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Arquivo de abril, 2008

17/04/2008 - 00:04

Heavy metal

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Se alguém me perguntasse quais os meus designers brasileiros favoritos, certamente Fernando Akasaka estaria no top five da lista – aos poucos vocês vão sacar os outros quatro.

Repare no shape das peças: o cara corta os móveis a laser, com precisão de samurai, sinuosidade sutil nas lâminas, olhar vanguardista e inspiração assumidamente oriental. O banco aí em cima, que também pode fazer as vezes de uma mesinha de apoio, é a cereja do bolo. Levíssimo por conta da superfície de aço inox, ele é atravessado por um buraco radical para ficar mais modernex – Fernando sabe que o vazio é tudo. O mesmo vale para a banquetinha de baixo, que lembra um kanji (ideograma japa) numa versão “Os Jetsons curtem sushi”. Esculpida em ferro com acabamento de aço inox, é móvel para a vida toda – e pode crer que ela vai continuar futurista daqui mil anos, ou pelo menos enquanto os ectoplasmas da tecnologia não puxarem o tapete da física.

A cadeira de latão cromado, de espaldar altissimo, à moda do Charles Mackintosh (kaiser do design do começo do século xx), dispensa comentários, mas os farei ainda assim: tal e qual o espelho-solar de ontem, ela é outra daquelas peças que se bastam sozinhas da Silva – olha eu querendo mudar tudo no meu hall de novo.

Akasaka, que passou aqui no in Casa e rasgou elogios (a laser, como ele rasga suas chapas metálicas), fez um ping-pong com a gente:

Signo: Áries

Idade: um pouco menos que meio século

Primeira peça: Banqueta FA1

Projeto em que está trabalhando: Lançamento de duas novas empresas, a FA Editions e a FA Jewelry. Estou fazendo peças especiais de aço inox e fibra de carbono, além de anéis de ouro 18K (amarelo e branco)

Designer de quem compraria uma cadeira: Le Corbusier

Matéria-prima favorita: metais

E a que nunca usaria: Papéis, latinhas.

Se tivesse que produzir tudo numa única cor, seria: Cromado (se cromado não for cor, então escolheria preta)

Akasaka também sabe tudo de madeira. É só passar pelo serrote dele (ou seria uma espada by Renzo Hattori, de Kill Bill?), que os blocos de jacarandá, imbuia, pau-ferro e pinho-de-riga se fatiam em contornos hypes no embalo dos móveis metaleiros. Mas isso é assunto para outro post, porquê tô escrevendo este com um olho no laptop e o outro na tv, onde tá rolando o show do Metallica com a Orquestra Sinfônica de San Francisco – ou seja: simbiose perfeita de heavy metal e poesia, como o design batuta do Akasaka.

Vai lá no site dele, que tá bárbaro: FAkasaka.com

Autor: Allex Colontonio - Categoria(s): Sem categoria Tags:
16/04/2008 - 00:59

Quando o segundo sol chegar…

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Com uma sala vazia e um espelho desses cravado na parede, você corre o sério risco de ser chamado de gênio da decoração minimalista (vide o quarto branco do Matt, que coloquei aqui dois posts abaixo). Patenteado pela firma americana Parish-Hadley (do designer Albert Hadley), a peça com moldura de prata ou de metal folhado a ouro é um desses raros acessórios que dispensam companhia para fazer o look “eu me basto” de uma cena. Claro que, se você não vive numa galeria de arte, não faz sentido nenhum esvaziar um quartinho para botar um canapé branco mirando este pequeno sol particular. Mas cada um usa como quer. Se eu tivesse um desses, por exemplo, doaria todo o entulho do meu claustrofóbico hall para as Casas André Luiz, deixando o tal ali, sozinho da Silva, como hostess das narcisas que freqüentam minha casa (menos a Tamborindeguy-ui-que-loucura, que sequer conheço, mas com quem muito simpatizo). Ou botaria ele de cabeceira para um bar com garrafas vintages transparentes… De qualquer jeito, só para plagiar de novo o Nando Reis que eu citei lá do título: é um segundo sol para realinhar as órbitas do meu cafofo! Alguém compra a idéia – e o espelho? Sai pela pechincha de U$ 6 mil dólares mais o frete. Vende na Baker (www.kohlerinteriors.com).

Autor: Allex Colontonio - Categoria(s): Sem categoria Tags:
15/04/2008 - 00:00

Bambambã

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Cá estou com outra da série “a televisão me deixou burro, muito burro demais” (evocando Titãs em fase trash 80’s). No embalo dos programas lá de fora, na nossa tv aberta pipocam versões curiosas. Outro dia vi o Leo Schetman tentando transformar o quarto de um garoto num castelo medieval – parece que ele tem um quadro de decoração no programa do Gugu Liberato, mas não sei detalhes porquê a tv de domingo é a minha hora do pesadelo e eu fujo dela como o demo da cruz. Enquanto isso, na Band, Bya Barros ensina as pessoas “a viver melhor com dicas de decoração” – se você já viu, me conta como foi…

Mas o herói da vez é o Marcelo Rosenbambambã no Lar, Doce Lar do Caldeirão (mira no RosemBOWL do topo e no ambiente ROSE-choque aí em cima). Sem demagogia, adoro tudo o que o sujeito faz (quem não gosta?). Mas queria levantar o tapete e ver as casas alguns meses após a transformação, saber como as pessoas lidam com tamanha modernidade no calor do dia a dia, como conservam o estilo adquirido, os hábitos que incorporam e aqueles que ignoram a partir das mudanças no espaço físico… enfim, a tal da vivência, da bagunça! Num sábado desses qualquer, tinha um sinhôzinho palpiteiro (natural, já que ele era um dos donos do pedaço) implicando com tudo o que arquiteto sugeria. Foi um pega pra capar!

Deveriam fazer o “Lar, Doce Lar II – A Vingança do Tiozinho”.

Uma vez conversei com o Marcelo sobre o programa e a empolgação dele me contagiou. Gente da gente, paizão coruja de uma família linda, ele explicou como rolam a correria das viagens, a logística, as dificuldades técnicas e a realização pessoal de ajudar a melhorar a vida do povo. Ponto para ele!

RoseBomBom podia aproveitar o hype na Globo para dar um tapa na casa do Big Brother Brasil 9. O que era aquele cenário da última edição? Sabemos que o Boninho quer mais é ver o circo pegar fogo e, para tanto, os confinados têm que se sentir oprimidos numa casa neurótica (que tem cozinha arco-íris e quarto mal-assombrado). Mas daí para fazer um dormitório-vaca, um banheiro-insetolândia e um living com parede de papel picado, é muito mondo cane na tv! Deve ter sido por isso que o dócil e sincero Marcelo teve aqueles surtos psicóticos! Eu, hein… prefiro morar na casa da colina, junto com Norman Bates.

O que mais? Tem a mostra mensal de décor do programa do Ronie Von…

Claro que não vou fazer a grosseria de comentar o nome do profissional que assinou, mas vi um cenário na retrospectiva do ano passado (sim, eles fazem uma retrospectiva) que parecia um corner do curaçau blue…

Brincadeiras à parte, muito bom ver decoração na tv. O estilo não importa, mas sim a democracia – tem gosto para tudo e viva à pluraridade. Quanto melhor a visibilidade, melhor o mercado!

Autor: Allex Colontonio - Categoria(s): Sem categoria Tags:
14/04/2008 - 23:57

A vida como ela deveria ser

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Não disse que o Matt Risonho emplacaria o Top Design?
O projeto dele, um apê clássico-contemporâneo-minimal-maximum (acima), desbancou o color-sober-confort-look de Carissa (abaixo) e levou o primeiríssimo lugar. Justiça seja feita: o espaço dela ficou melhor acabado dessa vez, mas na minha humilde opinião, acho que o conjunto da obra – ao longo dos 12 programas – determinou o placar final. De qualquer forma, Carreira longa para o campeão, para a vice e para a trupe toda que participou do reality. Não é assim que a vida deveria acontecer para quem tem talento?
Que venha a próxima temporada e, quem sabe, uma edição tupiniquim – vamos combinar que o Brasil é solo mais que prolífico para decoretes bacanas!

Autor: Allex Colontonio - Categoria(s): Sem categoria Tags:
12/04/2008 - 20:55

A vida como ela é

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E por falar em Jo-Jo-Superstar, não é que o fulano é onipresente mesmo? Adler é o top jurado do programa Top Design, em cartaz desde 2007 nos EUA, mas que só estreou por aqui há dois meses, pela Sony (passa aos sábados, às 21h, e reprisa insistentemente, sempre que você não estiver a fim de ver, como acontece com tudo na TV a cabo). À moda do Project Runway e de outros reality shows do gênero, Top Design é uma gincana comandada pelo decorete Todd Oldham, espécie de Sig Bergamin da terra do Tio Sam. Ali, 12 profissionais disputaram um prêmio gorducho e mais a publicação de um projeto de capa na Elle Décor. Por enquanto, não vi nada de muito especial – e olha que hoje é a grande final do show. Mas já tô com saudade dos barracos – americanos realmente são competitivos.

O que mais marcou foram esses desafios radicais, que na maioria das vezes obrigavam os caras a projetar espaços (a cada episódio, um novo tema foi colocado) com budget de cerca de U$ 8 mil e nem um centavo a mais, numa loja onde “uma cadeira pode custar até U$ 50 mil”, conforme reclamou a maioria dos aspirantes ao longo da jornada. O resultado teve micos históricos, tipo piso inacabado, desproporção, marcenaria que desaba e um desfile de interpretações toscas. O chororô dos caras sempre foi a verba minguada. Mas Cristina Brasil, do nosso humilde +D, teria feito muito mais e ainda voltava o troco da cervejinha – esses gringos não sabem o que é um orçamento apertado!

Com tantos senões, o Top Design tem lá seus méritos. Primeiro porquê ajuda a bombar o design de interiores com a mesma projeção do mundinho fashion. Segundo porquê o formato é pra lá de dinâmico, com muito mais ginga do que os enfadonhos Enquanto Você Não Vem e Minha Casa, Sua Casa – só perde, em fôlego, para Ty Pennington e seu Extreme Makeover, com borderô estratosférico que compra até nave espacial que faz sorvete no quarto dos infantes. E terceiro por revelar gente bacana, feito os dois finalistas – a fofucha Carissa (ambiente acima) e o todo sorrisos Mathiew (abaixo), que pelo andar da carruagem, deve levar o título de Top Decorator. Se você perdeu, não fique triste. Veja o grand finale hoje e se prepare para muitos repetecos da primeira temporada enquanto a segunda não chega (ela já está sendo anunciada nos EUA, mas só deve pintar por aqui no ano que vem).

É a vida como ela é – pelo menos para americano ver.

Autor: Allex Colontonio - Categoria(s): Sem categoria Tags:
11/04/2008 - 01:40

Outono em Nova York

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Há alguns outonos, o prata da casa José Renato Maia, meu diretor de arte predileto (responsável pelo nome e pela fina estampa deste blog), voltou de Nova York embasbacado com a “lojinha” do Jonathan Adler, jovem ceramista americano que caiu nas graças do povo que se liga em décor. Naquela época, eu até conhecia superficialmente o trabalho do cara, mas o entusiasmo do Zé me fez sair atrás.

E foi impressionante acompanhar sua evolução de uns tempos para cá, já que o sujeito não só continua mandando bem nas cerâmicas, como também ataca de designer e decorador – a tal lojinha da Madison, hoje uma megastore com outras seis filiais nos EUA, tem de tudo um pouco e um pouco de tudo: móveis convencionais e conceituais, tapetes, cortinas, acessórios de cozinha e por aí vai. Oprah Winfrey, todo-poderosa da tv, anda bradando odes ao rapaz. E como tudo o que a mulher recomenda vira blockbuster, Adler é superpop – sem falar que ele é casado com outro sujeito descoladíssimo, o vitrinista Simon Donovan, com quem forma uma dupla do balacobaco no circuito fashion.

“Não acho que ele seja um decorador muito expressivo, mas as suas cerâmicas e almofadas realmente são peças incríveis”, diz o meu vizinho de mesa Fabrizio Rollo, enciclopédia ambulante de estilo, a quem sempre consulto sobre isso ou aquilo.

Pincei aqui uma deixa de Jo-Jo para você entender do que eu tô falando, mas vale uma navegada no www.jonathanadler.com para sentir melhor o naipe da figura. As técnicas de moldagem com formas tridimensionais, principalmente nos bichinhos (caixas ou bibelôs superlúdicos) e nos vasos com cara de gente, são de uma sacada genial (lembram um pouco a levada do Surrealismo, da qual ele já se declarou fã). Dos lançamentos, as almofadas retrô (super psico) e os potes para guardar “ervas finas” valem menção honrosa.

Daqui alguns meses, a primeira providência do meu outono em New York City (férias à vista, se Deus quiser e Ele há de querer!) será comprar um ou dois mimos da coleção Utopia. Custa cerca de R$ 150 dólares cada e fica bem em qualquer cena. Ah, e se você for antes de mim, anote a encomenda: quero o box de porcelana em forma de caracol (vide abaixo). Acho que é um porta-jóias, mas como não tenho nem uma abotoadura sequer, vou usar como mantegueira! :P

Dica quente: por aqui, Isabella Giobbi, que também abriu seu leque fashion para o décor, está importando alguns bichinhos by Adler. Clique aqui para visitar o site dela.

Autor: Allex Colontonio - Categoria(s): Sem categoria Tags:
10/04/2008 - 00:18

Frutinha

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E quinta é dia de fazer a feira. Sou obrigado a passar por duas delas: uma na porta de casa, que até hoje não sei se é um privilégio ou uma tormenta, já que a barraca do peixe fica colada no meu portão, provocando toda uma ojeriza matinal; e outra pertinho da redação, onde você paga U$ 1 milhão por 1/2 dúzia de mexericas (mas encontra um pastel quase igual ao do Mercadão). Enfim, quinta-feira lembra a feira em si, e a feira em si lembra fruteira, elemento que eu sempre vi como um acessório de quinta (categoria).

Pode ser preconceito, mas genericamente, não suporto suportes – nem de frutas -, coisa meio entediante, desajeitada, que não combina com nada e dá um ar supercareta na cozinha – se for daquelas verticais ainda, onde as ditas da casa empilham as cebolas num andar, as batatas no outro e as bananas na cobertura, com mosquitinhos passeando em cima, é caso de polícia. Argh! Até curto uma arrumação despojada, tipo cabeça de Carmen Miranda, sobre uma gamela artesanal, tabuleiro, bowl antigo ou coisa que o valha – e com frutas fresquinhas, por favor, porquê não há nada mais pavoroso do que maçã, uva e mamão de cera, plástico ou resina. Andei espiando alguns modelos subversivos por aí, para quem curte brincar de salada mista. Essas, até eu encaro. E mulé bonita não paga – mas tb não leva!

Autor: Allex Colontonio - Categoria(s): Sem categoria Tags:
09/04/2008 - 23:44

Estantes Instantâneas

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Definitivamente (ou que a predileção seja eterna enquanto dure) encontrei as minhas três estantes favoritas de todos os tempos (leia-se hoje), em propostas totalmente antagônicas, mas que no final das contas atendem ao mesmo propósito: organizar traças e troços. A primeira, a Treme-Treme que eu colei aí em cima, já é um hit da Triptyque, e tem um conceito tão complexo quanto o do nome do estúdio, com seus nichos sem fim, de divisões tétricas, orgânicas, assimétricas. Quanto mais buraco, melhor, já que minimalismo só é bom na casa dos outros. O Hussein Jarouche, dono da Micasa (meca do design que também vende a Treme-Treme),tem uma imensa, de fora a fora, que deu ao apê dele um ar de caverna contemporânea. Na toca do músico e jornalista Cadão Volpato, idem – quem acompanha Casa Vogue, minha revista favorita, viu (e cobiçou) as duas.

A outra eleita do dia, redondinha-redondinha, é uma das melhores criações do duo Luciana Martins e Gerson de Oliveira. O armário circular é tudo para guardar dvds no home theater, por exemplo. O móvel já é um clássico, mas não consegui encontrar nada da nova geração à altura do segundo lugar deste ranking – atenção criadores, cadê as estantes?

Last but not least, uma shelf gringa das boas: a biblioteca de madeira do canadense Omer Arbel. Repare no efeito da sobreposição, que é puro movimento. Daqui uns dias, eu, que sou mais irregular do que essa estante, volto com um novo top three só com o que há de mais fresh no mercado – tô pesquisando.

Autor: Allex Colontonio - Categoria(s): Sem categoria Tags:
08/04/2008 - 01:13

Ramsés

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E ontem trombamos com Karim Rashid lá no Shopping Iguatemi. Vira e mexe, ele dá as caras no Brasil, terrinha de “gente engraçada e colorida”, nas suas palavras – tanto que abriu um escritório por aqui no ano passado.
Mas desta vez o sujeito veio de Nova York só para lançar esta Veuve Clicquot LoveSeat, a namoradeira cor-de-rosa que vem com um pistilo embutido em forma de balde de gelo, para manter a temperatura do espumante entre um amasso e outro, se é que você me entende. Tão sensual que lembra o bojo de um sutiã para seios fartos ou o desenho de um bumbum rechonchudo. Pink que o pariu: ele não estava bêbado quando prescreveu a cor do piloto (embora esteja sempre “alto” com seus quase dois metros de comprimento). O mundo de Rashid, que definitivamente encontrou seu pote de ouro no fim do arco-íris, é rosa-choque-gritante, com matizes de furta-cor, cítricos e solares, doa a quem doer – e às vezes dói mesmo.

Nem bem bateu na casa dos 50, o cara já é considerado o faraó do design contemporâneo. Egípcio criado na Inglaterra e “fugido” para o Canadá, Rashid é um dos nomes mais pródigos dessa geração superpop de pranchetas, encabeçada por Phillippe Starck. O status vem da produção incansável que faz dele praticamente uma indústria: de casas, de grifes famosas, de hotéis, de frascos de perfume, de embalagens, de roupas, de garrafas, de abridores de lata e, principalmente, de móveis. Adepto da democratização do design, Rashid S/A comentou com a gente, superanimado a bordo de uma tacinha de Veuve Clicquot: “Acredito que o verdadeiro design seja capaz de sensibilizar e atrair todo e qualquer ser humano. Hoje, não vejo sentido em criar uma peça que somente um grupo específico de pessoas goste, ou consuma”. Quando faço a indefectível pergunta sobre o design brasileiro, a resposta vem na lata: “Adoro. Tudo aqui é criatividade”. Quando vou mais além e cito os Irmãos Campana, rola tietagem e alfinetada: “Eles são incríveis, sou fã. Mas ainda acho tudo muito mais artístico do que funcional”. Por isso não provoque o Ramsés rosa-choque!

Autor: Allex Colontonio - Categoria(s): Sem categoria Tags:
07/04/2008 - 08:04

Pense leve

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OK. Hoje é segunda-feira-brava. Mas nem vem que o papo aqui não é dieta – até porquê já estou em contenção de calorias e tenho tolerância zero com o tema. O título light do post é para sugerir uma silhueta mais enxuta na casa mesmo. E nada é mais eficiente para “emagrecer” – nem os pretinhos básicos – do que as transparências, em especial as do acrílico. Sou meio suspeito para falar desse material, porquê nasci na segunda metade dos anos 70 e ainda tenho um pezinho naquela estética – me policio para não deixar o meu apê demasiadamente retrô. Mas o acrílico é tão less is more, tão mais resistente do que o vidro, tão mais flexível nas formas e nas cores, tão mais in, que não dá para evitar. Ele é descolado até quando revisita linhas clássicas como nas criações geniais de André Bastos e Guilherme Ribeiro, do estúdio Nada Se Leva – olho no criado de shape barroco aí em baixo.

Dia desses dei de cara com essa mesinha lateral (a foto que abre esse post) aqui na entrada da redação – era um dos garimpos da Tissy, que tava produzindo uma seção Matéria-Prima sobre acrílico – e quase “dei a Elza” nela. Sabe quando você bate o olho e se apaixona? Pois eu tô obcecado pela idéia até hoje e só não me endividei porquê lá em casa não cabe mais nada, mesmo que seja quase invisível. Ou será que cabe? Enfim, enquanto faço as contas, vai a ficha completa: na Casual Interiores, você paga R$ 3.300 por ela… Vale ou não vale um carnê? Tem outro remédio para fome de consumo que não seja um bom shopping time? Abaixo, para cutucar mais ainda os acrilicomaníacos, um stoll by Michel Boyer, que eu roubei do Garimpo de Fabrizio Rollo.

Autor: Allex Colontonio - Categoria(s): Sem categoria Tags:
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