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Arquivo da Categoria Décor

06/04/2010 - 15:00

Deu zebra!

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Alô, alô, peruas e perus: o décor zebra tá com tudo e não tá prosa. Segundo o Dezeen.com, nossa bíblia virtual de tendências, o Salão Internacional do Móvel de Milão, que rola este mês, promete altas listras, com o carro-chefe puxado por esta poltrona estilosíssima do Mindcraft10, expo coletiva de 14 designers dinamarqueses que estará em cartaz de 13 a 18 de abril, na Zona Tortona. Mais savage, impossível!

Acho muito chic ter um tapetinho de pele fake no banheiro, mas também acho alegórico demais abusar desses motivos muito marcantes na decoração, seja lá qual for o estilo. De qualquer forma, fiz uma seleção zebra-light, para você que gosta de um quê exótico, deitar e rolar. Mas nunca é demais dizer: use com moderação.

Outro sinal de alerta: matar bichinhos não tá com nada. Cult mesmo é apostar nos motivos da natureza sem carnificina.

No alto, poltrona que estará em exibição na mostra Mindcraft10, que reúne artistas dinamarqueses em Milão. Acima, caixas Hits, tapete estilizado da Casa Fortaleza Vitrine, louça Cecilia Dale, poltrona clássica Montenapoleone, cubo Brentwood e chaise Bali Express

Autor: Allex Colontonio - Categoria(s): Design, Décor Tags: ,
29/03/2010 - 17:49

Verde que te quero ver

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E diz que o verde é a cor que procuramos instintivamente quando bate um down. Será? Nunca fiz tal associação, embora paisagens naturais sejam, obviamente, revigorantes, reconfortantes, energizantes.

Na decoração, em tons mais baixos, essa cor traz relax e calmaria, sem deixar de marcar presença. Combina praticamente com qualquer outra paleta e fica linda quando contracena com cartelas mais explosivas – como a clássica dobradinha verde+turquesa, do legendário decorador inglês David Hicks, gênio dos anos 60 e 70; ou com o amarelão da nossa bandeira, ou com o pink dos flamingos…

Holisticamente, o verde é usado na cromoterapia como neutralizador das energias negativas. Na terapia dos cristais, a esmeralda funciona como chakra do coração. Ou seja: não pense duas vezes antes de escolher um móvel ou objeto nesta cor para pontuar o seu décor.

Folclores a parte, cuidado com os excessos: por ser muito marcante, o verdão enjoar fácil. Logo, use com moderação. Nas paredes, por exemplo, evite as aberrações e escolha as tonalidades mais levinhas, quase como uma marca d’ água.

O pantone é tão grande que quase não dá para mencionar aqui. Entre as cores “da moda”, estão água-marinha, celadon (um dos meus prediletos), verde-mar, lima, chartreuse, abacate, esmeralda, verde-bandeira, musgo, oliva, escuro, floresta, grama, Kentucky, primavera, turquesa, desbotado, fantasma, menta, exército, marciano, lunar e por aí vai…

Até eu, que nunca fui muito fã (a única coisa verde que tem lá em casa é o pequeno canteiro de plantas do meu micro-jardim), começo a me render… Fica a dica para começar a semana com um look enfurecido, numa vibe meio Hulk.

Autor: Allex Colontonio - Categoria(s): Design, Décor Tags:
26/03/2010 - 17:08

Foto em casa

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Já escrevi aqui muitas vezes sobre o espaço que a fotografia vem ganhando entre as artes plásticas e, consequentemente, potencializando o seu status enquanto um dos elementos mais bem cotados na decoração contemporânea – até pela acessibilidade.

Coloridas ou p&b, fotografias sempre causam sensação quando penduradas como quadros, contracenando com pinturas (ou substituindo-as mesmo); apoiadas no chão ou sobre um aparador, e sobrepostas enigmaticamente, compondo um mosaico.

A tendência está aí e é um prato cheio pra quem curte, como eu. Infelizmente, não tenho (ainda) nada de Pierre Vergé, Robert Mapplethorpe, Sebastião Salgado, Mario Cravo Neto ou Cartier Bresson, e morro de inveja (branca) do Otto Stupakoff da minha amiga Patricia Favalle. Mas devo dizer que tenho um certo orgulho da minha pequena coleção.

Faz quase 12 anos que colaboro ativamente para o mercado de luxo (dez deles, só na Vogue). Tanto tempo lidando com excelência gráfica, onde a matéria-prima (uma boa foto) é fundamental, me deu certa expertise para identificar que aqui no Brasil existem bons fotógrafos, excelentes fotógrafos e os melhores fotógrafos. E existe Romulo Fialdini, na minha modesta opinião, acima de qualquer categoria classificatória.

Enquanto os grisalhos balzaquianos pipocam entusiasmadamente na minha cabeça, olho para trás e percebo que nunca vi uma foto “mais ou menos” do cara – quem leu a Casa Vogue de fevereiro, já sacou a admiração que tenho por ele – a sacada, o ângulo, o recorte, a luz e a poesia por trás do clique são inconfundíves.

Tudo isso para dizer, orgulhosamente, que meu cafofo acaba de ser condecorado (afinal, ele merecia!) com um take incrível do elevador Lacerda, de Salvador, com assinatura do mestre Romulo. Iria postar a tal imagem aqui, mas daí fui mais longe e resolvi mostrar um pouquinho do universo estético do artista por trás das lentes. De quebra, você ganha uma dica de decoração infalível: leva estilo, personalidade, traquitanas chiques e, como não poderia deixar de ser, muitas fotos. Com vocês, o fabuloso mundo de Romulo!

Autor: Allex Colontonio - Categoria(s): Artes, Décor Tags: ,
15/03/2010 - 17:42

Planetinha décor

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Da série “à moda da casa”, deu gosto de ver os desfiles da temporada internacional. Revendo Paris, percebi que dois deles, em especial, foram explícita e declaradamente inspirados em temas-combustíveis deste blog.

A finíssima Comme des Garçons, por exemplo, tocada pela hypada japonesa Rei Kawakubo, tomou partido de almofadas, tecidos retorcidos, dobras volumosas e transparências que diz ter pinçado do planeta décor. Legal, né?

Look Comme des Garçons desfilado em Paris; cadeira Atec; o set de luminárias e o vaso são da Benedixt

Já o coisa nossa Pedro Lourenço, em sua elogiada estreia na gringa, deixou de joelhos as editrixes mais temidas do planeta, com vestidos e casacos arquitetônicos em homenagem a Oscar Niemeyer, cuja obra-prima Brasília completa cinquenta aninhos mês que vem: “Quero falar do Brasil, mas de coisas boas, e não daquela visão colonizada que muitos têm do nosso país”. Recado bem dado com volumes tridimensionais feitos de plástico ou couro endurecido. A referência arquitetônica? Repare nas tiras horizontais, que lembram persianas modernistas, bem ao estilo Niemeyer. Qualquer semelhança com o Copan, digamos, não é mera coincidência!

Look Pedro Lourenço, inspirado em Oscar Niemeyer para marcar a estreia do jovem estilista na gringa; cadeira Clami Design; poltrona arredondada Cecilia Dale; poltrona (com braços) Carbono Design; luminária de mesa Bertolucci; pendente Bali Express

Autor: Allex Colontonio - Categoria(s): Design, Décor Tags: , , ,
09/02/2010 - 20:16

Ouriço

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Outro dia, folheando uma AD Espanhola de alguns meses atrás (adoro revistas novas, mas as velhas têm um gostinho especial, né?),  descobri o trabalho do designer inglês Oliver Tilbury (www.olivertilbury.com). Sangue novo no mercado, ele tem um pé na produção contemporânea e outro no surrealismo. Resultado: muitos pés descolados, como os 31 de madeira de manejo (do tipo Fraxinus Americana) que compõem a base dessa “Burst Chair” (em português, cadeira explosiva). Um ouriço cheio de panca para dar um toque divertido na decoração. Quem quer?

oliver-tilbury-burst-chair

Autor: Allex Colontonio - Categoria(s): Design, Décor Tags: , , , ,
03/02/2010 - 10:30

Décadence avec elegance

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Chegou a vez de detonar o design, no melhor sentido da expressão. Quem dá a dica é Sergio Zobaran, decano do décor (um dos meus jornalistas prediletos, inclusive), que ensina que “a décadence avec elegance” é a tendência da vez.

Décadence avec elegance 3Cadeira verde da Conceito: firma casa;  sofá da tre-uni; mesa lateral / de apoio da ,ovo

Olho no texto que ele escreveu sob medida para o In Casa:

“Em altíssima no mundo que dita a decoração (= Europa, onde o estilo é denominado ’shabby’ na Inglaterra, ‘pauvre’ na França, ou ‘povero’, na Itália, mas sempre seguido de ‘chic’), estão os móveis detonados,  com aquele algo mais que apenas a pátina do tempo. Normalmente são um destaque na casa, mas com cuidado, para “seu cafofo não ficar com uma cara brecholenta”, como me disse o colecionador João Pedrosa, antecipando a minha mudança de casa mais recente – e o modismo. Mas agora eles aparecem direto, e preenchem até lugares públicos, como um restaurante inteiro: o Derrière, em Paris, detonadaço em todos os seus ambientes, como os de uma casa.

Décadence avec elegance 1Mesa bandeja da Oficina de Agosto; cadeiras da Vila Nova; vaso da l’oeil

O que antes era encoberto, como um buraco na forração de couro de um sofá Chesterfield, agora é explícito, fazendo charme decadente e contrastante em um ambiente moderno, por exemplo. Além dos couros, os tecidos dos estofados podem permanecer os mesmos, velhos, ainda que poídos, rotos, esfarrapados, ou mesmo as suas imitações envelhecidas propositalmente. E vale ainda a forração nova feita em saco de aniagem, para reforçar o conceito. As mesas e cadeiras antigas de ferro, que um dia estiveram ao tempo, nos jardins, entram em casa no estado em que lá foram abandonadas – ou seja, azinhavradas, enferrujadas. As madeiras nem sempre ganham restauração sob este novo olhar, uma releitura (sorry!) excêntrica que Juliana Benfatti sempre fez tão bem em sua loja-garimpo sofisticado paulista. Ouça ainda Christian-Jack Heymès (que adora um restauro, mas mantém alguns exemplares ‘no estado’ em seu antiquário Patrimônio, nos Jardins): “preste atenção desde a arte – duas das mais famosas obras mundiais que estão no Louvre foram mantidas como encontradas: a Vênus de Milo e a Vitória de Samotrácia”.

Portanto, veja bem: nada em arte e decoração é tão novidade assim. Afinal, quem cresceu nos anos 1960 viu passar a moda do decapé (reveja exemplares novos na Artefacto Beach&Country), e dos espelhos oxidados, contanto que tivessem boas molduras – e, ainda nos 1970, eles ornaram paredes inteiras nas boates, halls de entrada e lavabos do primeiro time. O secular mobiliário da Provence também ganhou novamente espaço em lojas especializadas, entre nós, a partir dos 80, com seu ar branquinho, porém desgastado. Mas o excesso do seu uso praticamente nos fez enjoar dele, ainda que continuem a existir e até mesmo a ganhar novos endereços. O espírito do eixo Tiradentes-Vila Madalena preencheu ambientes de móveis supostamente velhinhos, ou envelhecidos artificialmente por sucessivas pinturas (e descascamentos) de cores diversas. Encheu também – com raras exceções originais ou muito bem (re)feitas, como tudo o que vinha da Jacaré do Brasil, ainda viva em Trancoso, mas sem sua filial paulista.

Décadence avec elegance 2Seleção de móveis patinados e em madeira de demolição, tudo da Artefacto Beach and Country

Enfim, agora é a vez dos detonados, encontrados desde os brechós, passando pelas vendas em garagem, família muda-se, etc, e nos antiquários mais sofisticados. Até quando a moda dura? Sei não… se as peças forem ricas de origem (em estilo e material) acho que por muito tempo. Tanto quanto a qualidade de seus móveis… Como diria o dono de antiquário e decorador belga Axel Vervoordt: “qualquer peça, se é boa, tem uma eterna contemporaneidade”.

Autor: Allex Colontonio - Categoria(s): Casa Vogue, Décor Tags: , ,
02/02/2010 - 19:02

O canto das sereias

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Tava aqui ouvindo um batuquinho vintage da Marisa Monte (“Oguntê, Marabô, Caiala e Sobá, Oloxum, Ynaê, Janaina e Yemanjá…”) e já emendei uns pontinhos de macumba que a-d-o-r-o na voz da Bethânia. Já ouviu? Assino e dou fé – joga no Google e confere, ou clica no vídeo do You Tube que colei lá embaixo.

Dois de fevereiro ensolarado no ar (até o temporal não despencar, pelo menos), com todos os caprichos que ela, senhora de todas as águas, tem direito.

Enquanto os devotos despacham suas oferendas a Iemanjá em todo o litoral brasileiro (principalmente lá em cima, nas enseadas baianas), faço minha mandinga aqui mesmo, com essa seleção de cerâmicas azuis (cor predileta da mãe dos mares), pinçada da italiana Bitossi  (www.bitossiceramiche.it).

bitossi ceramiche 1

Uma das mais tradicionais fábricas de cerâmica da Itália (que a partir dos anos 50 ganhou fama ao incrementar as vitrines mais badaladas do mundo, como Bloomingdale’s, Harrods, Galeries Lafayette, Takashimaya e por aí vai), a firma funciona desde 1921 sob o domínio de uma família que dedicou-se desde sempre ao ofício. Hoje, a herdeira Flavia Bitossi coordena a linha de produção, que contempla tanto criações exclusivas da grife como reedições de Zanini, Fornasetti (tem algo mais bacana do que Fornasetti no mundo?), Sowden, Du Pasquier, Palma e Vannicola, entre outros figurões. Não são incríveis?

bitossi ceramiche 2

Nem deu tempo de terminar o post: agora sim, chove a cântaros na capital. Se tivesse um barquinho, faria meu agrado para a mais glam dos orixás aqui na esquina da Avenida Brasil mesmo, já que a Paulicéia anda vivendo dias de correntezas, canais e pântanos urbanos de fazer inveja a Veneza.

Autor: Allex Colontonio - Categoria(s): Design, Décor Tags: ,
28/01/2010 - 11:00

Combustível

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Mais drops da fusão fashion+décor que a gente ama: lembra que no ano passado a Diesel lançou uma linha de móveis e acessórios durante o Salão de Milão? Na época, as luminárias super high-tech praticamente ofuscaram o resto da coleção, que não ganhou muito eco lá fora.

Agora que os contêineres aportaram de vez no Brasil – após divulgação tímida em novembro, no showroom paulista da marca –, dá pra gente analisar de perto, com muito mais propriedade. Quer saber? Eu adorei!

diesel-micasa-01

Claro que, entidade soberana que é quando o assunto é jeanswear, a grife italiana não ia dar ponto sem nó ao adentrar outra seara. Assim, as peças da linha Successful Living foram desenvolvidas pela insuspeita Moroso – todo poderosa da indústria moveleira made in Italy.

O shape dos sofás, cadeiras, mesas, de centro, bancos e afins é informal, fazendo a linha despojadinho-chic em diferentes estilos.

Particularmente, adorei as poltronas com linho lavado (repare no look industrial dos pés, tendência super up-to-date) e nas cadeiras pintadas a mão com técnica que dá a impressão de desgaste natural, meio vintage.

diesel-micasa-02

Tudo com exclusividade para a Micasa: “Esta coleção representa um passo importante na evolução do cenário de design internacional e nós não poderíamos ficar indiferentes a isso”, comenta Houssein Jarouche, o dono da casa.

+ micasa.com.br

Autor: Allex Colontonio - Categoria(s): Design, Décor Tags: , , , ,
11/12/2009 - 13:18

Pegue o seu banquinho

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banco-matriz-jader-almeida

Dias loucos, posts breves (mas bonitinhos). Olha o banco “Matriz”, desenhado pelo designer Jader Almeida para a Sollosbrasil (www.sollosbrasil.com.br). Premiada na 23º edição do Prêmio Design do Museu da Casa Brasileira com merecida menção honrosa, a peça é composta por  estrutura de lâminas de aço e mdf. Para os acabamentos, variedade de madeiras de manejo: lâmina de carvalho americano; lâmina de peroba do campo; lâmina de nogueira; lâmina de pau-furado (as cores variam conforme o tom da madeira).   “O prêmio Museu da Casa Brasileira é o evento mais tradicional do país. O design nacional sempre andou em paralelo com a premiação do MCB. Ser premiado e estar na exposição é um indicador de que o produto tem critério e coerência”, afirma o designer. De quebra, para apimentar a paleta do décor, outra criação by Jader: mesa de apoio “Stevia”, da cor do pecado!

mesa-de-apoio-stevia-jader-almeida

Autor: Allex Colontonio - Categoria(s): Design, Décor Tags:
07/12/2009 - 16:48

Nas raias da loucura

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nao-fuja-da-raia

Nos anos 30, não havia nada mais glamuroso na decoração do que o galuchat,  aquela pele de arraia usada como revestimento em móveis e objetos. Na década de 70, o boom do acabamento  culminou com a pesca predatória aos peixinhos de abas longas que, por pouco não viraram, eles próprios, artigos de luxo no oceano. E como chique mesmo é ser ecologicamente correto, nada melhor do que pinçar referências na natureza sem carnificina. Foi o que as artistas plásticas Adriana e Carlota, experts em pintura artística, bolaram com exclusividade para a Vermeil: “Desenvolvemos o Trompe L’oeil de galuchat para atender a volta desta tendência, já que a pele verdadeira é muito cara e ecologicamente incorreta. Conseguimos reproduzir tanto o tato quanto a aparência da arraia em quatro diferentes tons:  caramelo, seladon, natural cru e natural acinzentado”, dizem. Delicadamente pintado a mão em telas de rolo que são aplicadas já prontas sobre os móveis, como se fosse um couro, o efeito é praticamente o mesmo, tanto visualmente como no toque. Quem entra na Vermeil e olha as poltronas, mesas e banquetas encapadas com o faux galuchat fica de queixo caído com a elegância e custa a acreditar que nenhum bicho foi escalpelado. “Os recortes ajudam a realçar esse realismo. Mas a ideia não é enganar ninguém. Trata-se de um belíssimo trabalho artístico em sintonia com as questões ambientais, associado a madeiras de excelente qualidade – e com preço bastante acessível”, diz Elza Estelles, da Vermeil. As arraias, aliviadas, podem voltar a bater suas nadadeiras pelos sete mares.

Autor: Allex Colontonio - Categoria(s): Design, Décor Tags: ,
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