DOMINGO DE CLÁSSICOS
Dois clássicos marcam o domingo, em São Paulo e no Rio.
No Rio, Vasco e Flamengo, na verdade, jogam apenas pelas suas respectivas honras e tradições, pois todo mundo sabe que ambos estarão ao lado de Bota e Fluminense nas semifnais da Taça Rio.
Mas, há algo mais em jogo nesse clássico. Por exemplo: a volta de Adriano ao lado de Love, remontando o bloco Império do Amor, depois da barraco armado em torno do Imperador e sua amada Joana. E, ainda na praia do Flamengo, medra a dúvida entre o veterano Pet e o menino Vinícus Pacheco, o que só reafirma a superioridade técnica do Urubu sobre o Almirante.
Este, por sua vez, está de olho no técnico Vagner Mancini, que balança mas ainda não caiu em São Januário. Mancini que lança uma cartada temerária, ao sacar o artilheiro Dodô do time titular. É verdade: o autor dos gols bonitos não vem nem fazendo gols, nem jogando bem nas últimas apresentações do Vasco. Mas, esse é o típico jogador que, em clássicos desse porte, costuma crescer e até definir o placar.
Pelo jeito, é tudo ou nada para Mancini.
Já o clássico paulista, entre Santos e Palmeiras, na Vila, promete. Não apenas pelas exibições primorosas do Santos neste início de temporada, mas, também, porque o Palmeiras precisa de uma vitória dessas para recuperar parte do moral deteriorado desde a perda do Brasileirão e de uma vaga na Libertadores como consolação, ao menos.
E olhe que o Palmeiras tem time pra isso. Não tem elenco, mas tem time, sobretudo se Ewerthon estrear mesmo, em boa forma.
Além do mais, o Santos está naquele limite das longas invencibilidades. Não perde há onze jogos seguidos – um empate e dez vitórias, a mais retumbante diante do Naviraiense, por 10 a 0, pela Copa do Brasil.
É óbvio, porém, que, nestas alturas do campeonato, o Peixe é franco favorito, se jogar o que é capaz.
FLU E GALO
No que já foi um clássico de arrepiar o Cristo Redentor, o Flu, muito desfalcado, embora com Fred, mas sem Conca (isto é: a flecha sem arco), esteve a pique de perder para o América, que foi melhor a maior parte do tempo. Graças, sobretudo, a dois jogadores – o meia Adriano, veloz e hábil, e o volante Júnior, que prometeu muito sem cumprir, anos atrás, no Vasco, autor de um belo gol e de jogadas de alto nível.
Por falar em promessas, parece que o menino Renan Oliveira começa a se transformar, finalmente, em realidade do Galo. Na goleada sobre a Caldense, Renan, com estilo, marcou um e serviu os outros três para Obina e Fabiano.
O Atlético, assim, começa a dar sinais de que vai engrenar depois de tantos vacilos iniciais.
ARSENAL, UFA!
O Arsenal, trocando seu tradicional toque de bola por um jogo alongado e incerto, penou para vencer o Hull City, num jogo-chave para mantê-lo ali na disputa do título inglês com o Chelsea e o Manchester United. O 1 a 1 se arrastou até os 92 minutos de jogo, quando o nosso Denílson acertou uma bomba de longe, rebatida pelo goleiro nos pés do artilheiro Bendtner. Aliás, só se acertou nos quinze minutos finais, depois da entrada de Walcott no lugar de Eboué.
Da hora, pois, o Chelsea não perdoou o West Ham e meteu-lhe uma goleada de 4 a 0, com Drogba ligadíssimo.
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Autor: Alberto Helena jr. Tags: Adriano, Campeonato Carioca, Campeonato Paulista, Dodô, Flamengo, Palmeiras, Santos, Vagner Mancini, Vasco