Costela no bafo

A poltrona “Costela”, do designer argentino Martin Eisler, permanece um clássico do mobiliário contemporâneo / foto: Divulgação
De carona no dorso da mimosa do último post: se você tem mais de 40 (ou curte mobiliário antigo do século 20), provavelmente já viu a poltrona “Costela” em algum lugar. Criado em 1956 pelo arquiteto e cenógrafo argentino Martin Eisler, antigo proprietário da Forma (tanto a original portenha como a filial nacional), o móvel saiu de linha em 63.
Óbvio que o nome da peça vem do shape da estrutura, com seu look Adão. As almofadas em capitonê se prendem com velcros firmes, tanto no assento como no encosto, à base vazada, sem ficar sambando quando a gente senta. Os pés, muito delicados se comparados ao contexto mais rechonchudo da poltrona, se apoiam sobre sapatas basculantes, magrinhos e discretinhos. Nunca fiz o test-drive, mas quem fez garante: não dá vontade levantar!
Tanto que agora, quase cinquenta anos do primeiro protótipo, após se extinguir dos antiquários, ela volta a ser fabricada em série numerada, com direito à assinatura de Eisler gravada na base em aço inox – com autorização de sua família, é claro.
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