A semente lançada num território instável – a Alemanha pré-nazista – não fincou raízes geográficas (só na Alemanha, teve três endereços: Weimar, Dessau, Berlim, dissidentes a recriaram em Chicago em 1937 — hoje Illinois Institute of Technology, e desde 1999 funciona como uma fundação, a Bauhaus Dessau, além de ter inspirado outras escolas similares mundo afora). As raízes encontraram terreno fértil nas mentes que a conceberam, arquitetos, artistas, artesãos e designers europeus que tinham em comum um desejo de revolução: simplificar, massificar, transplantar o design das oficinas para as fábricas e para as ruas, aplicar modernidade no dia-a-dia.
Bauhaus, que significa “casa de construção”, teve três dirigentes, e cada um imprimiu sua marca nas diretrizes da escola. Entre 1919 e 1928, sob orientação de seu fundador, o arquiteto Walter Gropius, tiveram prioridade as oficinas técnicas, conciliando arte e artesanato à proposta de funcionalidade, um projeto que substituía ornamentação e exclusividade por produção em massa de peças de design. Entre 1928 e 1930, sob direção de Hannes Meyer e influência marxista, a Bauhaus se voltou para projetos arquitetônicos e industriais, sobrepondo funcionalidade à estética, o que causou grande controvérsia. Nos seus últimos anos, dirigida por Mies Van der Rohe, sob uma ótica intelectual, a Bauhaus voltou a se preocupar com a criação de uma estética modernista, liderada pelo departamento de Arquitetura. Na lista negra do Nazismo, foi fechada pelo governo de Hitler, em 1933. Passaram por lá, como instrutores, algumas figuras icônicas: Paul Klee, Johannes Itten, Josef Albers, Herbert Bayer, László Moholy-Nagy, Otto Bartning, Wassily Kandinsky, Piet Mondrian, Marcel Breuer… os vestígios de suas linguagens vemos por toda a parte, e veremos ainda no futuro.”

Luminária by Fernando Prado e fruteira dos Irmãos Campana

Estante modular e luminária da dupla Gerson de Oliveira e Luciana Martins; o tapete é de Marcelo Rosenbaum

Luminária de Claudia Moreira Salles; tecido de Attilio Baschera; estante Candida Tabet
Autor: allex - Categoria(s): Casa Vogue, Design, Décor
Tags: Bauhaus, decoracao, Design, mobiliario
03/11/2009 - 10:32

Os móveis da grife italiana Paolo Lenti agora podem ser encontrados no Brasil através da Regatta Tecidos
Gente, que calor senegalês é esse? Definitivamente, não fui projetado para dias quentes – ainda me mudo para a Sibéria, hora dessas. Podem me chamar de cricri, mas a-d-o-r-o inverno. Pra mim, verão só é bom quando a gente pode se jogar de corpo e alma, seja à borda da piscina, debaixo de um chuveirão no jardim (olha como eu sou cafona!), diante de uma enseada fresh ou no deque de um barco, singrando os sete mares (ficar assando feito pão de queijo na redação, enquanto o mulherio semi-nu reclama do ar-condicionado, é a maior roubada…).
Por essas e outras, achei um alento essa imagem da Regatta Tecidos (www.regattatecidos.com.br), que traz para o Brasil a coleção de móveis da grife italiana Paola Lenti.
Batizada de “Aqua”, a coleção para área externa tem como inspiração a natureza, interpretada em formas bem limpas que aparecem nos vários produtos assinados pelo designer Francesco Rota. São 14 peças, entre poltronas, sofás, cadeiras, chaises, espreguiçadeiras, mesas de apoio e pufes multiuso – boa parte deles confeccionados em “rope”, espécie de corda criada com várias espessuras e formas especialmente resistente aos temíveis raios UV, cloro e água do mar. Bonito, né? (Se bem que, se o barco fosse meu, teria um pouquinho mais de cor, em look navy, de preferência).
Por hoje é só – tô ouvindo uma buzina meio Chacrinha, que pode ser a do tiozinho do picolé.
Autor: allex - Categoria(s): Design, Décor
Tags: decoracao, Design, Francesco Rota, mobiliario, Paola Lenti, Regatta Tecidos
22/10/2009 - 17:13
Cruz-credo! Choveram mais tomates no post de ontem do que lá em Buñol, na Tomatina espanhola. Calma, minha gente! Ninguém vai bater a cabeça nas prateleiras – elas ficam suspensas, até segunda ordem. De qualquer forma, é só um projeto acadêmico-experimental (maravilhoso, diga-se de passagem, até por brincar com essa estética do ordinário e despertar tanta controvérsia numa cena assumidamente metida a besta, como é o setor moveleiro). Curtir ou não curtir, eis a questão – uma vez que gosto é igual nariz: cada um tem o seu.
Sem provocações, como quinta é dia de feira (literalmente, já que tem uma lá na porta de casa e outra aqui atrás da redação), taí o gancho perfeito para esticar a polêmica. Não que seja algum tipo de obsessão, mas já adianto que não vai sobrar caixa sobre caixa nesse blog, de tanto que tô interessado em mastigar o assunto (aliás, se você tem alguma dica bacana de reutilização desses engradados bonachões, me conta já!).

Olha só que frugal – e divertida – essa cadeira Beck, feita à moda das ripas de caixotes que carregam verduras e legumes. Sem nenhuma pretensão, a peça tem look rústico quente e apelo estético charmosão que não entrega seu passado no CEASA. A pitada sofisticadinha fica com a almofada e suas indefectíveis listras.
O lançamento é do Espaço 204, loja do shopping D&D (www.dedshopping.com.br), que anda investindo pesado em móveis ecologicamente corretos. Leva aê, freguesa!
Autor: allex - Categoria(s): Design
Tags: Design, Espaço 204, mobiliario, poltronas, Shopping D&D
21/10/2009 - 16:25

Semana passada comentei aqui sobre a alta dos caixotes de feira na indústria da reciclagem, lembra? Ok, ok. Esses contêineres de madeira que eu colei lá do Dezeen (www.dezeen.com) não são necessariamente porta-repolhos, mas fica a sugestão no ar (literalmente).
Criado pelo jovem holandês aspirante a designer Jephte Francissen (só podia ser coisa de estudante nórdico mesmo), o sistema de prateleiras “Hoog-en-Droog” é o máximo em praticidade e inovação – principalmente para quem acumula traquitanas e não tem quase nada de espaço, como eu, por exemplo.
Feitos com resíduos de madeira descartados por grandes marcenarias, os boxes são presos a cordas conectadas a um sistema super simples (e quase imperceptível) de sobe-desce, impulsionado por uma engrenagem com molas que dosa a suavidade do trajeto conforme o estímulo do usuário. É como se fosse um sótão aparente, disfarçando o espaço sobre as nossas cabeças.
Enfim, um jeito inteligente de mandar a bagunça para os ares – e resgatá-la sempre que você precisar.
Autor: allex - Categoria(s): Design
Tags: Design, Jephte Francissen, mobiliario
20/10/2009 - 18:22

Inovação é bom e todo mundo aqui gosta. Mas os clássicos são os clássicos – e os outros são os outros. Uma das minhas peças prediletas de design é a poltrona “Egg”, desenhada pelo “arredondado” Arne Jacobsen no final da década de 50, era do boom do design dinamarquês. E não importa nem um pouquinho se, na segunda metade do século 20, a peça tenha sido tão difundida ao ponto de virar arroz de festa em qualquer decoração: ela continua com pose de trono. Tenho visto dúzias e mais dúzias de releituras do simpático ovo no mercado, nos mais variados acabamentos, incluindo o couro de vaca à moda Ralph Lauren, by Tania Bulhões, que postei outro dia. Mas, na minha modesta opinião, nenhum acabamento alternativo tem tanto efeito como esse, de fibra natural. Prefiro a original, óbvio. Mas para dar um toque divertido – e metido a besta, como um bom ovo frito com caviar – nas geralmente caretas decorações de praia, tá valendo. Tem na Cecilia Dale (www.ceciliadale.com.br).
Autor: allex - Categoria(s): Design
Tags: Arne Jacobsen, Cecilia Dale, Design, mobiliario, poltronas
16/10/2009 - 12:00

Essa é para pular do sertão brasuca direto para os países baixos, sem choques estéticos. Se você está em Sampa e nunca foi à Scandinavia Designs (www.scandinavia-designs.com.br), a hora é agora. Lembra que eu falei que a loja parece uma galeria de arte? Pois a meca assume a função e dedica o mês de outubro inteirinho a expo Dansk 01 – Uma mostra do design dinamarquês, que traz produtos desenhados pelos principais nomes do país, como Arne Jacobsen, Louise Campbell, Duo de Komplot, Verner Panton, Erik Magnussen, entre outros. Tudo no limiar entre a arte e o design.

“A ideia é apresentar um pouco da história do Design Dinamarquês, mostrando como novos artistas preservam suas características mais marcantes: ser simples, funcional e emocional”, diz Anette Priess Gade, proprietária da Scandinavia. “Numa dimensão maior, existe uma ‘Linha Vermelha’ que une nossos designers: a busca constante por um conceito atemporal, funcional, clean e de qualidade excepcional. Para isso, é preciso que a estética, tecnologia e funcionalidade andem juntas, através de um diálogo continuo entre o designer, o produtor e o usuário. É isso que torna nosso design tão único e democrático ao mesmo tempo. O povo dinamarquês respira design nas ruas, em sua casa, nos parques, em todo o país”, completa Anette. Eu vou!

Autor: allex - Categoria(s): Design
Tags: Design, mobiliario, Scandinavia Designs
13/10/2009 - 10:01

Post ligeirinho à moda da pizza napolitana que estamos degustando – é o que tem para hoje, no meio do fechamento: cadeira “Vermelha”, peça-ícone do portfólio dos Irmãos Campana que leva 450 metros de fio, reeditada pela Vitra (www.vitra.com), em versão patriota com as cores da bandeira italiana. A máfia “colontoniana” aprovou. ;)
Autor: allex - Categoria(s): Design
Tags: Design, Irmaos Campana, mobiliario, Vitra
02/10/2009 - 19:15

Acabo de sujar as patinhas (muito prazeirosamente, diga-se de passagem) na nova concept store da Artefacto Beach & Country (www.artefactobc.com.br), que tá quase pronta para o mega-evento de abertura, domingo agora. Na contagem regressiva, centenas de operários estão lá, levantando poeira, enquanto outro punhado de arquitetos e decoretes chacoalham seus tapetes, almofadas e cortinas nos espaços ambientados à moda da Casa Cor.
Analisar tudo reluzindo, limpinho e bonitinho, com uma flutê de champagne numa mão e a outra livre para cumprimentar os amigos, é sempre uma delícia. Mas os bastidores sempre têm a sua graça. Flagramos Alberto Lahós e Marco do Marco batendo o último prego da sua suíte de praia; espiamos o Edgard Octávio dar os retoques finais no charmosíssimo bangalô que assina com Chinho de Luca e, por pouco, não pegamos Fabio Morozini se acidentando no seu chic Studio do Haras (ele machucara a perna um pouco antes, mas nada grave).
O fato é que, mesmo com o caos que antecede qualquer extreame makeover, deu para ter uma noção exata do que vai ser o novo empreendimento: a maior loja monomarca de decoração do Brasil (quiçá da América Latina), tanto em dimensões físicas como em conteúdo – e com direito a pose de oásis!
Do portão para dentro, a gente esquece que está em plena Avenida Brasil, a dois passos de rotas congestionadas como Augusta, 9 de Julho e Rebouças. Ali, os antigos casarões (dois imóveis obsoletos) deram lugar a um imenso complexo de 5 mil metros quadrados, cortados por primaveras, pinheiros, jabuticabeiras e carvalhos vertiginosos que camuflam os prédios vizinhos – do terraço, a vista livre dos arranha-céus lembra um horizonte caiçara, bem ao gosto da concept store. O projeto assinado por Débora Aguiar é um contemporâneo-quente distribuído em dois volumes principais, que combinam colunas e grandes vitrines descortinando o paisagismo de Gilberto Elkis.

Wair de Paula, diretor artístico da Artefacto e esteta de mão cheia, guiou nosso tour-preview (junto com Mariana Amaral e Taís Lopes), apontando o acervo caprichado que abrange mais de 900 “artefatos”, boa parte garimpada por ele, in loco, na China, Marrocos, Cingapura, EUA, Itália, Filipinas e Indonésia, além das peças insuspeitas assinadas pelo próprio Studio Artefacto e por designers internacionais especialmente para a marca (Karim Rashid e Kenneth Cobonpue estão entre eles).
A compilação, vista como um todo, remete ao que o próprio nome Beach & Country sugere: atender uma demanda exigente e sofisticada de casas de praia e campo, mas sem limites de gênero: também dá para pinçar tudo de bom para a sua varanda e, com um pouco mais de olho, garimpar um décor urbano completo, numa boa.
A bagunça estava, de fato, inclemente. A tinta, fresca. Metade dos móveis se escondiam em muitas voltas de plástico bolha. Alguns espaços, misteriosamente isolados por tapumes; outros, pingados de resíduos. Quase fomos atropelados pelo corre-corre de trabalhadores, com seu aríetes de madeira. Os profissionais estavam à beira de um ataque de nervos; um ou outro, sorria nervoso. Mas a expectativa de todos (incluindo a nossa) era explícita. Pode ser cedo para afirmar, mas algo me diz que Sampa está ganhando uma de suas lojas mais bonitas. Tomara que meu feeling esteja certo…
Autor: allex - Categoria(s): Design, Décor
Tags: Artefacto, Design, mobiliario
30/09/2009 - 17:21

A primeira vez que vi uma oliveira foi em Cascais, Portugal, muitas primaveras atrás (ok, os açorianos trouxeram mudinhas para o Brasil logo no começo da colonização, há mais de 500 anos, mas eu nunca tinha visto um pé de azeitona por essas bandas, tá?). No ápice da minha ignorância, não resisti: olhei para um lado, olhei para o outro, fiz a cara de criminoso mais cafa do planeta e arranquei uma azeitona do pé como quem rouba um rolex no farol. Dei uma mordida no furto e fiquei com um gosto intragável (alguém aí já comeu mamona?) amarrando a boca por um bom tempo – vivendo e aprendendo: a azeitona que consumimos passa por um processo de “cura” e “adoçagem” de 40 dias. Mas não pense que fiquei traumatizado com tão infeliz degustação. Adoro uma tapenade e uso azeite como água (um hábito saudável, segundo o meu cardio, para quem eu minto um pouquinho a respeito das quantidades aplicadas). Mas vamos ao que interessa.
Ainda não descobri se o mobiliário feito com madeira de oliveira é anti-ecológico ou não – se você souber, me conta, por favor. Óbvio que não me refiro àquelas oliveiras monumentais, que é claro que ninguém derruba (pode ser papo-furado de guia turístico, mas na Grécia e na Itália, eles costumam dizer que existem árvores com mais de 2.000 anos!). Mesmo assim, lá fora, a gente vê muito artesanato esculpido em oliveira – dá vontade de trazer tudo, mas cada almofariz custa uma fábula e pesa meia tonelada (confira no clique de Alain Brugier, lá da cidadezinha medieval de Eze-Village, pertinho de Nice, onde estivemos há alguns dias. A lojinha em questão, a L’Herminette, só tinha manufaturas de oliveira).

Por aqui, a produção com esse tipo de madeira é tão ou mais rara do que os pés da Dona Olívia. Para você sentir o drama, descolamos a fruteira do Arnaldo Danemberg (www.arnaldodanemberg.com.br), que traz, na borda, até bolinhas alegóricas da frutinha (sim, azeitona pertence a família das frutas – com caroço e tudo!). O fato é que a a Ana Lúcia acabar de compartilhar comigo uma info ótima, dita por um amigo seu, expert em direito ambientalista: “A oliveira é uma árvore que vale muito mais em pé do que deitada, já que demora muito tempo para crescer e não existe uma tradição moveleria que a use como matéria-prima”. Tá registrado!
Autor: allex - Categoria(s): Design
Tags: Arnaldo Danemberg, Design, madeira, mobiliario
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