Vaca profana
Post inspirado pelo friozinho que assolou a Paulicéia nos últimos dias – se bem que são tantos loopings no termômetro que eu já nem sei como tá o mundo lá fora hoje. No melhor estilo cow parade, duas peças de design da minha adoração, em versão country-show: poltrona Egg, clássico de Arne Jacobsen (aqui em pele natural); e a cadeira LCW, de Charles & Ray Eames (em pele ecológica). Para completar a vibe rodeio, tapete Revestir Revestindo (natural), recamier TBH, poltrona Raul Yetman e Alberto Moraes Couto (natural). Tudo na sequência:



Momento mea culpa com o PETA: acho um tanto cafona (e cruel) essa coisa de pele animal no décor. Não uso e não incentivo! Embora não jogue tortas na cara de quem curta um couro bovino no sofá, nas almofadas ou no closet. De qualquer forma, já que não estamos na Índia e a vaquinha foi para o brejo (ou virou aquele bife que você garfou no almoço), resolvi postar essas peças assumindo o risco de ser atacado por alguns “analfacistas funcionais”: a internet está cheia deles! Lembra do post dos corais, que duas dúzias de manés apedrejaram achando que eu tava incentivando a pesca predatória, sem se dar ao trabalho de ler a matéria e se tocar que me referia a corais fake? O assunto foi parar no Estadão!
Provocações de lado, prefira sempre as padronagens sintéticas. Muito mais descolado ter a inspiração da natureza pela casa do que um souvenir de agonia como adorno. Sintetize já. E sintonize mais ainda, com essa apresentação que pincei no baú das malhadas atoladas: Sua divindade Gal Costa em momento caetânico, entoando os versinhos de Vaca Profana (adoro a parte em que ela grita “vaca de divinas tetas”), em algum lugar dos 80s. Sobe o som!

