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Posts com a Tag Treinadores

sexta-feira, 21 de maio de 2010 Campeonato Brasileiro, Libertadores, Treinadores | 00:30

INTER, LÁ; FLA, FORA

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Foi uma conquista heroica. Em dois minutos, ainda no primeiro tempo o Estudiantes fez o placar que o levaria para as semifinais da Libertadores: 2 a 0 – o primeiro gol num lançamento magistral de Verón.

Mas, o Estudiantes se resume em Verón, e o Inter se distribui em vários outros jogadores de nível, embora o time, como conjunto, não tenha chegado até agora a atingir o estádio que lhe é possível.

De qualquer forma, tinha o domínio da bola e dos espaços. E só precisava de um maldito golzinho para seguir avante no torneio. E o gol veio já aos 40 minutos do segundo tempo, com Giuliano, que entrara no lugar de D’Alessandro, invadindo a área argentina pela direita.

O técnico Fossati, por certo, será incensado por ter feito essa substituição e também por ter trocado um de seus três zagueiros pelo atacante Walter, o que, a meu ver, deu-se tarde. Mas, olhe o amigo para o lado oposto: eis o técnico Sabella tirando um meio-campista por um terceiro zagueiro para preservar o placar de 2 a 0.

No fundo, no fundo, é tudo uma troca protocolar, dentro dos padrões vigentes, em que o resultado, enfim, acaba sendo apenas circunstancial. Mas, o fato é que, bola rolando, o Inter mereceu mais do que o Estudiantes essa vaga para a próxima fase da Libertadores.

Ah, Fla…

Assim como o Flamengo mereceu vencer o Universidad de Chile, lá em Santiago, por 2 a 1, gols de Love, na sequência de bicicleta de Adriano, e de Adriano, em jogada iniciada por Petkovic, que deveria ter jogado desde o início.

Mas, tomou um golaço do argentino Montillo, e dançou. Dançou porque foi pífio no jogo de ida, no Maracanã. Agora, só lhe resta encarar pra valer o bicampeonato brasileiro, possível, sim, mas ainda mais difícil.

A dança dos técnicos

Parraga, das divisões de base, ex-integrante daquela Ponte Petra histórica dos anos 70, assumiu o Palmeiras, interinamente. E se declarou fã do futebol jogado com técnica e habilidade. Mas, não quis adiantar o time que entrará em campo neste fim de semana, pelo Brasileirão, contra o Grêmio, no Palestra. Logo o Grêmio, que apesar da desclassificação na reta final da Copa do Brasil, vem de magnífica campanha, com um time afiado?

É a chance de se consagrar. Mas, como, se Robert, o único que fazia gols nesse Verdão, foi demitido, por causa daquele quiproquó com o também dispensado técnico Zago? Robert junta-se, pois a Wagner Love e Diego Souza, postos pra correr pela torcida verde. A bola da vez quem será? Cleiton Xavier? Quem sabe Marcão? Aí não restará no Verdão um pingo de técnica e habilidade em que se basear o jogo de Parraga.

Gaúcho não resistiu à horrorosa exibição do Vasco contra o Palmeiras e cedeu seu posto interino para o titular Celso Roth, que chegou a São Januário comandando aos gritos a assustada boleirada. Às vezes, funciona; outras, não. Mas Roth é do ramo.

Por falar em técnicos, a cujo lugar certo Dorival Júnior alojou depois da vitória sobre o Grêmio (“Dá-se demais importância ao treinador no Brasil”), a França já anunciou seu comandante para depois da Copa: Blanc, extraordinário zagueiro dos bleus campeões do mundo e europeus nos finais dos anos 90. Na Copa de 98, na França, tive um breve papo com Blanc, que me causou excelente impressão. Cara articulado, que pensa o futebol dentro do melhor figurino do jogo. Acho que vai dar samba. Ops! Aquele puladinho ao som da concertina que eles lá cultivam na Provença.

Notas relacionadas:

  1. INTER E TUTTI QUANTI
  2. ATÉ AGORA, SÓ O INTER
  3. TODOS FORA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 10 de agosto de 2009 Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros | 17:13

AMANHÃ SERÁ OUTRO DIA

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Mais três treinadores de certa nomeada estão na rua: Renê Simões, defenestrado pelo Coritiba, e Ney Franco, demitido pelo Botafogo, e Paulo César Carpegiani, dispensado pelo Vitória. Nenhuma surpresa, pois essa é a ciranda do futebol brasileiro, desde que Charles Miller desembarcou em Santos com as duas bolas primevas, há mais de século.

E a expectativa é sempre a mesma: quem sabe a troca de técnico não energize o elenco e o time sai do ramerrão em que se encontra? Às vezes, dá certo; muitas outras, não.

Agora mesmo, o amigo pode apontar o dedo para Ricardo Gomes, que chegou ao São Paulo tricampeão brasileiro mas em baixa preocupante, com um currículo ralo, e, de repente, encaminhou o time para uma reação que já o coloca nas fímbrias da disputa pelo título.

E Jorginho, no Palmeiras? Recebeu do justamente afamado Luxemburgo uma equipe que oscilava lá pelo quinto/sexto lugar na tabela, e, em meia dúzia de rodadas, elevou-o ao topo da classificação, entregando-o de mão beijada para Muricy, o ex-super campeão do São Paulo.

Mas, poderia arrolar aqui uma lista telefônica de trocas de treinadores que resultaram apenas em tantas outras trocas, sem nenhum avanço.

Essa impaciência somada ao desejo quase mágico de que, num toque da varinha nova, tudo se transforme, na verdade, está encruada na alma do brasileiro, que apenas se projeta no futebol, enfim um mero espelho de nossa paisagem emocional.

Vota-se pra valer somente no presidente da República, logo elevado à condição de alguém capaz de, num gesto prodigioso, acabar com a corrupção, eliminar o desemprego, botar pão na mesa dos famintos, livrar-nos, enfim, de todo mal, amém. Simples impulso, nenhuma capacidade de tentar entender o todo pelas partes. Nenhum projeto. Ou vários, que não se sustentam diante da primeira adversidade.

Amanhã, será outro dia, como descanta o poeta popular, esse é o nosso lema, quando amanhã não passa da véspera de um outro dia qualquer.

Notas relacionadas:

  1. MISTURANDO AS ESTAÇÕES
  2. MISTURANDO ESTAÇÕES (2)
  3. O EMPATE E AS GOLEADAS
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , ,

terça-feira, 21 de julho de 2009 Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros | 16:34

O CHORO DA DESPEDIDA

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André Santos e Cristian já partiram, chorando pelos tempos bons deixados pra trás e muito provavelmente, também, pelas incertezas que os esperam lá do outro lado do mundo.  Mas, o apelo da grana é irresistível, pois representa para esses rapazes, em geral provindos das camadas mais desesperadas da nossa população, a independência financeira, desde que tenham juízo.

Cada um carrega atrás de si as esperanças de seus respectivos clãs, pais, filhos, primos, sobrinhos, tios e agregados cujas vidas dependem em certas medidas dos passos que os craques derem.

Ah, mas o Corinthians deveria fazer um esforço único para mantê-los, com vistas não só à campanha no Brasileirão, mas, sobretudo, para a Libertadores vindoura, dirá o torcedor frustrado pela dupla perda.

Antes de mais nada, o Corinthians nem é parte majoritária nesses condomínios que costumam ser o direito de ir e vir do jogador de futebol, depois da Lei Pelé.  E, depois, porque o clube está até o pescoço de dívidas, herança das gestões anteriores, sem falar nas atuais.

O diabo é que, se para o lugar de Cristian, já está no Parque o volante Edu, prata da casa que rodou mundo, no caso de André Santos, nenhum substituto imediato à vista, já que Saci e Marcelo de Oliveira também foram negociados.

Fala-se em Lucas e Sylvinho. Quem sabe? Seriam ótimos reforços, sem dúvida, mas só depois de a janela européia se fechar esses dois jogadores poderão atuar por aqui. Mas, cá entre nós, acho difícil que eles se disponham a vir. Sylvinho, já roçando a fase final de sua carreira, talvez, não estivesse ele tão ligado à vida por lá.

A questão passa a ser aqui e agora, num período em que o calendário do Brasileirão aperta, com jogos sucessivos – domingo e quarta ou sábado e quinta, sei lá.

E o Corinthians, que perdeu gordura na luta pela Copa do Brasil, tem ainda um longo e duro caminho para chegar à tríplice coroa tão sonhada.

Não queria estar nas bombachas do Mano.

LUXA E ROTH

Ambos soltaram os cachorros no Bem, Amigos do Galvão, segunda.

É óbvio que Luxa e Roth se sintam ressentidos com as demissões no Palmeiras e no Grêmio. Afinal, os dois montaram as equipes que estão aí obtendo bons resultados em outras mãos.

O mesmo sentimento deve perpassar na alma de Muricy, que, pelo jeito, cala-se, em nome da paixão que sempre nutriu pelo São Paulo, talvez até, na vaga esperança de que, findo o prazo de validade de Ricardo Gomes, volte ao Morumbi.

Mas, o fato é que não há projeto capaz de se sustentar nessa frenética dança em que a vaidade dos cartolas e o fanatismo imediatista da torcida dão o tom predominante nessas relações todas.

Assim é a vida no planeta bola.

Notas relacionadas:

  1. PAULISTÃO, GIULITE E ROTH
  2. TARDE DE VINGANÇAS
  3. A GRANDE VITÓRIA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , ,