BI MESSI
E Messi foi o escolhido, quebrando a tradição de que a Copa do Mundo é o evento chave nessas escolhas. Não que Messi tivesse falhado no Mundial da África, como Kaká, Rooney e outros craques internacionais tão decantados. Nada disso. Fez, digamos, uma boa Copa, dentro das possibilidades da sua Seleção conduzida de forma errática por Maradona.
Nesse quesito, Iniesta e Xavi se saíram melhor. Sobretudo, Iniesta, com aquele gol que definiu o título para a Espanha diante da Holanda.
Mas, o futebol de Messi é tão mágico, tamanho é seu carisma, que o colégio eleitoral se rendeu à sua magnitude e o coroou pela segunda vez consecutiva o melhor do mundo no ano de 2010.
Coroação que, pelo visto, se repetirá muitas e muitas vezes no futuro sem limites que se estende á frente do inigualável pibe argentino.
Entre outras coisas, porque Messi, com toda aquela discrição pessoal, aquele sorriso de moleque um tanto travesso, um tanto inocente, porém extremamente autêntico, nos transmite uma sensação de bem-estar muito próxima ao que se pode chamar de felicidade.
Eis, pois, o nosso rei mago, aquele que traça os caminhos das estrelas com uma bola nos pés e nos presenteia, a cada rodada, com a mirra, o incenso e o ouro do futebol.
Marta, Marta
Esta, sim, é a única pentacamepã do mundo no país do penta. Ser eleita a melhor jogadora de futebol do mundo por cinco vezes seguidas, sem que a sua Seleção tenha vencido nem o Mundial, nem as Olimpíadas, emora batesse na trave várias vezes, é um prodígio histórico.
Na verdade, seu jogo desenhado com aquela canhota encantada transcende os limites do futebol feminino. Vai além, num plano que, suponho, nenhuma outra jogadora alcançou no passado, tampouco alcançará no futuro.
Marta, meu amigo, não é penta. É única.
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Autor: Alberto Helena jr. Tags: Argentina, Bola de Ouro, Espanha, Fifa, Iniesta, melhor do mundo, Messi, Xavi

