Coral é mara!

Fiquei bege, passado, engomado e pendurado no cabide com a repercussão do post dos corais. Levei mais torta na cara do que a Anna Wintour durante aquele ataque do Peta. Calma, calma minha gente! Basta dar uma rolada aí embaixo para sacar que este blog apóia incondicionalmente o design sustentável, o Greenpeace, o Projeto Tamar, as baleias-azuis, as foquinhas-monge, os dentinhos dos elefantes, as casquinhas de siri e os pandas da minha espécie.

No meu Orkut, por exemplo, participo da comunidade “não como fígado de ganso (nem de pato!)”. Quando me dei conta do bombardeio, li e reli o texto 80 vezes em busca de algum trecho onde supostamente tenha feito apologia à depredação do planeta, instigado a pesca ilegal ou favorecido o comércio dos corais originais. Não encontrei nadica além do avesso disso tudo, no trecho mais óbvio que reproduzo aqui e agora: Aposte nas opções que não prejudicam a natureza e têm um grande efeito. Produzidos em cerâmica, metal, resina ou cimento, a onda dos corais volta com apelo. Agora a tendência maior é salvar este ser fascinante e investir em estampas, gravuras, pinturas e outras matérias fakes”. Aqui e agora, uma seleção das imitações que não fazem mal a ninguém – muito menos ao planeta.

Para quem não entendeu o começo jocoso do post de ontem e a menção honrosa à vendedora da Ilha de Capri, me fiz entender em todas as letras nas linhas seguintes do fatídico relato. Das duas, uma: quem me apedrejou não leu o post até o final; ou tem sérios problemas de interpretação de texto. De qualquer forma, serei generoso e explicarei do jeitinho mais didático possível. Presta atenção no titio: Corais originais, dessespescados no fundo do mar, não são legais. Fuja deles como o diabo da cruz!
Mas as imitações de coral em resina, cimento, concreto, metal, gesso, cerâmica, porcelana e massa encefálica ou coisa que o valha, estão com tudo. São as formas da natureza que o design copia para deixar o look da casa mais estiloso.

Agora, cá entre nós, gosto é igual cabeça: cada um tem a sua. Eu defendo o shape do coral como objeto de adorno no décor não por estar na moda, mas porquê eu acho lindo mesmo. Se você não gosta, ótimo. Eu adoro e vou continuar gostando. E lamento informar que corais (os fakes, que fique bem claro) são o que há de mais “IN” no décor – e eu não lanço nenhuma tendência, apenas reporto o que rola por aí.
Em tempo: todos os corais que eu colei nesse post e no anterior são de mentirinha – incluindo a base da mesa, feita do mais puro ferro. Obrigado a todos que saíram em minha defesa.
Tô com o Seu Ladir e não abro: “coral é mara!”





































