TUDO AZUL NA TOCA
Dos quatro brasileiros que iniciam a semana da Libertadores, só o Cruzeiro caminha leve e solto para a Venezuela, levando em sua bagagem as duas estrondosas vitórias iniciais sobre Estudiantes e Guarani do Paraguai para enfrentar o Tolima, de tão sinistra lembrança para a Fiel.
Não só por isso, mas, sobretudo, porque o time parece ter achado sua melhor formação, como comprovou na vitória sobre o América TO, pelo Mineirão por 2 a 1, embora sofresse para chegar ao segundo gol.
E, mais uma vez, o menino Wallyson mostrou que está encantado: oito gols em quatro jogos, meu!
Mas, a viagem é longa e encardida. E a Raposa precisará ser muito esperta para manter essa campanha cem por cento obtida até agora.
Grêmio
Depois da brilhante vitória do Grêmio sobre o Cruzeiro gaúcho, por 4 a 2, com três gols de Borges – o que lhe deu vaga na final do Gauchão contra o Caxias -, Renato Gaúcho rasgou elogios ao futebol de Douglas, o Maestro, como passou a ser chamado no Sul.
E é com esse moral que o Tricolor gaúcho espera o León de Huánuco, no Olímpico, quinta-feira.
Com Douglas metendo aquelas bolas e Borges voltando a acertar o pé, dificilmente o Tricolor terá maiores dificuldades para seguir animado em frente na Libertadores.
Fluminense
Ah, o Flu… Esse, que carrega o peso de ainda não ter vencido na Libertdaores, mesmo jogando em casa, somado ao vexame da desclassificação nas semifinais da Taça Guanabara para o modesto Boa Vista, terá de encarar, na quarta, o América e altitude da Cidade do México.
Muricy, que deixou sua marca como jogador e técnico por lá, descarta os problemas fisiológicos causados pelos dois mil e poucos metros de altitude. Preocupa-se, porém, com a velocidade da bola, maior em lugares de ar mais rarefeito, claro.
Mesmo assim, acha que em dois dias dá para superar essa questão.
De qualquer jeito, se confirmadas as suspeitas dos setoristas nas Laranjeiras, o Flu vai mais do que fechadinho, com três zagueiros de ofício e mais dois volantes. E, sem Fred, ainda contundido.
Não vai ser fácil. E uma derrota lá pode praticamente tirar o Flu da fase seguinte da Libertadores, o que, sem dúvida, provocaria um rebuliço nas Laranjeiras, cujos aristocráticos salões parecem ter se transformado em verdadeiros becos de intriga.
Santos
Por fim, o Santos, que vem de tantas desventuras recentes, culminadas com a demissão do técnico Adílson Batista, recebe na quarta-feira o Cerro Porteño na Vila.
E o que, em princípio é uma arma peixeira – o mando de campo -, poderá se transformar num tiro no próprio pé. Pois, se o time não pegar no breu, sob o comando interino de Marcelo Martelotte, o Alçapão da Vila se abrirá, rapidamente, engolindo o Peixe e suas esperanças de continuar vivo na competição.
Mas, algo me diz que esse time começará a se recuperar a partir de agora, caso Marcelo retome o caminho trilhado por Dorival Jr.,colocando em campo um time ofensivo e identificado com o exigente torcedor santista.
Algo assim, digamos: Rafael; Pará, Edu, Durval e Léo; Arouca, Danilo e Alan Patrick; Maikon Leite, Zé Love e Neymar.
Mas, em casos como esse, tudo fica muito imprevisível.
Aliás, a propósito da saída de Adílson, leio que o Santos está pensando em Ney Franco. Ótimo nome. Mas, duvido que ele deixe agora seu cargo de treinador das bases da Seleção Brasileira.
Pelo papo que tivemos outro dia, Ney não só está muito animado com as perspectivas que esse trabalho lhe oferece como ainda por cima é gato escaldado quanto as relações dos treinadores com os clubes de futebol brasileiros.
Melhor mesmo é a diretoria santista sossegar o pito, e ir deixando Marcelo Martelotte, que me parece um sujeito centrado, tocar o barco até que um novo messias surja no horizonte praiano.
Notas relacionadas:
Autor: Alberto Helena jr. Tags: Caxias, Cruzeiro, Estudiantes, Fluminense, Grêmio, Libertadores, Renato Gaúcho, Santos, Venezuela
