Publicidade

Posts com a Tag Thiago Silva

quinta-feira, 5 de julho de 2012 Copa do Brasil, Olimpíada, Sem categoria | 17:33

SORTE DE CAMPEÃO OU CIÊNCIA DO CRAQUE?

Compartilhe: Twitter

Se é que existe mesmo essa tal de sorte de campeão, o Palmeiras já pode mandar confeccionar a faixa de campeão da Copa do Brasil, o primeiro título de importância nacional depois de doze anos de estio.

Sim, porque conseguiu superar a inesperada perda de seu artilheiro Barcos no dia do jogo decisivo com o Coritiba, vítima de apendicite, creia, pra começo de conversa.

Em seguida, resistiu o assédio do Coxa durante todo o primeiro tempo, evitando até mesmo uma contagem que poderia definir a situação de vez já nessa partida inicial, pois o Coxa perdeu cara a cara três gols feitos, num deles com dois atacantes, sozinhos, se atrapalhando diante do goleiro Bruno já com as mãos para os céus.

Eis que, aos 46 minutos de bola rolando, num dos raros avanços do Verdão, pênalti, que Valdívia converte. E, aos 19 do segundo tempo, quando o Coritiba pressionava, mas, já sem muitas esperanças, Thiago Heleno, de cabeça estabelece os 2 a 0 finais. Finais, porque Maikon Leite ainda perdeu chance de ouro, quando o Palmeiras já estava com um a menos, por conta da expulsão de Valdívia.

Ah, sim, houve um pênalti de Márcio Araújo em Tcheco, que o juiz não deu (a propósito, ô juizinho ruim de serviço, esse, meu!). Mas, do jeito que a coisa andava, perigava Bruno pegar o pênalti ou a bola ir pra fora, sei lá.

Só sei que a tal sorte de campeão, esse sortilégio, no fundo, no fundo, foi mesmo ajudado pela ciência de Marcos Assunção nas cobranças das faltas que provocaram o pênalti, no primeiro gol verde, e o cabeceio de Thiago Heleno, no segundo.

De qualquer forma, o Verdão leva para Coritiba uma vantagem significativa, se não definitiva. Só a sorte dirá. Ou a ciência do jogo, quem sabe, desta vez prevaleça.

OS DEZOITO DE MANO

Mano chamou os dezoito das Olimpíadas com Hulk como novidade entre os três acima de 23 anos de idade, pois Thiago Silva e Marcelo eram favas contadas. Assim como o era David Luís, que acabou cedendo sua vaga a Hulk, aprovado com louvor nos amistosos recentes. Mas, sobretudo, porque Juan, ao lado de Thiago Luís, teve bom desempenho também.

A presença de Hulk, porém, provoca uma questão instigante. Se vai, é pra jogar. E, se jogar, por certo, não será no lugar de Neymar, a estrela da cia. Como Neymar e Hulk jogam pelas beiradas, Mano terá de escalar um centroavante, seja Pato ou Leandro Damião.

Assim, sobrarão três vagas no meio de campo, onde a dupla de volantes – Rômulo e Sandro – é sagrada para o esquema do treinador. Logo, Ganso terá de disputar a posição de único meia autêntico com Oscar, que esmerilhou nas últimas partidas.

Uma das alternativas que Mano queria experimentar no período dos amistosos era a formação com ambos em campo, sem um centroavante genuíno. Mas, Ganso havia baixado novamente enfermaria e não foi possível.

Aliás, essa é a grande incógnita: como estará Ganso durante as Olimpíadas? Pelo que tem jogado no Santos depois da última cirurgia, só sairá do banco em caso extremo.

Uma pena, porque, se Ganso estivesse nos trinques, Mano poderia ir pras cabeças, com apenas um volante (Rômulo ou Sandro), dois meias (Oscar e Ganso) e o trio atacante Hulk ou Lucas, Pato ou Damião e Neymar.

Mas, nem tudo é azul na canarinho, não é mesmo?

JUJU NA MOSCA

A escolha não poderia ter sido a mais adequada. Ney Franco é um mineiro inteligente, discreto, trabalhador, jovem mas com respeitável bagagem à beira do gramado, e cultor de um futebol jogado nas regras da arte, pra frente, como manda o figurino, com as cautelas básicas, é claro.

Seu trabalho à frente das seleções sub-20, com as quais ganhou cinco títulos expressivos, foi estupendo, a ponto de ter montado o time que acabará servindo de base não só para as Olimpíadas como até mesmo para o Mundial de 2014, passando pela Copa das Confederações.

Só resta agora o Coronel Juju sentar-se na varanda, munido do sagrado copo dourado, e deixar o moço trabalhar em paz, quaisquer que sejam os resultados iniciais.

ENFIM, O CHIP

Demorou demais para a Fifa decidir implantar esse chip na bola que deixa dúvidas sobre a risca do gol – entrou, não entrou? O bichinho vai dizer com segurança na hora o que aconteceu de fato.

O olho humano é tão sensível a enganos e a tecnologia atingiu tal grau de sofisticação que não dá mais para desprezá-la nos campos do futebol.

Aliás, a propósito da falibilidade do olho humano, vale lembrar que isso serviu até para que um filósofo do passado criasse a teoria segundo a qual nossa realidade, de fato, é uma irrealidade, apenas um reflexo do mundo ideal, que está em outra dimensão, lá no céu, digamos.

E, para provar sua tese, basta o cara espiar a olho nu o tampo de uma mesa. A verá, então, lisa, marron etc. Aproximando essa superfície através de uma lupa perceberá que ela, na verdade, é uma soma depequenos orifícios, de cor amarelada. Se vista sob tal ângulo, é assim. De outro, assado, e lá vai o sábio provando que todos os nosssos sentidos – a visão, o olfato, o tato, o paladar – vivem nos pregando peças. Ora, se não poemos crer nas mensagens que eles nos enviam, em que acreditar, a não ser que tudo não passa de mera ilusão, ou projeção de uma realidade que está fora do nosso alcance.

Voltemos ao chip da bola que é algo bem mais palpável, não acha, meu?

Notas relacionadas:

  1. MANO E O LUGAR-COMUM
  2. QUEM PAGA A PIZZA É O PATO DE SEMPRE
  3. BRASIL SEM GANSO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

sábado, 7 de maio de 2011 Futebol internacional | 21:17

QUE JOGUINHO VAGABUNDO…

Compartilhe: Twitter

Meu, amigo, não foi fácil manter os olhos abertos diante da tv,nesta tarde amena e silenciosa aqui na minha caverna de Ibiúna. Ô joguinho mequetrefe, sem vergonha…

E olhe que se tratava de clássico de um futebol secular em que estava em jogo o título nacional. Pois bem, a Roma não deu um passo, por mais tímido, no sentido de evitar que o Milan levantasse a taça com duas rodadas de antecedência.

Foi tamanho o descaso, a leniência da Roma, que, já no finzinho da partida, que se arrastava num tedioso zero a zero, Van Bommel e Thiago fizeram duas lambanças, entregando a bola aos atacantes romanistas. Estes, simplesmente, devolveram os presentes sem nem mesmo se dignarem a abrir o pacote.

De seu lado, o Milan, que lutava pelo título, teve o tempo todo a bola a seus pés, mas em nenhum momento soube o que fazer com ela. Retificando: em apenas um momento, aquele em que Robinho limpou bem e bateu a bola que se chocou com o poste de Doni, já vencido.

Mas, esse é o melhor reflexo do que foi o campeonato italiano deste ano, em que o Milan, apesar de praticando um futebol opaco diante das estrelas que lá estão, seguiu tranquilo de cabo a rabo, com esta ou aquela pequena perturbação criada ora pela Inter, ora pelo Nápoli ou Lazio.

REAL SOBERANO

Em contrapartida, Real Madrid e Sevilha nos ofereceram um belo espetáculo com muitos gols: 6 a 2 para os merengues, com direito a quatro gols de Cristiano Ronaldo, agora líder da artilharia espanhola, ultrapassando Messi, que joga amanhã.

Para nós, no entanto, valeu mesmo é ver que Kaká está em plena recuperação. Neste sábado jogou quase todo o tempo, fez boas jogadas e marcou um gol bem ao seu estilo, quando domina a bola na entrada da área e bate no canto.

Notas relacionadas:

  1. RONALDINHO E A AMBIÇÃO
  2. NOITE DE DECISÕES
  3. KAKÁ E O DUCE
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

quarta-feira, 17 de novembro de 2010 Seleção Brasileira | 17:33

UM ÚNICO VACILO, E MESSI…

Compartilhe: Twitter

Ao longo de toda a partida o Brasil foi melhor, teve a bola a seus pés por um tempo maior e, se não chegou a criar grandes chances de gol, meteu uma bola na trave e esteve rondando a área argentina com maior frequência, sobretudo no primeiro tempo.

Eis que, já nos descontos, um vacilo de Douglas no meio de campo ofereceu a bola para ninguém menos do que Messi, o maior jogador de futebol da atualidade do mundo. Pois, Messi, que até então teve uma atuação discreta, dispara com a bola colada á canhota mágica, passa por David Luiz, por Thiago Silva, uma dupla de zaga impecável durante toda a partida, e toca no canto esquerdo de Victor: 1 a 0, placar final, e primeira vitória argentina sobre o Brasil depois de uma longa série de derrotas.

O resultado, porém, como se vê, foi circunstancial – um lance, protagonizado por um gênio, a um minuto do apito final, e pronto!

Nesta quadra da vida da Seleção Brasileira, no entanto, o mais relevante não é o resultado, mas o comportamento da equipe diante de um rival antigo, de forte constituição ofensiva e determinado.

E, confesso: se o desempenho brasileiro não chegou a me entusiasmar, tampouco decepcionou. Foi o time que determinou o ritmo do jogo, foi firme na defesa, equilibrado no meio de campo e veloz no ataque, que, por sinal, melhorou com a entrada de André no lugar de Neymar. Assim como melhorou com a entrada de Douglas no lugar de Ronaldinho Gaúcho.

Não que os titulares tivessem jogado mal, nada disso. Mas, pelo andamento da carruagem, àquelas alturas do jogo, as substituições se justificavam plenamente. Pelo meu gosto, teria mantido Neymar e trocado Ramires, que, mais tarde acabopu sendo substituído por Jucilei.

Mas, o amigo, por certo, quer saber o que achei de Ronaldinho Gaúcho, nessa sua volta à Seleção. Bem, cumpriu mais ou menos o papel que lhe reservou Mano Menezes – o de coadjuvante ali no meio de campo. Mais ativo do que de hábito, mas menos do que o exigido. Quase fez um golaço, de letra, deu dois ou três dribles ao seu estilo, mas não chegou a ser aquele protagonista que seu excelso futebol exigiria dele.

Quem esteve bem mesmo, aquele que me encheu os olhos, foi André Santos, pela lateral-esquerda. Não apenas conteve Messi por ali como saiu para o jogo, distribuiu passes, arriscou, enfim, jogou bola em alto estilo.

E isso é muito animador, pois aquele setor tem sido um prego na nossa chuteira desde os tempos áureos de Roberto Carlos.

De resto, que essa derrota não mude os rumos escolhidos por Mano Menezes. A Seleção perdeu, como poderia ter empatado ou até vencido, num lance semelhante, como ocorreu algumas vezes na série invicta quebrada nesta quarta-feira em Doha. O importante é que jogou bola.

O herói Assunção

Nem o Gladiador, nem He Man, o herói dessa história acabou sendo mesmo Marcos Assunção e seu tiro certeiro. Mas, qual a novidade, se este tem sido o epílogo de quase todos os jogos do Palmeiras neste segundo semestre, sobretudo na disputa da Copa Sul-Americana?

Mas, atenção: o executor do Goiás, no Serra Dourada, nesta primeira rodada das semifinais foi Marcos Assunção. Contudo, seu idealizador foi o técnico Felipão, que, no intervalo, ao ser entrevistado na tv, foi claro sobre as instruções no intervalo: “Luan tem de jogar mais aberto; os que estão sob marcação individual (leia-se Lincoln) têm de impor sua melhor técnica; e Marcos Assunção deve ocupar aquele espaço ali pela direita da intermediária deles, que está aberto”.

Dito e feito, pois foi exatamente por ali que Marcos Assunção penetrou para disparar aquele tiro exato, no ângulo esquerdo de Harlei.

Bem, depois, o Palmeiras se retrancou, jogou a chave fora e só esperou o tempo passar para celebrar mais do que esperava: não só um gol no campo adversário, que vale mais, mas também a vitória, que vale praticamente o passaporte para a final da competição.

Tributo a Nena

Foi-se o Olavo Rodrigues Barbosa, o nosso Nena, aos 87 anos de idade.

Nena, zagueirão de fé, gaúcho de boa cepa, revelou-se naquele inesquecível Inter dos anos 40. Teve uma breve e brilhante passagem pelo Vasco para formar no histórico time da Portuguesa do início dos anos 50: Muca; Nena e Noronha; Djalma Santos, Brandãozinho e Ceci; Julinho, Renato, Nininho, Pinga e Simão.

Negro espigado, peito largo, rosto anguloso encimado por um penacho carapinha metido entre duas entradas precoces e profundas, Nena era daqueles beques que dispensavam uma trincheira de volantes à sua frente.

Fronte erguida, magnífico no jogo aéreo, firme na disputa da bola rasteira, saía jogando elegantemente com suas chuteiras 44, sempre apontando dez pras duas, fossem ponteiros de relógio.

Jogou pouco pela Seleção Brasileira, mas formou no numeroso elenco da Copa de 50, mas tem em seu currículo dois títulos internacionais, além das tantas fitas azuis obtidas pela Lusa nas célebres excursões à Europa: uma Copa Rio Branco, em 47, contra os uruguaios, e uma Taça Oswaldo Cruz, contra o Paraguai.

Um grande zagueiro, um líder em campo e uma figura inesquecível.

Notas relacionadas:

  1. GALO E LEÃO, NA CABEÇA
  2. BALANÇO FINAL
  3. DOUGLAS, A NOVIDADE NA SELEÇÃO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , ,

segunda-feira, 11 de outubro de 2010 Seleção Brasileira | 18:08

BRASIL PROTAGONISTA

Compartilhe: Twitter

Há gaúcho burro e gaúcho inteligente. Como paulista, carioca, mineiro, pernambucano etc.  Só baiano burro nasce morto, no verso do saudosos Gordurinha imortalizado na voz de Jackson do Pandeiro. Mas, mesmo isso é  uma licença poética. Afinal, burros e inteligentes se distribuem por todos os quadrantes e etnias. É da natureza humana.

Pois, Mano Menezes pertence à imensa categoria dos gaúchos inteligentes, lídimo herdeiro da percepção de um Ênio Andrade, dentre os tantos frutos da rica escola gaúcha de treinadores.

Se não basta o que diz, sobressai-se o que faz.

Ao assumir a Seleção Brasileira, Mano sentenciou que pretendia fazer o Brasil voltar a ser protagonista. Isto é: um time que se imponha diante de qualquer adversário, ao contrário do que ouro gaúcho, Dunga, propunha para o nosso time.

E é isso que está fazendo à frente do time nacional.

Reveja essa vitória sobre a Ucrânia, por 2 a o, em Derby, na Inglaterra.

O Brasil tomou a iniciativa do jogo do início ao fim. Os ucranianos, como acontecia no passado, preferiram fixar-se numa retranca atroz, com medo da bola brasileira. Tocou a bola no campo adversário, meteu 2 a 0, com gols de Daniel Alves, em belo lançamento de Robinho, e de Pato, em outra enfiada de Robinho.

Poderia ter ampliado o placar, assim, como poderia ter tomado um gol – aquela bola no poste de Victor. Isso é do jogo, um jogo, não uma equação matemática.

O fato é que, com exceção desse lance, o Brasil com essa formação mais ofensiva, não sofreu nenhum assédio da Ucrânia, time que, se não é de primeira, também não é de quinta,.

E aqui vale ressaltar, mais uma vez, da dupla de zaga, formada por Thiago Silva e David Luiz, uma grande revelação na Seleção, aquele quarto-zagueiro à antiga, que marca e sabe sair jogando. Lembra, aliás, por estilo e talhe o grande Dani Blind, daquele Ajax imbatível dos anos 90, campeão europeu e do mundo.

E, lá na frente, a nova postura de Pato, que muitos julgavam ser apenas um segundo atacante, aquele que cai de um lado e de outro, nunca a tal referência, como a turma gosta de cunhar.

Pois, Pato, nesse jogo atuou como autêntico centroavante. Fez a tal parede, enfrentou os beques de cara, e, como tem recursos técnicos extras, soube sair e jogar. Fez um gol na exata posição e desperdiçou mais dois, como é de lei para qualquer artilheiro.

Outro detalhe: mesmo jogando com apenas dois zagueiros, os laterais cumpriram na medida exata suas funções: marcaram e atacaram sem parar. Pelo menos, enquanto André Santos esteve em campo, pois Adriano, que entrou no segundo tempo, não manteve a mesma dinâmica.

Por fim, novamente, Giuliano, ao entrar no lugar de Carlos Eduardo, deu outro dinamismo ao meio-campo brasileiro.

Mas, é tudo, por enquanto, experiência, com promissores resultados até agora.

Notas relacionadas:

  1. BRASIL NAS ALTURAS
  2. O BRASIL E AS ESTATÍSTICAS
  3. BRASIL EM SEGREDO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

segunda-feira, 26 de julho de 2010 Seleção Brasileira | 17:31

OS TRÊS ÂNGULOS DE MANO

Compartilhe: Twitter

A lista de convocados por Mano Menezes para a Seleção Brasileira com vistas ao amistoso contra os EUA precisa ser dividida em três critérios: 1) jogadores com idade olímpica, já visando os Jogos de Londres; 2) jogadores já mais rodados, mas com idade para chegar em plena forma à Copa de 2014; 3) jogadores cujas características permitirão ao treinador mudar a cara do time nacional, tanto quanto ao plano tático quanto ao esquemático.

Além disso, Mano explicou que há jogadores integrantes da lista da Copa da África que ficaram de resguardo, à espera de uma outra chamada, quando já tiverem exorcizado os fantasmas do fracasso e recuperado seu melhor preparo físico e técnico, depois da pré-temporada europeia.

Bem, o que nos interessa mais de perto é justamente o terceiro item, pois está sinaliza para o caminho que o novo técnico quer traçar para a Seleção. E, nesta convocação, ficou clara a preocupação de Mano em estabelecer um equilíbrio maior no meio de campo, e abrir uma perspectiva mais nítida para o ataque, brindado com maior número de escolhidos dentre todos os setores da equipe: cinco, contra três goleiros, quatro laterais, quatro zagueiros de área, quatro volantes (Sandro ou Hernanes, um dos dois, será dispensado pra disputar por seu clube as finais da Libertadores) e três meias típicos.

Já revela uma clara tendência para termos um time mais equilibrado no setor de criação e, sobretudo, mais agressivo no ataque, com a possibilidade de uma formação em três, como Mano usou no Corinthians, com Jorge Henrique, Ronaldo Fenômeno e Dentinho, por exemplo.

Talvez, a única surpresa desta convocação seja a de Ederson, meia do Lyon, pouco conhecido por aqui. Mas, as vezes em que vi esse rapaz em ação pela TV fiquei muito bem impressionado: hábil, inteligente e ousado como devem ser os autênticos meias.

Diante disso tudo, vale um exercício de imaginação para armarmos o time que eventualmente Mano tem na cabeça: Victor; Daniel Alves, Thiago Silva, Rever e André Santos; Hernanes ou Sandro e Lucas ou Ramires; Ganso e Ederson ou Carlos Eduardo; Robinho e Pato. Essa formação lhe dará condições para aplicar o sistema de sua preferência – 4-3-2-1, com a flutuação natural de Robinho, às vezes meia, às vezes atacante.

De resto, é esperar pra ver como tudo isso se desenrolará em campo.

Notas relacionadas:

  1. O CIVILIZADO MANO
  2. MANO, A SOLUÇÃO DO IMPASSE
  3. GLORIOSO ADEUS
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , , , ,