Bambambã

Cá estou com outra da série “a televisão me deixou burro, muito burro demais” (evocando Titãs em fase trash 80’s). No embalo dos programas lá de fora, na nossa tv aberta pipocam versões curiosas. Outro dia vi o Leo Schetman tentando transformar o quarto de um garoto num castelo medieval – parece que ele tem um quadro de decoração no programa do Gugu Liberato, mas não sei detalhes porquê a tv de domingo é a minha hora do pesadelo e eu fujo dela como o demo da cruz. Enquanto isso, na Band, Bya Barros ensina as pessoas “a viver melhor com dicas de decoração” – se você já viu, me conta como foi…

Mas o herói da vez é o Marcelo Rosenbambambã no Lar, Doce Lar do Caldeirão (mira no RosemBOWL do topo e no ambiente ROSE-choque aí em cima). Sem demagogia, adoro tudo o que o sujeito faz (quem não gosta?). Mas queria levantar o tapete e ver as casas alguns meses após a transformação, saber como as pessoas lidam com tamanha modernidade no calor do dia a dia, como conservam o estilo adquirido, os hábitos que incorporam e aqueles que ignoram a partir das mudanças no espaço físico… enfim, a tal da vivência, da bagunça! Num sábado desses qualquer, tinha um sinhôzinho palpiteiro (natural, já que ele era um dos donos do pedaço) implicando com tudo o que arquiteto sugeria. Foi um pega pra capar!
Deveriam fazer o “Lar, Doce Lar II – A Vingança do Tiozinho”.

Uma vez conversei com o Marcelo sobre o programa e a empolgação dele me contagiou. Gente da gente, paizão coruja de uma família linda, ele explicou como rolam a correria das viagens, a logística, as dificuldades técnicas e a realização pessoal de ajudar a melhorar a vida do povo. Ponto para ele!

RoseBomBom podia aproveitar o hype na Globo para dar um tapa na casa do Big Brother Brasil 9. O que era aquele cenário da última edição? Sabemos que o Boninho quer mais é ver o circo pegar fogo e, para tanto, os confinados têm que se sentir oprimidos numa casa neurótica (que tem cozinha arco-íris e quarto mal-assombrado). Mas daí para fazer um dormitório-vaca, um banheiro-insetolândia e um living com parede de papel picado, é muito mondo cane na tv! Deve ter sido por isso que o dócil e sincero Marcelo teve aqueles surtos psicóticos! Eu, hein prefiro morar na casa da colina, junto com Norman Bates.
O que mais? Tem a mostra mensal de décor do programa do Ronie Von
Claro que não vou fazer a grosseria de comentar o nome do profissional que assinou, mas vi um cenário na retrospectiva do ano passado (sim, eles fazem uma retrospectiva) que parecia um corner do curaçau blue
Brincadeiras à parte, muito bom ver decoração na tv. O estilo não importa, mas sim a democracia – tem gosto para tudo e viva à pluraridade. Quanto melhor a visibilidade, melhor o mercado!

