Audrey Hepburn que nos dê licença, mas não existe luxo mais luxuoso do que a solidariedade. E entre as entidades brasileiras que realizam ações sociais com um pé na filantropia e o outro no estilo, a Orientavida (www.orientavida.org.br) integra o time das mais relevantes.
Criada em 1999 com o objetivo de capacitar as mulheres da cidade de Potim (município carente na região de Guaratinguetá), ensinando técnicas de costura, bordado, crochê e tricô, num processo notável de geração de renda para a comunidade, a Ong completa dez anos com grandes feitos. Quer um exemplo de fé? Foi a turminha de Potim que bordou os enxovais do Papa Bento XVI, em seu périplo recente pelo Brasil.
A dedicação e profissionalismo são tamanhos, que uma das técnicas mais complexas dominadas pelas bordadeiras é o Boutis, criado originalmente na França, para o enxoval de Napoleão Bonaporte. Madame Nicoile, presidente do Museu Francês do Boutis, veio de Paris especialmente para ensinar o ponto raro às bordadeiras de Potim, processo que levou meses.
Para celebrar esta primeira década sem dar ponto sem nó, a Orientavida bolou uma coleção lúdica-divertida-descolex de bonecas personalíssimas: “Estamos homenageando as mulheres que nestes 10 anos nos ajudaram, cada qual à sua maneira. Fizemos 25 bonecas lindas, inspiradas nelas”, conta Celeste Chad, presidente e fundadora da instituição.
Na foto abaixo, ao centro, a versão doll da nossa big boss de Casa Vogue, Clarissa Schneider, uma das colaboradores assíduas da ONG. Gostou do look? Imagine que a Bob Store confeccionou o jeans sob medida para a chiqueria da mulher, ladeada por Helena Montanarine (esquerda) e Maguy Etlin (direita).
Essas e outras “bonequinhas de luxo” estarão à venda no coquetel de comemoração que rola no dia 15 de abril, no Oscar Café. A renda, é claro, será totalmente revertida para a Orientavida.
Da esquerda para a dir.: bonecas inspiradas em Helena Montanarine, Clarissa Schneider e Maguy Etlin / foto: Divulgação
Clarissa Schneider acaba de lançar a Rivaromas, linha de velas aromáticas com frascos de prata chiquérrimos, em parceria com a Riva, expert em objetos de prata e aço inox. São quatro tipos de velas em tom âmbar, com diferentes temas, perfumes e embalagens coloridas. Fátima Leão, aromatóloga, perfumista com formação em diversos países como Londres, França, Índia e EUA, é amiga de Clarissa há muitos anos e foi a responsável pelo desenvolvimento dessas essências exclusivas, que são a cara da Clara.
“O olfato é o único dos cinco sentidos que tem uma relação direta com nosso subconsciente. E está ligado diretamente à zona do nosso cérebro que se ocupa dos sentimentos. Está mais do que provado que os aromas despertam emoções”, conta a minha big boss.
Sou suspeito para falar sobre Clarissa, como vocês sabem. Trabalho com ela há exatos oito anos – uma vida – e durante esse tempão todo nunca deixei de admirá-la um dia sequer: tudo o que mulher põe a mão, fica bacana. Não conheço ninguém com olhar tão sensível e apurado, sem falar no bom gosto irrepreensível e no chic-despretensioso (juro, ela não faz o menor esforço). E como você sabe, estilo não se compra, né?
Voltando às velas, os nomes têm tudo a ver com o conceito de cada uma. Para o Amor, cor vermelho e essência de rosas, mandarina verde e spykenard. Para Alegria, amarelo e essência de bergamota, laranja, canela, capim limão e rosemary. Para Sensualidade, roxo e essências de jasmim colhidas à noite, sândalo sagrado e cedro, tido como a árvore da vida pelos cabalistas. Para Paz, verde e essências de gerânio, vetiver, lavandim e cipreste. O resto, você espia no site: www.rivaromas.com.br.
We are family. Ok, ok. O começo do post é mais cafona do que os vestidos do Sister Sledge, mas sem teretetês demagógicos, Casa Vogue parece uma casa mesmo. Como dificilmente alguém entra e sai daqui, a equipe é a mesma há anos. Aqui do meu ladinho, além da big boss Clarissa e da top produtora Tissy Brauen, passo o dia grudado feito gêmeo-siamês com um quarteto jornalístico de “Colontonetes” (apelido sacana que o pessoal da arte arranjou para as minhas pupilas), que não troco por ninguém: Ana Montenegro (produtora executiva), Ana Lúcia e Ana Paula (assistentes de redação) e Paula Queiroz (assistente de produção e de redação). Quando alguém falta, é um “Deus nos acuda”. Fiquei sem Ana Lúcia mais de um mês, durante sua imersão vapt-vupt em NY, e tudo o que ganhei foram madeixas brancas na ausência (rolou birra de chamar alguém para ficar no lugar dela – até porquê não era para qualquer um, né?).
Mas ela acaba de voltar, mais americanizada do que Carmem Miranda em Holywood, e cheia de gifts. O meu, é tudo de bão. Conta aí, Ana Lúcia:
“Dediquei minha última semana em NY aos museus e às comprinhas para os amigos. Antes de conhecer o Moma, passei na sua famosa lojinha, que é recheada de peças de design e engenhocas incríveis e engraçadíssimas. Estava procurando uma coisa superbacana e que tivesse a cara do Allex, que adora e coleciona peças design. Procurar uma coisa que ele ainda não conhecesse seria difícil, então procurei por uma peça que eu teria certeza que na casa dele não encontraria. Mas foi então que achei a famosa Lumen, luminária de Adam Frank que é parte de uma série de peças desenvolvidas no ácido inoxidável, óleo e lâmpada sobre projetores. Adam é expert em trabalhos de luz com interatividade. Fiquei feliz por trazer essa luminária para ele, pois só tinham seis, e quase tive de disputá-las “a tapa” com outros olheiros de plantão, ávidos por um exemplar de Adam Frank.”
Curtiu? Agora tenho uma árvore de acender no meu living – e acende mesmo! Direto da trip da Ana Lúcia. Para fechar em clima setentão, um clássico do Sister Sledge: