Sub 20 | Blog do Alberto Helena Jr.

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domingo, 13 de fevereiro de 2011 Futebol internacional, Seleção Brasileira | 02:27

A CARA DO BRASIL

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Foi uma festa como raramente se vê num campo de futebol. Mais do que uma festa brasileira, a celebração do que o futebol pode oferecer de melhor, em qualquer categoria, em qualquer tempo e em qualquer lugar do mundo.

Tome tento, meu amigo. Era uma decisão não apenas do título sul-americano, mas também de uma vaga para as Olimpíadas, ameaçada pela vitória argentina contra a Colômbia, no jogo que precedeu ao nosso.

E quem era nosso adversário. Nada menos que o Uruguai, a Celeste Olímpica, que encerrava o hexagonal final em primeirão, com o passaporte para Londres carimbado e passado em cartório.

O Uruguai que sempre nos faz ressuscitar fantasmas do passado, embora esses se esfumem num piparote a cada vez que nos enfrentamos. Vão, mas voltam.

O Uruguai que passou sua gloriosa vida afiando suas defesas, suas retrancas, sempre temperadas por um grau de empenho que raia a violência.

Pois, foi esse Uruguai que nossos meninos destroçaram, numa exibição impecável de arte e eficiência: 6 a 0! Isso mesmo, meia dúzia de cocos nas redes deles, cada um mais bem elaborado do que o outro.

E, quem abriu e fechou a porteira foi o garoto Lucas, a maior revelação do futebol brasileiro no ano passado, e o craque do jogo. E não foi na marra, não, em três atos heroicos, desses conquistados no peito, no sangue, na raça, como nossas mais recentes gerações cultuam como se isso fosse futebol.

Nada disso, foi na habilidade, na ginga, no drible e na finalização certeira que Lucas desenhou o nosso futuro, com os traços graciosos e letais da nossa tradição.

Assim como o sucederam no pódio da partida Neymar, o artilheiro histórico do Brasil nessa disputa, e Oscar, dois meninos de toques refinados e muita inventiva.

Claro, todos os demais contribuíram com generosas parcelas de técnica e dedicação, mas, ao longo de toda a disputa – e, sobretudo, nesta conquista histórica – Casemiro, um volante que sabe jogar (e como!), Lucas, Neymar e Oscar foram os que deram o tom de um Brasil que começa a recuperar sua identidade, sua cara e sua alma.

Notas relacionadas:

  1. O CIVILIZADO MANO
  2. SHOW DE QUEM? DE CASEMIRO!
  3. DIEGO MAURÍCIO, UFA!
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , ,

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011 Clubes brasileiros, Seleção Brasileira | 20:46

PERDEMOS, OUTRA VEZ

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A justíssima expulsão de Hernanes, que atingiu o peito de Benzema ainda no primeiro tempo, virou o jogo de cabeça pra baixo. Até então o Brasil estava com o controle da bola e dos espaços. Basta dizer que detinha 66 por cento do domínio de bola.

Não chegou, é verdade, a criar grandes chances de gol. A França, com Benzema, num isolado contragolpe, foi mais incisiva nesse sentido,

Mas, a partir dessa nova realidade, o Brasil só somou equívocos, embora os franceses também não chegassem a se aproveitar devidamente da vantagem de um homem a mais. Até Benzema marcar o gol da vitória da França, mais uma, nessa série invicta de quase vinte anos.

O primeiro equívoco foi Mano retirar de campo Robinho. Não que Robinho estivesse jogando bem, nada disso. Mas, trata-se de um jogador veloz, múltiplo, que podia compensar a desvantagem de um mais,

O segundo equívoco foi optar por Sandro, um volante especificamente de contenção, em vez de Anderson, mais versátil, que tanto marca quanto avança.

Mas, tudo isso flutua entre o que foi e o que poderia ser, uma zona imprecisa que cai no absoluto subjetivismo.

Som, claro, o Brasil poderia ter empatado esse jogo, em duas oportunidades (pouco), assim com ao França teve chances de ampliar o marcador, e só não o fez graças a Júlio César, o goleirão que voltou em plena forma à Seleção.

De resto, é louvar a participação de Júlio César, mais uma vez, e a de André Santos, que anulou o mais incisivo francês, Menez,  a não ser no lance que antecedeu gol, quando o francês passou de passagem pelo brasileiro. Mas, nesse lance, a jogada era de Robinho, que acompanhou o adversário até o momento final, e desistiu na hora H.

Quanto aos estreantes – afora Hernanes, que vinha bem, mas resvalou na falta absurda -, Renato Augusto vinha jogando razoavelmente antes da expulsão do companheiro, E Jadson, que entrou em seu lugar, só fez um passe esperto para Pato, que não se completou.

Dado a tantas alternativas que ficaram de fora na convocação – Neymar, Ganso etc. – a perda de mais um jogo para a França, nessas circunstâncias, não é nenhuma tragédia.

Digamos que, apenas, algo desagradável.

Quase lá

Foi apertado, mas foi: 1 a 0, gol de Casemiro, de cabeça, outra vez. E o Brasil passou pelo Equador, no Sul-Americano Sub-20 e está a um passo de Londres, que é o que interessa.

Sem Neymar e a dupla de zagueiros titular, nossos meninos dominaram o primeiro tempo, quando poderiam ter ampliado o placar, e seguraram as pontas no segundo, quando estiveram a pique de entregar o ouro.

O importante, porém, foi passar por um obstáculo que poderia ter sido fatal para nosso sonho olímpico.

Ah, Flu…

Confesso que esperava muito mais do Fluminense, nessa estreia na Libertadores, contra o Argentino Juniors, no Engenhão.

Claro que Fred fez falta, embora seu substituto, o He Man, Rafael Moura, tivesse salvado o Tricolor com dois gols. Mas, esse nem foi o caso. O caso foi que o Fluminense jogou em ritmo de valsa, quando a batida exigia um samba rasgado.

Esse empate por 2 a 2 foi um alerta para o Flu, que terá de se desdobrar daqui pra frente.

Duas vezes Liedson

A estreia de Liedson no Corinthians não poderia ser mais auspiciosa. O artilheiro, que desembarcou no Parque na véspera, entrou em campo de imediato, fez dois gols e deu ao ataque do Corinthians a energia que vinha faltando desde quando Ronaldo, há dois anos, deixou de ser decisivo.

Se a vitória apertada sobre o Palmeiras, no fim de semana, serviu para apaziguar os ânimos no Parque, a goleada por 4 a 0 sobre o Ituano, por certo, haverá de infundir novo ânimo à equipe, daqui pra frente.

Notas relacionadas:

  1. RESERVA POR RESERVA…
  2. BRASIL PROTAGONISTA
  3. VALEU PELA RAÇA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011 Clubes brasileiros, Seleção Brasileira | 01:33

VALEU PELA RAÇA

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Parece que estava escrito por mãos sinistras. Em menos de seis minutos de bola rolando, o Brasil já estava sem sua zaga titular – Bruno Uvini machucado e Juan expulso – e perdendo por 1 a 0, fruto de um pênalti infantil cometido por Juan.

Mesmo assim, nossos meninos se desdobraram em campo, assumiram o controle do jogo e atacaram, até chegar ao empate num golaço de Willian – tiro certeiro de fora da área.

Os argentinos, apesar da vantagem numérica, permaneciam encolhidos lá atrás, à espera de que o relógio disparasse antes da virada que se desenhava no ar com fortes traços.

Eis que, no entanto, numa bola ao chão, à altura de nossa intermediária, Casemiro toca, sem razão, para o meio, nos pés de um adversário, enquanto baixava um apagão em toda a zaga brasileira. Ora, como o menino Iturbe é bom de bola, ele partiu pra cima, limpou dois e tocou na saída do goleiro Gabriel.

Ainda assim, apesar de todas as provações, nossos meninos foram em frente, meteram uma bola na trave e criaram mais duas chances claras de gol.

Valeu pela determinação dos nossos garotos, com destaque especial para o volante Fernando e o meia Lucas, que estiveram no centro de quase todas as ações brasileiras, tanto atrás quanto na frente.

O diabo é que não só perdemos a liderança para o Uruguai, como não teremos Uvini pelo resto do torneio, nem Juan e Neymar para a partida contra o Equador.

Mas, se o time jogar com esse espírito, haverá de dar a volta por cima em todas as adversidades.

Alívio no Parque

Não foi a redenção, pois esta só vira quando e se o Corinthians levantar a taça da Libertadores. Mas, a vitória por 1 a 0, por certo, servirá para apaziguar um pouco os ânimos exaltados da Fiel.

Contudo, olhando para o futuro mais próximo, é bom lembrar que o Palmeiras jogou melhor, criou várias chances de virar o placar e esbarrou na ótima forma do goleiro corintiano Júlio César.

Isso quer dizer que o Timão terá ainda um bom caminho a percorrer para, ao menos, recuperar a dignidade e terminar o Paulistão em alta.

Para dar esse novo rumo, a diretoria acaba de contratar William, o ex-zagueiro e capitão da equipe, na função de gerente de futebol.

William me parece um moço inteligente, com plena ascendência sobre seus companheiros de ontem. Mas, embora com longa vivência no futebol, tenho minhas dúvidas de que já esteja preparado para esse cargo, que, no Bra sil, é ainda incipiente e de contornos imprecisos, o que costuma levar a mal-entendidos frequentes. Enfim, um cargo que vaga ao sabor das ondas do futebol: ora, é instituído; ora, destituído.

No fim de tudo, o que conta mesmo é o comportamento do time em campo. E, para que ele seja mais proveitoso do que tem sido, é fundamental que o técnico escolha um sistema de jogo, escale os jogadores ideais de que dispõe no elenco para executá-lo e pau na máquina!

O resto é conversa fiada pra boi dormir.

As três estrelas

Ronaldo Fenômeno, depois da investida no twitter, preferiu se eximir do clássico.

Já o Ronaldinho Gaúcho fez seu primeiro gol com a camisa do Fla. De pênalti, é verdade, mas batido com categoria. Ainda não foi o Ronaldinho que pode ser na Gávea, mesmo sem alcançar o patamar dos tempos áureos do Barça. Mas, deu alguns passes de classe, ensaiou esta ou aquela jogada de seu vast o repertório e tal e cousa e lousa e maripousa.

Está ainda claramente sem ritmo de jogo adequado. E isso só vira com o tempo e o exercício, claro.

Por fim, Rivaldo refluiu em relação à sua estreia no São Paulo. Na derrota por 2 a 1 para o Botafogo de RP, teve uma atuação discretíssima. Mas, é impossível avaliar o quanto dessa discrição se deve ao jogador, individualmente, ou á confusão tática armada pelo técnico Carpegiani.

Apesar disso, o Tricolor paulista até que poderia ter chegado, pelo menos, ao empate. Sobretudo, após a entrada de Marcelinho Paraíba, que dinamizou um pouco o meio-campo e o ataque de seu time.

Jogaço

Isso, sim, foi um clássico que honra as tradições do futebol carioca. Não só o passado, mas, principalmente, o presente de tantas realidades e expectativas.

Botafogo e Fluminense gastaram a bola na vitória por 3 a 2 do Glorioso. Pena que a arbitr agem tenha sido tão ruim, prejudicando os dois times em várias situações.

Ótimo para o moral do Botafogo, que alcança a liderança de seu grupo, batendo o melhor time do Brasil. E nem um pouco depreciativo para o Flu, que, mesmo na derrota, demonstrou suas altas qualidades.

Notas relacionadas:

  1. ROGÉRIO, TIMÃO, VERDÃO E DECISÃO
  2. VALEU, MANO!
  3. NENÊ? E POR QUE NÃO?
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011 Seleção Brasileira | 15:32

A QUESTÃO É COMO SER OFENSIVO

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O empate dos meninos do Brasil por 1 a 1 com a Bolívia já atiçou a turma da retranca. O que fez Ney Franco vir a público para dizer que não abandonará o conceito de tr~es atacantes.

Entre um e outro, ambos cometem um equívoco palmar de avaliação. Não serão três ou quatro atacantes que farão um time mais ofensivo de fato. Tampouco, três volantes e três zagueiros, para exagerar o lado contrário, formarão uma defesa inexpugnável.

Aliás, se o amigo revirar a história verá que praticamente em todo time cheio de cuidados ofensivos, ao fim do jogo quem leva o rádinho é seu goleiro. Ora, se o goleiro é acaba sendo o destaque do time, a defesa, então, não funcionou devidamente.

Em contrapartida, nos históricos times ofensivos, o goleiro mal participa do jogo.

É claro: se você mantém a bola a maior parte do tempo no campo adversário, ela estará sempre mais longe da sua meta do que se recuar sua linha de defesa, dando espaço para o adversário manobrar a partir de sua própria intermediária.

Peguemos como exemplo o mais atual e flagrante paradigma do que estou dizendo – o Barça. Xavi, Iniesta, Messi e cia. bela detêm a posse de bola por cerca de 75 por cento por partida, seja contra quem seja e em que campo for.

Mas, isso não se dá apenas pela excelência do passe desses jogadores, pois o mesmo ocorre em geral quando o Barça coloca em campo seu time reserva ou mistão.

É que, para manter esse ritmo, essa fluência, esa cadência na troca de passes, é fundamental que o time jogue compacto. Nem muito atrás, nem muito à frente, o que lhe permite dar o primeiro combate no campo adversário, e os beques colherem a sobra ou o passe de alívio já na altura do meio-campo. Isso determina a dinâmica de domínio dos espaços e da bola, sempre mais próximo da zona de finalização do que da sua área de rebate.

Se o amigo pegar a dupla de zaga Puyol e Piqué e recuá-la ao nível da linha de sua grande área, terá de trazer para a linha de defesa também o volante Busquets. Nesse dominó, Xavi e Iniesta serão forçados a começar o seu trabalho de armação á altura de sua intermediária, o que deixará Messi, David Villa e Pedrito muito distantes da armação. Aí volta mais um e se estabelece a tal ligação direta – bola da defesa ao ataque, uma verdadeira loteria.

Esse tem sido o nó do nosso futebol, antes tão pródigo na troca de bola envolvente até que ela se ofereça em condições de remate de um dos atacantes.

Ah, mas se avançarmos nossa linha de defesa, aí, sim, é que nos tornaremos mais vulneráveis, retrucará o amigo mais cauteloso. Não, necessariamente, como disse lá em cima. Mas, de qualquer forma, trata-se de um jogo, onde o risco é inerente em quaisquer circunstâncias. Exemplo disso, o empate com a Bolívia, quando pela primeira vez no torneio, o Brasil conseguiu tocar a bola, tramar boas jogadas em vários instantes da partida, meteu quatro bolas nas traves, desperdiçou mais outras tantas chances e acabou levando o empate num único contragolpe.

Ah, mas só tomou o contragolpe porque estava lá na frente, tentando o segundo gol desnecessário, no caso. Mas, quem garante que se estivesse aqui recuado, submetido ao sufoco tradicional, não levasse o empate como decorrência de um escanteio bem aproveitado, uma falta bem executada ou qualquer outro acidente típico do futebol?

Jonas, ciao

Eis que, às vésperas da Libertadores, que o Grêmio cultiva a leite e mel, Jonas arrumou sua mala e partiu para saborear no berço a deliciosa paella valenciana. De troco, deixou míseros milhãozinho e meio nos cofres do Grêmio, conta de quatro doses de pinga e uma maria-mole no mercado internacional.

Logo Jonas, o goleador implacável do Tricolor nos dois últimos anos e o quinto no ranking de artilheiros da gloriosa história do clube?

Algo que lembra, guardadas todas as diferenças, a amarga saída de Ronaldinho Gaúcho do Olímpico, anos atrás.

Sucede que a relação do jogador com a torcida gremista sempre foi ciclo tímica: ora, tapas; ora, beijos. Ainda outro dia, houve um entrevero, como gosta de dizer a gente da fronteira, entre ambos, apesar de o craque ter marcado dois gols na partida.

Não sei se isso pesou definitivamente na decisão de Jonas, que tinha contrato com o Grêmio até dezembro deste ano. Ou se sua saída foi fruto da imprevidência da diretoria anterior, que estabeleceu multa rescisória tão baixa até mesmo para o mercado brasileiro.

O que sei é que fará uma falta danada ao Grêmio num momento de inflexão do clube.

Goleadas que animam

Santos e Fluminense foram os grandes destaques dos seus respectivos campeonatos neste fim de semana. Ambos golearam seus adversários. E golearam jogando um futebol bonito de se ver.

No Engenhão, diante do Olaria, os menos votados Tartá e Rodriguinho estavam com a macaca, mas quem deslizou pelo campo feito cisne branco foi o artilheiro Fred, com seus passes, seus toques de calcanhar e seus gols.

No início, até que o campeão brasileiro levou um susto. Mas, logo se reequilibrou e fechou o placar num 6 a 2, fora as chances desperdiçadas.

Em Prudente, o Santos meteu 4 a 0 no Grêmio, para no fim, relaxar e permitir a redução do placar para 4 a 2, numa partida exemplar de Elano que parece nunca ter saído da Vila.

E olhe que o Santos, já tão desfalcado, perdeu à última hora Zé Love, transferido para o Genoa, que vinha sendo um dos destaques do time nesta temporada.

Sei bem que os campeonatos estaduais, mesmo os mais badalados, não servem de parâmetro com vistas ao resto da temporada. Mas, me parece justo imaginar como serão Flu e Santos quando estiverem completinhos e nos trinques para as disputas da Libertadores e do Brasileirão, com base no que já mostraram na temporada passada e mostram no início desta.

Notas relacionadas:

  1. PODE, COMO NÃO PODE
  2. MEDO DE QUEM?
  3. SHOW DE QUEM? DE CASEMIRO!
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

sábado, 22 de janeiro de 2011 Campeonatos Estaduais, Clubes brasileiros, Futebol internacional, Seleção Brasileira | 23:57

A VOLTA DE RIVALDO

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Rivaldo evita se manifestar a respeito. Mas, neste sábado em que o São Paulo levou um baile da Ponte na derrota por 1 a 0, o site oficial do clube anuncia a contratação do craque de 38 anos de idade, presidente do Mogi Mirim, diga-se.

O negócio está ainda meio nebuloso, mas o certo é que a ideia nasceu de um encontro entre Rivaldo e Rogério Ceni, outro dia. E, tudo indica, implica numa parceria do São Paulo com o Mogi.

Como se vê, não se trata de coisa pensada, arquitetada sob um projeto de marketing, essas coisas muito em voga no futebol brasileiro. Nada disso. Simplesmente, pintou na área e a coisa pode rolar.

Se vai ser bom negócio, não sei. Só o tempo dirá o que Rivaldo poderá acrescentar em campo a esse time do São Paulo, Há anos não o vejo atuar. Só sei que jogou muito, e que, se produzir, sei lá, trinta por cento do que produzia, já será de inestimável valor.

Também sei que se o Tricolor espera que ele venha a ser aquele tal camisa 10 tão desejado, engana-se redondamente. A não ser que Rivaldo, nestes últimos tempos, tenha mudado muito suas características. Pois, em toda sua gloriosa carreira, Rivaldo sempre foi um meia-atacante de excelentes assistências e muitos gols, não um organizador de jogadas no meio-campo.

Sem Lucas

Lucas, que depois de estreia hesitante jogou muito bem na vitória sobre a Colômbia, pelo visto, estará de fora, machucado, do jogo deste domingo contra a Bolívia, pelo Sul-Americano Sub-20.

Perda considerável para o Brasil de Ney Franco, que terá de optar entre Oscar e Alan Patrick. Duas grandes promessas, mas que, neste torneio não chegaram a convencer, embora ambos tenham jogador pouco tempo até agora.

Pelos relatos que nos vem de Tacna, Peru, Ney Franco estaria inclinado também a promover as voltas do volante Zé Eduardo e do atacante Henrique, expulsos na estreia contra o Paraguai.

Sei não. Fernando, contra a Colombia, pareceu-me mais sereno e produtivo do que Zé Eduardo, e Diego Maurício mais ativo e veloz do que Henrique.

De qualquer forma, o mais importante é Ney Franco conseguir compactar esse time, e estimular a troca de bola envolvente, em vez da ligação direta da defesa ao ataque, que tem sido a marca do Brasil nessa competição.

Copinha

Bahia e Flamengo passaram por Desportivo Brasil e América MG, duas equipes que deixaram a melhor das impressões na Copa São Paulo Jr.

O fato é que os meninos de dois dos clubes de massa do futebol brasileiro fazem a final do tradicional torneio, no dia do aniversário da cidade de São Paulo, cujos representantes ficaram pelo caminho.

Vai ser um belo presente de aniversário para a cidade, sem dúvida.

Barça, como sempre

Foi a décima quarta vitória consecutiva do Barça no Campeonato Espanhol (a derrota para o Bétis, no meio de semana, era pela Copa do Rei, onde os catalães seguem em frente, diga-se). Desta vez, a vítima foi o Racing Santander: 3 a 0, naquela base de sempre – bola de pé em pé até que Pedro, Messi e Iniesta a mandassem para as redes inimigas.

Diabos arrasadores

Outro que vai somando incrível invencibilidade na Europa é o Manchester United.

Neste sábado simplesmente arrasou o Birmingham, no Teatro dos Sonhos: 5 a 0, com direito a três gols de Berbatov, o artilheiro do campeonato. Aliás, o que está jogando o búlgaro é brincadeira.

Em desta vez, os Diabos Vermelhos botaram a bola no chão e deram um belo espetáculo de tramas coletivas e jogadas individuais, o que lhes teria permitido alcançar uma goleada bizarra, coisa de 10 a 0, sem exagero.

Mas, se Berba fez três, o holandês Van Persie, não deixou por menos – marcou os três gols da vitória do Arsenal sobre o Wigan, o que o elevou à vice-liderança, já que o City acabou perdendo por 1 a 0 para Aston Villa.

Dá gosto ver Manchester United e Arsenal em campo.

Notas relacionadas:

  1. VOLTA AO MUNDO
  2. LOVE, LOVE
  3. DECISÃO PRA FRENTE
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011 Seleção Brasileira | 02:23

SHOW DE QUEM? DE CASEMIRO!

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Desta vez, o show não foi de Neymar, muito marcado e pouco inspirado. O show foi de Casemiro. Não aquele show pirotécnico, feito de dribles e adereços. Mas, sim, um show técnico e tático do garoto tricolor.

Ao longo de todo aquele primeiro tempo angustiante de um Brasil desmembrado em campo, tentando sobreviver à custa da ligação direta da defesa ao ataque, Casemiro segurou as pontas lá atrás e ainda buscou algumas escapadas à frente.

No segundo, quando Ney Franco mandou-o à frente, compactando o time numa zona mais próxima da área colombiana, Casemiro fez a diferença. Na primeira bola, recebeu passe genial de calcanhar de Lucas, na marca do pênalti, e chutou raspando. Na segunda, armou a jogada que resultou na escapada de Diego Maurício pela direita, o cruzamento preciso e o cabeceio fatal do camisa 5.

Na sequência, veio o segundo gol – bela investida de Lucas pela direita que William José só empurrou para as redes vazias. E, quando parecia que a porteira se abrira de vez, eis que Bruno Uvini, outro gigante do time, ao lado de Juan, comete o pênalti que reviraria a partida.

A Colômbia, então, partiu para o sufoco, e, novamente Casemiro foi chamado para fechar a entrada de nossa área, ao lado de Fernando.

E, Neymar, pô! Olhe ele aí, quando maior era o sufoco brasileiro, recebendo na esquerda o esperto passe de William. Passa por um e bate certeiro no ângulo direito do gol colombiano: 3 a 1.

Apareceu pouco, mas, quando apareceu, exorcizou todos os nossos fantasmas e colocou o Brasil na bica da classificação para a próxima fase do Sul-Americano Sub-20.

Notas relacionadas:

  1. COERÊNCIA, SENSIBILIDADE E…ROBERTO CARLOS
  2. SEM GANSO E NEYMAR, TÁ BOM ASSIM
  3. NEYMAR, NEYMAR, NEYMAR, NEYMAR
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , ,

terça-feira, 18 de janeiro de 2011 Campeonatos Estaduais, Seleção Brasileira | 03:04

NEYMAR, NEYMAR, NEYMAR, NEYMAR

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O que mais me impressiona em Neymar é que o menino não pipoca diante das maiores pressões. Foi assim quando, sob intensa expectativa, estreou pra valer no time titular do Santos, no início do ano. Foi assim quando estreou na Seleção principal, fazendo gols e outros bichos.

Mas, nesta madrugada de terça-feira, extrapolou.

Desembarcou em Tacna, no Peru, para disputar o Sul-Americano Sub-20, sob todos os holofotes, cercado de microfones, manchetes e fotos em profusão nos jornais, gritos histéricos dos fãs, essas coisas todas. Era a estrela da companhia, a estrela do torneio, em verdade.

Pois, entrou em campo, e, sob intenso bombardeio das pernas duras dos defensores paraguaios, meteu quatro gols, os últimos dois num momento crítico para a Seleção Brasileira, depois da expulsão de Zé Eduardo e na esteira do primeiro gol inimigo.

E, quanto mais os paraguaios acertavam as canelinhas do nosso Neymar, mais canetas, chapéus, dribles em série, passes espertos, o garoto ia espalhando pelo gramado.

Coisa de craque, na alma e nos pés, centelhas de gênio, ousaria dizer.

Afora Neymar

Afora Neymar, se isso é possível, já que ele foi o centro de tudo na vitória do Brasil sobre o Paraguai por 4 a 2, vale dizer que a nossa Seleçãozinha promete.

O Paraguai, em qualquer categoria, sempre foi osso duro de roer. Os índios correm feito o diabo, se entregam à luta de corpo e alma, além de possuírem uma técnica cada vez mais respeitável.

Mesmo assim, os meninos do Brasil, embora um tanto esparsos demais em campo pra meu gosto (preferia a linha de zaga mais próxima do meio de campo e este do ataque, numa formação compacta de intermediária à intermediária), botaram a bola no chão, fizeram 2 a 0, com Neymar, de pênalti, e numa escapada pela esquerda, e poderiam sair para o intervalo já goleando.

No início do segundo tempo, porém, houve a expulsão de Zé Eduardo seguida do gol de Viera, em cobrança de corner, o que desestabilizou nosso time.

O técnico Ney Franco foi rápido no gatilho: sacou o meia Oscar para reforçar a marcação de meio-campo com o volante Fernando, e, na sequência trocou o lateral-direito Danilo por Galhardo.

Mas, foi um balão lá de trás, convertido em golaço de Neymar, que reequilibrou nossa equipe. O quarto de Neymar, que peitou o goleiro e concluiu de cabeça sobre a risca fatal, apenas cimentou a goleada. E, nem mesmo a expulsão de Henrique e o segundo gol paraguaio, de Montenegro, em saída em falso do goleiro Gabriel, chegou a ameaçar a vitória final.

Destaques? O lateral-esquerdo Alex Sandro, o volante Casemiro, o zagueiro Uvini, e, claro, Neymar.

Oscar e Lucas, pelo que já mostraram nesta temporada, ficaram devendo um pouco, e o goleiro Gabriel assustou em três saídas de gol.

Há, porém, que se descontar o nervosismo da estreia, e a determinação dos paraguaios, que não é mole.

Cariocão

O mais charmoso e bem arquitetado campeonato estadual do Brasil, apesar do excesso de clubes que o disputam, começa amanhã com Vasco e Flamengo em campo.

O Vasco recebe o Resende em São Januário, quem sabe com Carlos Alberto, seu mais expressivo jogador, em campo. Dou esse tom de dúvida sobre a presença do craque em campo porque tem sido essa a história de Carlos Alberto no Almirante, ou Gigante da Colina, como preferem os mais jovens: uma sucessão de ausências pontilhada por alguma presenças.

Carlos Alberto me encantou quando surgiu muito jovem no Fluminense e nas categorias de base da Seleção Brasileira. Via-o como um meia-armador de habilidade e desortino. Menino ainda transferiu-se para o Porto, onde Moutinho resolveu colocá-lo mais à frente, naquela célebre conquista da Liga dos Campeões.

Mas, já então, Carlos Alberto mostrava-se um jogador ciclotímico, dado a súbtos destemperos em campo. Rodou mundo, jogou no Corinthians, onde peitou o técnico Leão, que não é figura fácil de se conviver, e finalmente, desembarcou em São Januário, onde seguiu a rotina de longas esperas.

Mas, Carlos Alberto está escalado, embora o Vasco deva sentir outras ausências, de jogadores como Eduardo Costa, Dedé, a grande revelação vascaína na zaga, e Anderson Martins, por razões burocráticas.

Não sei da força do Resende, mas, apesar de tudo, acho que dá Vasco.

Já o Flamengo, sem seus estelars reforços – Ronaldinho Gaúcho e Thiago Neves -, pega o Volta Redonda, no Engenhão.

Ronaldinho, segundo a previsão da comissão técnica rubro-negra, só daqui a dez dias.

Fosse eu o Luxa, colocaria desde já Ronaldinho em campo. Não só para atender a expectativa da nação rubro-negra, mas, sobretudo, porque Ronaldinho já cumpriu sua pré-temporada, que, na Europa, é no meio do ano.

Até outro dia estava treinando e jogando pelo Milan, apesar de o técnico Allegri o ter aproveitado pouco no time titular. Logo, é se livrar das toxinas das Festas de Fim de Ano, o que deve ter feito em Londrina, e partir para a luta.

E, com todo o respeito pelo Time do Aço, esse confronto seria aquele amistoso do qual Ronaldinho não participou, bom para afiar o ritmo de jogo do craque, essas coisas.

Mas, enfim…

Notas relacionadas:

  1. ATÉ QUE ENFIM, SÃO PAULO
  2. NEYMAR, FRED, KAKÁ, GANSO E PATO
  3. SEM GANSO E NEYMAR, TÁ BOM ASSIM
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