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04/11/2009 - 10:37

Febre amarela

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Cena assinada por Roberto Migotto para a Casa Vogue

Embora o décor não seja tão efêmero como a moda (ainda bem, porquê não dá para mudar o look da casa como quem troca de roupa, né?), variar é preciso. Nem me refiro ao estilo, que é uma coisa menos mutante, mas sim às cores que pontuam o cantinho nosso de cada dia.

Estava aqui dando uma folheada rápida num livro chamado “Fundamentos da Geocromoterapia”, da espanhola Marta Povo (Editora Pensamento, 2004), estudiosa da energia das formas e das cores na seara doméstica, e pincei um texto que radicaliza essa proposta de caprichar na paleta: “As suas casas adoecem tanto ou mais que vocês mesmos. Os espaços são como seres vivos submetidos a diversas alterações de energia. Se vocês vão ao médico, mas voltam para casa e o lugar está ‘doente’, de nada adiantam as correções feitas sobre o corpo. A sua casa deveria ser um lugar de cura e equilíbrio, que favoreça o seu caminho, e não um lugar doente que roube as suas energias. É aí que entra a Geocromoterapia, método de correção da informação celular e psíquica dos ambientes, com finalidades preventivas, equilibrantes e evolutivas a partir do layout e das cores”.

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Mesa lateral ripada, Conceito; abajur Bertolucci; balde de gelo vintage, em madeira pintada, de Jorge Zalszupin

Ok, pode parecer “poltergeist” demais para internautas céticos como eu. Mas ninguém precisa comprovar cientificamente (embora seja mais do que sabido) que algumas cores são muito mais aconchegantes do que outras; que determinados tons cansam ou excitam mais e por aí vai. No final das contas, experimentar é preciso.

Meu cafofo, por exemplo, já teve sua fase “laranja mecânica” (todos os plásticos da casa eram nessa cor: dos acessórios do banheiro às panelas da cozinha – praticamente só elas sobreviveram, já que não abro mão das minhas amadas Le Creusets, conquistadas com muito suor); radicalizei para um lance meio “black is beautiful” (coleciono vasos pretos e muitas outras peças negrinhas começaram a entrar no pacote para “ornar”); depois tentei clarear tudo com uma pegada “white party” (que, definitivamente, não tem nada a ver comigo – less is more só é bonito na casa dos outros, né?); e, finalmente, descambei para o indefectível “ensaios sobre beges, crus e marrons”.

Confesso que tenho sentido falta de cor, ultimamente, e venho incrementando aos poucos. Minha aposta da vez é o amarelo. Por enquanto, a incursão solar se resume a uma Arne Jacobsen de acrílico na entrada e a uma miniatura de Panton (souvenir da Mais Design) na estante de livros, mas a tendência é abusar – depois conto aqui o que tenho em mente.

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Miniatura de Verner Panton; mesa Cravo; cadeira japonesa de Teruhiro Yanagihara

Os tons cítricos, tão em alta na moda (quem viu os desfiles da última temporada da Chanel, onde as modelos desfilaram com esmaltes jade – o último grito  –, sabe do que eu tô falando), funcionam super bem em casa.

No ano passado arrematei num “brique-a-braque” uma penteadeira cinquentista, pés palito, meio detonada pelo tempo. Mandei pintar com tinta automotiva (que dá aquele efeito laqueado) e a peça ficou escandalosa de linda. Como não tenho (ainda) espaço para ela, tive que emprestá-la para a minha mãe, que não se mostrou muito disposta a devolver o móvel. Patrícia Favalle (amiga amada e jornalistona de primeira) viu, gostou e copiou: mandou  pintar um cofre antigo (daqueles com cara de escotilha) no mesmo lugar, com a mesma tinta, convertendo a peça paquidérmica num delicado criado-mudo.

Mas resolvi abrir alas mesmo para a cor depois que a Cynthia Garcia, uma das minhas divas do jornalismo e oráculo de estilo (ela sabe tudo de moda, décor e do estilo em si), me contou que pintou as portas da casa de amarelão, contrastando com batentes pretos e piso de parquê. Ousadamente chique, não?

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Cerâmicas pintadas; garden seat La Boheme, by Phillipe Starck; abajur Kartell; estofado Egg

Voltando ao lado B, só para esgotar a pegada holística: o amarelo é a cor que mais contribui para a felicidade, por ser muito brilhante e alegre (é como estar em festa a cada dia). Também simboliza, ao lado da sua variação dourada, o luxo. Está intimamente relacionada ao lado intelectual do cérebro e a expressão de nossos pensamentos. Estimula o poder de discernir e discriminar, a memória e as ideias claras, o controle de decisão e a capacidade de julgar. Também ajuda a nos organizar, a assimilar inovações e contribui para a habilidade de compreender os diferentes pontos de vista. Como nem tudo são flores, também há um lance negativo: o amarelo contribui para alimentar o medo.

Impressões pessoais, pesquisas cromoterápicas e folclores à parte, vale registrar uma informação que denuncia a demanda mercadológica do tom: todo e qualquer modelo de móvel assinado, produzido hoje em dia, principalmente em acrílico e poliuretano, está disponível na cor amarela: de Charles Eames a Saarinen; de Pierre Poulin a Mies van der Rohe. Ou seja: o amarelo agrada.

Na categoria “manual prático”, aproveitando a deixa, perguntei ao Fabrizio Rollo, nosso consultor de estilo favorito, quais as suas impressões sobre o amarelo. Claro que ele fez um giro histórico e fechou com altas dicas de combinação. Confira:

“O amarelo virou moda – mas não confunda moda com tendência. É curioso como essa cor, principalmente em suas tonalidades mais vibrantes, está em alta, se você considerar que, na Idade Média, as casas dos doentes contagiosos tinham suas portas pintadas assim, em sinal de alerta, o que lhe rendeu um status nada positivo. Uma das cores puras (como o vermelho e o azul), ela está ligada aos intelectuais, pois estimula o pensamento e o raciocínio. Mas cor é uma relação muito pessoal. Encarar ou não o amarelo na decoração, tem mais a ver com o seu gosto do que com qualquer outra coisa. Se você ama, porquê não usar? Tenha em mente que é um pigmento caro (é muito mais barato pintar a casa de branco, né?).

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Cofre antigo customizado; mesa lateral by Roberta Rampazzo; garden seat Kartell e bowl de murano

E é importante ficar atento a alguns senões. Quando forte, por exemplo, principalmente se aplicado em grandes superfícies, o amarelo enjoa muito fácil. Também há outro equívoco comum: nunca pinte uma parede só de amarelo (ou de qualquer outra cor). Não existe nada mais cafona!

Em tons muito clarinhos, como o marfim, o amarelo é sempre elegante. Mas alguma ousadia na medida certa sempre causa sensação. Na história do  décor do século 20, o living decorado pela inglesa Nancy Lancaster (uma das fundadoras da marca Colefax & Fowler), era inteiramente pintado em amarelo-trator (bem Caterpillar) em plena década de 50!

O amarelo-açafrão combina muito bem com tons militares e envelhecidos, para ambientes mais rústicos, com cara de campo. O amarelo puro é ultra-moderno (pense em Mondrian ou no arquiteto Rietveld). E muito cuidado ao misturar amarelo com vermelho. Dependendo da intensidade, você pode cair naquele look fast-food. E ninguém quer uma casa que estimule o apetite…”

Autor: allex - Categoria(s): Casa Vogue, Design, Décor Tags: , , , , , , ,
03/11/2009 - 10:32

Sampa 40º

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Os móveis da grife italiana Paolo Lenti agora podem ser encontrados no Brasil através da Regatta Tecidos

Gente, que calor senegalês é esse? Definitivamente, não fui projetado para dias quentes – ainda me mudo para a Sibéria, hora dessas. Podem me chamar de cricri, mas a-d-o-r-o inverno. Pra mim, verão só é bom quando a gente pode se jogar de corpo e alma, seja à borda da piscina, debaixo de um chuveirão no jardim (olha como eu sou cafona!), diante de uma enseada fresh ou no deque de um barco, singrando os sete mares (ficar assando feito pão de queijo na redação, enquanto o mulherio semi-nu reclama do ar-condicionado, é a maior roubada…).

Por essas e outras, achei um alento essa imagem da Regatta Tecidos (www.regattatecidos.com.br), que traz para o Brasil a coleção de móveis da grife italiana Paola Lenti.

Batizada de “Aqua”, a coleção para área externa tem como inspiração a natureza, interpretada em formas bem limpas que aparecem nos vários produtos assinados pelo designer Francesco Rota. São 14 peças, entre poltronas, sofás, cadeiras, chaises, espreguiçadeiras, mesas de apoio e pufes multiuso – boa parte deles confeccionados em “rope”, espécie de corda criada com várias espessuras e formas especialmente resistente aos temíveis raios UV, cloro e água do mar. Bonito, né? (Se bem que, se o barco fosse meu, teria um pouquinho mais de cor, em look navy, de preferência).

Por hoje é só – tô ouvindo uma buzina meio Chacrinha, que pode ser a do tiozinho do picolé.

Autor: allex - Categoria(s): Design, Décor Tags: , , , , ,
28/10/2009 - 19:22

Brazilian day

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Mesa de Zanine, 1965; espelho de jacarandá anos 50, autor desconhecido; móvel de John Graz, anos 50

Por falar em Hugo França, o Brasil dá mais uma mordida na Big Apple. A R 20th Century (www.r20thcentury.com) de Nova York, anda engrossando o seu acervo de design tupiniquim com os clássicos de sempre (Zanine, Tenreiro, John Graz, Sergio Rodrigues) e novas apostas (Hugo França, Julia Krantz). Não é de hoje que os gringos a-d-o-r-a-m as nossas criações – e nem me refiro ao pau-brasil pilhado pelos portugas na gênese da pátria amada. O fato é que muito além de folclore, praia, futebol, carnaval e café, nós também exportamos design. Não é para menos: temos madeira da boa, contenção nas linhas, calor tropical e sofisticação modernista, desde os anos dourados. Acabo de bater um papão a esse respeito com o Fabrizio Rollo, nossa enciclopédia viva de estilo. Veja as suas impressões:

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Chaise de Julia Krantz, de 2005; mesa de Joaquim Tenreiro, 1965

“O forte do mobiliário moderno brasileiro está nas décadas de 50 e 60, porque é quando a nossa arquitetura passou a ter peso no país enquanto característica cultural – e o mobiliário acompanhou essa evolução. Nomes como Tenreiro, em sua carreira solo, começaram a ter mais liberdade de criação e assim traçaram os primeiros móveis ‘bacanamente’ modernos, reconhecidos por aqui, mas só muito recentemente valorizados lá fora. De poucos anos para cá (talvez uns 10) é que rolou um boom e o mundo começou a olhar para nós nesse sentido, garimpando coisas no Brasil. Daí pioneiros como Sergio Rodrigues, Ricardo Fasanello, Jorge Zalszupin, alcançaram o devido valor de seu trabalho. Foi um reconhecimento tardio.

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Par de poltronas de Juliana Mafatti, 1958

Esse mobiliário nasceu da necessidade de uma arquitetura que impulsionou os designers, artesãos e criadores a trabalharem novas formas que deixassem o velho e o tradicional de lado para investir no moderno, em sintonia com a nova visão arquitetônica que se esboçava. O nosso momento áureo no século 20, tanto para aquitetura quanto para o design, é casado; porém a arquitetura deslanchou e o mobiliário ficou de escanteio. Não à toa, grandes arquitetos contemporâneos que buscam ou têm padrões estéticos inspirados (total ou levemente) nesta arquitetura moderna, têm a necessidade de usar mobília específica muitas vezes criada para casas modernistas ou concretistas desta fase, por falta de um mobiliário compatível… Depois de um longo hiato, vieram então novos criadores – e com eles, de certa forma, um olhar mais atento para o que havia sido feito até então…”, diz.

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Set de cadeiras de jacarandá de Joaquim Tenreiro, anos 60

Trocando em miúdos: Yes, we have design! Bom saber que enquanto os Campana puxam o cordão da vanguarda brasileira lá fora (alguém aí já viu a expo-retrô dos caras no Vitra Design Museum? Vou contar tudo aqui, dia desses…), seguidos por nomes quentíssimos como Rodrigo Almeida (já mandei ficar de olho nele, né?), nossos veteranos fazem e acontecem. Fabrizio dá o exemplo: “Dois anos atrás, numa das minhas visitas a Tefaf, feira de Maastrich, na Holanda, que reúne o que há de melhor em mobiliário no mundo, fiquei muito feliz em ver que uma galeria belga colocou uma poltrona do Jorge Zalszupin entre gigantes como Hans Wegner e Gio Ponti”. Que nossos criadores carimbem cada vez mais seus passaportes!

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Banco de Hugo França, 2007

Autor: allex - Categoria(s): Design Tags: , ,
26/10/2009 - 16:09

Sala de espera

Adoro posts polêmicos – será que tô me especializando neles? Se for, juro que é involuntário! Só para esclarecer: claro que a poltrona Beck postada aqui ontem não é feita com caixotes de frutas, mas sim inspirada neles. O parece-mas-não-é não passa de madeira açoita natural, em ripas. Desculpe o auê!

Continuando os trabalhos do dia, mais uma da série “reciclagem, para que te quero”: revisteiro “Anzol”, by Hugo França.

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Particularmente, não gosto muito de revisteiros à mostra – acho que a sala fica com cara de espera de consultório médico. Prefiro organizar as publicações que coleciono numa estante e assumir os números recentes no décor (pelo menos aqueles que estou lendo), empilhadinhos sobre um móvel, com algum objeto em cima, tipo um bowl, vaso ou cinzeiro de fácil manejo (como fazemos com os livros de arte, por exemplo).

Mas confesso que fiquei com uma quedinha por essa peça. O lançamento do bombadíssimo França –  que só trabalha com madeira desprezada pela natureza – é ecológico até não poder mais: neste caso, é esculpido com a sobra da sobra, já que utiliza resíduos dos próprios móveis confeccionados por ele – e que estão rodando o mundo.

Autor: allex - Categoria(s): Design Tags: , , ,
22/10/2009 - 17:13

Só pra contrariar

Cruz-credo! Choveram mais tomates no post de ontem do que lá em Buñol, na Tomatina espanhola. Calma, minha gente! Ninguém vai bater a cabeça nas prateleiras – elas ficam suspensas, até segunda ordem. De qualquer forma, é só um projeto acadêmico-experimental (maravilhoso, diga-se de passagem, até por brincar com essa estética do ordinário e despertar tanta controvérsia numa cena assumidamente metida a besta, como é o setor moveleiro). Curtir ou não curtir, eis a questão – uma vez que gosto é igual nariz: cada um tem o seu.

Sem provocações, como quinta é dia de feira (literalmente, já que tem uma lá na porta de casa e outra aqui atrás da redação), taí o gancho perfeito para esticar a polêmica. Não que seja algum tipo de obsessão, mas já adianto que não vai sobrar caixa sobre caixa nesse blog, de tanto que tô interessado em mastigar o assunto (aliás, se você tem alguma dica bacana de reutilização desses engradados bonachões, me conta já!).
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Olha só que frugal – e divertida – essa cadeira Beck, feita à moda das ripas de caixotes que carregam verduras e legumes. Sem nenhuma pretensão, a peça tem look rústico quente e apelo estético charmosão que não entrega seu passado no CEASA. A pitada sofisticadinha fica com a almofada e suas indefectíveis listras.

O lançamento é do Espaço 204, loja do shopping D&D (www.dedshopping.com.br), que anda investindo pesado em móveis ecologicamente corretos. Leva aê, freguesa!

Autor: allex - Categoria(s): Design Tags: , , , ,
21/10/2009 - 16:25

Suspensão

Jephte Francissen

Semana passada comentei aqui sobre a alta dos caixotes de feira na indústria da reciclagem, lembra? Ok, ok. Esses contêineres de madeira  que eu colei lá do Dezeen (www.dezeen.com) não são necessariamente porta-repolhos, mas fica a sugestão no ar (literalmente).

Criado pelo jovem holandês aspirante a designer Jephte Francissen (só podia ser coisa de estudante nórdico mesmo), o sistema de prateleiras “Hoog-en-Droog” é o máximo em praticidade e inovação – principalmente para quem acumula traquitanas e não tem quase nada de espaço, como eu, por exemplo.

Feitos com resíduos de madeira descartados por grandes marcenarias, os boxes são presos a cordas conectadas a um sistema super simples (e quase imperceptível) de sobe-desce, impulsionado por uma engrenagem com molas que dosa a suavidade do trajeto conforme o estímulo do usuário. É como se fosse um sótão aparente, disfarçando o espaço sobre as nossas cabeças.

Enfim, um jeito inteligente de mandar a bagunça para os ares – e resgatá-la sempre que você precisar.

Autor: allex - Categoria(s): Design Tags: , ,
20/10/2009 - 18:22

Ovo pochê

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Inovação é bom e todo mundo aqui gosta. Mas os clássicos são os clássicos – e os outros são os outros. Uma das minhas peças prediletas de design é a poltrona “Egg”, desenhada pelo “arredondado” Arne Jacobsen no final da década de 50, era do boom do design dinamarquês. E não  importa nem um pouquinho se, na segunda metade do século 20, a peça tenha sido tão difundida ao ponto de virar arroz de festa em qualquer decoração: ela continua com pose de trono. Tenho visto dúzias e mais dúzias de releituras do simpático ovo no mercado, nos mais variados acabamentos, incluindo o couro de vaca à moda Ralph Lauren, by Tania Bulhões, que postei outro dia. Mas, na minha modesta opinião, nenhum acabamento alternativo tem tanto efeito como esse, de fibra natural. Prefiro a original, óbvio. Mas para dar um toque divertido – e metido a besta, como um bom ovo frito com caviar  – nas geralmente caretas decorações de praia, tá valendo. Tem na  Cecilia Dale (www.ceciliadale.com.br).

Autor: allex - Categoria(s): Design Tags: , , , ,
19/10/2009 - 18:13

Tel Aviv

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Post raso, por conta do dia cheio (é o que tem para hoje – e só para hoje): Daqui a pouco termina a temporada do gênio israelense Ron Arad, no MoMA… Ah, se eu estivesse em Nova York…

O saldo é positivíssimo: em um mês de exibição, mais de 100 mil pessoas passaram por lá, o que deixa claro o quanto o design atinge cada vez mais o seu status de arte. Se você perdeu (assim como eu), vale um passeio virtual pelas galerias do site:  www.moma.org

Autor: allex - Categoria(s): Design Tags: , , ,
16/10/2009 - 12:00

Dínamo

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Essa é para pular do sertão brasuca direto para os países baixos, sem choques estéticos. Se você está em Sampa e nunca foi à Scandinavia Designs (www.scandinavia-designs.com.br), a hora é agora. Lembra que eu falei que a loja parece uma galeria de arte? Pois a meca assume a função e dedica o mês de outubro inteirinho a expo Dansk 01 – Uma mostra do design dinamarquês, que traz produtos desenhados pelos principais nomes do país, como Arne Jacobsen, Louise Campbell, Duo de Komplot, Verner Panton, Erik Magnussen, entre outros. Tudo no limiar entre a arte e o design.

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“A ideia é apresentar um pouco da história do Design Dinamarquês, mostrando como novos artistas preservam suas características mais marcantes: ser simples, funcional e emocional”, diz Anette Priess Gade, proprietária da Scandinavia. “Numa dimensão maior, existe uma ‘Linha Vermelha’ que une nossos designers: a busca constante por um conceito atemporal, funcional, clean e de qualidade excepcional. Para isso, é preciso que a estética, tecnologia e funcionalidade andem juntas, através de um diálogo continuo entre o designer, o produtor e o usuário. É isso que torna nosso design tão único e democrático ao mesmo tempo. O povo dinamarquês respira design nas ruas, em sua casa, nos parques, em todo o país”, completa Anette. Eu vou!

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Autor: allex - Categoria(s): Design Tags: , ,
15/10/2009 - 19:33

Caruaru

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No universo criativo de Marcelo Rosenbaum (www.rosenbaum.com.br), o Brasil é grande. É verdade que a cultura pop, os japonismos e o olho na vanguarda sempre estiveram ali, mas quando o designer colocou o pé na estrada para desbravar nossas veredas e redesenhar o sonho de gente humilde país adentro, a imersão na nossa cultura foi imediata (quem já viu o “Lar, Doce Lar” do Caldeirão, sabe do que eu tô falando).

Sua nova coleção, produzida pela indústria Artefama (www.artefama.com.br) e comercializada com exclusividade pela Micasa (www.micasa.com.br), é composta por móveis inspirados no improviso da Feira de Caruaru, no agreste de Pernambuco, um dos maiores mercados livres do mundo, patrimônio cultural do Brasil, há mais de 200 anos.

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Composta por 18 peças (mesa, poltrona, banco, cadeira, raque, estante, bufê, armário, cabide e lanterna de chão, entre outras), a coleção resgata os fundamentos construtivos e shapes dos mobiliários de exposição da feira. Trabalhadas em madeira pinus cultivada, as peças ganham os tons de amarelo sol do agreste, de azul céu, de cinza guará, de verde mandacaru, preto carcará ou laranja caju – em algumas peças, inclusive, foram usadas cordas em fios de pet reciclados.

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O sotaque fica ainda mais acentuado com um toque customizado: boa parte dos móveis foram estampados com xilogravuras exclusivas de J. Borges, um dos maiores artistas populares do Brasil, mestre na ilustração da literatura de cordel, também criador do logotipo CARUARU.

“A Linha CARUARU é uma homenagem ao pensamento simples, autêntico, que permite reinventar-se todo dia. Traz essa riqueza tão abundante Brasil à fora, para dentro de nossas casas, como exaltação da essência do popular brasileiro”, diz Rosebambambã.

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Autor: allex - Categoria(s): Design Tags: , , ,
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