Salve! Cá estou, de casa nova, já ambientado – e super in (centivado) pelos fabulosos comments de amigos tão queridos na última pensata. Valeu pela força, galera!

Para reabrir os trabalhos deste puxadinho que volta com sangue nos olhos, nosso rentrée se inspira numa das fotos mais impactantes do meu número de estreia na Wish Report (aquele que tem Shirley Mallmann linda, leve e loira na capa). Idealizada por Stephanie Marie Elie e clicada por Eduardo Rezende, a produção junta no mesmo balaio o shape-gaivota do novo superesportivo Mercedes-Benz SLS AMG, a “língua” de Tomie Ohtake sobre o pórtico niemeyeriano do Auditório Ibirapuera, e a silhueta voluptuosa da top holandesa Celine Brink. Em comum no trio, as curvas aerodinâmicas que também aparecem como tendência forte no universo das formas e volumes – e que tiro como mote da seleção do dia.
Móveis de Jean Marie Massaud, um dos papas contemporâneos do design aerodinâmico

Criações de Konstantin Gric, que por aqui podem ser encontradas na Micasa

Ron Arad na cabeça! Designer acelera nas formas futuristas com perfume aerovintage
Uma das principais evoluções do desenho moderno, a aerodinâmica pegou a indústria de jeito nos anos 30, muito além de seus carrões possantes – pense em um ferro de passar roupas, por exemplo.

Philippe Starck mistura linhas consagradas na descolada Frank e abusa da inspiração aerodinâmica na cadeira que tem até um aerofólio no encosto
Se nos automóveis o efeito é físico – há uma ligação direta entre os desenhos de aeronaves, navios, carros, antenas, pontes e outros elementos com os quais o ar interage em sua superfície –, nos móveis e utilitários ele é quase que meramente estético.

Produção dos Irmãos Bouroullec
Claro que muitos designers usam o recurso para favorecer a ergonomia (como fez o americano Henry Seely, em 1882, ao inventar o ferro elétrico tal e qual usamos hoje – uma das formas mais bem resolvidas da história, para alegria das donas de casa). Mas há uma intenção muito mais subversiva por trás dos desenhos aerodinâmicos do que propriamente funcional.

Sofá Zaha Hadid, estante de Shiro Kuramata e poltrona Studio Gunnlaugsdottir: nomes impronunciáveis, formas inimitáveis
A iraquiana Zaha Hadid é um exemplo: suas formas desconstruídas, fluídas, derretidas são absolutamente aerodinâmicas, seja na escala da arquitetura, seja no desenho industrial. Em ambos os casos, o apelo visual é catártico – nada que Verner Panton já não tivesse feito no final dos anos 50, mas ainda assim, há quem evoque o espírito com apelo pra lá de original. Da mesma escola, Ron Arad, Marc Newson, os Irmãos Bouroullec, Jasper Morrison, Konstantin Grcic, Marcel Wanders, Ross Lovegrove, Jean Marie Massaud e até Philippe Starck também acelaram nos aeroshapes.

Sofá e móvel em forma de cornucópia by Ross Lovegrove
Para quem curte uma pimenta futurista no décor, está aberta a temporada do aerodesign. Escolha os seus prediletos, dinamite as retas e dinamize o layout da casa.

Tronos-fetiche do moderninho Konstantin Grcic. A Micasa tem

A um passo da aerodinâmica, Marc Newson também se inspira no estilo

Cadeira Jasper Morrison, luminária Dominici, poltrona cleassica de Verner Panton (à venda na Clássica Design) e luminária-bandeja dos Irmãos Bouroullec

Poltrona em forma de coração, outro clássico de Verner Panton criado nos anos 50; banco super aero de Crhis Katasi

Aparador de Jacqueline Terpins