Vila Belmiro | Blog do Alberto Helena Jr.

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domingo, 4 de março de 2012 Sem categoria | 21:14

O DISCRETO BRILHO DE GANSO

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Quando encho a bola de Ganso aqui, na tv, na padaria, até mesmo com meus botões, é porque há muitos anos não vejo um meia-armador, canhoto, brasileiro, com tamanho domínio da posição, o que implica em serenidade, descortino e exatidão no passe profundo, arriscado, surpreendente, capaz de decidir um jogo com apenas essa jogada.

Reveja a assistência de Ganso para Ibson, no gol da vitória do Santos sobre o Corinthians, na festa de reabertura da Vila Belmiro – um primor de vislumbre e exatidão. Visto assim, de cima, parece um lance simples, banal, item do repertório de qualquer sujeito que vive de chutar uma bola de futebol.

Ganso beija seu afilhado, filho de Neymar

Banal, não. Mas, simples, sim. Aquela simplicidade tão complexa como as coisas realmente eternas.

Mas, o futebol de Ganso, no clássico paulista, não se resumiu a essa jogada genial, o que bastaria para o craque levar nota 10. Não. Ganso ditou o ritmo de sua equipe, produziu outros lances de igual refinamento, como aquela tabela com Neymar, que concluiu pra fora, e acabou sendo o centro de todas as ações.

Falando em Neymar, o garoto, ao contrário, desta vez, não brilhou. Mas, protagonizou, por baixo, meia dúzia de lances de alta classe e tensa emoção. Quem, além de Ganso, jogou muito foi Arouca, o múltiplo Arouca, que, desta vez, cansou e saiu antes do apito final.

Quanto ao Corinthians, muito desfalcado, esteve sempre firme na defesa, e até  chegou a criar chances perigosas, embora a maior delas tenha sido oferecida pelo goleiro Rafael a Jorge Henrique, numa lambança em devolução com os pés.Outra: um cruzamento de Jorge Henrique para Adriano, na cara de Rafael, emendar pra fora, de direita, numa das raras participações do Imperador na partida.

Notas relacionadas:

  1. PEIXE, NO MERGULHO
  2. INVOCANDO O GÊNIO
  3. A AMÉRICA PARA OS BRASILEIROS
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , ,

quinta-feira, 14 de outubro de 2010 Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros | 00:38

ÁREA DO SONHO E DO PESADELO

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Não, o Corinthians não foi um desastre em São Januário. Desastroso, para o líder de outro dia, foi o resultado, pois o Timão botou a bola no chão, trocou passes daqui pra lá, e… E tomou dois cocos do Vasco, que fez, de sua parte, uma partida irretocável: fechou bem a entrada de sua área e, sempre que saía ao ataque, sobretudo, com Felipe, criava um salseiro na área alvinegra.

Foi assim logo na primeira investida de Zé Roberto, bola fora. Na segunda, gol! Cruzamento de Carlinhos da esquerda, que Zé Roberto, impedido, completa, sozinho. Isso, aos 9 minutos de bola rolando. E, aos 21, Felipe enfia magistral bola para Eder Luís, que chega voando e toca no canto de Júlio César.

A partir daí, o jogo caiu no lugar-comum: o Corinthians trocando passes e o Vasco neutralizando qualquer ação mais perigosa do inimigo.

Dessa forma, o Timão segue vagando em círculos por esse campo cinzento, onde reina a dúvida sobre o que o espera do outro lado. Se outro lado houver. E o Vasco se aproxima da área do sonho da Libertadores.

Peixe saltando

O jogo da Vila não foi o deslumbre esperado pela qualidade dos dois contendores, ainda que cheios de desfalques. Mas, foi um bom jogo, com os dois tempos divididos equitativamente entre Santos e Inter.

No primeiro, o Peixe dominou a bola e os espaços, marcando a saída de bola do Colorado. A tal ponto que, numa dessas, Kleber erra o passe, que Neymar recebe na sequência, invade a área e desloca o goleiro: 1 a 0, placar final.

Final, porque o Inter, embora controlasse a partida no segundo tempo todo, com exceção de uma bola salva por Alex Sandro sobre a risca e um tiro longo, defendido por Rafael, não chegou a criar o número de oportunidades necessárias para chegar, pelo menos, ao empate.

Em contrapartida, o Santos, em raros contragolpes, esteve a pique de marcar, por três vezes. Numa delas, em jogada espetacular de Alex Sandro. O garoto deu um chapeuzinho num adversário em sua própria área, quando maior era o sufoco, partiu com a bichinha colada à canhota, passou por dois e rolou para Zé Eduardo sozinho na cara de Renan, que defendeu o tiro apertado do atacante.

Assim, o Peixe saltou por cima do Inter na tabela e já acossa os líderes, com um ponto a menos do que o Corinthians, a murcha bola três.

Notas relacionadas:

  1. TIMÃO, CATEGÓRICO
  2. FLU, PERDENDO DE VISTA
  3. VASCO, ATÉ QUE ENFIM
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 16 de setembro de 2010 Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros | 21:06

NEYMAR PEDIU PERDÃO. QUE MAIS?

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Neymar não só pediu desculpas, pediu perdão. Logo, deixemos de parangolés. O menino está arrependido do que fez, levou uma bronca do pai, um puxão de orelhas da mãe, uma multa do clube, um esporro do técnico, e caiu na real.

O que é que você quer mais? Colocar o negrinho rebelde no pelourinho, açoitá-lo com sete chibatadas, até que ele confesse ter entregado Jesus aos romanos cruéis?

Ora, trata-se de um rapaz em pleno rito de passagem, que desde os doze anos é cevado com a expectativa de se transformar num grande craque na Vila.

Célebre e endinheirado muito antes de ganhar corpo e mente de homem formado, exigir que ele se comporte, dentro e fora do campo, como um cidadão normal, se é que isso exista, é no mínimo uma estupidez.

Vai pisar na bola – metaforicamente, pois, literalmente, ele a domina como poucos -, faz parte da natureza humana. Os mesmos que o criticam acerbamente por ter respondido com palavrões ao técnico, por não ter sido preterido na cobrança de pênalti que ele mesmo sofreu, são os mesmos que me enchem de impropérios na lista dos comentários deste blog.

Pra esses, dar porrada no adversário faz parte do jogo. Jogadores se ameaçarem e se xingarem ao longo de uma partida é coisa normal. O becão dar uma cacetada no craque que faz uma firula é absolutamente natural, a não ser pra quem nunca bateu bola na várzea. Todas essas machezas e incivilidades são perdoadas, por conta da lide da bola.

Mas, um moleque desses, crioulo, abusado, de gola levantada, sorriso permanente nos lábios, ah, não! Quem ele pensa que é?

É quem é. Moleque, crioulo, abusado, pleno de talento, da cabeça aos pés, com personalidade suficiente para enfrentar qualquer parada, capaz de cometer estripulias com a bola nos pés, com a boca, com os gestos, de qualquer jeito.

Moldá-lo de acordo com os preceitos ou preconceitos de todos nós só o tempo o fará, na medida certa, se isso realmente for necessário para ele, não para nós, segundo nossos padrões de vida, nem sempre, ou quase nunca adequados para quem, por isto ou aquilo, está fora de nossos padrões.

Show colorado no Tricolor

Foi uma vitória categórica do Inter sobre o São Paulo, no Morumbi. Não só pelo placar clássico de 3 a 1, três gols legais, dois deles de bela feitura, mas, sobretudo, porque o Colorado foi sempre, de cabo a rabo, mais time.

Defendeu-se com firmeza, armou com ciência, e atacou com força o tempo todo, enquanto o São Paulo foi flácido e descoordenado em todos os setores. Revelou-se, principalmente, uma equipe sem personalidade.

Enquanto isso, em São Januário, o Vasco colecionava mais um empate, nessa longa série invicta, porém, sem os saltos necessários para alcançar posições melhores.

Notas relacionadas:

  1. NEYMAR FILHO POR NEYMAR PAI
  2. O CASO NEYMAR
  3. JOGO UM POUCO MAIS DECISIVO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , ,

quinta-feira, 2 de setembro de 2010 Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros | 23:31

PEIXE E TRICOLOR

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Santos e São Paulo passaram por Avaí e Atlético Goianiense, num momento delicado para as duas equipes.

O Santos, pressionado na tabela pelo Botafogo – que segue cumprindo excelente campanha, sob o comando de Joel Santana -, venceu, por 2 a 1, mas, penou na Vila. Penou porque o Avaí é um time bem armado, ousado, e que, na necessidade de virar o placar, partiu para o jogo sem temor.

Mas, o Peixe é isso: não recua, não abre mão de atacar, e, sobretudo, tem Neymar, essa joia que os juízes deveriam preservar em vez de perseguir, por força da visão perversa do futebol por boa parte da mídia esportiva.

O menino é menino, é leve, joga em alta velocidade e sabe jogar como poucos – dribla, passa, toca de primeira, lança, faz tudo com a bola. Logo, está mais exposto ao choque e a consequente queda. Nem sempre essa queda é resultado de falta, mas também não é fruto de encenação (poucas vezes, é). Na maioria das vezes, porém, Neymar é vítima das pancadas dos botinudos incapazes de, legalmente, tomar-lhe a bola.

Bem, mas o fato é que o Santos, com gols de Neymar, antes mesmo do primeiro minuto de jogo, e de Marcel, no segundo tempo, venceu, manteve-se em terceiro lugar e acena com a forte possibilidade de ser aquele que pode romper a hegemonia até agora detida por Flu e Corinthians.

Já o São Paulo, com uma formação mais arejada, com dois volantes, três meias e apenas um atacante, pelas ausências forçadas de Ricardo Oliveira e de Fernandão, teve sua primeira vitória sob o comando de Sérgio Baresi.

Venceu o Atlético Goianiense por 2 a 1, no Morumbi. E, se pudesse contar com um atacante de fato, como Ricardo Oliveira, por exemplo, não tenho dúvidas que conseguiria alcançar um resultado mais folgado.

De qualquer forma, esse é o caminho que Baresi deve seguir, se quiser salvar os dedos e os anéis.

Notas relacionadas:

  1. O TRICOLOR, DE TRÊS DEDOS
  2. TOQUE TRICOLOR
  3. RECEITA PARA OS PRAGMÁTICOS: PEIXE
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

domingo, 28 de março de 2010 Campeonatos Estaduais | 21:07

DOCE ROTINA NA VILA

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Na Vila, encerrando com chave de ouro a rodada de domingo, a doce rotina desse Santos maravilhoso: 5 a 0 sobre o Monte Azul, com direito a dois gols de Ganso e mais um de André, legítimo, anulado pelo bandeirinha zarolho.

E olhe que o Peixe não verteu sequer um pingo de suor, nem mesmo maculou o glorioso uniforme branco.

Ah, mas o Monte Azul é um saco de pancadas. É verdade. Mais verdadeiro, porém, é que todos – com as exceções de praxe – são sacos de pancada para esse Santos inconcebível até outro dia. São 70 gols em 21 jogos na temporada, média de mais de 3 gols por partida, próxima daquela extraordinária marca do Peixe, em 58, com Pelé e cia.

Isso, só no quesito eficiência. O show extra – os dribles, os passes, chapéus e outros truques deliciosos – vai como um bônus.

CLÁSSICAS EMOÇÕES

Foi um clássico emocionante, disputado sobre o fio da navalha, com o Corinthians dando as cartas durante todo o primeiro tempo, quando abriu e ampliou o placar, chegando a 2 a 0, gols de Elias e Danilo depois de meter duas bolas nas traves do adversário, num lance só. O Tricolor diminuiu antes do final, com Jean, mas antes das expulsões de Washington e Dentinho.

A propósito, vale sempre lembrar que o juiz está ali para preservar o espetáculo, não para afirmar sua autoridade, que é implícita, inarredável. Na Inglaterra, sobretudo, onde se pratica o futebol mais espetacular do mundo atualmente, o juiz, num caso desses, chamaria os dois jogadores, passaria uma descompostura nos dois, manda-vos apertar as mão e jogo que segue.

Mas, aqui, prevalece o conceito da otoridade, segundo o qual, se não cortar o mal pela raiz, ele brota e toma conta do campo. Coisa de gente pequena, que pensa pequeno.
Mas, talvez por isso mesmo, ou não, o fato é que no segundo tempo, o jogo pegou fogo, os espaços se abriram e o Corinthians logo chegou aos 3 a 1, com Roberto Carlos, em cobrança de falta e falha de Rogério Ceni.

Bem, aí o jogo cairia numa modorra natural, e assim foi até os 29 minutos, quando Rodrigo Souto, colhendo falta cobrada por Hernanes, reduziu o placar para 3 a 2. O mesmo Rodrigo Souto que empataria, nove minutos depois, em levantamento de Cicinho, que entrara no lugar de Hernanes.

Aliás, até aqui, os dois treinadores erraram a mão nas substituições, mas Mano Menezes haveria de se redimir com a entrada de Iarley no lugar de Ronaldo Fenômeno, absolutamente inútil enquanto esteve em campo, já no finzinho.
Iarley recebeu na esquerda, limpou o beque e cruzou para Alex Pirolito tocar contra de cabeça: 4 a 3,

Esse resultado, se não abalou muito o São Paulo, pelo menos em relação à sua colocação na tabela, deu uma sobrevida ao Timão, ameaçado, às vésperas da última rodada da fase de classificação, de ficar de fora do mata-mata final.

Além do que, finalmente, esses dois times ofereceram um bom espetáculo a suas torcidas, aumentando a esperança de que esse espírito se incorpore ao da Libertadores, que é o grande objetivo de ambos.

E NÃO VAI

O Verdão patina, patina, e não vai em frente. Desta vez, empatou, sábado, com o Mirassol, num Palestra Itália vazio, sem nem mesmo arremesso de amendoim envenenado por parte da torcida.
Até que o Palmeiras começou bem, fez 1 a 0, com Robert, em pênalti sofrido por Cleiton Xavier. Mas, depois, refluiu, tomou o empate, perdeu Cleiton Xavier ainda no primeiro tempo, machucado, e não teve forças para ir além.
Tá feia a coisa por lá. Tão feia, que, segundo leio, até o presidente pensa em renunciar. Também não é assim.

SÓ PATINA

É o Inter que só patina. Com todo aquele elenco de primeira, não ganha há seis jogos e neste domingo perdeu mais uma, desta vez, para o Caxias, por 2 a 0. E, segundo os relatos que nos chegam do Sul, o Colorado beirou o ridículo, com uma atuação desastrosa, presa de extremo nervosismo, obviamente fruto da tão longa série de insucessos.

Na véspera, o todo-poderoso do Inter, Fernando Carvalho, ratificou seu voto de confiança no técnico uruguaio Jorge Fossati, o que, em princípio é sempre um gesto ajuizado. A não ser que Fossati seja o centro nervoso dessa irradiação negativa que toma conta do time e do Beira-Rio.

É coisa para se averiguar com zelo e profundidade.

Por outro lado, o Grêmio segue lépido e fagueiro, mesmo todo destroçado por contusões e outros bichos. Venceu o Esportivo por 2 a 0, em ritmo de treino, dizem de lá, e parece ter exorcizado todos os fantasmas que bailavam sinistramente em torno do técnico Silas. Só faltava que não.

COM GAÚCHO, 3 A 0

Nem sempre o técnico é o responsável pela má fase de um time. Mas, às vezes, sua troca, em geral por alguém mais próximo dos jogadores, como é o caso de Gaúcho, no Vasco, a coisa funciona.

Prova disso, os 3 a 0 do Vasco sobre o Fluminense Dodô, que estava no fundo do poço, voltou lampeiro e até fez gol por baixo das pernas do goleiro: Carlos Alberto, que mofava na enfermaria, entrou exalando saúde por todos os poros, e o Almirante assumiu o leme da partida, sobretudo no segundo tempo, ganhando um clássico que não apenas lhe dá sobrevida no campeonato, como afasta de São Januário as nuvens mais tenebrosas. Mas, ainda o céu do Almirante não é de brigadeiro, não.

Notas relacionadas:

  1. ENFIM, O PAULISTÃO
  2. AH, TIMÃO…
  3. O VAIVÉM DO PAULISTÃO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010 Clubes brasileiros | 16:07

FESTA PARA ROBINHO

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Robinho foi recepcionado na Vila por cerca de 12 mil peixeiros eufóricos. E não é pra menos. Afinal, desde que ele e Diego partiram, o Santos deixou de ser protagonista na cena do futebol brasileiro.

Se falhou na sua aventura europeia, se andou mal nas suas últimas apresentações na Seleção Brasileira e tal e cousa e lousa e maripousa, para o torcedor do Santos, isso é irrelevante: trata-se de um ídolo, um dos principais jogadores da gloriosa história santista, quer queiram ou não seus detratores.

E olhe que o Santos foi pródigo em craques de todos os estilos e funções, sobretudo naquele período mágico de 55 a 75, por baixo, sem contar o time de 78 de Pita e cia. bela., os chamados Meninos da Vila.

Pois, Robinho chega para juntar-se a uma nova geração de meninos da Vila que anda encantando mídia e torcida neste início de temporada. Aos meninos Neymar, Ganso, Wesley, Zé Eduardo, André, todos seus fãs, e também, ao seu ídolo Giovanni, já veterano, que lá está para servir quando isso convier ao técnico.

E chega com ganas de provar ao mundo que seu lugar na Copa será garantido não por eventual gratidão do técnico Dunga por tudo que ele fez de bom, mas, principalmente, pelo que poderá fazer.

Se tiver juízo e empenho, seu futebol moleque se fundirá naturalmente à alegre e sincronizada ciranda dos garotos que já lá estão. E o resultado disso nem quero imaginar.

GRENAL

Para os torcedores gaúchos, trata-se de um campeonato à parte. Mas, pra soma dos resultados ao longo de um campeonato, o Grenal é apenas mais um clássico brasileiro, cujo resultado tem, claro, seus desdobramentos sobre o emocional dos times e das respectivas galeras, mas não o suficiente para estigmatizar este ou aquele definitivamente. Entre outras coisas, porque sempre há a volta.

No último, o Inter levou a vantagem de 1 a 0, gol de Alecsandro. Mas, pelo que vi, li e ouvi, o jogo foi equilibrado, com pequena predominância do Inter no segundo tempo.

Em clássicos como esse, isso é perfeitamente natural. Sobretudo, quando se sabe que, embora Inter e Grêmio estejam de treinadores novos, o Colorado já vem com um entrosamento herdado da temporada passada, quando fez boa figura no Brasileirão.

Ao contrário do Grêmio, que remodelou quase toda a sua equipe, e ainda busca sua melhor formação e mais adequada maneira de jogar.

Portanto, nem tanta euforia por parte do vencedor, nem tamanha depressão, por parte do derrotado.

Notas relacionadas:

  1. LÉO E O PEIXE
  2. INTER E GALO JOGAM O FUTURO
  3. ESSES MENINOS…
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , ,

sábado, 11 de abril de 2009 Campeonatos Estaduais | 21:05

QUE ESPETÁCULO, MEU!

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Santos e Palmeiras, na Vila, produziram um autêntico espetáculo de futebol, um jogo com a cara do futebol brasileiro que há tempos se arrasta, em geral, numa tediosa disputa de defesa contra defesa. E defesa, aqui, inclui meio de campo e até ataque.

De início ao fim, os dois times buscaram jogar bola, nas regras da arte, e foi um tá lá, tá cá, o tempo todo, com maior predomínio do Peixe, animado por sua torcida, que devolvia ao campo a emoção que o campo gerava.

Logo aos 3 minutos, Diego Souza mete bola magistral para Keirrison, que obriga Fábio Costa a uma defesa difícil. Aos 7, Neymar cruza na boca da meta, e, por um triz, Kleber Pereira não faz. E, um minuto após, Diego Souza serve Cleiton Xavier que coloca Keirrison na cara do gol: Fábio Costa rebate o tiro à queima-roupa, para K-9 encaçapar de cabeça: 1 a 0.

E assim foi até que Kleber Pereira, colhendo bola solta em cobrança de córner disparasse para empatar, aos 18 minutos.

O Palmeiras respondeu, no contragolpe, com um cabeceio de Keirrison cuja bola foi ao poste.
No segundo tempo, o jogo seguiu na mesma embolada, e, logo aos 3 minutos, o menino Neymar, batendo da entrada da área, definiu o placar para o Santos: 2 a 1.

Fiz aqui um resumo que está longe de reproduzir o que foi essa partida lancinante, cheia de chances perdidas pelos dois lados, jogadas de alto nível, enfim, tudo aquilo que faz do futebol um espetáculo, não uma disputa mesquinha pelo resultado que mais convém a este ou aquele.

Ganso, Neymar, Kleber Pereira, Souto, Fabão e Fábio Costa deram o tom para o Santos, enquanto Marcos, Pierre, Cleiton Xavier, Diego Souza e Keirrison se destacaram no Palmeiras.

Quer dizer: sim, senhor, é muito possível, com os jogadores que aí estão disponíveis no Brasil, fazer-se um jogo competitivo, numa decisão, ao mesmo tempo combativo e atraente. Basta não ser refém do medo, como não o foram Luxa e Mancini.

Notas relacionadas:

  1. A META É O ESTILO
  2. PALESTRA SOBREVOANDO
  3. TIMÃO E VERDÃO SENSACIONAL
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , ,

quinta-feira, 2 de abril de 2009 Campeonatos Estaduais | 18:33

PEIXE E TRICOLOR

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Milton Trajano

E deu Peixe, no clássico decisivo com a Lusa, na disputa pela quarta vaga para as semifinais do Paulistão.

Tudo bem: o placar foi o mais reduzido possível: 1 a 0, gol de Kleber Pereira, em rebote do goleiro, depois de Madson, o mais ativo dos jogadores santistas nesta partida.

Mas, o fato é que o Santos teve o jogo sob controle a maior parte do tempo, embora a Lusa, no primeiro tempo, pudesse ter aberto o placar com aquele cabeceio de Edno que se chocou com o poste. Jogada gêmea de Athirson, no finalzinho da partida.

Mas, no geral, o Santos foi melhor, e justifica sua temporária ocupação da vaga em aberto.

Enquanto isso, o São Paulo, pela terceira vez consecutiva jogando sem três zagueiros de ofício, bateu o Guaratinguetá, no Morumbi, por 2 a 1, com gols de Dagoberto e Washington.

E, novamente, o Tricolor foi um time mais fluente na troca de passes, sobretudo no primeiro tempo, quando criou mais chances de gols do de que de hábito.

Nesse formato, a equipe fica mais equilibrada, embora siga carecendo de um meia de habilidade, daqueles que criam o inesperado… um cara como Muricy foi quando craque inquestionável. 

Notas relacionadas:

  1. TRICOLOR PATINANDO
  2. TIMÃO, TRICOLOR E PEIXE
  3. PEIXE, DIABOS, VERDÃO, GLORIOSO E INTER
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quinta-feira, 19 de março de 2009 Clubes brasileiros, Copa do Brasil, Libertadores | 00:08

SÃO PAULO, CRUZEIRO E SANTOS

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Na conta do chá – belo passe de Jean, que Borges, sempre ele, aproveita de canhota no ângulo -, o São Paulo foi a Montevidéu e volta com uma preciosa vitória sobre o Defensor.

De resto, foi aquele tédio de sempre: o Tricolor lá atrás, defendendo-se de um time de qualidade discutível, mal conseguindo trocar dois passes além da sua própria intermediária, Rogério Ceni pegando bolas vesgas, e seja lá o que Deus quiser.

E Deus quer, pelo visto.

Já o Cruzeiro, mesmo sem exibir aquela bola redondinha de hábito, bateu o Sucre por 2 a 0, dois gols de Wellington Paulista. Mas, ali tem, e o Cruzeiro tem muito mais a apresentar.

Enquanto isso, na Copa do Brasil, o Santos, de Neymar e Kléber Pereira pela primeira vez juntos, goleou, mesmo sem exibir um futebol de gala. Mas, o bastante, ao menos, para que o torcedor peixeiro bote fé nesse ataque que ainda dará muito o que falar.

Notas relacionadas:

  1. UM RIO-SÃO PAULO DE MERCADO
  2. GRÊMIO E CRUZEIRO NA LIBERTADORES
  3. SPORT E CRUZEIRO NO TOPO
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terça-feira, 3 de fevereiro de 2009 Clubes brasileiros | 16:49

LÉO E O PEIXE

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O Santos, que perdeu para o Ituano, num jogo inusitado de sete bolas nas traves (seis disparadas pelo Santos e uma pelo Ituano), enfrenta amanhã o São Caetano, na Vila, com direito a re-estreia de Léo, lateral canhoto destaque daquele timaço de Robinho, Diego, Elano, Renato e cia. bela.

Não sei como anda Léo, que passou esse tempo todo no Benfica, entre altos e baixos. Se ainda tiver a mesma flama, a mesma velocidade e técnica dos seus tempos da Vila, será, sem dúvida, a alternativa pela esquerda perdida com a queda de ímpeto de Kleber, que já se foi, e a chegada acanhada de Triguinho.

De resto, conta a volta de Fabiano Eller, que faz uma falta danada lá atrás e a esperança de maior entrosamento de Bolaños com Kleber Pereira, lá na frente.

Notas relacionadas:

  1. MÁRCIO LEMBRANDO ANTONINHO
  2. O VAIVÉM DA MUDANÇA DE ANO
  3. GUILHERME POR KLEBER
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  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. Última