03/07/2009 - 00:23

A decisão começou nervosa, num Olímpico fremente, com muitas faltas de lado a lado. Mas, logo o Grêmio assomou o meio-campo, acuou o Cruzeiro no campo adversário e foi acumulando chance sobre chance de gol, em vão. Parte, pela impotência de sua dupla de ataque – os argentinos Maxi López e Herrera. Parte, pelas precisas intervenções do goleiro Fábio. Sem contar o pênalti em Herrera, não assinalado pelo juiz.
O Cruzeiro, por sua vez, era o anti-Cruzeiro: recuado em demasia, tenso, mal conseguia fazer a bola passar da linha divisória do campo. Cadê aquele toque-toque, aquele jogo envolvente, leve e veloz de praxe? Nem sombra disso.
Mas, o Cruzeiro ainda tinha um trunfo na manga: Kleber, o Gladiador. E foi justamente ele quem deu o tom para o resto da partida e da competição, ao executar uma passagem genial pela direita, concluindo com passe medido para Wellington Paulista abrir a contagem, já tão favorável aos mineiros, aos 34 minutos.
E, na sequência, enquanto o Grêmio tentava assimilar o golpe, Jonathan cruza da direita para Wellington Paulista, desta vez de cabeça, sepultar qualquer esperança do inimigo.
O Tricolor gaúcho voltou de fronte erguida para o segundo tempo e chegou ao empate, com Rever, de cabeça, em cobrança de córner, e Souza, com tiro exato e traiçoeiro de fora da área.
Nessas alturas, o Grêmio já havia perdido Adilson, expulso, e o Cruzeiro, com a entrada de Thiago, recuperou em parte seu habitual toque de bola, o suficiente para levar o jogo até o fim sob a proteção da vantagem de três gols na contagem agregada das duas partidas.
Assim, temos o Cruzeiro nas finais da Copa Libertadores. Nada mais justo. Não apenas pela bela campanha dos mineiros na competição. Mas, sobretudo, porque é um time que valoriza o bom futebol, embora disso tivéssemos apenas alguns traços na partida do Olímpico.
Por fim, ao Gladiador, a coroa de louros, pela força que imprime a seu jogo, mas, sobretudo, pela técnica, que se esmera a cada dia.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Libertadores
Tags: Cruzeiro, Kléber, Wellington Paulista
19/03/2009 - 00:08
Na conta do chá – belo passe de Jean, que Borges, sempre ele, aproveita de canhota no ângulo -, o São Paulo foi a Montevidéu e volta com uma preciosa vitória sobre o Defensor.
De resto, foi aquele tédio de sempre: o Tricolor lá atrás, defendendo-se de um time de qualidade discutível, mal conseguindo trocar dois passes além da sua própria intermediária, Rogério Ceni pegando bolas vesgas, e seja lá o que Deus quiser.
E Deus quer, pelo visto.
Já o Cruzeiro, mesmo sem exibir aquela bola redondinha de hábito, bateu o Sucre por 2 a 0, dois gols de Wellington Paulista. Mas, ali tem, e o Cruzeiro tem muito mais a apresentar.
Enquanto isso, na Copa do Brasil, o Santos, de Neymar e Kléber Pereira pela primeira vez juntos, goleou, mesmo sem exibir um futebol de gala. Mas, o bastante, ao menos, para que o torcedor peixeiro bote fé nesse ataque que ainda dará muito o que falar.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Clubes brasileiros, Copa do Brasil, Libertadores
Tags: Borges, Cruzeiro, Defensor, Jean, Kléber Pereira, Mineirão, Neymar, Santos, São Paulo, Vila Belmiro, Wellington Paulista
30/10/2008 - 00:31
O grande feito da rodada foi do São Paulo, ao bater o Botafogo, no Engenhão, por 2 a 1. É verdade que o Fogão chegou ao empate mas o juiz anulou, apoiando sinalização do bandeira, em bola que não foi tocada por Wellington Paulista, o atacante em posição de impedimento no lance.
Mais até do que vencer o Botafogo, na casa do inimigo, o que elevou o Tricolor ao topo da tabela, empatado em pontos com o Grêmio, valeu a forma como o São Paulo jogou.
Teve o domínio da bola e dos espaços a maior parte do tempo, com exceção de um período de predomínio do Bota no segundo tempo, e correu poucos riscos.
Foi, é verdade, beneficiado pelos erros de saída de bola do goleiro Renan e do volante Diguinho nos gols de Jean e Hernanes, assim como Miranda vacilou no tento do Botafogo, marcado por Wellington Paulista.
Assim, o São Paulo vai consolidando sua linha ascendente na hora H.
Verdão, menos
Já o Palmeiras jogou pela conta do chá diante do Goiás, no Palestra Itália: 1 a 0, gol de pênalti do artilheiro Alex Mineiro, e muito pouco mais do que isso. Sucede que o Goiás também não estava nada inspirado, a não ser no fechamento de sua área, e só chegou lá uma escassa vez, com Iarley, em magnífica intervenção de Marcos.
De qualquer forma espremeu-se de novo ali no chamado G-4, que vai ganhando os contornos de um closet de apartamento de conjunto habitacional.
Mais Cruzeiro
Esse, sim, foi um jogaço, com exibição impecável do Cruzeiro, tanto no plano tático quanto no técnico. Sobretudo, porque o Grêmio não se entregou jamais, apesar de ter levado aquele golpe fatal logo aos 14 segundos de bola rolando, Guilherme mete belo passe e Wagner fuzila.
Quando o Grêmio deu por si e encetou uma reação no comecinho do segundo tempo, Jonathan surge livre pela direita, vai ao fundo, e, mesmo sem ângulo, pimba!: 2 a 0. Por fim, Guilherme, dez minutos depois, encerra o papo com o terceiro gol.
Excelente resultado para o Cruzeiro, que interrompe a série de insucessos diante dos seus pares pela luta direta ao título, e lhe dá estofo para seguir na briga. E nenhuma tragédia para o Grêmio, que segue líder, apenas com a presença incômoda do São Paulo ao seu lado.
E o Flamengo?
Pois é: apenas empatou por 0 a 0 com o Vitória, em Salvador. Apenas? E lá isso é coisa fácil?
O Vitória, que já freqüentou por um par de rodadas a turma da frente, só não está lá ainda porque a concorrência extrapola neste campeonato.
É verdade que o Fla, com Obina, esteve a pique de fazer seu golzinho, mas o empate ficou de bom tamanho, pois o mantém vivíssimo na disputa.
Que campeonato é esse, hein, meu?
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro
Tags: Alex Mineiro, Botafogo, Cruzeiro, Diguinho, Flamengo, Goiás, Grêmio, Iarley, Internacional, Obina, Palestra Itália, Palmeiras, Renan, São Paulo, Vitória, Wellington Paulista