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30/03/2009 - 19:15

Bonequinhas de luxo

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Audrey Hepburn que nos dê licença, mas não existe luxo mais luxuoso do que a solidariedade. E entre as entidades brasileiras que realizam ações sociais com um pé na filantropia e o outro no estilo, a Orientavida (www.orientavida.org.br) integra o time das mais relevantes.

Criada em 1999 com o objetivo de capacitar as mulheres da cidade de Potim (município carente na região de Guaratinguetá), ensinando técnicas de costura, bordado, crochê e tricô, num processo notável de geração de renda para a comunidade, a Ong completa dez anos com grandes feitos. Quer um exemplo de fé? Foi a turminha de Potim que bordou os enxovais do Papa Bento XVI, em seu périplo recente pelo Brasil.

A dedicação e profissionalismo são tamanhos, que uma das técnicas mais complexas dominadas pelas bordadeiras é o Boutis, criado originalmente na França, para o enxoval de Napoleão Bonaporte. Madame Nicoile, presidente do Museu Francês do Boutis, veio de Paris especialmente para ensinar o ponto raro às bordadeiras de Potim, processo que levou meses.

Para celebrar esta primeira década sem dar ponto sem nó, a Orientavida bolou uma coleção lúdica-divertida-descolex de bonecas personalíssimas: “Estamos homenageando as mulheres que nestes 10 anos nos ajudaram, cada qual à sua maneira. Fizemos 25 bonecas lindas, inspiradas nelas”, conta Celeste Chad, presidente e fundadora da instituição.

Na foto abaixo, ao centro, a versão doll da nossa big boss de Casa Vogue, Clarissa Schneider, uma das colaboradores assíduas da ONG. Gostou do look? Imagine que a Bob Store confeccionou o jeans sob medida para a chiqueria da mulher, ladeada por Helena Montanarine (esquerda) e Maguy Etlin (direita).

Essas e outras “bonequinhas de luxo” estarão à venda no coquetel de comemoração que rola no dia 15 de abril, no Oscar Café. A renda, é claro, será totalmente revertida para a Orientavida.


Da esquerda para a dir.: bonecas inspiradas em Helena Montanarine, Clarissa Schneider e Maguy Etlin / foto: Divulgação

Autor: Allex Colontonio - Categoria(s): Artes, Casa Vogue, Design Tags: , , , , , , , ,
24/03/2009 - 13:17

Quanto vale o show?

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Você pode até dizer que há controvérsias na minha teoria, mas acredito piamente no estilo dos estilistas, dentro e fora do closet (quem acompanha o blog, sabe que sou um caçador das conexões entre moda e décor).

Na órbita da estética, as duas categorias têm ligações tão intrínsecas que é quase tão certo quanto a lei da gravidade: quem entende de uma coisa, manja – ou pelo menos se vira bem – com a outra.

Todo esse blablablá aí em cima só para falar sobre dois mega-eventos que deixaram os dealers de arte e antiguidades mais finos do planeta em estado de polvorosa de fazer inveja ao saldão anual do Magazine Luiza.

Yves Saint Laurent e Gianni Versace, cardeais da indústria fashion que já partiram desta para uma melhor, deixaram, cada qual à sua maneira, muito mais do que um rastro de linha, agulha, glamour e “covers”. Suas coleções super extravagantes de móveis, arte, objetos e traquitanas em geral, são tão poderosas, mas tão poderosas, que desencadeiam até constrangimentos diplomáticos.

Realizado pela Christie’s há duas semanas, o leilão de Yves Saint Laurent, que arrecadou quase 400 milhões de euros e bateu todos os records de coleções privadas, com direito a tela de Matisse arrematada por quase 36 milhões de euros, incluiu outras duas peças tão curiosas quanto valiosas: um par de cabeças chinesas de bronze (um rato e um coelho), originais da fonte zodiacal do Palácio de Verão do Imperador Quianlong (1735-1795), pilhado pelos franceses e ingleses durante a invasão chinesa, em 1860.


A obra “Les coucous, tapis bleu et rose”, de Henry Matisse, foi vendida por € 35.905.000,00

Durante anos, a China vasculhou terras, mares, céus e galáxias em busca dos bichinhos e… bingo! Lá estavam eles enfeitando a penteadeira do chateau de Monsieur Laurent. Numa suposta tentativa de negociação vazada para a imprensa, o Governo de Pequim teria se indisposto com Pierre Bergé, companheiro e sócio do estilista, que se disse disposto a devolver as duas cabeças – desde que o Dalai-Lama pudesse voltar ao Tibete.


Cabeças de coelho (esq.) e rato (dir.) – juntas, as peças foram arrematadas por € 31.490.000

“Exercer uma chantagem política é prosseguir de fato com a política baseada na força, algo que a História rejeitará”, declarou Jiang Kun, membro da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês e vice-presidente da Associação Chinesa de Artes Folclóricas. Reza a lenda que espiões chineses tentaram dar lances milionários no leilão, mas as cabeças foram parar em outra freguesia – pela quantia módica de R$ 28 milhões de euros. Pode? Em homenagem a Saint Laurent, seguem o ratinho e coelhinho da discórdia e mais o top 10 do acervo do homem, na minha humilde opinião.

Como o post ficou longo pra chuchú e eu sei que você tem mais o que fazer, amanhã faço o meu top 10 da coleção de Versace, que rolou no último dia 18, com muita disputa, mas pouca desavença (UPDATE: veja aqui o top 10 do leilão Gianni Versace). Beijos!


Poltrona de Eileen Gray, arrematada por € 21.905.000,00


Escultura de Constantin Brancusi, “Madame L. R.”, leiloado por €29.185.000,00


Jogo de cadeiras do século 18, arrematado por €961.000,00


Chaise de Emile-Jacques Ruhlmann, vendida por €91.000,00


Tapeçaria da época de Louis XIV, arrematada por €553.000,00


Par de leões esculpidos no latão (séc. 16 ou 17), vendidos por €73.000,00


Sofá da corte de Louis XV, arrematado por €361.000,00


Cadeira de mármore em formato de pombo de François-Xavier Lalanne, vendida por €193.000,00


Poltronas em madeira dos Anos 1920, arrematadas por €103.000,00


Sofá do século 18, vendido por €157.000,00

+ Veja todas as peças de Yves Saint Laurent que foram leiloadas pela casa Christie’s aqui.

Autor: Allex Colontonio - Categoria(s): Artes, Design, Décor Tags: , , , , , , , , ,
12/03/2009 - 20:59

Regresso

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Salve! Cá estamos após sumiço involuntário pós-carnaval – mazelas na lombar, perdas irreparáveis (vovó partiu para o andar de cima), excesso de trabalho e outras cositas mais. Enfim, a vida continua – e este blog também.

Você já viu a última Casa Vogue? Tá imperdível do prólogo ao epílogo, com casinhas batutas, shopping decorex e gente bacana (repare na pose do Roberto Migotto com a Ana Paula Padrão, estrelas do nosso giro do mês). Amanhã tô de volta, com drops dos últimos acontecimentos do circuito – Craft, Abup, Maison Objet, Milão e que tais. Alguns stills na sequência:

Autor: Allex Colontonio - Categoria(s): Casa Vogue Tags: , , , , , , ,
30/01/2009 - 13:26

Estranhos Prazeres

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Post esquisito para se despedir da semana, do janeiro bravo e da gripe absurda que me pegou de jeito: mesa Crash, em aço inox, design de Gianni Osgnach, em cartaz na Galeria Italienne. Design derretido em nome da arte!

Autor: Allex Colontonio - Categoria(s): Artes, Design, Décor Tags: , , , , ,
02/12/2008 - 17:01

Sonho de uma tarde de verão

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Tchan, tchan, tchan: olha o blog aí de cara nova, gente! Ainda não me acostumei ao new shape do layout, mas ficou tão mais fácil subir um post com a ferramenta atual (você não imagina o drama que era deixar as fotos formatadinhas, ajeitar tudo proporcionalmente, inserir links e etceteras…), que tô até fazendo um esforço de assimilação. E você, curtiu o look superdimensionado? Se bem que, durante a fase de migração, que leva uns 3 ou 4 dias, muita gente ainda vai visualizar o blog antigo. Mas vamos que vamos e desculpe a nossa falha!

E o assunto de hoje é praia, sol e life style caiçara. A galera que orbita o universo do décor não pára de comentar a capa da edição de dezembro de Casa Vogue, minha revista predileta, como vocês sabem. Na modesta opinião deste blogueiro que vos escreve, é uma das melhores capas de todos os tempos – “parece um livro”, como soprou a Clarissa. Existe ali, naquela cena, algo de muito vivo, muito fresh, muito chic… e sem nenhuma pretensão. Tô viajando na maionese? Pois eu queria era viajar de fato: largar tudo e correr para esta cena agorinha mesmo.

Clicada pelo Marcos Antônio – é a primeira capa-vogue do cara, que daqui pra frente tem tudo para emplacar outras tantas –, a antiga casinha de pescador na Praia do Espelho, ali coladinho em Trancoso, no Sul da Bahia, é só uma deixa dos destinos fabulosos que recheiam a revista. Tem pied-a-terre na Grécia, em Punta, no Marrocos, no litoral norte de Sampa (já reparou que temos trilhas do paraíso a poucos quilômetros da capital?), roteirão de viagem no Vietnã e por aí vai. Quem resiste?

Autor: Allex Colontonio - Categoria(s): Casa Vogue Tags: , , , , ,
27/10/2008 - 16:22

King Koons

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Ainda de terras estrangeiras: só mesmo Jeff Koons (www.jeffkoons.com) para quebrar o protocolo e soltar os bichos no pomposo Chateau de Versailles.


Particularmente, não consigo pensar em lugar mais desapropriado para exibir as invenções do controverso artista norte-americano do que a ex-morada de Maria Antonieta, uma das paradas históricas mais opulentas da França. Mas a graça do lance reside justamente no fato de contrapor a modernidade gritante – e gigante - de Koons com toda a formalidade da decoração do castelo. Afinal, ele gosta mesmo é de provocar. Imaginem que Koons, um dos artistas mais bombados da cena contemporânea, foi casado com a diva pornô Cicciolina (viria daí a sua obsessão por simúlacros infláveis?), sua primeira mecenas.


Para os mais conservadores – vi muita gente chocada com o trabalho de Koons, praguejando horrores diante dos coelhos e lagostas do artista norte-americano – foi um horror. Para aqueles que, como eu, adoram ver o circo pegar foco, foi um must.

Autor: Allex Colontonio - Categoria(s): Artes, Design Tags: , , , , ,
03/10/2008 - 10:06

Na paulista os faróis já vão abrir…

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Até hoje tenho dificuldade em entender como é que o MASP pára em pé. Impossível passar pela Paulista (e eu passo religiosamente, todos os dias) e não se render àquele prédio espetacular, obra-prima de Lina Bo Bardi.


E o assunto hoje é justamente dona Lina, cujo livro que leva seu nome, acaba de ganhar reedição pela Imprensa Oficial do Estado de São Paulo. Já não era sem tempo, aliás, considerando que logo na tiragem original, em 2003, o book abocanhou o prêmio de melhor livro de arte pela APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte). Do desenho de jóias, móveis e cenários à concepção de museu, nada escapa deste registro histórico da arquiteta romana radicada no Brasil.


“Atuando política e socialmente através da profissão que abraçou com todas as forças, Lina marcou profundamente gerações de arquitetos, teatrólogos, cineastas, designers e, fundamentalmente, ajudou a entender e descobrir caminhos e vocações deste país que escolheu como sua terra”, afirma Marcelo Carvalho Ferraz, coordenador da obra.

Toda essa historinha me fez lembrar uma canção fantástica do Eduardo Gudin, na voz doce de Vânia Bastos – cantora de quem sou tiete de carteirinha. A letra diz assim: “Na paulista os farois já vão abrir, e um milhão de estrelas prontas pra invadir, os jardins, onde a gente aqueceu os corações, manhãs frias de abirl/ Se a avenida exilou seus casarões, quem reconstruiria nossas ilusões…”. Lindo, né? Clica no video aí e se delicie.

Autor: Allex Colontonio - Categoria(s): Arquitetura, Artes Tags: , , , , , , ,
01/10/2008 - 14:13

Daqui e dali

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Quentinhas de Paris, by Danniel Rangel: Maria Pergay ataca novamente. A designer que nos anos 70 remodelou o aço em formas sensuais e brilhantes (vide Casa Vogue 274), acaba de lançar nova coleção na galeria Jean Gabriel Miterrand. Após 50 anos de trabalho ininterrupto, La Pergay não demonstra nenhum sinal de cansaço, tampouco tem medo de experimentar. “Sou uma apaixonada por novos materiais, por descobertas tecnológicas que permitem trabalhar o metal, mudando sua espessura, sua maneira de ser. Todo este assunto me interessa cada vez mais, simplesmente pelo fato de poder lidar com a estética de uma forma melhor a cada dia” conta.


A coleção recém-saída do forno explora as combinações entre as sobreposições do aço inox com madeira, numa leitura moderna e refinada. O desafio da designer é fazer com que essas matérias antagônicas dialoguem de forma harmoniosa. Para ela, que foi amiga pessoal de Salvador Dali, qualquer semelhança com o Surrealismo é mera coincidência: “Toda hora eu me deparo com um novo sonho, uma nova idéia”, conta a jovem senhora, sinalizando que está longe de pendurar a prancheta.

Autor: Allex Colontonio - Categoria(s): Artes, Casa Vogue, Design, Décor Tags: , , , , , ,
23/09/2008 - 13:18

Tem Brasil na Bienal?

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Então, segundo reportagem by Mario Gioia, veiculada na Folha de São Paulo de 15/09, tem sim senhor, mesmo que an passant, aos trancos e barrancos. Olha o texto: “Com reduzida verba dada pela Fundação Bienal, ‘Não-Arquiteto’, título da representação brasileira em Veneza, baseia-se em 85 depoimentos de variadas fontes e sua relação com a arquitetura, com a cidade e com o morar, compiladas em um catálogo. O discreto espaço teria mais duas obras, de Lucia Koch e de Marcelo Cidade, mas não houve dinheiro para isso… Também faltaram catálogos e a solução encontrada foi dar CDs da publicação aos interessados”.


Por outro lado, sopraram no meu ouvido que o Pavilhão França tá bombando com os arquitetos franco-brasucas da Triptyque (Greg Bousquet, Carolina Bueno, Guillaume Sibaud, Olivier Raffaelli). A atuação dos meninos se encaixa perfeitamente ao tema da Bienal, “Out There: Architectural Beyond Building”. O grande ponto levantado é o de que a arquitetura é muito mais abrangente do que a simples criação de edificíos. Segundo Aaron Betsky, diretor da exposição, a “arquitetura é algo a mais (…), é o que nos permite se sentir em casa no mundo”. Por isso, o desafio dessa Bienal é estimular a experimentação sem cair na elaboração de soluções abstratas para problemas sociais, é “ver se a arquitetura, pela experimentação do mundo real, pode oferecer algumas formas concretas ou imagens sedutoras”.


Em todos os pavilhões estão pulverizadas instalações locais específicas, manifestos utópicos, distópicos ou visões heterotópicas, todas de certa forma defendendo uma arquitetura além dos edifícios. No pavilhão da França, batizado de “GénéroCité”, a Triptyque está representada por dois projetos, o prédio da Rua Harmonia, já finalizado e o da Rua Fidalga, em construção. Ambos foram enquadrados nos projetos que privilegiam “o generoso sob a genérico”, que é a proposta do pavilhão. A curadoria do pavilhão é do coletivo French Touch, um grupo formado por uma nova geração de arquitetos franceses que inventam com otimismo uma arquitetura contemporânea.

Autor: Allex Colontonio - Categoria(s): Arquitetura, Artes Tags: , , , ,
11/09/2008 - 18:31

Artifruti

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E já que quinta-feira é dia de feira-livre aqui lá porta de casa e aqui atrás da editora, um post maluco que brinca com aquela coisa de esculpir frutas (que os restôs e bufês adoram). A dica é da foférrima Tuxa, amiga querida e superprofissa aqui da casa que tá sempre de olho no blog! Amanhã tem mais…

Autor: Allex Colontonio - Categoria(s): Artes, Design Tags: ,
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