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	<title>Blog do Alberto Helena Jr. &#187; Volantes</title>
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	<description>futebol, comentários, jogos, partidas e tabelas</description>
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		<title>NOSSO TIME, NOSSA HISTÓRIA</title>
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		<pubDate>Mon, 07 Sep 2009 19:46:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alberto Helena jr.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Seleção Brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[Armadores]]></category>
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		<category><![CDATA[Dunga]]></category>
		<category><![CDATA[futebol de resultado]]></category>
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		<description><![CDATA[Lamento, mas é preciso repetir essa ladainha, dia após dia, porque vivemos tempos em que apenas o resultado interessa, e boa parte da mídia e da opinião pública vai no embalo dessa onda sem olhar para os lados, pra trás, e, sobretudo, pra frente, onde, enfim, esse barco vai encalhar.
Futebol não é só isso. É, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Lamento, mas é preciso repetir essa ladainha, dia após dia, porque vivemos tempos em que apenas o resultado interessa, e boa parte da mídia e da opinião pública vai no embalo dessa onda sem olhar para os lados, pra trás, e, sobretudo, pra frente, onde, enfim, esse barco vai encalhar.</p>
<p>Futebol não é só isso. É, também, claro, pois o resultado está no cerne da competição. Mas é muito mais, esse jogo tão simples em toda a sua complexidade. Caso contrário, não seria tão devastadoramente apaixonante, único esporte de massa praticado em cada palmo de terreno deste mundão de Deus, e que circula como tema em todas as áreas da observação humana: desde tratados acadêmicos ao bate-boca nas padarias.</p>
<p>Seria o mesmo que resumir o ato de viver no saldo da conta bancária de cada um de nós. Parodiando o Príncipe da Viola, o futebol não é só isso que se vê; é um pouco mais&#8230; Pois, no fundo, no fundo, o segredo do êxito do futebol está no fato de que ele é a mais completa representação do cotidiano de todos nós numa praça esportiva.</p>
<p>Aceitar que  resultado é tudo e se basta em si mesmo é a maneira mais simplista e tosca de ver e sentir o futebol, eis a grande verdade que precisa ser repetida à exaustão para que não se perca o encanto desse jogo feito de maravilhas.</p>
<p>Nesse contexto, a Seleção Brasileira passa a ser um paradigma, uma das raras reinvenções do brasileiro que o mundo todo venera e teme, desde aquele distante dia em que os jogadores do Paulistano de Friedenreich desembarcaram na França para ser aclamados, dois jogos após, como <em>Les Rois du Footbal</em> (Os Reis do Futebol).</p>
<p>De lá pra cá, perdemos e ganhamos, mas nunca deixamos de encantar com nosso jogo revestido de brilho incomum, inimitável.</p>
<p>Na verdade, não foram os resultados que nos colocaram no trono do futebol mundial, mas, sim, o brilho de nosso jogo, que precedeu de muito a tantas conquistas, como, por exemplo, o Penta Mundial.</p>
<p>Por isso, é dever do crítico, aquele que conhece um pouco de nossa história e que visa espiar um pouco além do mero placar final, exigir sempre da nossa Seleção muito mais do que o simples resultado, embora jamais possa descartar este, claro, óbvio, indiscutível.</p>
<p>Nosso time já beirou, ao longo da história, algumas vezes, a perfeição. Como dizia Gilberto Gil, a perfeição é uma meta defendida pelo goleiro&#8230; da Seleção. Nesse sentido, literalmente, Júlio César se encaixa nos versos do baiano ilustre.</p>
<p>Mas, dali pra frente, o que temos? Uma linha de defesa sensacional, um meio-campo desequilibrado, já que excessivamente defensivo, e um ataque fulminante. Isso basta para ganharmos de qualquer outra seleção do mundo que nos enfrente. Mas, não basta para cumprir aqueles nosso mais altos desígnios. Ou seja: vencer, brilhando.</p>
<p>Digo todas essas filosofices baratas para dar os parabéns a Dunga pelos incríveis resultados obtidos à frente da Seleção: as conquistas das Copas América e das Confederações e a classificação ao Mundial com antecipação inédita na história das Eliminatórias desde sua reformulação.</p>
<p>Mas, me reservo o direito de seguir exigindo do técnico brasileiro uma formação de time e um jeito de jogar mais compatível com nossa identidade. E olhe o amigo que ele está a um passo disso. Basta trocar um dos três volantes por um meia de ofício, ao lado de Kaká. Pronto, <em>Fiat Lux</em>!</p>
<p><strong>E AGORA?</strong></p>
<p>O amigo é testemunha que venho cobrando de Dunga a presença de, pelo menos, mais um meia nato para compor esse grupo vencedor. Alguém, no mínimo, capaz de revezar com Kaká, embora o ideal fosse que nosso elenco dispusesse de outros dois, além desse, com características mais de armação do que de chegada à área.</p>
<p>Não precisa ser um craque, um malabarista, nada disso. Apenas um sujeito do ramo, que saiba receber a bola de costas no meio-de-campo, girar e iniciar a trama de ataque. Mesmo porque no no setor de meio-de-campo do Brasil, com exceção de Kaká, não há craques, apenas bons ou excelentes volantes, de acordo com a visão de cada um. Basta listar: Gilberto Silva, Felipe Melo, Lucas, Elano, Ramires, Júlio Baptista, Sandro, sei lá quantos mais. Com disse, todos bons ou excelentes&#8230; volantes, mas nenhum craque-craque.</p>
<p>Agora, perdemos Kaká para o jogo com o Chile. Tudo bem: é festa no Pelourinho. Já estamos classificados e tal e cousa e lousa e maripousa. Mas, não podemos dar sopa pro azar, nunca!</p>
<p>Bem, temos lá Júlio Baptista, moço instruído, articulado, bom jogador, dono de vitalidade invejável, mas de técnica reduzida. Pode até entrar no lugar de Kaká e acabar com o jogo, isso faz parte de seu repertório, mas é jogar com a sorte, não com a razão.</p>
<p>Melhor seria ter por ali um Diego, que está matando a pau na Juve, depois de brilhante passagem pelo futebol alemão. Ou, se quiserem, o outro Diego, o Souza do Palmeiras, que vem sendo o melhor jogador do Brasileirão nesta temporada, não só pela força, mas, sobretudo, pela técnica.</p>
<p>Quanto a um eventual chamado para o ataque, onde só restaram Nilmar e Adriano (só?), bem que Dunga poderia chamar para o jogo com o Chile Diego Tardelli, cujo estilo é o que mais se aproxima do de Robinho: velocidade, movimentação e drible fácil, além de ser emérito goleador e estar em plena forma.</p>
<p>Mas, enfim&#8230;</p>
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		<title>A VEZ DE TARDELLI</title>
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		<pubDate>Tue, 28 Jul 2009 21:14:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alberto Helena jr.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Seleção Brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[Atlético-MG]]></category>
		<category><![CDATA[convocação]]></category>
		<category><![CDATA[Diego Tardelli]]></category>
		<category><![CDATA[Dunga]]></category>
		<category><![CDATA[Volantes]]></category>

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		<description><![CDATA[Sou admirador do futebol desse rapaz desde quando o vi jogando pelo União Barbarense, aos 18 anos, de onde logo se mudou para o Morumbi, onde teve altos e baixos. Nunca por razões técnicas e sempre pelos embalos da juventude, que, tudo indica, o casamento e o filho, refrearam, agora, aos 24 anos, esmerilhando no [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Sou admirador do futebol desse rapaz desde quando o vi jogando pelo União Barbarense, aos 18 anos, de onde logo se mudou para o Morumbi, onde teve altos e baixos. Nunca por razões técnicas e sempre pelos embalos da juventude, que, tudo indica, o casamento e o filho, refrearam, agora, aos 24 anos, esmerilhando no Galo líder do Brasileirão.</p>
<p>Tardelli é daqueles atacantes de fina estirpe, toque fácil, inventivo e, sim, goleador emérito. Veloz na ação e no pensamento, cria e conclui com extrema facilidade, como se estivesse passeando pelo campo.</p>
<p>Excelente convocação, pois, de Dunga para o amistoso com a Estônia, e, quem sabe, para a rodada seguinte das Eliminatórias.</p>
<p>Já Marcelo para o lugar de Kleber quer dizer que André Santos não agradou tanto ao olhar de Dunga como imaginávamos.</p>
<p>Marcelo não participou desses jogos preparatórios do Real, mas, quando o fez, no final do campeonato espanhol, jogou como armador pela esquerda, não como lateral. Mas, enfim&#8230;</p>
<p>De resto, é o de sempre: muitos volantes e poucos meias. Diego Souza, pelo menos, merecia uma chance. Assim como Cleiton Xavier, nos lugares de Júlio Baptista e Kleberson, por exemplo.</p>
<p>Mas, que fazer, se Dunga despreza a inteligência, como insinuou no Placar, para meu chapinha Milton Neves, ao citar-me e Falcão?</p>
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		<title>HABEMUS TIME?</title>
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		<pubDate>Mon, 29 Jun 2009 18:27:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alberto Helena jr.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Copa do Mundo]]></category>
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		<description><![CDATA[Foi, sim, uma vitória épica, essa do Brasil sobre os EUA. Pelo desenrolar do jogo, não pela dimensão das forças em confronto.
Explico: se o Brasil metesse 3 a 0, como o fez no jogo da fase de grupos da Copa das Confederações, não haveria nem um traço épico nessa vitória, dada a imensa diferença histórica [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Foi, sim, uma vitória épica, essa do Brasil sobre os EUA. Pelo desenrolar do jogo, não pela dimensão das forças em confronto.</p>
<p>Explico: se o Brasil metesse 3 a 0, como o fez no jogo da fase de grupos da Copa das Confederações, não haveria nem um traço épico nessa vitória, dada a imensa diferença histórica e técnica entre os dois times.</p>
<p>Épico, porém, não significa excelência técnica. Nesse aspecto, o Brasil não cumpriu &#8211; a não ser em breves momentos do segundo tempo &#8211; seus altos desígnios. Foi muito mais guerreiro, determinado do que qualquer outra coisa. Claro que esse atributo é também essencial, mas jogar bola, esse, sim, é o nosso destino. </p>
<p>Mas, virar um placar de 2 a 0 contra, numa decisão qualquer, nas condições em que isso ocorreu, com o adversário inteiro até o final, sem pênaltis ou gols ilícitos (ao contrário: aquela bola de Kaká entrou e o juiz não deu), é, sem dúvida, um feito épico.</p>
<p>Mas, passando de pato a ganso &#8211; e, neste momento, estou vendo três patinhos brancos deslizando no regato que banha meu jardim, como a saudar a vitória brasileira -, então, quer dizer que já temos o time da Copa e que Dunga está mais firme do que as Muralhas da China no comando da Seleção?</p>
<p>Bem, a não ser que advenha uma catástrofe irremediável, Dunga selou sua passagem para a Copa do Mundo, não apenas pela conquista da Copa das Confederações, com cinco vitórias &#8211; uma delas, sobre a Itália, campeã do mundo, mas, também, pela reação nas Eliminatórias nos jogos que precederam a ida à África do Sul.</p>
<p>Quanto ao time, não há nenhuma garantia, pois, até lá, sempre haverá a possibilidade de lesões, queda acentuada de rendimento deste ou daquele jogador, aparecimento súbito de um craque desses que estão acima de qualquer suspeita e tal e cousa e lousa e maripousa.</p>
<p>Esse time mesmo já teve bons e maus momentos, mesmo no curso das vitórias recentes. Isso faz parte. Mesmo porque há outros fatores, além dos técnicos e táticos, que contribuem para tanto &#8211; cansaço, falta de tempo para treinamento adequado, má fase deste ou daquele jogador etc.</p>
<p>Mas, digamos, como um exercício de imaginação, que essa turma toda chegue na Copa do Mundo nos trinques, o que ficará ainda faltando? Estou convencido de que falta uma alternativa tática confiável para quando as coisas não correrem do jeitinho que a gente gosta.</p>
<p>Na defesa e no ataque, não há muito o que se cogitar: os últimos convocados se suprem na medida do necessário. Mas, no meio-de-campo é que a porca torce o rabo. Há volantes demais e meias de menos.</p>
<p>Não custa nada Dunga trocar dois ou três volantes por dois ou três meias habilidosos. Vai que precisa, não é mesmo?</p>
<p><strong>MURICY RETICENTE</strong></p>
<p>Não tenho conversado com Muricy nos últimos tempos, apesar de vizinhos aqui em Ibiúna, onde ele descansa e reflete sobre seu futuro. Desconfio que ele anda agastado comigo, o que lastimo mas entendo. Afinal, passei, por baixo, este ano e meio pedindo para que Muricy mudasse o braço da viola, escapasse daquele círculo de giz que ele mesmo riscou ao seu redor, fixando-se num sistema que tornava seu time previsível, repetitivo e sem brilho.</p>
<p>A propósito, alguns internautas me cobram coerência: como, depois de tantas críticas, venho aqui condenar a demissão de Muricy do São Paulo?</p>
<p>Poderia, simplesmente, responder-lhes como o sábio: coerência é apanágio dos idiotas. Mas, não o farei, pois, não é esse o caso: ao mesmo tempo em que critiquei a postura tática inflexível do São Paulo de Muricy, antes mesmo, muitos anos atrás, venho repetido que se trata da maior vocação para técnico de futebol de que me lembro nas últimas décadas.</p>
<p>Uma coisa é o sistema adotado por Muricy; outra coisa é seu potencial como treinador de futebol, sua honradez, sua disposição de trabalhar de sol a sol na montagem de uma equipe, seus conhecimentos sobre os segredos do futebol, esse jogo tão simples em toda a sua complexidade.</p>
<p>O fato é que passei agora pouco pela frente do seu condomínio e me deaprei com uma fila de pretendentes aos seus serviços técnicos que atravessava a estrada.</p>
<p>Qual o clube que não quer Muricy, tricampeão brasileiro?</p>
<p>O primeiro a saltar na frente foi o Palmeiras, que, aliás, só se desfez de Luxemburgo, o mais vitorioso técnico brasileiro, depois que soube que Muricy estava na praça.</p>
<p>Muricy, porém, está reticente: aceita ou não aceita o convite? Pediu uns dias para pensar.</p>
<p>Num prato da balança está o pudor de assumir o grande rival do São Paulo, clube que está entranhado na sua alma simples e direta. No outro, o desejo da família de que ele continue mesmo por aqui, na rota São Paulo-Ibiúna-Guarujá.</p>
<p>Ora, se Muricy estivesse pensando em trocar o São Paulo pelo Palmeiras por vontade própria, por uma oferta irrecusável etc., esse sentimento de lealdade se justificaria plenamente. Mas, não é o caso. Muricy foi simplesmente defenestrado do Morumbi. Logo, ninguém poderia condená-lo por aceitar uma oferta do Palmeiras nessas circunstâncias.</p>
<p>O homem, porém, é a soma de seus desejos e hábitos, muitas vezes conflitantes. E o que Muricy gostaria mesmo, lá no fundo, era suspirar feito Greta Garbo: <em>Leave me alone!</em> </p>
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		<title>RAMIRES, UM PASSO À FRENTE</title>
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		<pubDate>Thu, 18 Jun 2009 16:41:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alberto Helena jr.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Seleção Brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[Copa das Confederações]]></category>
		<category><![CDATA[Cruzeiro]]></category>
		<category><![CDATA[Dunga]]></category>
		<category><![CDATA[Ramires]]></category>
		<category><![CDATA[Volantes]]></category>

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		<description><![CDATA[Futebol é conjunto, o amigo sabe muito bem. Mas, à vezes, bastam uma ou duas substituições e o caos ganha ordem e sentido.
Foi mais ou menos isso o que aconteceu com a Seleção Brasileira, na categórica vitória sobre os EUA, na Copa das Confederações: a entrada de Ramires, no lugar de Elano, como se esperava, dinamizou [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span>Futebol é conjunto, o amigo sabe muito bem. Mas, à vezes, bastam uma ou duas substituições e o caos ganha ordem e sentido.</span></p>
<p>Foi mais ou menos isso o que aconteceu com a Seleção Brasileira, na categórica vitória sobre os EUA, na Copa das Confederações: a entrada de Ramires, no lugar de Elano, como se esperava, dinamizou nosso meio de campo e o ataque, botou no jogo Maicon, que fez excelente partida, e o resultado aí está: 3 a 0, gols de Felipe Mello, Robinho e Maicon. Em todos os três, Ramires esteve na origem das jogadas fatais.</p>
<p>Isso, sem falar em tantas outras trocas rápidas de bola com Kaká, Robinho, Luís Fabiano, Maicon etc, pois Ramires é um desses raros ungidos com o dom da ubiquidade: ora está aqui atrás, cobrindo Maicon e no átimo seguinte, lá na frente, espetando a defesa adversária. Tem excelente técnica, é hábil, leve e versátil. E todos esses atributos transfiguram qualquer time de futebol, sobretudo nossa Seleção, tão previsível no setor de meio de campo, mas que possui um grande poder de fogo à frente, com Kaká, Robinho e Luís Fabiano.</p>
<p>E, com seus avanços velozes e constantes, tira um jogador adversário do setor de armação, limpando a área para até Gilberto Silva sentir-se mais solto e produtivo.</p>
<p>Do outro lado, tivemos a presença de André Santos, jogando como se a camisa canarinho fosse uma pluma. Marca muito melhor do que  a maioria dos laterais-esquerdos que se revezaram até agora por ali. E avança sem medo, mas com as devidas precauções, reanimando Robinho, que vinha mal, também, por falta de apoio no setor.</p>
<p>Quer dizer, então, que está tudo resolvido no universo Dunga? Nada disso, há muito ainda que percorrer até chegarmos lá. Mas, já foi um passo adiante na formação ideal do nosso time. Se vamos levantar a taça, isso é outro departamento. Mas, que melhoramos bem em relação à estreia, ah, disso não resta a menor dúvida.</p>
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		<title>BRASIL E ESPANHA</title>
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		<pubDate>Wed, 17 Jun 2009 17:15:02 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alberto Helena jr.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Futebol internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Seleção Brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[Copa das]]></category>
		<category><![CDATA[Espanha]]></category>
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		<description><![CDATA[O amigo deve estar se perguntando por que a Espanha, que jamais se caracterizou antes desta geração, pelo toque de bola, consegue fazer isso com ciência e arte, enquanto o Brasil, mestre nesse quesito durante séculos, não consegue ir além de três passes efetivos.
Respondo na lata, com o mesmo cantochão que acompanha este batucar de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span>O amigo deve estar se perguntando por que a Espanha, que jamais se caracterizou antes desta geração, pelo toque de bola, consegue fazer isso com ciência e arte, enquanto o Brasil, mestre nesse quesito durante séculos, não consegue ir além de três passes efetivos.</span></p>
<p>Respondo na lata, com o mesmo cantochão que acompanha este batucar de teclas há anos: nas últimas duas décadas, obcecados pela marcação sobre marcação, fruto do medo de perder emprego, os técnicos brasileiros, desde as categorias de base, desprezam os jogadores de habilidade, como peças de museu. Houve um massacre calculado dos meias, do berço à idade adulta, substituídos por volantes, quando não meros cabeças-de-área, sem contar a amaldiçoada moda brega e superada dos três zagueiros.</p>
<p>Basta o amigo comparar os elencos de Brasil e Espanha, no meio-de-campo. A Espanha, no rigor da análise só tem um típico volante – Busquets -, mesmo assim um volante que sabe jogar. Se quiser, acrescente aí Xabi Alonso, que aqui seria um meia. De resto, é uma legião de jogadores de habilidade e técnica: Xavi, David Silva, Riera, Cazorla, Matta, Fabregas, sei lá quantos mais, sem contar Iniesta, o craque, que está fora, machucado.</p>
<p>No Brasil, é exatamente o inverso: um bando de volantes – Gilberto Silva, Josué, Ramires, Elano, Felipe Mello, Júlio Baptista, Kleberson etc e apenas um meia de ofício – Kaká -, mesmo assim, praticamente um atacante.</p>
<p>Tá explicado?</p>
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		<title>HORA DA CONFIRMAÇÃO</title>
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		<pubDate>Wed, 10 Jun 2009 00:33:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alberto Helena jr.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Seleção Brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[Dunga]]></category>
		<category><![CDATA[Eliminatórias]]></category>
		<category><![CDATA[Volantes]]></category>

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		<description><![CDATA[Esta é a hora de o nosso time confirmar aquela evolução tão decantada depois da histórica vitória por 4 a 0 sobre o Uruguai, em Montevidéu. Na verdade, evolução maior do conjunto observou-se mais nos amistosos recentes, contra Itália, Portugal etc. No jogo de domingo, o que houve foi um raro aproveitamento da maioria das [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esta é a hora de o nosso time confirmar aquela evolução tão decantada depois da histórica vitória por 4 a 0 sobre o Uruguai, em Montevidéu. Na verdade, evolução maior do conjunto observou-se mais nos amistosos recentes, contra Itália, Portugal etc. No jogo de domingo, o que houve foi um raro aproveitamento da maioria das chances de gols criadas, não uma exibição de gala, a não ser nos vinte minutos que antecederam a expulsão de Luís Fabiano.</p>
<p>Estou sendo muito exigente. Claro, e é assim que a crônica esportiva responsável deve pensar e agir, exigindo sempre o melhor da nossa Seleção, pela simples razão de que ela sempre pode melhorar, até atingir o inatingível – a perfeição.</p>
<p>Sucede que se houve na história do planeta bola uma seleção nacional capaz de roçar esse objetivo impossível, esse foi sempre o nosso time, em vários momentos. Foi assim em 58 e em 70, quando levantamos a taça, e foi assim em várias outras ocasiões, em que não vencemos mas deixamos nossa marca de excelência no mundo, como em 38, em 50 e em 82.</p>
<p>E o Paraguai?</p>
<p>Isto posto, vamos ao que interessa aqui e agora: o Paraguai, chance para o Brasil praticamente selar sua vaga no Mundial da África, numa Recife apaixonada pelo nosso time.</p>
<p>O problema é que, nas eliminatórias, nesses jogos casados, tem sido uma no cravo e outra na ferradura. Geralmente, quando nada se espera da Seleção, ela renasce feito Fênix. Aí a turma esfrega as mãos, na esperança de que aqui teremos um repeteco da atuação de lá. Então, sobrevem a decepção.</p>
<p>O Paraguai, de digna campanha nas Eliminatórias, não é nenhum bicho-papão, mas joga com ardor e eficiência. A derrota em Assunção para o Chile só serviu, calculo, para atiçar ainda mais esse time, que, ao longo da história, sempre foi uma carne de pescoço para os brasileiros.</p>
<p>E, se na derrota para o Chile, os paraguaios estiveram desfalcados de alguns de seus principais jogadores, em Recife, a história será outra, pois todos estarão de volta, inclusive o barrilzinho Cabañas, de tão triste memória para nosotros.</p>
<p>Espera-se um Paraguai retrancado, apenas arrriscando este ou aquele contragolpe veneno. A lógica sugere isso, cá e lá.</p>
<p>Mas, até aqui, não tem sido essa a opção em geral desse novo Paraguai. Imaginemos, porém, que assim seja.</p>
<p>Então, seremos forçados a furar essa retranca, destruir esse ferrolho, abrir esse cadeado. Como? Ora, através de bolas bem trabalhadas a partir do meio de campo, dos avanços lúcidos de nossos laterais, de tabelinhas espertas na entrada da área, e de um pé certeiro lá na área.</p>
<p><strong>O ENIGMA DOS 3</strong></p>
<p>O diabo é que Dunga não parece nada disposto a mexer nos seus três volantes de contenção, o que já, em princípio, prejudica esse trabalho de bola do meio de campo mais refinado e inspirado. Além do mais, não teremos nosso artilheiro Luís Fabino, um desses atacantes de força que sabem, contudo, trabalhar a bichinha quando necessário.</p>
<p>As opções estão aí: Nilmar e Pato, dois baitas atacantes, de técnica esmerada e rara habilidade. Qualquer um dos dois merece vestir a camiseta nacional.</p>
<p><strong>NILMAR, PATO, KAKÁ E ROBINHO</strong></p>
<p>Aí, me pergunto: e por que não ambos, com recuo de Robinho, que, se não vem produzindo aquelas espirituosas invenções de hábito, não perdeu nem a velocidade, nem a disposição de correr atrás dos volantes adversários.</p>
<p>Dessa forma, com Robinho no lugar de um dos três volantes (pra meu gosto, ou de Elano, ou de Gilberto Silva) e com Kaká, Nilmar e Pato, teríamos um conjunto ofensivo de extrema mobilidade e alta capacidade de criar jogadas agudas como poucos no mundo.</p>
<p>Se daria certo, só vendo. Poderia até nem funcionar, sobretudo por falta de treinamento adequado.</p>
<p>Assim como podemos entrar com Nilmar ou Pato, e os três volantes se transformarem em heróis da partida.</p>
<p>Afinal, estamos falando de jogo, não é mesmo, onde tantas variáveis intervêm que não dá para apostar as cegas em nada.</p>
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