Publicidade

Posts com a Tag Vitória

domingo, 21 de novembro de 2010 Campeonato Brasileiro | 21:59

FLU, DE NOVO, LÁ

Compartilhe: Twitter

E o Fluminense retomou a liderança, em grande estilo, a dois passos do título do Brasileirão: 4 a 1 no São Paulo, na Arena de Barueri, pra alegria das duas torcidas tricolores presentes ao estádio, graças ao perverso desejo dos são-paulinos de jogar água no chope eventual do Corinthians.

Mas, isso não parece ter afetado os jogadores do São Paulo, não. Tanto, que o jogo esteve parelho, correndo sobre o fio da da navalha do empate por 1 a (outro gol de calcanhar do menino Lucas Gaúcho, embora desviado pelo pé de Gum), até a expulsão de Xandão, seguida de outra de Richarlyson.

Aí, só deu Flu, sob o comando desse gringo extraordinário – Dario Conca -, autor de dois gols e de várias jogadas de alta classe. E olhe que poderia ter sido de muito mais se Washington não perdesse gol feito, assim como Fred, em duas ocasiões.

O fato é que, não houvesse expulsão, talvez o Flu não conseguisse alcançar esse placar amplo. Mas, poderia ter vencido igualmente o jogo, entre outras coisas, porque é melhor do que o São Paulo.

Agora, só resta ao Flu manter essa pegada por mais duas rodadas, e a festa brasileira será nas Laranjeiras. Mas, quem garante, se basta alguém chegar lá em cima pra tropeçar em seguida?

sao_paulo_fluminense_fred

Fred ajudou o Fluminense a golear o São Paulo em Barueri


Timão burocrático

O Corinthians teria de vencer o calor de Salvador, o desespero do Vitória ameaçado de rebaixamento e todas as rezas e mandingas atiradas no seu caminho neste domingo. Só isso já é um empecilho gigantesco. Que dirá tomar essa bola nas costas? Sim, porque perder Ronaldo Fenômeno nesta quadra do campeonato é uma bola nas costas em feitio de punhal de aço.

Ronaldo, obviamente, não é nem um décimo do que já foi nos bons tempos. Mas continua sendo aquele craque, senão aquele cara, que confere ao seu time um poder que transcende ao simples rolar da bola em campo.

Tanto, que de seus pés saiu o passe exato para o gol de Danilo. Mas, logo depois, sentiu dores musculares e saiu. Pronto! O Corinthians caiu na vala comum do jogo burocrático, mais preocupado em evitar surpresas, mesmo depois de ter levado o gol de empate, do que buscar o gol da vitória a qualquer preço.

Definitivamente, não foi a bola de quem quer ser campeão, não senhor.

Bem, como consolo, valeu a garantia da vaga à Libertadores. Meno male.

Raposa de volta

O Cruzeiro foi logo metendo 3 a 0 no Vasco, na Arena do Jacaré, e depois ficou ali cozinhando o galo (oops, o Almirante), o que mantém a Raposa na fita pela disputa do título, um pouquinho atrás do Corinthians e do Flu.

E o curioso é que o Cruzeiro, tão cioso no toque de bola, armou o placar em cima de três cobranças de corner pelos pés hábeis de Montillo. No primeiro, Roger aproveitou; no segundo, foi a vez de Henrique, e, no terceiro, Edcarlos aproveitou sobra na área.

Notas relacionadas:

  1. EMPATES E O NOVO INTER
  2. TIMÃO, FIRME NO TOPO
  3. FLU, DE NOVO LÁ EM CIMA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

quinta-feira, 19 de agosto de 2010 Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros, Copa Sul-Americana, Futebol internacional | 15:35

A LA FELIPÃO

Compartilhe: Twitter

Foi mesmo uma vitória a la Felipão, arrancada do ventre do time verde, aos gritos, como um dó de peito de tenor napolitano, daqueles de quebrar cristais.

Felipão conclamou a torcida, que inundou de verde o Pacaembu e não parou um instante de incentivar o time, e fez um remelexo na equipe que, de início, parecia levá-lo ao caos. Durante os primeiros vinte minutos de bola rolando, só deu Vitória, que, para cair fora da Sul-Americana teria de perder por, no mínimo, 3 a 0, coisa praticamente impossível.

Pois, aos poucos, o Palmeiras foi se arrumando em campo, a partir do momento em que o terceiro zagueiro Fabrício, recém-chegado da Gávea, passou a atuar como lateral-esquerdo, o que permitiu ao seu time equilibrar as ações do meio de campo. E, já nos descontos do primeiro tempo, Tadeu recebeu em velocidade e matou o goleiro Vaiafara.

O mesmo Viafara que, no início do segundo tempo fez uma tremenda lambança lá na lateral, cujo desfecho foi outro gol de Tadeu, aquele que demoliria de vez o moral dos baianos, já afetado pelo clima todo que os envolvia.

Eis, porém, que quando já se esperava a decisão por pênaltis, Marcos Assunção acertou aquele petardo no ângulo de Viafara, aos 43 minutos da etapa final, e abriu as portas para seguir em frente na Sul-Americana.

Dito assim até parece pouca coisa. Mas, uma vitória dessas, às vésperas da reestreia de Valdívia, ídolo da torcida palestrina, tem o poder mágico de soldar o time à galera verde e dar uma nova feição a esse Palmeiras que há muito tempo carece, antes de mais nada, dessa força anímica exibida na noite encantada do Pacaembu.

Clássico dos quartetos

Já está no ar o clássico carioca de domingo, entre Vasco e Fluminense. Não apenas porque o Flu é o líder isolado do campeonato e o Vasco, nas mãos de PC Gusmão, vem em franca ascensão, mas, sobretudo, pelo duelo de alta classe que se prenuncia entre os dois quartetos de frente de ambos os times.

De um lado, a possibilidade de o Vasco contar com Felipe, Carlos Alberto, Zé Roberto e Éder Luís, todos juntos pela primeira vez nesta temporada. De outro, a esperança na estreia de Deco, seja começando a partida, seja entrando no seu decorrer, ao lado de Conca, Emerson e Washington.

PC e Muricy testaram essas formações nos treinamentos e se fecharam em copas.

No caso do Vasco, seu treinador não teria de fazer nenhuma alteração no sistema tático adotado, mas, certamente, teme uma fragilização na marcação de meio de campo, sobretudo porque Felipe ainda não está fisicamente nos trinques, o que o compromete no cumprimento das duas funções básicas – marcar e armar.

No caso do Flu, o aproveitamento de Deco, também ainda aquém de sua melhor forma física, claro, implicaria em abrir mão de um dos três zagueiros, expediente tão a gosto de Muricy.

O jeito é esperar pelas definições dos dois técnicos, na certeza de que teremos um belo jogo no Maracanã.

A Fifa e o espetáculo

O presidente da Fifa, Sepp Blatter, revelou outro dia sua preocupação com o nível técnico dos jogos da Copa do Mundo, um futebol excessivamente defensivo para seu gosto e do público em geral.

Acha o presidente que a saída para esse impasse é eliminar o empate da competição – o jogo que terminasse em igualdade no placar teria uma definição em pênaltis ou morte súbita, o tal gol de ouro, já enterrado e sepultado.

Ora, esse desfecho, no meu modo de ver, teria efeito contrário, estimulando mais a retranca do que impulsionando os times para frente. Afinal, a imensa maioria dos competidores já entra em campo em inferioridade técnica, e sua única proposta é levar de barriga até onde der sua participação no evento. (Além do mais, seria contraproducente – nesse sentido – equiparar um empate de 4 a 4, por exemplo, com um mirrado e sonolento 0 a 0).

E é aqui que está o enrosco: o número excessivo de participantes da Copa, dobrado desde os bons tempos dos 16 disputantes de outrora. É muita seleção ruim em campo.

A fragmentação do Leste Europeu, depois da queda do Muro de Berlim, somada às vagas abertas para a Ásia, África, Américas do Norte e Central, mais Oceania são as responsáveis pela baixa de qualidade da competição.

O ideal seria reduzir-se o número de participantes da Copa, o que me parece inviável, por todas as razões políticas implícitas no processo.

Mas, se a Fifa quer melhorar o espetáculo, estimulando um futebol ofensivo com mais gols e emoções, que vá direto ao assunto: se o assunto é gol, então que se valorize esse que é o objetivo essencial do jogo.

Para tanto, há duas alternativas: 1) estabelecer um valor extra por cada gol marcado; 2) estabelecer um valor extra por gols assinalados acima de dois ou três.

A segunda alternativa, aliás, já foi usada aqui no Brasil com muito sucesso, até a Fifa proibir, coisa de um ponto extra quando o time marcava no mínimo três gols na partida.

E, se quiser, de quebra, pode incluir aquele sistema do excesso de faltas coletivas convertidas em pênalti ou cobrança sem barreira da meia-lua, como também já foi praticado por aqui, com pleno êxito.

Isso é andar pra frente, não pra trás.

Neymar fica

Ainda bem, para ele e para nós, que poderemos continuar nos encantando com seu futebol mágico duas vezes por semana, aqui, sua terra, sua gente.

Para ele, porque terá tempo suficiente para desenvolver seu físico, sua alma e seu futebol até chegar a hora da despedida. Para nós, porque teremos aí um longo tempo de degustação de seu jogo imprevisível, inventivo, absolutamente fora dos padrões convencionais, seja com a camisa do Santos, seja com a canarinho.

Neymar tem apenas 18 anos de idade, gente. É uma criança, embora maduro o suficiente para encarar qualquer parada. Até poderia dar certo no Chelsea logo de cara, Tem bola e personalidade pra isso. Mas, teria de vencer barreiras que, aqui, ele já transpôs com duas ou três pedaladas.

Em geral, o cara mais experiente e vivido leva um ano de adaptação no futebol europeu. Um ano de ostracismo. A grande exceção foi Kaká, que chegou no Milan e explodiu de cara. Mas, Kaká vinha de outra fornada e já tinha lá seus 21 anos de idade quando estreou no Milan.

Neymar iria para o Chelsea, comandado por um técnico italiano, Mancini, em geral forjado mais nos conceitos táticos do que na virtuosidade individual, que é o charme de Neymar.

Tenho, pois, minhas dúvidas de que o menino, lá, teria o espaço e o tempo que o Santos lhe oferece para desenvolver ao máximo seu potencial.

Já de cara, quando se deparasse com aquele caiçarinha mirrado, Mancini, por certo, o mandaria para o departamento de preparação física para ganhar corpo antes sequer de cogitar em aproveitá-lo no time principal.

Na Vila, não. Na Vila, Neymar vai se desenvolver como manda a natureza, com o apoio de todos, sobretudo de Ganso, seu parceiro de longa data e funda afeição.

E, nesse imbróglio todo, vale ressaltar a ação do presidente do Santos, Luís Álvaro, que conseguiu em breve tempo amarrar um pacote de vantagens para o craque capaz de desfazer o encanto da proposta milionária do Chelsea.

Coisa de quem é do ramo e não se submete passivamente aos ditames de um mercado de uma só mão.

Assim como o Corinthians fez com Ronaldo Fenômeno – guardadas as proporções e as características das respectivas negociações -, o Santos abre um novo caminho para o futebol brasileiro se livrar dos grilhões do mercado, que, até agora, só mostrava uma saída: exportar craques, a qualquer preço, em qualquer idade, por qualquer circunstância.

O que, aliás, prova haver neste país condições para elevar-se o nível do espetáculo a um ponto em que nossa dependência ao euro e ao dólar se reduzam a níveis aceitáveis num mundo globalizado. Basta arregaçar as mangas e botar a cabeça pra funcionar.

Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

terça-feira, 17 de agosto de 2010 Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros, Copa Sul-Americana, Libertadores | 15:35

INTER, COM AS MÃOS NA TAÇA

Compartilhe: Twitter

Não posso sequer imaginar o Inter perdendo o título da Libertadores em pleno Beira-Rio. E o Beira-Rio, tingido de vermelho, sem dúvida, estará pleno nesta noite de quarta-feira, quando o Colorado enfrentará o Chivas.

Antes de mais nada, porque o Inter é um time de primeira e está um aço, tanto na alma quanto na bola. Prova disso, a maneira descontraída e envolvente com que atuou na vitória sobre o Chivas, lá. Depois, porque o Chivas não chega a ser lá essas coisas, apesar da eficiente campanha no torneio continental.

Ânimo, Palestra!

Agora, sim, Felipão está no seu papel preferido: escudado na primeira vitória do Palmeiras sob seu comando, busca levantar o moral da tropa e conclama a torcida a apoiar com fé seu time na tarefa quase impossível de meter 3 a 0 no Vitória, no Pacaembu, e seguir em frente na Sul-Americana na noite desta quinta-feira.

Quase impossível porque, além da vantagem de dois gols, o Vitória é um excelente time, bem regido pelo veterano Ramón e com esse esperto Elkeson lá na frente.

Uma vitória, mesmo que não com o placar desejado, porém, já servirá para, pelo menos, manter em alta o ânimo da moçada. E esse é o grande entrave do Palmeiras, desde o final desastroso da temporada passada.

Que desânimo, Peixe…

Já o Santos, tão conturbado pelo assédio de outros clubes sobre seus principais jogadores, pega o Avaí, na Ressacada, nesta quarta, praticamente sem chances de seguir avante na Copa Sul-Americana.

Aqueles desastrosos 3 a 1 no jogo do Pacaembu, semana passada foram excessivos para a esperança de um time em plena turbulência, cheio de desfalques e medos. Isso, sem falar no valor do Avaí, que está ciscando no G-4 do Brasileirão desde o começo do campeonato.

Craques sensíveis

A reação de Ronaldo Fenômeno no seu twitter, apoiado por Kaká, revela como os jogadores atuais perderam o contato com a realidade: não há um ser vivo que duvide do talento de Ronaldo e de Kaká. Nem mesmo o poder de recuperação dos dois craques, sobretudo Ronaldo que renasceu das cinzas várias vezes em sua brilhante carreira. O que há é apenas a constatação do momento. E, neste momento, ambos estão fora de combate. Ponto.

Temporizo essa susceptibilidade excessiva, porque no passado não era bem assim.

Lembro que critiquei, pontualmente, gênios da bola como Carlos Alberto Torres, Rivellino, Zico, entre outros, e nunca nenhum deles teve uma palavra sequer de mágoa ou rancor. Aliás, somos amigos até hoje.

Técnicos do porte de um Oswaldo Brandão, um Zagallo, um Parreira foram alvos de muitas críticas deste cronista menor, e jamais me negaram um aperto de mão efusivo.

As coisa mudanrono munto, si mudarono, como dizia o carcamano interpretado pelo saudoso Vicente Leporace, no rádio antigo.

Notas relacionadas:

  1. INTER, VASCO E GALO
  2. INTER, LÂMINA AFIADA
  3. INTER EM SINTONIA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , ,

quinta-feira, 5 de agosto de 2010 Clubes brasileiros, Copa do Brasil | 00:10

SANTOS FUTEBOL (VERDADEIRO) CLUBE

Compartilhe: Twitter

Foi o que se pode chamar de uma derrota apoteótica, pois o Santos perdeu no Barradão para o Vitória, mas levou a taça, a vaga na Libertadores e a mais profunda reverência dos verdadeiros amantes do futebol.

Sim, porque pra vencer mesmo perdendo o Santos cumpriu uma campanha espetacular na Copa do Brasil. Meteu dez gols num, oito noutro, deu show, revelou por baixo dois craques de seleção e provou que se pode ser campeão, sim, senhor, praticando um futebol ofensivo, inventivo, cheio de graça, em meio a esse cenário cinzento, burocrático, repetitivo, árido em que se transformaram os outrora tão férteis campos brasileiros.

E olhe que o Vitória foi bravo, aguerrido, competente, para virar um placar que lhe começou adverso aos 45 minutos do primeiro tempo, com aquele gol de Edu Dracena. Wallace, na raça, empatou aos 13 do segundo tempo e Júnior, num toque magistral por cima do goleiro Rafael, deu a vitória para seu time.

Mas, o Santos era mais time, no sentido de que possui um grupo de jogadores de talento, não apenas em campo, mas também no banco, como provou a entrada de Marquinhos no lugar de André, o que acabou quebrando o serviço do Vitória, se estivéssemos falando de t~enis.

Mas, não estamos. Estamos falando de futebol. E futebol é isso o que o Santos de Wesley, Arouca – o melhor em campo, diga-se -, Ganso, Neymar, Robinho e cia. bela jogam. Os demais apenas tentam impedir que isso seja possível.

Notas relacionadas:

  1. SÃO PAULO, CRUZEIRO E SANTOS
  2. DE BARCELONA A SANTOS
  3. DRAMA E GLÓRIA DO SANTOS
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

terça-feira, 3 de agosto de 2010 Copa do Brasil, Libertadores, Seleção Brasileira | 15:37

AH, ESSE GOLZINHO FORA…

Compartilhe: Twitter

Essa regrinha que valoriza o gol fora de casa na Libertadores acaba congelando no ar qualquer expectativa para a decisão das semifinais, entre São Paulo e Inter, no Morumbi, nesta quinta-feira.

Além, claro, de plantar um enorme ponto de interrogação na cachola dos dois treinadores.

No São Paulo, a ordem é atacar pra desfazer o mais cedo possível a diferença mínima de 1 a 0 obtida pelo Inter no Beira-Rio. Mas, se, em busca desse golzinho precioso, se descuidar lá atrás, pode tomar o definitivo, aquele que o obrigará a triplicar seus esforços.

No Inter, a dúvida é a mesma, em ordem inversa: se tentar manter a vantagem obtida no jogo de ida corre o risco de chamar o adversário para seu campo, e levar o gol que pode desestabilizar a equipe, o que seria fatal.

No meio disso tudo, a necessidade de afiar as cobranças de pênaltis, um evento perfeitamente viável nessas circunstâncias.

É inegável que o Colorado está melhor do que o Tricolor nesta fase da temporada. Basta ver a colocação de ambos na tabela do Brasileirão. Ou rever o jogo do Beira-Rio, onde o Inter poderia e merecia ter emplacado uma goleada num São Paulo acovardado e inócuo.

Mas, cada jogo é um jogo, já dizia o velho Acácio. E o São Paulo deu sinais de súbita melhora, no excelente segundo tempo contra o Ceará, no último fim de semana. Sobretudo, pela presença de Ricardo Oliveira no ataque, o que sinaliza claramente para seu aproveitamento desde o início, embora os dois técnicos prefiram manter segredo a respeito das respectivas escalações.

No caso do São Paulo, o mistério está em torno de Ricardo Oliveira. Fernandão deverá ser seu parceiro. Mas, e o outro, se Ricardo Gomes promover a volta de Rodrigo Souto, na formação com três volantes, ao lado de hernanes e Cleber Santana?

Há três alternativas: Fernandinho, Marlos ou Dagoberto. Com Marlos, o Tricolor tem um meia de habilidade para fazer a ligação entre os volantes e os atacantes. Com Dagoberto, forma um trio de atacantes, com ligação direta dos volantes, que apoiam bem, mas não armam. Com Fernandinho, mantém o ataque em três, mas ganha a jogada de linha de fundo, o drible e o cruzamento tão a gosto da dupla Fernandão-Ricardo Oliveira.

Quanto ao Colorado, não há muito o que esconder: a formação deverá ser a mesma da vitória no jogo de ida, mesmo porque é a que tem dado o equilíbrio necessário para a equipe defender bem e atacar melhor ainda.

PEIXE OU VITÓRIA?

No Barradão é fogo, o Peixe sabe disso muito bem. Entre outras coisas, porque o Vitória, lá tem em seu retrospecto, como placar mínimo obtido, 2 a 0, o suficiente para levar a decisão da Copa do Brasil, nesta quarta-feira, para os pênaltis.

A torcida é empolgada, o campo ruim para quem toca a bola no estilo peixeiro, e o Vitória é bom time.

Mas, voltamos sempre àquela história do gol fora de casa que vale ouro. E esses Meninos da Vila raramente deixam de marcar, pelo menos um, em cada jogo.

A META DE MANO

Mano Menezes esteve nesta segunda-feira no Bem, Amigos do Galvão. E suas palavras sobre o que pretende fazer com a Seleção Brasileira foram um refrigério para quem, como este humilde escriba, tanto exalta a necessidade de voltarmos a praticar um jogo compatível com nossa história. O que, no momento, significa dar um salto em direção ao presente, pois é desse jeitinho mais ofensivo e criativo que os principais times do mundo jogam.

Mano sabe e o declarou publicamente que nosso papel, no concerto mundial, deverá voltar a ser o de protagonista, não coadjuvante. E, para voltar a ser protagonista, o Brasil precisa desatar o nó que o prende àquele futebol de resultados. Tomar a iniciativa, com talento e imaginação, não apenas ficar jogando no erro do adversário, como um desses timinhos da periferia que, de cara, já reconhece a superioridade do inimigo.

Para tanto, adotará um sistema compatível com o futebol moderno, para não dizer eterno: uma linha de quatro defensores; dois volantes que saibam sair jogando; três meias de habilidade, com vocação ofensiva, e um atacante, de preferência que se movimente e se componha com os meias na chegada à área adversária.

Pode, porém, simplesmente montar seu time com dois ou um volante e um meia (ou dois) e três atacantes, num claro 4-3-3. Vai depender do elenco que tiver em mãos e das necessidades de cada jogo. Mas, sabe, sobretudo, que nada disso é garantia de vitória. E, sem vitórias, babau. Vale, contudo, e muito, esse nobre esforço para mudar a cara do nosso time.

Notas relacionadas:

  1. TODOS FORA
  2. SHOW É COM OS MENINOS
  3. HUMILHANTE, NÃO HUMILDE
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

quinta-feira, 29 de julho de 2010 Clubes brasileiros, Copa do Brasil, Libertadores | 00:54

HUMILHANTE, NÃO HUMILDE

Compartilhe: Twitter

No intervalo do jogo no Beira-Rio, Hernanes disse aos microfones que o São Paulo havia adotado uma postura humilde, ao enfatizar a marcação ao extremo. Diria que, na verdade, foi humilhante, não humilde.

O São Paulo vestiu uma retranca vergonhosa, de cabo a rabo, e só não saiu do Beira-Rio com uma goleada no lombo porque Rogério Ceni, Alex Silva e Miranda, três defensores de alto nível, desdobraram-se ali na área para evitar o pior.

Já o Inter, por seu lado, fez o que tinha de fazer em casa: teve pleno domínio da bola e dos espaços, plantou-se no campo adversário, do início ao fim, trocou passes sem desespero, investiu pela esquerda, pela direita, pelo meio e criou, por baixo meia dúzia de chances para ampliar o placar que ficou no 1 a 0, gol de Giuliano, aos 23 minutos do segundo tempo.

Placar que, obviamente, não refletiu a imensa superioridade do Colorado sobre o Tricolor nesse jogo. E que permite ao São Paulo sonhar com a recuperação no jogo da volta, no Morumbi, desde que entre em campo mais altivo do que humilde, mais ofensivo do que defensivo, mais São Paulo, enfim.

charge inter sao paulo ricardo gomes

Charge com Ricardo Gomes, por Milton Trajano

De volta ao Santos

Na primeira partida da decisão da Copa do Brasil, na Vila, o Santos voltou a ser o Santos do primeiro semestre, aquele time agressivo, veloz, insinuante e criativo.

Controlou o jogo, não deixou o Vitória se armar em nenhum momento, fez dois gols, perdeu um pênalti, meteu uma bola no poste e desperdiçou cerca de cinco chances claras para aumentar o marcador.

Mas, lá, no Barradão, a história deverá ser outra, a não ser que o Peixe ratifique sua volta aos bons tempos recentes.

Notas relacionadas:

  1. SÃO PAULO, CRUZEIRO E SANTOS
  2. NOITE DE GALA TRICOLOR
  3. INTER NA FITA, MAS…
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , ,

terça-feira, 27 de julho de 2010 Clubes brasileiros, Copa do Brasil, Libertadores | 14:41

INTER NA FITA, MAS…

Compartilhe: Twitter

O Inter é, evidentemente, o favorito para o jogo desta quarta-feira, pelas semifinais da Libertadores. Não só porque enfrenta o São Paulo no Beira-Rio, mas, sobretudo, porque vem jogando muito melhor do que o seu adversário.

É verdade que a perda de Tinga, machucado e suspenso, pesará, pois o meio-campista voltou com tudo ao Beira-Rio e deu um show de bola no último fim de semana. Mas, o Colorado tem elenco para suportar tal ausência ilustre.

Assim como o São Paulo tem elenco – agora, reforçado pela volta de Ricardo Oliveira, capaz, talvez de jogar meia hora, se tanto já nessa partida -, mas não está jogando nada próximo de seu potencial desde a Copa do Mundo.

Libertadores, porém, tem sido a praia tricolor nas duas últimas décadas, e bem que pode, de súbito, reencontrar-se diante do Inter.

PEIXE VIVO

Se essa primeira decisão da Copa do Brasil contra o Vitória, no Barradão, fosse jogada há dois meses, o Peixe estaria no topo das apostas. Mas, na mesma proporção em que declinou no Brasileirão pós-Copa, o Vitória ascendeu.
E, no Barradão, o bicho pega, de qualquer jeito.

A esperança santista é que a convocação de Ganso, Neymar, Robinho e André resgate aquele prazer de jogar bola que fez dos Meninos da Vila a grande sensação do nosso futebol este ano.

Ganso, depois da cirurgia no joelho, ainda não voltou a jogar tudo que sabe. Mesmo assim, joga muito. André andava meio avoado por conta da negociação com o exterior, e Neymar, idem, só com a perspectiva de ir para o Chelsea, enquanto Robinho lambia as feridas do fracasso brasileiro na Copa. Uma convocação nessa hora é sempre um lenitivo.

A VOLTA DO ÍDOLO

Valdívia está de volta de onde nunca deveria ter saído: o Palestra Itália. Foi uma operação onerosa para o Palmeiras, um trabalho, acima de tudo, de muita paciência no trato com os árabes.

Mas, que renderá seus frutos, sem dúvida, embora não se possa esperar de imediato um Valdívia jogando o que jogava quando partiu. E o maior fruto dessa negociação será a recuperação da confiança da torcida no time, cuja perda provocou estragos incalculáveis ao Palmeiras desde o final do Brasileirão passado.

Notas relacionadas:

  1. LIBERTADORES NA FITA
  2. GRÊMIO, INTER, VITÓRIA E FLA
  3. TIMÃO, INTER, GRÊMIO, VERDÃO E SELEÇÃO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

sábado, 17 de julho de 2010 Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros | 20:57

A SEGUNDA SEGUIDA

Compartilhe: Twitter

Com seus clássicos três zagueiros, mais dois volantes – outro, Jean, deslocado para a lateral-direita -, o São Paulo não consegue se impor como um time ofensivo. Fica ali naquele meio termo, entre defender e atacar em esticões de bolas que não lhe permitem estabelecer um ritmo, uma cadência de jogo, através do que pode ir envolvendo o inimigo e criando chances de gols.

Assim, o Vitória foi melhor durante praticamente todo o primeiro tempo, quando marcou seu gol e tomou o empate no finalzinho, e estendeu esse domínio no início do segundo, ampliando o placar para 3 a 1.

O São Paulo só melhorou mais tarde, depois das modificações feitas por Ricardo Gomes, sobretudo a entrada de Fernandinho na esquerda, onde o Tricolor criou suas jogadas mais agudas, até reduzir com aquele cabeceio de Fernandão para 3 a 2.

Resultado: às vésperas de jogo decisivo pela Libertadores, o São Paulo acumula duas derrotas consecutivas no Brasileirão, depois da Copa do Mundo, e dá claros sinais de que precisa rever seu plano de jogo, rapidamente.

Notas relacionadas:

  1. SUBORNO OU FOFOCA?
  2. MUITA VISAGEM E POUCA SUBSTÂNCIA
  3. PALMEIRAS, INTER E SÃO PAULO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , ,

quinta-feira, 20 de maio de 2010 Copa do Brasil, Libertadores | 00:53

NOITE DE GALA TRICOLOR

Compartilhe: Twitter

Claro que a expulsão de Kleber, logo no primeiro minuto de jogo, foi decisiva para a derrota do Cruzeiro, no Morumbi. Afinal, para um time que precisava marcar, no mínimo, dois gols, na casa do adversário e numa defesa sólida como a do São Paulo, perder seu artilheiro quando a turma nem esquentou as turbinas, é fatal.

Mas, não seria, caso o São Paulo não protagonizasse uma noite de gala, uma partida impecável, em todos os sentidos. Teve fibra, firmeza na defesa, toque de bola no meio de campo, velocidade e agudeza no ataque.

Tanto que, pelas inúmeras chances claras de gol desperdiçadas ou aparadas pelo goleirão Fábio, se o placar exibisse uma goleada de 5 ou 6 a 0 não seria nenhum absurdo.

E dois jogadores, do ponto de vista estratégico, permitiram que o futebol tricolor fluísse dessa maneira: Richarlyson e Fernandão. Richarlyson porque, como terceiro zagueiro, transforma-se rapidamente em volante com a absoluta naturalidade. E Fernandão porque, como centroavante, não fica lá parado na frente, alongando o seu time, ao forçar a defesa a lançar bolas que batem e voltam, como em geral acontece no esquema com três zagueiros. Fernandão, pela visão de jogo e técnica mais apurada, volta ou descai para os lados, participando do sistema de armação.

Assim, o time fica mais compacto e capacitado para avançar em dribles e passes, o que resulta na criação de chances de gol na quantidade suficiente para fazer um placar positivo. Dessa forma, o São Paulo chega às semifinais da Libertadores, passando pelo fortíssimo Cruzeiro com o placar agregado de 4 a 0, o que não é fácil. É, sim, louvável.

SANTOS E VITÓRIA

Nem Ganso, nem Neymar, nem Robinho. O nome do jogo que deu a vitória e a a classificação para a final da Copa do Brasil foi Wesley. Como jogou o garoto! Marcou, lançou, passou, armou e coroou sua exibição primorosa com um golaço, aos 40 minutos do segundo tempo: quando mais o Grêmio pressionava em busca do empate que derrubaria de vez o Peixe, Wesley disparou em alta velocidade pela esquerda, recebeu, limpou um beque, o goleiro, e já sem ângulo fez o gol que acabou com a agonia santista.

Aliás, os outros dois gols do Santos também foram duas pinturas: o tiro mortífero de Ganso do meio da rua, no ângulo; e aquele toque de Robinho por cima de Victor, coisa de craque.

É verdade que o Grêmio foi melhor no primeiro tempo, quando poderia ter emplacado o resultado que o levaria para a decisão da Copa do Brasil. Mas, no segundo, o Santos foi implacável, como de hábito, cumprindo sua meta básica: três gols por partida.

Enquanto isso, o Vitória, no Barradão, aproveitou-se da desorientação do Atlético Goianiense, sobretudo no primeiro tempo, e impôs seu melhor jogo, aplicando uma goleada de 4 a 0.

Assim, o Vitória, que tantos craques tem revelado para o futebol brasileiro nos últimos tempos, tem agora a chance de alcançar um título inédito, abrindo as portas para a Libertadores, objeto de desejo de todos os nossos clubes.

Notas relacionadas:

  1. A VITÓRIA TRICOLOR
  2. SÓ PODE, TRICOLOR…
  3. TIMÃO, INTER, MENGÃO E TRICOLOR
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , ,

sábado, 8 de maio de 2010 Campeonato Brasileiro | 21:53

E COMEÇA O BRASILEIRÃO

Compartilhe: Twitter

Começa o Brasileirão e, como sempre, ainda com alguns dos grandes candidatos ao título envolvidos nas disputas consideradas maiores – a Copa do Brasil e a Libertadores.

E, neste ano, há um fato novo: a Copa do Mundo, que suspenderá o Brasileirão por um bom período, além da janela de meio de ano, que poderá significar algumas perdas para os principais concorrentes ao título.

Portanto, o desfecho desse torneio, agora, se torna absolutamente imprevisível.

Mas, a grande novidade desse Brasileirão é, sem dúvida, a presença dos Meninos da Vila, esse bando de garotos abusados que vêm encantado o torcedor de todas as cores.

Falo desse estilo de jogo desabrido, moleque mesmo, de jogar bola. Será que se sustentará ao longo de um campeonato tão renhido e longo como o Brasileirão? É o que veremos.

Mas, a estreia, neste sábado, contra o campeão carioca, em –pleno Engenhão, acabou sendo sugestiva, embora o Santos deixasse escapar a vitória por 3 a 2 no último instante, numa daquelas jogadas mortíferas do Botafogo – bola alçada na área para o cabeceio fatal de Herrera (ou de Abreu).

O Peixe, porém, jogou desfalcado de meio time, jogadores fundamentais, como Edu Dracena, Léo, Pará, Arouca, Ganso e Robinho. E, mesmo assim, saiu perdendo, virou o jogo, sofreu o empate, retomou a vantagem para levar o gol de igualdade no finzinho.

Quer dizer: tem elenco para enfrentar um igual, na casa do adversário, e mesmo assim voltar com um empate, ao menos. Isso, sem falar nas emoções dos tantos gols que sua simples presença em campo produz.

O Grêmio é outra expectativa, apesar do empate por 0 a 0 contra o Atlético, em Goiânia, ambos desfalcados, com um olho no Brasileirão e outro na Copa do Brasil.

Aí, entra a turma da Libertadores: São Paulo, que vai ao Maracanã, com um mistão para enfrentar o mistão do Flamengo, assim como Inter e Cruzeiro, que cruzam no Beira-Rio.

Já o Galo e o Vasco, desclassificados da  Copa do Brasil, não têm perdão: é vencer ou vencer, pois este é o momento de acumular gordura para os tempos em que os demais já terão se livrado dos outros fronts de batalha.

Da mesma forma, o Corinthians, que receberá em casa o Furacão. É a hora de salvar o centenário, cujo chpe está aguado desde o início da temporada.

Já o Palmeiras estreou com Vitória. No Paestra, graças à pontaria de Lincoln, bateu o Vitória por 1 a 0. Mas, a Turma do Amendoim ainda segue muito desconfiada. Desconfiança que só será eliminada a partir de uma série de vitórias do Verdão, em casa e fora de casa. Mesmo assim…

Dona Maria Amélia

Morreu dormindo. Aos cem anos de idade. Quem de nós não gostaria de ter esse fim, já que o fim é inevitável? Pois, se alguém o mereceu foi dona Maria Amélia Buarque de Holanda, mulher do saudoso escritor e ensaísta Sérgio Buarque de Holanda, mãe do Chico e de mais seis filhos adoráveis, avó e bisavó, matriarca de um clã que continuará, por certo, a fazer história no Brasil.

Tive a honra e o privilégio de, por um breve tempo, conviver com esse povo, e estou convencido de que dona Maria Amélia sobreviverá enquanto todos que foram tocados por sua gentileza, inteligência, sabedoria e um senso de solidariedade incomum, ainda estiverem por aqui.

Choro o pranto de seus filhos. E louvo a figura de uma mulher invulgar, que esteve no centro de todas as grandes mudanças da história deste país no século passado, invadindo este minúsculo início do novo milênio.

Notas relacionadas:

  1. QUE CAMPEONATO É ESSE?
  2. MISTURANDO AS ESTAÇÕES
  3. ATÉ AGORA, SÓ O INTER
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , ,

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. 3
  5. Última