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Arquivo de agosto, 2008

15/08/2008 - 18:16

Teto de vidro III

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Encerrando a trilogia do vidro na minha semaninha über-transparente, é claro que só poderia falar sobre Elizabeth e Eduardo Prado. Ou, melhor ainda, vou colar abaixo o prefácio de um livro da dupla que pincei lá na minha estante, apresentação essa escrita pela sabe-tudo (e sabe mesmo!) Adélia Borges:

“Elizabeth e Eduardo Prado fazem objetos-síntese, aqueles que somam dentro de nós a fome a a beleza, ou o desejo da utilidade. Simples objetos de adorno ou destinados a exercer alguma função, acima de tudo nos encantam e nos lembram delicadamente da vida, aqui e agora. Trabalham naquele limite tênue entre arte e design. Conforme a peça, estão mais para um ou para o outro lado da fronteira.

A maestria de seu trabalho vem de uma profunda intimidade com a matéria-prima. Primeiro trouxeram para o Brasil – mais especificamente para o Museu de Arte de São Paulo, o Masp – exposições memoráveis sobre a arte vidreira inglesa, japonesa e sueca. Depois, introduziram entre nós o conceito do estúdio glass, surgido na europa nos anos 60, em que o profissional não só desenha suas peças como as executa em oficina própria.

Uma das características que mais me encantam em suas peças de vidro fundido é o fato de tratarem a superfície como se fosse um tela de pintura, em que usam sem medo as cores fortes. Nas de vidro soprado, sobressai a fluidez do gesto seguro e ao mesmo tempo liberto. Qualquer que seja a técnica – do vidro fundido, soprado ou plano -, as peças de Elizabeth e Eduardo Prado alcançam a eternidade não só pelas características intrínsecas do material, mas sobretudo pela qualidade e expressividade de sua criação”

Ou seja: Beth e Edu são feras. Para fechar, uma novidade exclusiva deles, que estão no maior corre-corre lá na Abup: peça da nova coleção, em cartaz na feira e, em breve, nas boas lojas que representam o duo (Zona D, Benedixt, LS Selection e por aí vai).

Autor: Allex Colontonio - Categoria(s): Design, Décor Tags: , , , ,
14/08/2008 - 17:13

Teto de vidro II

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Outro ás do vidro que tá com tudo e não tá prosa é o itliano Ennio Arosio, da Santambrogimiliano (www.santambrogimiliano.com). Sua coleção Simplicity é totalmente baseada no uso do vidro em projeções ortogonais, onde a percepção humana é desafiada com móveis totalmente vítreos, com pequenos detalhes metálicos, praticamente invisíveis no conjunto da obra.


Nesta coleção, camas, armários, estantes com portas movediças, poltronas, torneiras, cozinhas planejadas e até cooktops, aparecem ou desparecem de forma quase líquida, com o mesmo tipo de vidro usado pelo chinês Ming Pei na pirâmide do Louvre, em Paris. “Se quisermos subir de nível na escala social, não podemos mais seguir modelos de espaços fechados, escuros, completamente isolados uns dos outros”, contou Arosio à Casa Vogue. O resto, você confere na revista.

Autor: Allex Colontonio - Categoria(s): Design, Décor Tags: , , , , , ,
13/08/2008 - 19:35

Teto de vidro I

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O que pode ser mais fresh no décor do que um vaso de vidro? Dois vasos de vidro!


Acabo de me deparar com a nova coleção da Jacqueline Terpins (www.terpins.comr), uma das minhas designers prediletas e praticamente pioneira nessa arte de vidro soprado com formas mais etéreas e modernosas (calma, sei que muitos vieram antes dela, mas foi a Jacque quem cavou esta senda vítrea no mercado do design de luxe no Brasil, né?).


Uma vez ela me disse que dificilmente pensa no contorno antes de moldar o objeto: “Tudo começa com um conceito. Mas respeito o vidro, acatando as formas que ele sugere no momento em que está livre pelo calor”. Pura modéstia, já que sou testemunha ocular do quanto ela doma a matéria, seja numa grande mesa ou num pequeno peso de papel.


“O vidro, por definição, é um líquido congelado, mais viscoso e menos fluido que a água. Fundido entre 1400ºC e 1600ºC, colhido na ponta de uma cana de aço, o material é soprado em estado de ‘mel’, entre 700ºC e 1200ºC. Manipulando essa massa incandescente, entro em contato direto com sua natureza e força. Um objeto que tem o movimento e a leveza do líquido funciona como uma memória da alta temperatura, uma representação do calor.”

Sugestivamente batizados de Telecoteco, Rodopio, Folha e Quartzo, os novos vasos by Terpins estão sendo lançados hoje na Abup (ver roteirão no último post). Passe por lá e confira in loco!

Autor: Allex Colontonio - Categoria(s): Design, Décor Tags: , , ,
11/08/2008 - 15:09

Pé na tábua

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Segunda-feira-brava, dia de abrir a agenda e programar o roteirão do que a gente tem que espiar por aí na nossa tribo – eu vou dar um pulinho em todos e, se me deparar com algo interessante (espero que sim), prometo reportar acá. Enquanto isso, tome nota e se joga:

Arte Contemporânea em debate
O Centro Universitário Belas Artes promove série de encontros especiais entre os dias 11 e 15/08. O ciclo de palestras e debates gratuitos sob o tema “Limite e transgressão: painéis sobre arte contemporânea”, conta com artistas plásticos, galeristas, colecionadores, jornalistas e críticos. À frente do evento está o curso de Artes Visuais da instituição (mais antigo da Belas Artes, desde 1925), que tem seu foco voltado para a arte contemporânea em suas múltiplas manifestações, incluindo suportes mais recentes, como performances e manifestações audiovisuais. Quinta-feira, quando o papo será “Mercado e Arte Urbana”, José Marton (designer, artista plástico e colecionador de arte contemporânea), estará por lá. Belas Artes de São Paulo, Auditório Raphael Galvez Dazzani, Rua Dr. Álvaro Alvim, 90, Vila Mariana, SP

XIX Mostra Marco 500
O convite, impresso numa lasca de borracha produzida por seringueiros da amazônia, é o máximo. De 11 a 17/08, pranchetas como Carlos Alcantarino, André Cruz, Taciana Amorim e outros tantos se encontram para apresentar suas crias na Brigadeiro Galvão, 996.
+ infos: 11 3662.5530

Paralela Gift
A 14ª edição da feira de negócios (exclusiva para lojistas, fabricantes, designers, jornalistas e profissionais da área), reúne a galerinha do design trend, do artesanato, da joalheria e design têxtil, de Pedro Petry (de quem sou fã de carteirinha) a Flávia Pagotti. De 13 a 17/08, no São Paulo Arena Convention Center.
+ infos: www.paralelagift.com.br

Craft Design
Em sua 13ª edição, a feira traz utilitários, iluminação, decoração, móveis, objetos, brindes corporativos e artesanato contemporâneo. Estevão Toledo e Aluízio Figueiredo estarão por lá. Destaque para a entrega do 1º Prêmio Kraft Design. De 13 a 17/08, no Centro de Eventos São Luis.
+ infos: www.craft design.com.br

Abup Show
Pelo 17º ano conesecutivo, a Abup também rola de 13 a 17, lá no Frei Caneca. Grandes marcas como Vista Alegre, Tramontina, Elizabeth e Eduardo Prada, participam.
+ infos: www.abup.com.br

House & Gift Fair
A 37ª HOUSE & GIFT FAIR, a maior feira de artigos para casa da América Latina, reúne mais de 900 expositores que apresentarão as principais novidades em eletrodomésticos, acessórios de decoração, iluminação, utensílios para a cozinha, móveis, linha têxtil, mesa posta e por aí vai. De 16 a 19 de agosto, no Expo Center Norte.

Autor: Allex Colontonio - Categoria(s): Artes, Design, Décor Tags: , , ,
07/08/2008 - 23:01

Crustáceo

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E já que o papo é cadeira bacanuda, post vapt-vupt, só para não deixar o blog no vácuo durante mais um fechamento: poltrona Siri, desenho mais recente de Claudia Moreira Salles, produzido pela Etel em madeira de manejo sustentável. Lindo, né? Amanhã tem mais…

Autor: Allex Colontonio - Categoria(s): Design, Décor Tags: , , ,
06/08/2008 - 19:04

Mora na filosofia

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Dos gregos, amo a sabedoria, a mitologia, os arquipélagos e as mussakás. Dos baianos, gosto das enseadas, de Gil, Gal, Bethânia e Caetano, da paciência, da cadência e das moquecas. Em comum nas duas culturas, esse certo desapego à complexidade.

Sêneca, o pensador grego, dizia que “é melhor ser desprezado por viver com simplicidade do que ser torturado por viver em permanente simulação.”

Zanine Caldas, o brasileiro do Sul da Bahia, mesmo quase apedrejado por atuar sem o respaldo de um diploma, converteu seu nome em sinônimo de design nacional. Foi ainda mais longe e alcançou status de uma das maiores escolas da simplicidade do país. Com seu estilo eco-visionário, inspirado nas técnicas caboclas, no art brut, ele incomodou muita gente antes de ganhar aquela famosa mostra no Louvre, de onde viria a consagração internacional nos anos 80 – detalhe: ele nunca precisou puxar nem um perninha mais “enfeitada” nas suas cadeiras ou paredes.

Muitas águas ainda vão rolar, mas é bom ver que o filho, Zanine de Zanine, autor da cadeira Líquida que abre o post, segue o legado do mestre, com a vantagem extra-DNA de ter vivido perto o bastante para observar sem copiar, ser simples sem ser ordinário.

Autor: Allex Colontonio - Categoria(s): Design, Décor Tags: , ,
05/08/2008 - 10:34

Vuitton in Japan

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Dica quente do insuperável-idolatrado-salve-salve André Rodrigues, o homem por trás do portal SPFW: o escritório de arquitetura holandês UNstudio acaba de revelar o novo conceito para a flasgship da Louis Vuitton no Japão. O local exato da epopéia arquitetônica na terra do sol nascente ainda permanece guardado a sete chaves. Mas sabe-se que a idéia da LV é transmitir, através de um edifício de 10 andares – proporções inéditas na sua história -, que a marca está com os dois pés no futuro.

De acordo com o UNstudio, os elementos tradicionais que representam os valores clássicos da Vuitton estarão presentes na construção do edifício. A parte que mais se destaca no projeto é a estrutura gigante em forma de uma planta com quatro delicadas pétalas, exatamente como visto na logomarca oficial da grife, considerada o case de iconografia mais bem sucedido da história da moda. O resto, é esperar para ver.

Autor: Allex Colontonio - Categoria(s): Sem categoria Tags:
04/08/2008 - 18:56

Contadoras de causos

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Linda, linda, linda e linda, Casa Vogue de agosto acaba de aterrissar nas bancas, com tudo aquilo que a gente gosta e mais um pouco – não dá para resistir a esta capa, dá?


Do balacobaco, a seleção de casas é encabeçada pela morada-ateliê de Louise Bourgeois, a escultora franco-americana famosa pelas aranhas gigantes – uma delas faz parte do acervo permamente do MAM-SP e provoca todo mundo que passa por lá (como já contei no último post, aquele sobre o Duchamp). Louise, inteiraça aos 96 anos, continua aprontando das suas – e Casa Vogue conta tudo pra você!


De Nova York para o Brasil, os outros refúgios escalados dão conta do estilo que mais faz a minha cabeça: o “cada um na sua”. Casas com as digitais dos donos do pedaço, carregadas de personalidade e conteúdo, fazem jus ao título da edição: “Contadoras de histórias”, ensinando, inspirando, dando os ombros para efemeridades…


Tem também um caldeirão fervilhante com tudo para bombar a sua cozinha; uma compilação com as boas novidades do design internacional; o melhor das artes e antiguidades do Carré Rive Gauche e um montão de outros motivos para devorar a revista de uma vez – ou deixá-la por perto para quando bater aquela vontadezinha de folhear um bombocado recheado de coisas boas.


E o post de hoje vai em homenagem à minha avó, que tá soprando 80 velinhas! Salve Dona Adelaide! =)

Autor: Allex Colontonio - Categoria(s): Sem categoria Tags:
01/08/2008 - 17:21

Comédia da vida privada

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Parque do Ibirapuera, sexta-feira ensolarada, julho de 2008. Transeuntes sarados (ou tentando chegar lá) em vai-e-vem, a pé, a bordo de bikes, skates, patins, patinetes e i-pods, cantarolam as modinhas da vez. Algazarra da molecada aproveitando o final das férias julinas na “praia do paulistano”. Banhistas do concreto passeiam com seus pets e alimentam os cisnes do lago (pobres penosas) com pipoca na groselha e salgadinhos de isopor – tão cruel para o fígado dos pobrezinhos quanto entubar o ganso para fazer foie gras.


Cruzamos a cena, alienígenas àquele contexto (eu + Ana Lúcia Arruda, minha jornalista- pupila, e Tamara Emy, arteira em fuga). É a segunda vez que baixo no Ibira este mês, em pleno horário comercial – a primeira foi semana passada, para o Primeiro Fórum Internacional de Blogueiros que rolou lá no Planetário, sob a batuta do Marcelo Tas.


Cruzamos a linha de chegada do Museu de Arte Moderna de São Paulo, razão motriz da nossa escapada da redação. Diante da vitrine onde pousa a aranha gigante da escultora francesa Louise Bourgeois, um grupo atônito discute: “Se esse ‘troço’ estivesse na rua, alguém teria coragem de chamá-lo de arte?”. Disfarçando a minha bisbilhotice, presto atenção ao comentário e entro incomodado na expo “Marcel Duchamp: uma obra de arte que não é uma obra de arte”.

Quando o MAM (www.mam.org.br) abriu as portas, 60 anos atrás, Ciccillo Matarazzo, seu mecenas, recebeu uma carta de próprio punho de Duchamp, oferecendo uma mostra inaugural. Se na época a coisa não vingou (juro que não consegui identificar o motivo), hoje, quando o MAM completa 60 anos, o artista franco-americano ganha sua primeira individual na América Latina.
No começo do século 20, Duchamp atirou latrina abaixo (literalmente) o conceito formal da arte, refutando a idéia do mero prazer estético com “ready-mades” armados em rodas de bicicleta, vasos-sanitários e outros objetos ordinários. Essa subversão, que fazia a cabeça de surrealistas como André Breton, grande entusiasta de Duchamp, provocava uma única questão: “Pode alguém fazer uma obra que não seja arte?”. Com isso, ele negou a idéia de que a industrialização e a tecnologia seriam responsáveis pelo desenvolvimento e evolução da humanidade. As 120 obras em cartaz no MAM são, em sua maioria, réplicas, já que boa parte dos originais foi atirada ao lixo pela irmã do sujeito, para quem aquilo não passava de “sucata”. Talvez por isso, quarenta anos após a morte do mestre da contestação que abriu alas para outros transgressores como Madame Bourgeois, seu legado continue estimulando controvérsia na porta do museu.


Volto para o trabalho me sentindo meio ignóbil (feito aquele grupo da entrada), com um tanto de culpa, me perguntando se eu não estou sendo tão algoz da expressão artística não convencional quanto a mana do Duchamp. Explico. Já contei aqui que tô ajudando a minha mãe no extreame makeover da casa dela, né? Mama, que por um lado é a pessoa mais generosa do mundo, ao ponto de tirar a roupa do próprio corpo para doá-la ao primeiro friorento que surgir na frente dela, por outro, tem um apego quase patológico com as coisas da casa. Guarda de tudo um pouco e um pouco de tudo: de vidrinhos de maionese à jornais velhos (muito velhos), passando pelos potes de sorvete (que, para ela, são tupewares de primeiríssima) e pelas máquinas de costura quebradas (detalhe: ela não costura). Nesse processo todo, o mais desgastante para este pobre coitado que vos escreve, além de lidar com os mandos e desmandos de sua excelência o pedreiro (um dia você ainda vai enfrentar um), é convencê-la a se livrar de certas coisas, a dissolver o acúmulo. Imagine que, para o meu total desespero, ela tentou reciclar uma privada à moda de Duchamp, instalando ali (pasme!) uma viçosa e rechonchuda samambaia, tipo um eco-vaso-sanitário-cenográfico.


Até deu vontade de levá-la ao MAM, mas seria como aumentar a força bélica do inimigo: já pensou no tanto de idéias que a Dona Nely teria a partir das viagens engenhosas deste gênio da subversão? Melhor evitar…

Autor: Allex Colontonio - Categoria(s): Sem categoria Tags:
01/08/2008 - 01:17

Poesia concreta

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Um minuto de silêncio e muitos fragmentos de azulejo em homenagem a Athos Bulcão, que fez sua passagem hoje, aos 90 anos – a maioria deles dedicados à plástica única de uma arte que encontrou na arquitetura a parceria perfeita. Casa Vogue desse mês traz um artigo escrito por Flávia Rocha sobre a exposição do mestre, que divido aqui com vocês. Salve Athos!

Primeiro ato

O artista carioca Athos Bulcão completa 90 anos de vida e 50 anos de trabalho em Brasília

Athos Bulcão é o artista que imaginou Brasília e imprimiu na cidade matizes definidas. A sua arte está por toda a cidade: em painéis, nas ruas, nos prédios residenciais e públicos, nos parques. São marcas do moderno, construtivista, pós-moderno, contemporâneo, atravessando o tempo numa cidade em que o tempo é mera invenção. Os famosos azulejos que cobrem as superfícies curvas de Niemeyer são história em Brasília.

O carioca Athos Bulcão, que na juventude foi assistente de Portinari, freqüentou a roda Modernista no Rio de Janeiro (amigo de Burle Marx, Murilo Mendes e Oscar Niemeyer), chegou a Brasília em 1958, a convite de Niemeyer, e lá fixou residência. Naquele mesmo ano, realizou os azulejos da Igrejinha de N.S. de Fátima e do Brasília Palace Hotel, os primeiros projetos entre tantos outros que se tornariam a marca da cidade. Sua obra inclui gravuras, pinturas, fotomontagens, relevos em concreto e madeira, e outras intervenções em arquitetura, além de trabalhos de design e de colaborações com outros artistas. Para comemorar os seus 90 anos de vida e os 50 em Brasília, a Fundação Athos Bulcão – que desde 1992 se dedica a promover, documentar e preservar a obra do artista – está organizando a “Athos 90 – Vida, Arte e Movimento”, uma série de exposições, seminários, publicações e projetos especiais, que vão rolar até o fim do ano. Por Flávia Rocha

Autor: Allex Colontonio - Categoria(s): Sem categoria Tags:
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