“Milão não é tendência”, sentencia o editor de estilo (e meu vizinho de mesa) Fabrizio Rollo sobre o Salone del Mobile, que rolou na semana passada. “Claro que exitem coisas legais, uma novidade aqui e outra ali, mas, no geral, a feira não estava, como nas outras edições, tão ávida por invencionices. Não que isso seja negativo, ao contrário: o mercado não precisa dessa efemeridade pasteurizada, quantitativa”.
Fabrizio credita a contenção à crise ecômica mundial, que nitidamente reduziu a marcha dos fabricantes. “Esta edição não estava tão colorida, por exemplo. Grandes marcas como a Vitra, que sempre investiram pesado na apresentação dos estandes, optaram por ambientações discretas ao invés dos mise-en-scenes espetaculares. A produção dos móveis, em si, também foi afetada. As empresas apostaram na cor branca mais por estratégia do que por estilo”. Entre os lançamentos que o Fabrizio mais curtiu, está o lustre Hope, da Luceplan, criado pelos designers Francisco Gomez Paz e Paolo Rizzatto.

O lustre Hope, da Luceplan, criado pelos designers Francisco Gomez Paz e Paolo Rizzatto: um dos highlights apontados pelo sabe-tudo Fabrizio Rollo / foto: Reprodução
A inspiração meio retrô lembra a indefectível alcachofra de Poul Henningsen, hit dos anos 60/70. Feito com placas holográficas transparentes e levíssimas, ele é tão modernex e original que poderia estar tanto na Enterprise, nave-mãe da série Star Trek, quanto na casa de qualquer um de nós. “O legal desta peça é que os criadores pegaram um shape que já existia e conseguiram fazer algo novo, super fresh“. Fabrizio aprovou – e eu também. Para saber mais, clique no Mocoloco.com, blog gringo bacanérrimo de onde pincei a imagem.