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26/01/2010 - 11:29

2010 – Uma odisseia no design

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Agora sim, de volta ao ninho, após um fechamento über-tumultuado que me tirou da órbita. Bem, o ano virou e as expectativas para a nossa seara são as melhores possíveis – pelo menos para os otimistas inveterados, como eu.

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Enquanto o mercado internacional se recupera da crise e joga lenha na indústria da criação, por aqui, os novos talentos crescem e aparecem.

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Fazendo a linha “mãe Dinah” (sem nenhum fatalismo ou uruca, pelo amor), profetizo que esta será a hora e a vez de Rodrigo Almeida. Não tive tempo de contar para vocês, mas no final de 2009 baixei no ateliê do cara e fiquei ainda mais fascinado pela estética “rodriguiana”, altamente inventiva e subversiva, pelo rompimento com qualquer padrão cartesiano ou convenção industrial.

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Rodrigo começa agora a ser descoberto pelo mercado internacional, e deve se consagrar por lá antes de acontecer por aqui, até pela resistência cultural que temos em relação à desconstrução daquela ideia primária de mobiliário. Torçam por ele!

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Em outra sintonia – mas com a mesma estrela na testa –, Estevão Toledo também é uma das minhas apostas para o ano. Já era entusiasta do seu trabalho (quem é habitué do blog, sabe disso), mas depois que conheci suas criações ao vivo e em cores, endosso com louvores. A aparente simplicidade esconde engenhosidade genial em sistemas de encaixe puristas, quase lúdicos, como um bom e velho lego. O efeito é irresistível: você vai querer levar para casa, mesmo se não tiver espaço para colocar. Momento fuxico: A Fazenda, aquele reality show da Record que todo mundo faz de conta que não vê, está recheada de móveis by Estevão.

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Queridinho de Marva Griffin (todo poderosa do Salão Satélite, de Milão), Wagner Archela também é um brasileiro que deve detonar na próxima temporada. Sua criação mais recente, a linha Mangue, dá uma deixa do que vem pela frente.

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Fernando Akasaka, de quem sou fã confesso, tá com tudo e não tá prosa. Sua coleção de jóias, desenvolvidas com os mesmos métodos construtivistas de suas crias metálicas, ampliam aquela cartela original e criativa que já comprovou favoritismo entre decoretes dessa e de outras terras.

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Isso tudo sem falar nos blockbusters (espia só essa deixa da nova coleção do duo Luciana Martins e Gerson Oliveira, por exemplo), que já estão abastecendo suas oficinas com conteúdo à altura.

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Quem viver verá, de preferência aqui, em primeira mão. Aguardem os próximos drops e salve 2010! Que o ano seja tão luminoso para nós quanto este lustre do designer inglês Tim Fishlock (www.timfishlock.com), que eu pincei no dezeen.com (ele leva exatamente 1243 lâmpadas!).

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Autor: Allex Colontonio - Categoria(s): Design Tags: , , , , , ,
03/02/2009 - 11:07

À imagem e semelhança

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Pensou que a mesinha aí em cima fosse do Fernando Akasaka, né? Pois é, eu também. Ledo engano. O modelo em forma de ameba é do designer turco Derya Akdurak, outra fera das chapas de aço inox, radicado na França.

Tania Bulhões passou por lá, viu e trouxe coleções inteiras do cara para revender na sua loja. Passe na loja dela e espie na primeira oportunidade.

Autor: Allex Colontonio - Categoria(s): Design Tags: , , , , ,
18/08/2008 - 10:50

Cowboy fora da lei

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Já contei aqui que o Fernando Akasaka (www.fakasaka.com) é um dos designers mais expressivos do momento, né? Pois vou ainda mais longe e digo, com todas as letras, que teria uma casa inteira armada só com as peças dele. Aliás, deixaria também o projeto de arquitetura sob os seus cuidados, já que ele manja tanto de volumes e proporções – e olha que nem arquiteto ele é…

Além de personalidade, seus móveis têm uma über-versatilidade, seja lá qual for a inspiração, dos ideogramas orientais às referências pop. Você pode até torcer o nariz para uma ou outra produção, mas admita: não dá para ficar indiferente às criações do cara.

Repare no shape desta banqueta Cowboy Junkie, com estrutura de aço inox (uma das marcas registradas de Akasaka) e assento em couro, tipo sela de cavalo. É divertida ou não é?

O nome do mimo tem pedigree. Fã dos Cowboy Junkies, banda canadense de rock alternativo, Fernando foi direto na fonte. “O Blair Woods, manager do grupo, e o Mike Timmins, lead guitar, gostaram da peça e permitiram que eu a batizasse com o seu nome”, conta.

Para compartilhar essa onda, aperta o play aí em Sweet Jane, um clássico do grupo em homenagem ao carinha que dobra aço, madeira e outros que tais (aguardem as news by Akazaka, que vai atacar em fibra de vidro e fibra de carbono, muito em breve).

Autor: Allex Colontonio - Categoria(s): Design, Décor Tags: , ,
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