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sábado, 16 de outubro de 2010 Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros | 11:15

A RAPOSA E O OSSO DURO TRICOLOR

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O líder Cruzeiro vai ao Olímpico pegar um osso duro de roer. Afinal, é o encontro dos dois melhores desempenhos do segundo turno do Brasileirão. E o Grêmio está a galope no pingo, com o facão girando no ar à espera do golpe fatal na Raposa.

Mesmo porque, depois de um primeiro turno deplorável, o Tricolor já vislumbra – em vencendo o Cruzeiro neste domingo – aproximar-se de tal forma dos líderes que a fuga ao descenso ameaça transformar-se numa corrida até pelo título, senão por uma vaga na Libertadores.

O diabo é que Jonas, que já não tem Borges há tempos como parceiro, também não será escoltado por André Lima, que se machucou ao tentar driblar uma garrafa de água, depois do treino de outro dia. Esqueceu, no empenho, que até garrafa de água gremista entra pra valer em qualquer dividida.

Jonas, porém, tem sido tão implacável neste Brasileirão, que, pode-se dizer, dispensa até as mais ilustres companhia, e, quem sabe Júnior Viçosa não surpreenda?

Aliás, por falar nisso, o técnico Renato Gaúcho driblou, como nos seus bons tempos de hábil atacante, a pergunta dos repórteres sobre se iria ou não providenciar marcação especial sobre Montillo, que joga mesmo recuperando-se de lesão.

Não sei. Aqui à distancia, desconfio que a presença de Vilson no meio de campo tricolor, no lugar de Adílson, possa ser um indício de que o maravilhoso gringo azul não terá vida fácil no Olímpico.

Mas, embora Montillo venha sendo o craque da equipe, o Cruzeiro não se resume só a ele. Não é líder por acaso, e sim porque tem uma equipe bem ajustada por Cuca, que pratica um futebol compatível com suas tradições – técnico e ofensivo.

Enfim, Tite

O Corinthians, que vive seu inferno astral, com todos os insucessos recentes, culminando com a tradicional e inócua cobrança dos manos gaviões antes do treino de sexta-feira, que acabou tirando o atacante Souza dos eixos, enfim, acertou com Tite para dirigir doravante sua equipe.

Mas, enquanto Tite não se desvencilha do seu clube nas arábias, o interino vai tocando o barco cheio de furos provocados pela perda de tantos titulares, em direção ao Brinco de Ouro da Princesa, contra o Guarani..

Mas, acena com a volta de Ronaldo Fenômeno, de talhe um pouco mais afilado do que o dos últimos tempos.

Bem, na pior das hipóteses, Ronaldo haverá de espantar a zaga adversária, só pelo nome e pela presença imperial em campo. Na melhor, Ronaldo fará os gols necessários para retirar o Timão do fundo do poço emocional em que se encontra nesta quadra do campeonato.

Basta uma vitória, se possível conjugada com derrotas do líder e do vice, pronto!, céu azul sobre o Parque São Jorge. E, convenhamos, ganhar do Guarani, mesmo em Campinas, embora não seja moleza, também não chega a ser tarefa tão impossível.

Clássico Vovô

No Engenhão, mais um capítulo da gloriosa história do clássico mais antigo do Rio: Flu x Bota.

O Flu não pode mais bobear, e, para recuperar seu porte de sério candidato à faixa de campeão, terá de volta três jogadores vitais para o esquema de Muricy: o lateral-direito Mariano, o volante Diguinho e o atacante Emerson, o Xeique.

Mariano tem sido o melhor de sua posição nesse campeonato, ao equilibrar com justeza as duas funções básicas de um verdadeiro lateral: defender bem e atacar com presteza e exatidão.

Diguinho é aquele volante lépido, que, de repente se enfia entre Conca e Marquinho para surpreender o sistema de marcação do adversário.

E Emerson, o atacante veloz e hábil, artilheiro nato, que certamente, por sua movimentação, haverá de colocar em campo Washington, tão apagado nas últimas partidas.

Se nas Laranjeiras as coisas começam a clarear, em General Severiano, reina o mistério. Papai Joel preferiu esconder da imprensa parte do treino, anunciando que falta ainda uma coisinha a ser resolvido no time, basicamente o mesmo dos últimos tempos.

Talvez, a volta de Marcelo Matos, que se recupera de lesão, ou, então, qualquer outra pegadinha que o matreiro treinador esteja cogitando.

Certo é que ambos precisam da vitória, cada um diante de seus respectivos objetivos. O Flu, de olho na liderança perdida; o Bota, na vaga da Libertadores, ainda ameaçada.

Teremos, pois, um Vovô irado neste domingo no Enegenhão.

Forte Sansão

Já o clássico paulista – São Paulo e Santos, o Sansão – tem outro viés.
O São Paulo não luta propriamente nem pelo título, nem pela vaga na Libertadores, embora esta seja possível no universo infinito dos números. Mas, sim, para readquirir parte de sua grandeza, com vistas a montar um time para a próxima temporada.

E a escolha do novo estilo tricolor pelo técnico Carpegiani, nesse sentido não poderia ser melhor, diante das circunstâncias: um jogo ofensivo, mais leve e técnico do que o habitual recente, protagonizado por um leque de garotos campeões da Taça São Paulo Jr.

Um estilo, digamos assim, mais próximo de… do… Do Santos, pronto, já disse, seu adversário deste domingo no Morumbi.

Sim, esse Santos que conseguiu o prodígio de varar tantas adversidades, depois do deslumbrante primeiro semestre – a perda de meio time, entre os negociados e os lesionados, a vai não vai de Neymar e suas atribulações em seguida, a queda do técnico Dorival Jr. etc. – e chegar nesta quadra do campeonato com chances até de disputar o título.

Neymar sossegou o pito e incrementou o desassossego nas defesas inimigas. E o Peixe vai somando vitórias expressivas sobre os mais expressivos inimigos, tipo Cruzeiro, Flu e Inter, por exemplo.

Se vai seguir nessa toada diante do Tricolor, não sei. Só sei que esse clássico se prenuncia emocionante e agradável de se ver.

Vitórias em vermelho e negro

Mais do que a exibição correta do Flamengo e a vitória expressiva por 3 a 0, o que me impressionou foi a inoperância ofensiva do Inter, que foi ao Engenhão com praticamente todas as suas estrelas – D’Alessandro, Tinga, Giuliano, Alecsandro etc.

Teve a bola nos pés, durante todo o primeiro tempo, mas não deu um chute a gol sequer. E, no segundo, idem, sem a posse de bola.

Já o Flamengo, que vai sendo moldado por Luxemburgo ao feitio de um clube grande que sempre foi, marcou bem, e contragolpeou sempre com perigo, numa jornada de redenção do atacante Deivid, autor de dois dos três gols rubro-negros: um, de pênalti contestado pelos colorados, e outro, de cabeça, em cobrança de corner. Renato fez o segundo gol de sua equipe de falta. Muitos acharam falha de Renan, mas me pareceu que a bola foi fugindo do braço do goleiro, entrando rente à trave.

Assim, o Flamengo vai saindo daquela zona de desconforto, Luxa começa a recuperar sua proverbial autoconfiança, que, às vezes, se confunde com soberba, e o rubro-negro amigo já pode descansar a cabeça no travesseiro em paz.

Quanto ao outro rubro-negro, lá do Paraná, este, meu amigo, está a mil: o Furacão, na Arena da Baixada, venceu o Goiás por 2 a 1 e segue rondando a área de classificação para a Libertadores.

A curiosidade desse jogo foi o seguindo gol do Atlético, em que restou no ar apenas a dúvida se a bola cabeceada por Gonzales passou inteira pela risca da meta, antes de ser despachada pelo beque goiano.

Pra mim, passou. Quer dizer: acho que passou. Mas, talvez não tenha passado, quem sabe?

Na Velha Albion

Grande mancada do Manchester United, que meteu 2 a 0 no West Brom, no primeiro tempo, desperdiçando mais umas quatro chances claras de ampliar, e acabou sofrendo o empate.

Pior para Sir Alex Frrguson, que manteve Rooney no banco de reservas e, no fim, teve de apelar para o cra1que da equipe, desta vez, em vão.

Já o Arsenal, naquele toque-toque proverbial, envolveu o Birmingham, e, mesmo levando o primeiro gol, num dos raros avanços do adversário, virou para 2 a 1, com direito a um gol tramado com extrema exatidão, até o toque final de Charmakh, um centroavante de toques tão refinados que muita gente interpreta como firula excessiva. Às vezes, é.

Mas, esse o traço característico desse Arsenal de Wenger, desde sempre.

O Milan e Ronaldinho

Se Mano Menezes, que ficou na Europa para ver ao vivo algumas realidades, queria Ronaldinho Gaúcho mais solto pela meia, em vez dos grilhões que o prendem há anos na ponta-esquerda, a vitória milanista por 3 a 1 sobre o Chievo não poderia ter sido mais expressivo.

Pela primeira vez, Ronaldinho atuou como verdadeiro meia, flutuando pelo meio de campo e os dois lados do ataque, com velocidade e potência, coisa rara de se ver nos últimos tempos.

De quebra, se Mano estava lá, como prometeu, viu aquele golaço de chicote de Pato, em cruzamento da esquerda de Antonini, um dos dois do jovem brasileiro, e o terceiro, de Robinho, limpando o goleiro em passe magistral de Ronadinho.

Pelo comportamento ativo e versátil de Ronaldinho Gaúcho nesse jogo, é evidente que o cara está a fim de voltar à Seleção. Nós, meros espectadores, merecemos.

Olé, Madrid!

O Barça penou para virar sobre o Valencia, por 2 a 1. Fez um mau primeiro tempo e só melhorou um pouco no segundo, o suficiente para desalojar o Valencia da liderança do campeonato, colocando, porém, no trono o Real, seu maior rival.

Já o Real deu olé no Málaga, em show particular de Cristiano Ronaldo, na goleada por 4 a 1. Aliás, fazia tempo que o craque lusitano não nos oferecia um espetáculo desses feitos de dribles, passes, assistência e gols. Deu dois para Higuain e fez os outros dois.  Já era hora.

Notas relacionadas:

  1. VAI SER DURO
  2. TOQUE TRICOLOR
  3. A RAPOSA, AS UVAS E A QUEDA DE ADILSON
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 5 de outubro de 2009 Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros | 15:59

A QUEDA DE TITE

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Era inevitável: depois de meia dúzia de insucessos seguidos, o que rebaixou o Inter de forte candidato ao título a mero pretendente a uma vaga na Libertadores, o técnico Tite foi demitido.

Tite, embora tenha montado esse time campeão gaúcho e vice da Copa do Brasil, que tantas esperanças semeou no início da temporada e que se manteve firme lá no topo da tabela por quase todo o Brasileirão, nunca foi a menina dos olhos da torcida colorada. Ao contrário: mesmo na melhor fase do Inter, era duramente questionado por grande parte da galera – entre outras coisas, ranços da eterna rivalidade com o Grêmio, muito identificado com o treinador dispensado.

Mas, o que mais se questionava era sua aparente falta de ousadia na formação do time e nas substituições ao longo das partidas. Afinal, mesmo depois da perda de dois jogadores valiosos – Alex e Nilmar -, o Inter se manteve á tona. Só que, na hora de dar o bote decisivo, de partir pra valer em direção ao título, refluiu.

A gota d’água, sem dúvida, foi a derrota para o Coritiba, por 2 a 0. Uma derrota fruto mais da imposição anímica do Coritiba do que por eventuais superioridades técnicas.

Na transmissão pela Sportv, Milton Leite e Maurício Noriega tocaram na ferida: o Coritiba exalava vontade de vencer; o Inter, burocraticamente, esperava o tempo passar. E o tempo passou, sobretudo para Tite no Inter.

E agora? Bem, o Colorado tem duas alternativas à sua frente: uma, imediata; outra, mais a longo prazo.

Se quiser ainda buscar a faixa de campeão brasileiro, ou mesmo recuperar sua vaga na Libertadores, o que  está ao seu alcance, terá de chamar um técnico menos afeito às táticas e mais motivador, para mexer com a cabeça e a alma do time. Um desses técnicos de tiro curto, que chegam, chacoalham o elenco e obtêm efeitos imediatos, mesmo que não tenham estofo para longas empreitadas.

Mas, se considerar que o mais importante é investir num treinador de renome, estrategista e tal e cousa e lousa e maripousa, melhor seria promover o auxiliar mais habilitado, e tramar com calma a escolha e a contratação do novo técnico efetivo, pensando já na próxima temporada.

De resto, é esperar que os próprios jogadores tomem tento da situação e se desdobrem em campo, qualquer que seja o novo treinador, para impor sua melhor técnica, o que não é nenhuma tarefa impossível.

Notas relacionadas:

  1. A GRANDE SURPRESA
  2. OS TRÊS PARAÍBAS
  3. PERDEU DOIS OU GANHOU UM?
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , ,

sexta-feira, 10 de julho de 2009 Clubes brasileiros, Treinadores | 15:11

RUBROS DE VERGONHA E INDIGNAÇÃO

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Imagino a torcida colorada rubra de vergonha e indignação por mais uma perda significativa do Inter neste semestre: depois da Copa do Brasil, para o Corinthians, a Recopa, diante da pálida LDU, em Quito. Nem tanto pela derrota em si, mas, sobretudo, pela forma como o Inter se conduziu lá, sem um pingo de força ou talento, dois quesitos que chegaram a elevar o time à condição de melhor elenco do país ainda outro dia.

Dá-se, então, que o Inter volta a campo neste domingo, diante do Furacão, na Arena da Baixada, numa situação insólita: embora líder do Brasileirão, com todas as chances de levantar essa taça, jogará, sem dúvida, sob pressão extrema. Principalmente, o técnico Tit, ainda mais à sombra de Muricy, xodó do Inter, que acabou não caertando sua eventual ida para o Palmeiras.

Como todos sabemos, nessas circunstâncias, apesar de todas as declarações em contrário da diretoria do Inter, quem sempre paga a conta é o treinador de plantão, seja ele Tite, Muricy ou Luxemburgo.

MURICY E O PALMEIRAS

Confesso que me surpreendi com esse desfecho decepcionante da novela Muricy-Palmeiras, embora fosse clara certa relutância do treinador em pular assim de cara o muro que separa o CT do São Paulo do CT do Palmeiras, na Barra Funda.

Entre outras coisas porque sua profunda identificação com o São Paulo seria uma pedra no sapato constante: a qualquer tropeço, a já exigente torcida verde, sem falar nos tradicionais cornetas do Parque, jogariam na cara do treinador essa pecha.

Por outro lado, não me espantaria se o Palmeiras, ao longo da espera de um contato decisivo com Muricy, passou o tempo refazendo suas contas. Afinal, uma das razões fundamentais da demissão de Luxa, técnico com cartel muito superior ao de Muricy, era o alto preço que o Verdão pagava a Luxemburgo e sua corte, com retorno bem inferior ao esperado.

Resta, agora, ao Palmeiras procurar uma alternativa mais econômica. um desses treinadores menos badalados mas que emergem com boa figura no cenário nacional. Alguém como Dorival Jr., de passado ligado ao clube, como ex-jogador e sobrinho de um dos imortais do Palestra Itália – Dudu. Mas, Dorival está em plena atividade no comando do Vasco. Quem sabe, Silas, do Avaí?

Mas, algo me diz que os astros conspiram para dar a Jorginho, o interino, um tempo suficiente para acabar se acomodando no cargo. Se assim for, nosso Cantinflas terá de aproveitar bem a chance deste sábado, em casa, contra o Náutico. Uma vitória convincente poderá ser a primeira pedra do degrau. Nunca se sabe, pois tão volúvel é a alma do cartola como do torcedor.

PASSO ATRÁS?

Falando de Muricy, Palmeiras e São Paulo, é ijnevitável chamar à roda o novo técnico tricolor, Ricardo Gomes, que chegou ao Morumbi para mudar o braço da viola de Muricy. Tentou duas vezes, ganhou uma, perdeu outra, e agora parece estar disposto a dar um passo atrás nessa busca de uma nova maneira de o Tricolor jogar.

O São Paulo recebe o Flamengo no Morumbi. Um Flamengo motivado por já rondar o G-4, embora venha desfalcado de Ibson (despediu-se já dos companheiros), seu principal articulador de jogadas de meio-campo, de Juan, machucado, e, talvez, de Kleberson. mas, vem com o Imperador comandando a tropa lá na frente.

Talvez, até mesmo por temor da potência ofensiva de Adriano, é que Ricardo Gomes cogite da volta ao esquema com três zagueiros de ofício. Aliás, a bem da verdade, com a presença de Eduardo Costa á frente da zaga, no fundo, no fundo, o esquema com Ricardo Gomes não diferia muito daquele que Muricy aplicava nos seus últimos tempos de São Paulo.

Sim, claro, prudência e caldo de galinha não fazem mal a ninguém. A não ser quando a prudência se confunde com medo e o caldo de galinha, já passado, provoque azia. mesmo porque quem vai e volta a toda hora, acaba não saindo do lugar. E o lugar ocupado pelo São Paulo na tabela é, no mínimo, preocupante.

HORA H

Este é um clássico emblemático para os dois: para o Corinthians, o momento de dar o grande salto no Brasileirão, que lhe permitirá chegar definitivamente á zona de luta pelo título do Brasileirao; para o Grêmio, a oportunidade de fincar sua primazia no Olímpico, espantar eventuais fantasmas que rondam o clube neste semestre, além de pular para uma posição mais digna em relação à sua força e à sua tradição.

Afinal, o Grêmio, vencendo, daria um tapa de luva de pelica no eterno rival Inter, que acaba de perder a Copa do Brasil justamente para esse Corinthians, como ganharia um moral extra por bater aquele que é considerado o melhor time da temporada no país, até agora.

Quanto ao Timão, uma vitória mobilizaria ainda mais elenco, comissão técnica e torcedores nessa eventual arrancada em direção à terceira coroa.

Embora o Corinthians me pareça mais arrumado e incisivo do que o Grêmio, em clássicos desse porte, ainda mais sob o apoio delirante da torcida azul, nunca se sabe. 

 

 

 

 

Notas relacionadas:

  1. O TEATRO DO FUTEBOL
  2. MUITA VISAGEM E POUCA SUBSTÂNCIA
  3. HABEMUS TIME?
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , ,

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008 Copa Sul-Americana | 00:37

INTER, NILMAR E O CANECO

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O sofrido gol de Nilmar, no finzinho da prorrogação, não foi por acaso, embora todo o desenho da jogada possa sugerir o contrário. O gol de Nilmar, que deu ao Inter o primeiro título de um clube brasileiro da Copa Sul-Americana, na verdade, só podia ter sido de Nilmar, como timbre de nobreza a esse craque renascido tantas vezes das cinzas.

Desde que voltou de seu último longo estágio de recuperação, Nilmar vem jogando um bolão, cada vez mais fino, rodada a rodada do Brasileirão, rodada a rodada da Sul-Americana. E marcando gols providenciais, de canelça, de cabeça, no bate e rebate com este contra o Estudiantes, quando não irretocáveis pequenas obras-primas.

Nesta noite de quarta, por exemplo, foi sempre o jogador mais agudo de seu time, aquele que, leve e veloz, infiltrava-se na zaga inimiga com o perigo expresso nos dois pés. Sobretudo, numa noite de pouca inspiração de seu parceiro ilustre, o canhoto Alex, cuja substituição foi um equívoco do técnico Tite, embora Taison, seu substituto, tenha dinamizado o lado direito do Inter, zona morta até então.

Mas, é que Alex, num chute à meia ou longa distância, numa cobrança de falta, poderia definir um jogo tão enroscado para o Inter como esse, em que tomou o gol de Alayes aos 20 minutos do segundo tempo e deixou-se dominar até a metade da prorrogação.

Mas, entre mortos e feridos, salvaram-se todos, como dizia aquele apresentador japonês da TV Lusitânia, e o Inter meteu a mão no caneco transbordando de leite e mel. E é isso o que interessa neste momento de plena celebração. 

 

Notas relacionadas:

  1. A VITÓRIA DO INTER
  2. INTER DE NILMAR
  3. INTER GUERREIRO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , ,