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12/11/2009 - 00:22

VERDÃO SE SEGURA

Mais charges no blog do Milton Trajano

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O gol de empate do Palmeiras, aos 40 minutos, foi legítimo (Elder dava condições a Danilo), mas que o juiz apitou antes da conclusão do lance, ah, disso não tenho a menor dúvida: quando Danilo matou a bola lançada por Armero, na área, soam dois trinados curtos. O juiz, em vez de apontar o meio de campo, caminha em direção à meta do Sport e só depois é que sinaliza claramente o tento.

O fato é que o gol manteve o Palmeiras na liderança, embora a sensação de perda tenha sido muito maior do que a de alívio. Pelo menos, para o goleiro Marcos, que, saiu de campo lamentando o empate.

Isso porque o Verdão, no primeiro tempo, levou dois gols bem tramados de um Sport que ainda poderia ter ampliado o placar por duas vezes mais.

No intervalo, Muricy desfez o malfeito e trocou Sandro Silva e Souza por Pierre e o meia Deyvid Sacconi, não por acaso autor do primeiro gol de um Palmeiras que passou a ser mais ofensivo, sobretudo depois da expulsão de Durval, o que permitiu ao técnico verde incrementar o ataque, ao substituir Edmílson, mal no jogo, pelo  atacante Marquinhos.

Enfim, bem ou mal, o Verdão segue na ponta, com todas as chances de chegar à taça de ouro, enquanto o Sport não mais se segura nem nos números, nem na esperança de escapar pela última fresta.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro Tags: ,
18/10/2009 - 19:38

PET, DEEEZZZ!

No intervalo do jogo, o goleirão Marcos foi, como sempre, direto ao ponto:

- Se sabíamos que o Pet era importante? Sabíamos. Se treinamos para anular o Pet? Treinamos. Mas, no campo, Pet fez a diferença, por causa de seu talento.

E essa era só a metade da história, pois Pet, que havia sido anulado por Edmilson até os 24 minutos do primeiro tempo, tabelou com Juan pela esquerda, invadiu a área, limpou dois zagueiros do Palmeiras e tocou no lado esquerdo da meta verde, fora do alcance de Marcos.

A outra metade deu-se aos 17 do segundo tempo, quando Pet cobrou um córner da esquerda, e transformou-o em gol olímpico, com Marcos embaralhando-se com a bola dentro da meta.

Assim, o Flamengo meteu 2 a 0 no Palmeiras, quebrando a invencibilidade do líder no Palestra Itália, e chegou-se às proximidades do G-4, com grandes chances de ganhar uma vaga na Libetradores e até de disputar o título brasileiro, já que os demais candidatos insistem em patinar.

O Inter, por exemplo, não conseguiu ir além de um empate por 2 a 2 com o lanterna Fluminense, fora de casa.

Mas, voltando ao jogo do Palestra, fica estabelecido que Petkovic foi o herói da jornada. Aos 37 anos de idade, dado como sepultado para o futebol ainda outro dia, o sérvio, que se considera iugoslavo apesar das mudanças geopolíticas, Pet segue sendo uma dos mais técnicos e hábeis jogadores do futebol brasileiro.

E foi sua presença que transformou o Flamengo, um time, até então, comum.

Às vésperas da partida, o foco se centrava em Diego Souza e Adriano, as duas maiores expressões de Palmeiras e Fla. E quem assumiu o centro do palco foi Petkovic, não é fácil num torneio tão difícil como o Brasileirão.

Podem os técnicos criar qualquer esquema, que, no fim, prevalece o craque.

Toró anulou iego Souza, é verdade. Maurício marcou bem Adriano, e Edmílson tentou até às entranhas impedir que Pet jogasse. Conseguiu em parte. Parte que não conseguiu, definiu o placar.

Claro, não foi uma tragédia para o Palmeiras, que segue líder, com quatro pontos de vantagem sobre o Galo, vice-lder. Mas, se não der uma volta por cima, corre sério risco de ser desbancado na hora final.

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PEIXE, TIMÃO E DIABOS

O Santos já jogou a toalha há tempos, tanto em relação ao título quanto a uma vaga na Libertadores. O time é limitado, embora tenha alguns bons jogadores, mas não deu liga. Obviamente, melhorará com a volta de Ganso, mas não o suficiente para mudar o panorama. Quanto a Luxemburgo, que ele se dedique as 24 horas do dia a remontar esse Peixe. Caso contrário, o investimento nele não valeu nada.

A derrota do Goiás para o Avaí, de virada, praticamente tira o verde da disputa pelo título e, quem sabe, até de um lugar para a Libertadores, já que o Flamengo embalou. Uma pena para um clube bem estruturado e que contava com a volta de fernadão para dar aquele salto de qualidade.

E o Corinthians, hein? Não consegue mesmo se rearmar depois da perda de André Silva, Douglas e Cristian. Nenhum dos substitutos deu sinais de que cumpriria o papel dos que saíram. E, sem Ronaldo, a coisa fica ainda mais complicada, como vimos na derrota para o Sport, em Recife.

No Campeonato Inglês, o mais charmoso do mundo hoje em dia, o Manchester United caminha com segurança para a conquista de uma glória inédita num futebol mais do que secular: o tetra pra valer, quatro títulos em sequência, mesmo sem sua maior estrela, Cristiano Ronaldo, negociado com o Real. E até mesmo sem Wayne Rooney, seu melhor jogador, como foi na vitória por 2 a 1 sobre o Bolton. Os Diabos Vermelhos são o diabo mesmo.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro Tags: , , , , , , , ,
06/08/2009 - 23:49

O EMPATE E AS GOLEADAS

Foi um jogo lancinante, em pelo menos três quartos de seu desenrolar, em que o Palmeiras teve um desempenho exemplar nos primeiros trinta minutos, quando marcou seu gol, com Cleiton Xavier, de cabeça, e o Grêmio virou do avesso nos minutos seguintes, ao empatar com Maxi López e obrigar Marcos a praticar duas defesas difíceis.

E, logo no início do segundo tempo, o Grêmio seguiu pressionando, a ponto de Wendell salvar um gol sobre a risca fatal. Em meio ao vaivém das trocas de jogadores e de esquema, pelos dois técnicos, Rever sofreu grave lesão na cabeça, e os gaúchos refluíram no final, quando o Verdão partiu para o sufoco, em vão.

Assim, o Palmeiras soma um ponto mais de distãncia em relação ao vice, Goiás, e ao terceiro, Atlético Mineiro, que folgou na tabela e tem um jogo a menos, mas deixou uma certa apreensão na torcida, que já vinha se acostumando com vitórias mais ou menos folgadas, embora um clássico contra o Grêmio é sempre dureza, lá ou cá.

GOLEADAS REDENTORAS

Demorou, mas o Flu tirou a barriga da miséria, ao golear o Sport por 5 a 1, no Maracanã, com um primeiro tempo singular de Roni, autor de um gol e de duas assistências para o menino Kieza. há tempos que a nação tricolor esperava isso, algo que a anime a acreditar que o Flu sáirá dessa incólume.

Assim como o Barueri, depois de bela campanha, vinha numa fase descendente, até meter 4 a 0, na Arena, no Vitória, que passou a patinar, após digna performance nas dez/doze primeiras rodadas do Brasileirão.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro Tags: , , , , ,
02/08/2009 - 15:36

UNA FURTIVA LACRIMA

Na Ilha do Retiro, sábado, que desolação… Eram duas legiões de beques e volantes torturante uma pobre bola angustiada e sem rumo, a não ser aquele que a levava para longe das duas metas.

Enquanto as cenas se repetiam na televisão, o amigo podia ir até a esquina, tomar um cafezinho no bar, voltar pra casa, esquentar o paõzinho, passar-lhe manteiga criteriosamente, e retornar à frente da telinha, que nada havia acontecido até então.

Isso, até lá pela metade do segundo tempo, quando um jogador do Sport foi expulso, e Muricy resolveu desfazer o malfeito, trocando um dos três zagueiros – Marcão – por um atacante – Willians, além da simples substituição de um volante por outro – Souza, no lugar de Edmílson.

A partir daí, o Palmeiras, obviamente, tomou conta do meio-de-campo, pôs a bola no chão, e passou a, pelo menos, dominar o jogo, chegando ao seu gol, numa investida de Obina pela esquerda, que cruzou para o beque Bruno Telles meter nas próprias redes.

A lógica de Muricy para mudar o jeito de o Palmeiras jogar é, no mínimo, questionável: como o Sport jogaria com três zagueiros, ele teria de se espelhar no adversário para evitar os avanços dos alas contrários. Ora, justamente pelo fato de o Sport jogar com três zagueiros – o que, em parte, explica sua péssima colocação no campeonato – é que o Palmeiras deveria manter o esquema que, nas mãos de Luxa e de Jorginho, elevou o Palmeiras à liderança isolada do Brasileirão, pois teria sempre um jogador a mais no meio-de-campo, cerne de qualquer jogo de futebol.

Mesmo porque esse Palmeiras, que no sistema com dois zagueiros de ofício, não só cumpriu campanha excepcional (em sete jogos, uma derrota e um empate, apenas), em termos de resultado, como apresentou um futebol fluente, agressivo, quando não arrasador.

Isso tudo, diante de adversários, no mínimo, tão credenciados como o Sport, em casa e fora, que também jogavam com três zagueiros, ou não.

O fato é que, evidentemente, Muricy gosta de jogar assim mesmo, embora propale que tanto faz. Portanto, o palestrino amigo que trata de se acostumar com esse novo formato da equipe. E aquele que quiser ver espetáculo, compre um ingresso do Sacala de Milão, onde sempre tem algum tenor vertendo no palco Una Furtiva Lacrima.

 

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro Tags: , ,
15/07/2009 - 16:31

DANÇA DO DIABO 2

A propósito dessa dança de treinadores, inclusive os de méritos indiscutíveis e fama nacional, vale lembrar a confirmação, ao vivo e em cores, de Cuca, outro dia, no Arena Sportv do Cléber Machado, sob o comando de Maurício Noriega, de uma questão por mim levantada: sim, os técnicos brasileiros, diante da sombra da demissão, que é mais ou menos constante, apelam para a retranca, a fim de evitar a derrota fatal.

Ora, como só há um líder, um eventual campeão, no transcorrer da competição nacional, e dez, doze candidatos potenciais, sem falar no grupo que só está lá para evitar o rebaixamento, a imensa maioria dos técnicos estará sempre acuado pela perspectiva de demissão antes do cumprimento do prazo de contrato.

Quando digo que são dez, doze candidatos ao título, é preciso ter uma visão paroquial da questão. De norte a sul deste país, em cada estado, temos de dois a quatro clubes grandes, que assim se consideram pela força de suas respectivas torcidas e por suas tradições regionais, e cujas torcidas e cartolagem exigem a conquista do título, o que se restringe, na prática, a, no máximo, meia dúzia de clubes, sobretudo representantes das zonas, economicamente, mais poderosas: São Paulo, Minas, Rio e Rio Grande do Sul.

Não é por desprezo aos nordestinos, aos catarinas, aos paranaenses, goianos etc., que, a imprensa do tal eixo (antes, era apenas Rio-São Paulo; hoje é Sudeste e Minas) que se debruça mais sobre os clubes desses centros do que os demais. É porque esses clubes estão na vanguarda, em geral.

Quando o Sport cumpria aquela bela campanha, era chamado de Leão Encantado, a Ilha do Retiro de Ilha da Fantasia, e o rubro-negro pernambucano ganhou espaços generosos na imprensa do chamado eixo. É a lei do mercado, a que todos estamos atados – uns mais, outro menos.

Isto posto, voltamos à vaca fria: nesse cenário de tamanha instabilidade para o treinador de futebol em geral, no Brasil, não há lugar para os tais projetos de longo prazo tão decantados por clubes e profissionais do ramo. A não ser projetos com prazo de validez de um ano, no máximo. O resto é conversa mole pra boi dormir.

Se não há projeto, não há estratégia definida. E, se não há estratégia, é aquele vai-da-valsa conhecido. Sai um treinador mais teórico, entra um disciplinador, que, por sua vez, mais à frente, cede seu lugar a uma celebridade, que acaba entregando o cargo a um emergente, e assim la nave va, de norte a sul, mais ou menos à deriva.

Resultado: todos eles, diante de tal instabilidade, tratam de salvar a própria pele. E quem paga o pato é o espetáculo, o jogo jogado nas regras da arte. É retranca pra cá, retranca pra lá, o que acaba deformando até o nível de exigência dos novos torcedores que se vão formando nesse padrão de baixo repertório.

Estes se limitam a exigir vitórias, títulos, o que é impossível para 99 por cento dos times em disputa.

Assim, os técnicos, na sua imensa maioria, sequer podem colocar em prática suas ideias, se é que eles as cultivam.

Peguemos dois exemplos extremos, dos dois mais badalados treinadores brasileiros, um, dono de currículo irrepreensível como técnico de campo; outro, simplesmente, tricampeão brasileiro, um feito inusitado: Luxa e Muricy.

Luxemburgo está aí na praça há vinte anos acumulando títulos, batendo recordes, em vários clubes, mas sob a mesma concepção de um futebol ofensivo, envolvente e tal e cousa e lousa e maripousa. Aliás, por onde andou, sempre repetiu o mesmo discurso nesse sentido. Contudo, ao se ver apertado no Palmeiras, apelou para o sistema com três zagueiros, que ele próprio execrava publicamente.

Muricy, embora desde o Inter apelasse para o mesmo sistema, sempre proclamou seu gosto particular por filé mignon, mas justificava o feijão-com-arroz temperado do São Paulo pela ausência na praça de meias, o que lhe permitiria mudar o esquema, uma meia-verdade, diga-se. E olhe que Muricy teve uma sobrevida no São Paulo fora do comum no futebol brasileiro: três anos e meio. Mas, isso só foi possível pela conquista dos três campeonatos brasileiros seguidos. Quando o time vacilou, caiu.

Resumindo: se não mudarmos essa mentalidade (nisso, incluo mídia, cartoalgem e torcida), nenhum treinador sairá de trás das muralhas. E quem paga o mico é o futebol brasileiro.

PS: O post Dança do Diabo bombou, com mais de duzentos comentários dos internautas, muitos dos quais ofensivos e idiotas, revelando preconceitos e ignorância inauditos, o que é comum neste país de semi-alfabetizados. A esses, me permitam dar o desprezo. Aos que, porém, mantiveram o nível mínimo de civilidade, mas que entenderam a crônica como uma expressão de patriotismo, quero lembrar que rechaço isso logo de cara no texto. O Cruzeiro é Brasil não porque leve a carteira de identidade verde-amarela. É Brasil porque representa a escola brasileria de jogar bola, aquela que conseguiu, ao longo da história, conjugar arte e competividade no mesmo nível. Só isso. Nem de longe suponho que os torcedores dos demais clubes vão torcer pelo Cruzeiro nessa decisão com o Estudiantes. Nem pretendo que isso ocorra. Afinal, a escolha é livre. Tampouco torço para que o Cruzeiro vença por causa do Cruzeiro. E, sim, pelo que ele representa – a verdadeira escola brasileira de jogar bola, a mais completa que o mundo conheceu e reverenciou. Não há nada de patriotismo, ufanismo ou qualquer ismos desses, como deixo claro no texto. Mas, que fazer, se as pessoas só lêem o que querem?

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros, Treinadores Tags: , ,
28/06/2009 - 21:44

CLÁSSICOS, GAÚCHOS E BARUERI!

O clássico carioca não foi apenas oxo, como costumava dizer meu amigo Walter Abrahão na falecida TV Tupi de São Paulo. Foi, sobretudo, xoxo, ops, chocho. Havia o apelo da despedida de Thiago Neves do Flu e da presença do Imperador no Fla. Dupla frustração: Neves jogou muito abaixo do que é capaz e Adriano perdeu um gol na pequena área de fazer inveja àquele ex-rubronegro célebre.

Já o clásico paulista esteve alguns pontos acima no quesito vibração, mas sem nenhum brilho especial. Foi um jogo dividido em dois tempos. No primeiro, o Palmeiras teve o controle da bola e dos espaços, e fez seu gol… isso mesmo, com Obina aproveitando rebote de Douglas em tiro esperto de CCleiton Xavier. No segundo, o Santos voltou melhor, com Robson no lugar de Neymar, e chegou ao empate justamente com Robson, num melê na área verde.

OS GAÚCHOS

Destaque mesmo nessa roada, em termos individuais, foi Bolaños, que passou dentro da concha sua breve passagem pela Vila, autor dos três gols do Inter, na vitória sobre o Coritiba, o que abafou no nascedouro o grito da galera (”É Muricy”) e confirmou o Colorado na vice-liderança, posição excepcional com o time jogando a maioria das partidas com seus reservas.

Já o outro gaúcho – o Grêmio, também com seu time misto – levou de 3 a 1 do Sport na Ilha do Retiro. Mas, atenção: até a expulsão de Jonas, autor do gol gremista, o Tricolor gaúcho estava melhor na parada. A partir daí, o Leão mostrou suas garras, partiu pra cima e, já na prorrogação plantou os números finais no placar. E olhe que Elder Granja perdeu o gol do campeonato ao preferir cavar pênalti – passou por quatro, pelo goleiro e se atirou.

OLHE SÓ O BARUERI!

Isso mesmo: olhaí o Barueir, em quarto lugar na tabela. E vale dizer que não chegou ali impulsionado pelo vácuo, não. Chegou, metendo 4 a 2 no líder Galo.

Grande vantagem, dirá o baiano rubronegro: afinal o Vitória está em terceiro, e ninguém fala nada? É verdade: brilhante campanha do Vitória, sob o comando de Carpeggiani, que andava meio escondido nos últimos tempos.

Mas, calma, vamos esperar um pouco que a jornada é longa e pedregosa.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro Tags: , , , , , , , ,
07/06/2009 - 21:14

GALO E LEÃO, NA CABEÇA

Cuca

Se a maior expectativa da rodada recaía sobre o embate entre Cruzeiro e Inter, os grandes resultados acabaram sendo mesmo a goleada por 4 a 0 do Galo sobre o Furacão, em plena Arena da Baixada, e a virada vertiginosa do Leão sobre o Flamengo, na Ilha do Retiro.

O Atlético Mineiro, assim, saltou para a vice-liderança do torneio, encheu-se de moral e passa a ser um dos que se se inscrevem no fechado clube dos candidatos ao título de véspera, e, de quebra, provocou a queda do técnico Geninho, que pediu demissão ao cabo da partida. E o Sport, que perdia de saída para o Fla por 2 a 0, em oito minutos, virou para 4 a 2, e volta à realidade, depois do sonho desfeito da Libertadores.

No Mineirão, o que deveria ser o confronto de dois dos mais técnicos e refinados times do Brasileirão, virou guerra no primeiro tempo, pontuado de faltas – uma delas, de Bolívar, merecedora de cartão vermelho, de cara – e pelas expulsões de Kleber e Lauro.

Nessas alturas, o Inter já vencia por 1 a 0, gol de cabeça de Magrão, em cobrança de falta de Andrezinho, o que levou o Colorado a passar o resto do jogo na defesa, arriscando uns poucos contragolpes com Taison.

Por seu turno, o Cruzeiro teve a bola a seus pés, forçou, mas não criou, embora tivesse empatado logo no início do segundo tempo, com Wellington Paulista colhendo rebote do goleiro em chute de Zé Carlos.

Por fim, no Maracanã, o Fluminense, com belo gol de Fred, na volta de Leandro Amaral, autor da exata assistência, evitou a crise que rondava as Laranjeiras, mas empurrou o Botafogo para o olho do furacão.

O TRIO DE FERRO

Do Trio de Ferro, só o São Paulo não chegou à vitória nesta rodada do Brasileirão.

Sábado,  Corinthians, sem Ronaldo Fenômeno, mas com praticamente todos os demais titulares, venceu o Coritiba por 2 a 0, sem maiores embaraços, em tarde de Douglas, autor do segundo gol.

Já o Palmeiras sofreu para virar o jogo sobre o Vitória, no Palestra Itália, com gols de Ortigoza e de Maurício, de cabeça, nos descontos. Jogou mal, porém, o Palmeiras, e bem o Vitória,que ainda teve um pênalti não marcado a seu favor.

Quanto ao São Paulo, foi mais fluente em Florianópolis, mas não conseguiu sair do zero a zero, entre outras coisas, porque o Avaí não é mole, não.

PRIMEIRÃO

Com a derrota do Paraguai, em Assunção, para o Chile, o Brasil encerrou esta rodada das Eliminatórias em primeirão, mesmo praticando, em geral, um futebol capenga. O Paraguai, é verdade, jogou muito desfalcado, mas chamou a atenção o toque de bola dos chilenos, uma tradição, aliás, nos Andes. Meteu 2 a 0 e praticamente não foi ameaçado.

Uma das razões de estarmos lá em cima da tabela, também, além da melhor técnica do jogador brasileiro, em geral, está no fato de que a Argentina, que rivaliza conosco nesse quesito, não consegue reproduzir em campo a expectativa que suas estrelas geram.

Em casa, não foram além do 1 a 0 contra a Colômbia, depois de terem sido dominados durante todo o primeiro tempo. No segundo, tiveram uma ligeira melhora. Parece que todo mundo fica esperando Messi tirar um coelho da cartola a cada jogada. Futebol não é bem assim.

E o estado deplorável dos gramados dos estádios Centenário e do River, dois palcos históricos do futebol sul-americano?

Não é possível que em pleno século 21, com toda a tecnologia disponível nessa área, esses campos se apresentem como verdadeiras várzeas. Até quando nós aqui abaixo do Equador continuaremos desprezando o essencial num jogo de futebol – o gramado?

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro, Seleção Brasileira Tags: , , , , , ,
12/05/2009 - 16:34

LIBERTADORES, COPA DO BRASIL E RONALDO

Prepare-se, amigo, que aí vem uma quarta-feira de fogo, com as rodadas da Copa do Brasil e da Libertadores, em fase de funil.

Só o São Paulo está fora dessa, abençoado pela gripe suína, que acabou tirando o perigoso Chivas de seu caminho, conduzindo-o direto à fase seguinte, sem jogar.

Isso confere ao Tricolor mais uma semana de treinamentos, que, se somados às duas semanas anteriores à estréia no Brasileirão, valem mais do que uma pré-temporada.

Curioso que, apesar de tamanha folga só para treinamentos, algo que Muricy reclama tanto e com razão, o São Paulo foi pífio diante do Flu, no Maracanã, domingo, sobretudo no quesito em que ele tem sido rei – o combate acirrado e incessante ao adversário.

O diabo é que o São Paulo, quando de posse da bola, não sabe o que fazer com a bichinha, a não ser enviá-la pelo alto para o cabeceio de Washington, Borges ou o zagueiro que estiver na área trocada.

Muricy reclama também, com toda razão, de que seu rico e bem escolhido elenco não dispõe de meias e laterais. Nas duas últimas temporadas, porém, houve um desfile interminável de laterais que pouco foram aproveitados: Joílson, Jadílson, Eder, Jancarlos, Wagner Diniz, sei lá quantos mais, e, na direita, quem se deu melhor acabou sendo Zé Luís, um volante improvisado no setor.

Será que não há algo de errado no esquema, mais do que nos jogadores? Isso, sem falar em Souza, um meia deslocado para a lateral por duas temporadas seguidas na séria do tricampeonato conquistado pelo time.

Assim como a ausência de meias também pode ser fruto da maneira de jogar do São Paulo, com três zagueiros, dois alas, dois atacantes de área, o que reduz a três jogadores de meio e aumenta a distância da defesa ao ataque.

E, na hora de contratar, o São Paulo, em vez de buscar um Cleiton Xavier, um Elias, um Madson, para citar apenas três dos seis meias que possuem seus rivais domésticos, preferiu trazer Eduardo Costa, um volante de contenção. Esse é só um exemplo mais recente.

Mas, enfim, Muricy é competente, trabalhador, e o elenco segue sendo forte, apesar dessas carências, o que sugere uma volta por cima rapidamente.

Se, porém, o São Paulo saltou uma etapa da Libertadores, Grêmio, nesta quarta, e Cruzeiro, na quinta, por certo passarão sem grandes problemas por San Martin, no Olímpico, e pelo Universidad do Chile, no Mineirão. Pelo menos é o que sugerem as vitórias de ambos nos campos adversários, nos jogos de ida.

CLÁSSICOS BRASILEIROS

Na Copa do Brasil, três clássicos nacionais: Corinthians x Fluminense; Flamengo x Internacional e Vasco x Vitória. O mando de campo, em jogos como esses, tem um peso significativo, claro.

Mas, são tantas as variáveis numa partida de futebol, sobretudo quando tomada do espírito de decisão, que é impossível dar a esse fator um valor maior.
Pegue-se o caso do Corinthians, que, com seu time titular, tem feito campanhas bem mais expressivas do que o Flu.

Que fazer, por exemplo, diante dessa epidemia de gripe que se abateu sobre o Parque São Jorge? Mesmo que meio time se restabeleça a tempo de entrar em campo, conseguirão esses jogadores atuar no seu mais alto nível?

Já Flamengo e Inter se enfrentam no Maracanã sem grandes problemas, a não ser as diferenças técnicas entre os dois: o que sobra para o Inter, falta ao Flamengo. Isto é: um ataque realizador. O Fla cria muito, mas não consegue transformar em gols essa trama coletiva, enquanto o Inter, lá na frente, com Nilmar, Taison (não sei se joga) e cia. bela é um aço.

Mas, o Fla, mesmo perdendo na estréia do Brasileirão para o Cruzeiro, time que se rivaliza com o Inter em qualidade técnica, jogou bem, o que sugere um jogaço no Maracanã.

Por fim, o Vasco, sem Jefferson, apesar da brilhante performance até aqui de Carlos Alberto, reza mais por São Januário do que pela equipe propriamente dita.
Quanto ao Vitória, que, confesso, não vi ainda em ação nesta temporada, além de campeão baiano, é sempre um time tinhoso que revela a cada ano pelo menos um bom jogador.

RONALDO NA SELEÇÃO?

Mano Menezes foi firme na resposta, durante o Bem, Amigos comandado por meu querido Luís Roberto: Ronaldo Fenômeno ainda não está no ponto para servir a Seleção, a não ser que queiram queimá-lo.

Ora, ninguém melhor do o técnico do Corinthians, calcado nos diagnósticos feitos por sua equipe de médicos, fisioterapeutas, preparadores-físicos etc para avaliar o atual estágio de recuperação atlética do Fenômeno. Logo, é uma palavra que pesa mais do que as eventuais expectativas do craque ou cogitações de Dunga.

Afinal, no plano técnico, Ronaldo dispensa qualquer avaliação – é craque consumado e de poucos pares no mundo mesmo aquém de sua melhor forma física. Mas, ainda não chegou lá, fisicamente. Portanto, melhor mesmo é esperar.

Enquanto isso, que tal chamar Nilmar para a vaga de Adriano? O moço merece, mais do que qualquer outro que eventualmente salte de uma cartola mágica de plantão.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Copa do Brasil, Libertadores Tags: , , , , , ,
11/05/2009 - 15:32

VERDÃO E LEÃO, NA ILHA ENCANTADA

Sport e Palmeiras estrearam sábado no Brasileirão com empate e vitória, contra Barueri e Coritiba, respectivamente, mas se reencontram nesta terça-feira num patamar superior – pela vaga da fase seguinte da Libertadores.

O Leão Encantado, em casa, com seu time completo, saiu na frente diante do Barueri, mas tomou um gol espírita de Pedrão e não conseguiu se recompor. O Palmeiras, também em casa, sem vários titulares, penou diante do Coritiba, até que Luxemburgo providenciasse as entradas em campo de K-9, Diego Souza e Cleiton Xavier, seus três jogadores de exceção. Acabou virando e partiu para Recife com o moral ainda mais alto.

E essa questão de moral, em jogos decisivos como o que se desemrolará na Ilha do Retiro, pesa muito.

A propósito, no instante em que o Sport se via enrolado frente ao Barueri, pela primeira vez, nesta fase encantada do time, surgiram vaias de sua torcida, logo interrompidas por um pedido do alto-falante do estádio. No ato, a torcida voltou a incentivar seu time, já com vistas ao jogo pela Libertadores contra o Palmeiras.

O Verdão chega no Recife com a vantagem da vitória no jogo do Palestra Itália. Mas, isso é quase irrelevante, quando se trata da Ilha do Retiro e o Sport.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Libertadores Tags: , ,
05/05/2009 - 23:53

O PRIMEIRO PASSO DO VERDÃO

O Leão Encantado entrou na arena farejando o campo minado, e, em vez de atacar sua presa no Palestra Itália, preferiu proteger-se apenas, guardando energias para a ronda seguinte, a se travar no seu próprio covil, a Ilha do Recife, onde é rei.

Assim, coube ao Verdão atirar-se à luta. E, logo, Keirrison meteu uma bola na trave, meta aberta. O mesmo K-9 bate a média distância e a bola passa raspando. Por fim, sofre pênalti de César, que o juiz não deu.  A soma desses três lances emblemáticos do primeiro tempo, por certo. haveria de tocar os nervos do Palmeiras no segundo tempo. 

Afinal o Palmeiras foi dono da bola e dos espaços, mas não conseguira converter essa supremacia em gols. Mesmo processo que se densenvolveria na etapa final, quando os dois treinadores executaram várias trocas de jogadores. Dentre elas, as entradas de Ortigoza e de Mozart nos lugares de Marquinhos e Willians. E Ortigoza, de imediato, deu sinais de que estava ungido, ao penetrar por entre a bem sincronizada zaga do Sport, numa incursão perigosa, embora frustrada.

Mas, o jogo todo haveria de se resumir naquele lance, aos 30 minutos do tempo final, em que Hamilton derruba Ortigoza lá na intermediária, próxima à lateral direita do ataque palestrino, recebe o segundo amarelo e é expulso.

 Por Milton Trajano

Cleiton Xavier, o melhor em campo, bate forte, bola que Ortigoza desvia levemente de cabeça: 1 a 0. Pouco, para o volume de jogo do Palmeiras e, sobretudo, para o que o espera na Ilha do Retiro. mas, justo, pelo empenho e a eficácia do Sport na defesa, ainda que, antes do apito final, mais uma no poste, desta vez, em cruzamento de Mozart para Diego Souza, de cabeça, acertar o pé do poste esquerdo de Magrão.

Bom, para o Palmeiras, mas nada trágico para o Sport, pois este foi apenas o primeiro passo.    

DIABOS, FÁCIL

Em onze minutos, os Diabos Vermelhos, que já tinham a vantagem do 1 a 0 no jogo de Old Trafford, venciam o Arsenal, no Emirates, por 2 a 0, gols de Park e de Cristiano Ronaldo. No primeiro, passe de Anderson para Cristiano na esquerda que cruzou para o coreano aproveitar-se do escorregão de Gibbs na área. No segundo, Cristiano disparou falta recebida por ele mesmo, na intermediária, quase lateral-direita, que Almunia, o goleiraço espanhol do Arsenal aceitou, ao chegar tarde na bola.

Assim, logo de cara o jogo já estava decidido, e o Manchester United nem teve de sair lá de trás, contrariando sua vocação, para manter a classificação à final da Liga dos Campeões da Europa.

E, mais: num contragolpe rápido, Cristiano aumentou para 3 a 0, placar reduzido no fim por Van Persie em cobrança de pênalti.

Agora, é esperar pelo vencedor de Barça e Chelsea para disputar em Roma a taça.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Futebol internacional, Libertadores Tags: , , , , ,
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