Thiago Neves | Blog do Alberto Helena Jr.

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segunda-feira, 6 de junho de 2011 Ex-jogadores, Seleção Brasileira | 17:17

DO FENÔMENO À ENCRENCA

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Nunca um apelido coube tão bem num jogador de futebol como o Fenômeno do Ronaldo. Fenômeno de superação nas adversidades intermitentes sofridas em sua cintilante carreira. Fenômeno no trato com a bola e na intimidade com o gol. Fenômeno na quebra de tantos recordes. Fenômeno de marketing, capaz de tirar de letra várias situações constrangedoras, suficientes para arranhar a imagem pública de qualquer um, definitivamente. E, por aí, vai.

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Mano orienta Neymar na véspera de Brasil x Romênia: técnico não está preocupado com festa para Ronaldo, mas sim com a Copa América (AFP)

Portanto, nada mais justa do que essa homenagem que lhe será prestada amanhã, no Pacaembu, na sua despedida oficial da Seleção Brasileira, no amistoso contra a Romênia.

Mas, passados os dez, quinze minutos de tributo ao craque, voltemos nossos olhos para a Seleção de Mano, que inicia sua entrada no funil em direção à Copa América.

Nosso time sofrerá várias mudanças, sobretudo na defesa, com as dispensas de Júlio César, Daniel Alves e Lúcio. Até aí, nenhum problema aparente. Os três goleiros reservas – Victor, Fábio e Jefferosn – estão prontos para substituir Júlio César a qualquer momento.

Maicon, um dos destaques da Inter, reassume simplesmente o posto que foi seu no período todo em que Dunga esteve comando o time nacional. E David Luiz, guindado à zaga titular por Mano, na fase em que Lúcio não vinha sendo chamado, não só foi muito bem com a canarinho, como acaba de ser eleito uma das grandes revelações do futebol inglês.

Assim como a dupla de volantes – Lucas Leiva e Ramires – tem dado conta do recado.

A encrenca começa aqui, no chamado terceiro homem de meio de campo, onde Ganso tem cadeira cativa, desde que possa jogar. Afinal, foi o único meia autêntico, com poder de organização e de criação superior, que entrou no time e resolveu logo de cara.

Mano, seguindo o roteiro por ele estabelecido no início de seu trabalho, na ausência forçada de Ganso, passou a testar alguns meias que poderiam fazer esse papel: Douglas, Renato Augusto e Jadson, se não me escapam outros, por exemplo. Não funcionou.

Então, animado pelo ótimo desempenho de Elano nos três primeiros meses da temporada, na sua volta ao Santos, Mano resolveu dar um passo atrás na sua proposta, escalando um terceiro volante por ali.

Há quem garanta ser Elano um meia genuíno. Não concordo. Mas, nem talvez seja esse o caso, pois Elano tem bom passe, experiência, e bate na bola como poucos de longa e média distâncias, assim como é mestre em bolas paradas. Mas, já nos últimos tempos vem revelando lentidão excessiva e pouca participação nos jogos, seja defendendo, seja armando.

Se quiser reornar ao caminho inicial, cabe ao treinador brasileiro, escolher entre estas alternativas para a posição, no elenco atual: Anderson ou Thiago Neves.

Anderson leva a vantagem de ser mais solidário na marcação e no fechamento dos espaços na nossa intermediária. Thiago, porém, é aquele canhoto de drible fácil e chute potente.

Há, porém, outra possibilidade: Lucas, que tem atuado, mais ou menos, como esse meia no São Paulo, embora não seja seu perfil futebolístico. Lucas é mais chegado ao drible e à condução de bola.

Na cabeça de Mano, a posição ideal de Lucas é no ataque, ali pela direita, fechando para o meio, quando o time estiver sem a bola. Bem pensado. Isso, porém, implicaria ou na saída de Robinho, ou na ausência de um centroavante típico.

Quanto a este, Fred desperdiçou sua chance diante da Holanda. Portanto, a hora, agora, é de Leandro Damião. O certo mesmo é que Neymar segue firme lá na frente. E nem poderia ser de outra maneira.

De qualquer jeito, não gostaria de estar nas botas de Mano, como diria aquele velho texano.

Notas relacionadas:

  1. OS TRÊS ÂNGULOS DE MANO
  2. DOUGLAS, A NOVIDADE NA SELEÇÃO
  3. SELEÇÃO PREVISTA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , ,

quinta-feira, 19 de maio de 2011 Seleção Brasileira | 14:38

A SELEÇÃO DE MANO

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O mais importante é que Mano Menezes, ao convocar a Seleção para os amistosos com Holanda e Romênia – uma lista bem mais extensa do que as habituais –, deixa aberta a possibilidade de novas inclusões, no desdobrar dos acontecimentos futuros.

Razão: nosso futebol é tão pródigo em revelar novos valores que é sempre bom deixar uma margem para o aproveitamento dessa turminha que aí virá, inevitavelmente.

fred fabio thiago neves

Fred, Fábio e Thiago Neves, novidades na convocação

É o caso, por exemplo, desse menino Wallyson, atacante do Cruzeiro de 22 anos de idade, liso feito quiabo, goleador, que cabe bem no estilo implantado por Mano na Seleção Brasileira. Se continuar jogando o que jogou até agora, por certo, será lembrado mais á frente.

Não sei se já para a Copa América, mas não vai demorar muito, não. Como ele, outros ainda surgirão nos próximos três anos, e o técnico deverá estar sempre atento para não repetir o erro de Dunga, ao não chamar Ganso e Neymar para a Copa da África.

Quanto à convocação de hoje, vale louvar a inclusão do goleiro Fábio, do Cruzeiro, que Parreira, em seu início do Vasco, saudou como o melhor da sua posição no país. Fábio não teve, porém, as chances devidas, mas está em tão magnífica forma que merecia essa chamada, ao lado de Júlio César, Victor e Jefferson.

Assim como esperar de Fred e de Thiago Neves, as outras duas novidades, um rendimento à altura de suas respectivas possibilidades.

Fred é um centroavante artilheiro, mas que trata a bola com mais intimidade do que a maioria de seus pares. Resta esperar que as recorrentes contusões do craque não o impeçam de seguir adiante. E Thiago Neves, aquele canhoto hábil e incisivo que anda fazendo falta à Seleção, capaz tanto de atuar na armação quanto no ataque.

Há, porém, dois pontos nessa convocação que me incomodam: a insistência com Jadson, apesar da brilhante participação de seu Shakhtar na Liga dos Campeões, e o excesso de volantes em detrimento de mais meias de fato, embora esse desequilíbrio possa vir a ser corrigido na hora dos cortes.

De resto, são mais ou menos os mesmos nomes que a sensatez aconselha neste momento.

Notas relacionadas:

  1. OS TRÊS ÂNGULOS DE MANO
  2. OS TRÊS ÂNGULOS DE MANO
  3. DOUGLAS, A NOVIDADE NA SELEÇÃO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

quinta-feira, 12 de maio de 2011 Clubes brasileiros, Copa do Brasil, Futebol internacional | 16:22

QUEDA TRICOLOR E RIVALDO

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O Vasco passou, mas o São Paulo ficou pelos descaminhos da Copa do Brasil, o atalho para a Libertadores, portanto, mais valiosa do que os estaduais que pipocaram por aí neste primeiro semestre do ano.

O Vasco chegou às semifinais do torneio com dois empates diante do Furacão – 2 a 2, lá, e 1 a 1, em São Januário. Mas, que dois empates! Sobretudo o desta noite de quinta, quando a bola zuniu nas duas áreas com o som de alarme ligado a todo volume.

O Atlético saiu na frente, mas logo o Vasco empatou, com Elton, e segue em frente.

Já o São Paulo, que desembarcou em Florianópolis com o 1 a 0 do Morumbi sob o braço, levou uma virada histórica do Avaí, que dominou praticamente todo o primeiro tempo, quando tomou o gol de Casemiro, mas, reagiu com William e Bruno.

E, em 30 segundos da etapa final, Marquinhos Gabriel atingiu o placar que classificaria o Avaí.

Ao fim do jogo, enquanto a galera azul celebrava a conquista, Rivaldo metia a boca em Carpegiani, na rádio Globo, dizendo-se humilhado pela reserva tão completa que não teve vez nem nas três substituições promovidas pelo treinador tricolor.

Substituições, por sinal, confusas. Precisando de apenas um gol, no segundo tempo, voltou com Marlos no lugar de Fernandinho,  machucado, para tentar equilibrar a luta pelo meio de campo, vencida pelos avaianos na etapa primeira.

Marlos, porém, entrara no lugar de Fernandinho para fechar pelo meio. Assim, perdeu de vez qualquer profundidade pela esquerda, já que Juan raramente tem ido à linha de fundo.

Só depois Carpegiani sacou o inútil terceiro zagueiro, para a entrada do atacante Henrique. Por fim, retirou o mesmo Marlos e pôs em seu lugar outro atacante, o menino William José. Não sem antes ter levado Wellington à beira do campo, pronto para entrar em campo, abortando, de repente, essa substituição.

O sonho da Libertadores, agora, se limita a obter uma vaga no Brasileirão que aí vem.

Charge com técnicos de Avaí e São Paulo (Milton Trajano)

REFAZENDO O MENGO

O  Flamengo ganhou os dois turnos do Campeonato Carioca, manteve uma série invicta considerável nesta temporada, além de apresentar dois jogadores de alto nível, como Ronaldinho Gaúcho e Thiago Neves. Mas, perdeu para o Ceará ( excelente time, porém nada excepcional) a invencibilidade e a vaga às semifinais da Copa do Brasil, atalho para a Libertadores, sonho de consumo na Gávea, claro.

Thiago Neves tem respondido à expectativa que dele se fazia. Ronaldinho, não. Isso porque se esperava muito mais de Ronaldinho do que de Thiago, pela imensa diferença e potencial técnico de um em relação ao outro.

O Mengão, todavia, não pode ficar refém de expectativas. Precisa montar um time real, capaz de oferecer às suas duas mais cintilantes estrelas base para alcançar o nível adequado às exigências de sua camisa e da torcida.

Por exemplo: um zagueiro, um lateral-esquerdo e um centroavante de alto porte, pelo menos, já que o entorno quebra um belo galho.

Fala-se, para a lateral-esquerda. em Júnior César, na reserva de Juan – que o Flamengo jamais deveria ter permitido sair da Gávea. Aliás, só é reserva porque andou muito tempo se recuperando de grave lesão e, quando voltou, esbarrou na presença de Juan, cria da casa e recém-contratado pelo São Paulo. Boa pedida

Lá mesmo no Morumbi, há uma solução para a zaga central: Alex Pirulito, que vive reclamando da inoperância da diretoria tricolor em resolver seu caso definitivamente.

Quanto ao atacante de escol… bem, aí, já não me arrisco, pois não vejo na praça nenhum que chegaria à Gávea, agora, com porte e técnica para assegurar uma perforrmance esperada.

Quem sabe, com o andamento dos jogos, Wanderlei venha a ser o cara. Mas, é preciso testá-lo até o seu limite. Não adianta o sujeito entrar e sair do time, jogo após jogo. É fundamental dar-lhe uma sequência de cinco ou seis partidas, pelo menos.

BUSQUETS PISOU NA BOLA

Busquets talvez seja o mais elegante e eficiente volante do futebol do planeta. E, quando digo volante, é no estilo da formação do Barça – nada de dois, um só, como mandam as regras da arte.

Mas, Busquets é, reconhecidamente, um encrenqueiro em campo. Provoca os adversários, com chistes e ofensas, e alguns pontapés, nada além da conta, neste quesito.

O fato é que o Real enviou uma reclamação à Uefa, segundo a qual Busquets excedeu-se, ao chamar o nosso Marcelo de macaco, no último clássico espanhol. A punição pode chegar a cinco jogos de suspensão, o que tiraria Busquets da final da Liga dos Campeões contra o Manchester.

Justíssima pena, caso seja comprovada a denúncia, que é pra essa gringalhada tomar ciência dos tempos atuais, onde o racismo e o preconceito não têm lugar.

A VERDADE DE ROBINHO

Robinho não tem sido, ultimamente, aquele malabarista de outros tempos, o rei das pedaladas e tal e cousa e lousa e maripousa.

Mas, pense o amigo comigo. O bicho foi fundamental nas conquistas do Paulistão e da Copa do Brasil, no primeiro semestre do ano passado, pelo Santos. Transferiu-se para o Milan no início da temporada europeia e acaba de levantar a taça italiana como um dos três artilheiros da equipe, ao lado de Pato e de Ibra,.

Resumindo, em um ano e meio. Robinho foi campeão paulista, ajudou o Santos a chegar na Libertadores e vestiu a faixa de campeão italiano. É pouco? Vasculhe por aí, atrás de quem tenha tenha conquistado tudo isso em tão pouco tempo.

Notas relacionadas:

  1. A RAPOSA E O OSSO DURO TRICOLOR
  2. A RAPOSA E O OSSO DURO TRICOLOR
  3. A VOLTA DE RIVALDO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , ,

domingo, 10 de abril de 2011 Campeonatos Estaduais, Clubes brasileiros, Copa do Brasil | 21:48

A EFICIÊNCIA DO FLA

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O clássico carioca esteve longe das suas tradições, distante das expectativas atuais, mas dentro da realidade atual das duas equipes. Quer dizer: um Botafogo de elenco apenas razoável e em fase de transição, com a chegada do novo treinador, Caio Jr., e um Flamengo estrelado, de campanha irrepreensível na temporada, mas que não consegue brilhar.

Assim, venceram os números, o desempenho: 2 a 0 para o Flamengo, dois gols de Thiago Neves, uma das estrelas rubro-negras que ainda não conseguiu encantar, embora venha sendo altamente eficiente.

A ESTREIA DE MURICY

Muricy, finalmente, sentou no banco do Santos, em Americana. E o que viu em campo, por certo, não lhe deu felicidade.

Com Ganso, poupado, a seu lado, Muricy certamente viu um Santos inoperante, embora tivesse o domínio da maior parte do jogo. Nem tão firme na defesa como ele pretende, nem tão ofensivo como vinha sendo em passado recente.

Melhorou um pouco com a entrada de Ganso, no segundo tempo, mas nada que justificasse placar maior do que o zero a zero final. Aliás, quem esteve mais perto de marcar, na verdade, foi o Americana. Ou melhor: marcou, mas o juiz anulou.

SHOW TRICOLOR

Curioso esse detalhe: mesmo desfalcado de vários titulares, dentre eles o menino Lucas, sua principal atração, e com dois zagueiros apenas, o São Paulo foi a Bauru, deu um show de bola e meteu quatro gols no Noroeste.

Vale destacar aqui as atuações de Carlinhos Paraíba, Dagoberto, mais uma vez, Marlos e Jean, como autêntico lateral-direito.

Ah, sim, vá somando mais um gol de Rogério, de pênalti.

FALCAO E A GOLEADA

Obviamente, nada tem a ver a contratação de Falcão para o lugar de Celso Roth com a súbita goleada do Inter sobre o Universidade, pelo Gauchão: 6 a 2!

Mas, não foi assim, uma moleza, não. O Universidade saiu na frente, com 2 a 0, e o Colorado teve de correr para virar um caminhão de melancia sobre o adversário.

Quanto a Falcão, é só desejar-lhe toda sorte do mundo, que merece.

Notas relacionadas:

  1. PALMEIRAS? DEIXE-ME EXPLICAR
  2. FLA E JOEL
  3. RECEITA PARA OS PRAGMÁTICOS: PEIXE
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , ,

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011 Campeonatos Estaduais, Clubes brasileiros | 15:09

O TOQUE DE CLASSE DO MENGO

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Com a chegada de Thiago Neves, canhoto habilidoso, dono de chute forte, que se projetou no Flu e logo foi para as estranjas, o Flamengo acrescenta ao seu time mais um toque de qualidade extra, ao lado de Ronaldinho Gaúcho.

Foi justamente o que faltou ao Flamengo na temporada passada, embora o time fosse praticamente o mesmo da anterior, quando o Mengão sagrou-se campeão brasileiro, numa arrancada fulminante nas últimas rodadas.

A diferença entre o time campeão de 2009 e o que lutou para escapar da zona da degola no ano seguinte foi exatamente a ausência desse toque extra que lhe conferiram Peti, brilhante, e Adriano, implacável. Adriano voltou à Itália, Peti caiu em franco declínio, e nenhum deles teve um substituto à altura.

Ronaldinho, por mais distante que possa estar de seu auge, ainda é um craque excepcional, capaz de fazer coisas que até Deus duvida com a bola. Pode ser que não venha a fazê-lo com a constância desejada, mas, quando o fizer levará a galera rubro-negra ao delírio.

E Thiago Neves, também um desses meias que tira coelhos da cartola, estimulado pelo parceiro ilustre, por certo, haverá de oferecer momentos de êxtase à nação rubro-negra.

Caso Deivid volte a jogar o que sabe, então, o Mengo terá um trio de altíssima qualidade lá na frente, o que dará ao Campeonato Carioca que se aproxima um tom especial.

Assim como certo será que teremos alguns Fla-Flu dignos de sua longa tradição, pois o Tricolor, campeão brasileiro, não está deixando por menos, reforçando-se à altura de suas necessidades, sob o comando do sempre vitorioso Muricy Ramalho.

Gauchão

São dois os campeonatos, dentre os dos grandes centros, que começam neste fim de semana: o Paulistão e o Gauchão.

O Gauchão, como todos sabem, é uma disputa eterna entre Grêmio e Inter. Basta dizer que nos últimos cinquenta anos ambos dividiram quarenta e oito títulos regionais, permitindo que apenas Caxias e Juventude levassem dois prêmios de consolação.

Mas, este é um campeonato especial para Grêmio e Inter. Os dois grandes do Sul estarão com os olhos e todos os sentidos voltados para a disputa da Libertadores, o que os fará caminharem pelo Gaúchão pisando em ovos.

É verdade que o Grêmio, tendo como exemplo a desastrosa participação do rival no Mundial de Clubes, depois de tantos cuidados no Brasileirão, se dispõe a dar tudo no estadual, também. Sem essa de poupar aqui para investir ali.

É uma tese perfeitamente defensável. Mas, há coisas no futebol que viram qualquer tese em papo furado, da noite pro dia.

De qualquer forma, é a melhor chance dos últimos tempos para um dos chamados pequenos gaúchos quebrar a escrita secular do Grenal.

Paulistão

Já o Paulistão, num formato estúpido, em que todos jogam contra todos, num longo e previsível turno, para que se extraía o grupo de oito clubes que realmente disputarão o título, num mata-mata final. Uma volta aos tempos das cavernas.

Mas, enfim, é tudo que cabe na cabeça dos cartolas da federação que querem se perpetuar no cargo, bajulando os votos dos pequenos – a maioria, diga-se.

Menos animador ainda é saber de antemão que esse início de campeonato terá um Palmeiras dividido entre a falta de reforços significativos, o clima sombrio entre jogadores e diretor de futebol, o bufante Felipão à espera dos craques que não vêm
e as eleições do clube, na próxima semana.

Apesar disso tudo, o Verdão, que pega no sábado o Botafogo de Ribeirão no Pacaembu não é esse time desprezível que muitos querem fazer crer. Se conseguir controlar a ansiedade, bem que pode fazer boa figura.

Assim como o Santos, que vai a Lins pegar o Linense de craques históricos como Leivinha e Américo Murolo, de volta à divisão de elite paulista: longe de ter a força daquele time campeão do último Paulistão, o Santos, mesmo desfalcadíssimo – dentre eles, Neymar e Ganso, suas duas mais cintilantes estrelas – sugere um jogo ofensivo e capaz de aguentar as pontas até que possa ter toda a turma titular à disposição do estreante Adílson Batista.

Quanto ao Corinthians, que estreia já num clássico com a Lusa de Dodô e cia., estará praticamente completo. Até Ronaldo Fenômeno, sempre uma incerteza, deverá entrar em campo. Pena que Jorge Henrique sentisse um incômodo que, se vetado, deverá ser substituído por Paulinho, o que muda a cara do time, claro.

Por fim, o São Paulo, ainda sem aquele meia de que tanto carece há tempos, vai a Mogi enfrentar o time de Rivaldo, aquele!, dublê de presidente do clube e ainda jogador. E Denílson, forjado nas categorias de base do próprio São Paulo, a quem deu o maior lucro da história ao ser negociado, anos atrás, com o Bétis da Espanha.

Mas, parece que Denílson, por razões burocráticas, ainda não pode jogar.

O Tricolor, porém, que promoverá a estreia do lateral-esquerdo Juan, ex-Flamengo, também c

Notas relacionadas:

  1. A VOLTA DE FRED
  2. VERDÃO, INGLESES E MENGO
  3. RONALDINHO NA ENCRUZILHADA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , ,

quarta-feira, 4 de março de 2009 Clubes brasileiros | 15:01

A VOLTA DE FRED

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Depois desse tour de force (a expressão vai aí em homenagem ao Lyon), o Fluminense anuncia o desfecho da novela Fred. O craque, finalmente, está de volta ao futebol brasileiro, desta vez, nas Laranjeiras.

Fred já era cortejado por todos quando ainda menino, pelo América mineiro, se não me engano, marcou o gol mais rápido da história. Centroavante de fina estirpe, ganhou projeção no Cruzeiro, e foi para a França. Confesso que achava seu estilo talhado para alcançar renome por lá. E, durante um tempo, deu certo, tanto que acabou sendo convocado até mesmo para a Copa do Mundo da Alemanha, em 2006.

Machucou-se logo depois, e nunca mais conseguiu se firmar no Lyon, que ora abre mão de seus serviços. A vinda para o Flu parece, pois, ser um auspicioso renascimento do craque. E um reforço inestimável para o Tricolor. Sobretudo, porque seu jogo técnico e refinado se casa perfeitamente com os de Conca e Thiago Neves. Se der liga, sai de baixo.

ESTAREMOS LÁ?

O campeão do mundo, Manchester United, que está na bica de bater todos os recordes, com a conquista de cinco títulos nesta temporada, veio atrás da Petrobrás, atrás de patrocínio, já que a multinacional AIG praticamente quebrou. É grana pra causar vertigem – cerca de 80 milhões de euros por ano. Será?

É a crise finaceira mundial, que fez o mundo girar tão rapidamente que os de cima cederam seus lugares para os de baixo. Essas são as revoluções atuais: papéis sobre papéis, números sobre números.

Notas relacionadas:

  1. VAIVÉM NO SÃO PAULO E PALMEIRAS
  2. UM RIO-SÃO PAULO DE MERCADO
  3. ROGÉRIO, TIMÃO, VERDÃO E DECISÃO
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