Souza | Blog do Alberto Helena Jr.

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Posts com a Tag Souza

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011 Campeonatos Estaduais, Clubes brasileiros | 23:20

SOUZA, O FAZ-TUDO

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Se eu fosse um desses treinadores andarilhos do futebol brasileiro, matéria à mão aquela mala de emergência, com escova de dentes, pasta, um par de cuecas, camisas, meias e.. Souza. Se vou pra Taquaritinga, Souza vai comigo. Barcelona? Idem. Seleção? É pra já.

O bicho é mirrado, jeitoso, e cabe em qualquer espaço, qualquer time, qualquer esquema, qualquer situação. Já disse e repito que Souza me faz lembrar aquele mulatinho que o amigo já viu em um desses tantos campos de várzea, que se chega de mansinho à beira  do gramado ou terrão, chuteira debaixo do sovaco, e fica ali à espera do convite:

- Quer entrar?

- Quero.

- Em que posição?

- Tanto faz.

Entra no tanto faz e faz tanto que sai de campo aclamado pelos companheiros da hora, que lhe entopem de raspadinha, birra e churrasco. Sim, nunca será craque de seleção, celebridade a bordo de um caminhão de dinheiro, nada disso. Só sabe jogar, muito mais do que a imensa maioria de tantos badalados que andam por aí.

Nesta noite de quinta, Souza finalmente estreou pelo Fluminense na vitória por 3 a 1 sobre o Macaé, já que há duas rodadas foi expulso antes de levantar véu de seu talento. Fez dois gols – um de falta, outro de puro oportunismo.

Dinamizou o meio-campo de seu time e plantou na cabeça de Muricy uma interrogação: como aproveitá-lo quando todas as estrelas do time estiverem a postos.

Ora, Muricy sabe melhor do que ninguém que sempre haverá um lugar para Souza nesse ou em qualquer outro time de futebol.

Divã mágico

Não há divã mais mágico do que uma boa vitória. Ou duas, ou três, como o Palmeiras completou no Paulistão nesta noite de quinta-feira.

Na volta gloriosa de Marcos, depois de longa ausência, o Verdão meteu 3 a 1 no Paulista, com categoria e já alcançou a vice-liderança do campeonato, ultrapassando o São Paulo, nas contas de desempate por pontos.

Na verdade, o atual time palmeirense não é tão ruim como se diz por aí. Diria que está na média, entre os grandes. Paulistas. Parecia mais estar num patamar mais baixo por tudo que tem cercado sua atribulada vida nos últimos tempos.

Mas, nova direção, vida nova, sobretudo porque a nova direção fez o óbvio: botou a folha de pagamento dos jogadores em ordem.

Não, nada disso. Não é que jogador só joga se levar dinheiro. Mas, convenhamos, ninguém trabalha feliz e a mil por hora com salários atrasados, essas coisas. Enquanto a bola rola, você fica pensando como vai pagar a hipoteca, a prestação do carro, o aluguel, o quitandeiro, seja lá qual for o seu nível de vida e o tipo de seus empenhos.

Então, se a questão do Palmeiras era claramente mais emocional do que técnica, o que vier para aliviar a alma de seus jogadores será sempre bem-vindo.

E o resultado, que queiram ou não, se reflete em campo.

Notas relacionadas:

  1. ROGÉRIO, TIMÃO, VERDÃO E DECISÃO
  2. SOUZA E O ANONIMATO
  3. SOUZA E O LEÃO DOURADO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , ,

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011 Campeonatos Estaduais, Seleção Brasileira | 16:13

NENÊ? E POR QUE NÃO?

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Parece até transmimento de pensação, como dizia o caipira. Pois, outro dia, estava vendo um jogo do PSG, em que o grande destaque foi o meia Nenê, e me veio à cabeça a possibilidade de o ex-craque do Palmeiras e do Santos merecer uma chamada de Mano.

Claro que não há nada de esotérico nisso. Afinal, creio haver uma sintonia fina entre a minha maneira de ver o futebol e a do técnico brasileiro, que tenta resgatar nosso estilo verdadeiro de jogar bola na Seleção, tão vilipendiado nos últimos tempos.

Eis, pois, que leio na Internet declaração do treinador, segundo a qual está de olho em Nenê, abrindo até a perspectiva de chamá-lo dias desses. Canhoto, hábil, solidário, e agora até goleador, Nenê não é nenhum super craque, mas pode, sim, vir a ser útil, sobretudo com sua experiência internacional, nessa fase de transição da equipe brasileira.

Cariocão

O Fluminense, que acaba de apresentar mais dois reforços – o volante-zagueiro Edinho e o atacante Araújo, revelado pelo Goiás anos atrás -, estreia no Cariocão ainda sem Conca e Emerson, mas com Souza e Deco armando as jogadas para Tartá e Fred.

Sugestiva formação, diga-se, para pegar o Bangu no Engenhão.

Claro que o campeão brasileiro não estará cintilando desde já, assim como todos os outros grandes do Brasil, que tiveram sua pré-temporada capada pela imediata disputa dos estaduais.

Mas, é de se esperar coisa de meia hora de bom futebol do Flu, pelo menos.

Já o Botafogo, que recebe o Duque de Caxias, na rodada dupla do Engenhão, ainda não poderá contar com seus novos reforços – Rodrigo Mancha, volante, ex-Santos; o meia-atacante Everton e o uruguaio Arévalo “Cacha” Rios, contratado para substituir Leandro Guerreiro.

O esquema é praticamente o mesmo do Brasileirão, com três zagueiros de ofício, e as estrelas solitárias do Botafogo continuam sendo o técnico Joel e o centroavante Loco Abreu.

Vejamos no que vai dar.

Paulistão

O campeão paulista, ainda desfalcado de uma batelada de titulares, recebe o Mirassol, no Pacaembu, com duas novidades de escol: Jonathan, ex-Cruzeiro, e Elano, na sua reestreia no clube da Vila.

Na sua estreia no Paulistão, o Santos não brilhou, mas goleou, e a manutenção da base vitoriosa sempre dá um novo estímulo.

Já São Paulo e Corinthians não golearam na rodada de abertura, mas venceram seus jogos, o que também serve para animar a tropa.

O Tricolor tem a vantagem de reincorporar dois titulares contra o caçula São Bernardo, que entrou com o pé direito na competição, no fim de semana: Dagoberto e Marlos. Ao contrário do Corinthians, que vai a Bragança sem Ronaldo Fenômeno, aquele que faz diferença, mesmo longe de sua melhor forma física.

Por fim, o Palmeiras, único grande paulista a tropeçar na estreia do Brasileirão, empatando por 0 a 0 com o Botafogo. Ainda sem Valdívia (até quando?) e com Lincoln contundido, Felipão terá de tirar da manga do colete um armador para dar uma pitada de sal no seu meio-campo. Ora, colmo colete não tem manga…

Seleção Europeia

Por falar em estrela solitária, o lateral-direito Maicon é o único brasileiro escalado na Seleção da Uefa de 2010. Em contrapartida, o Barça cede nada menos que meia dúzia de craques: a dupla de zaga Piqué e Puyol, Xavi, Iniesta, Messi e David Villa, ratificando mais uma vez – o Barça é o melhor do mundo, tanto coletivamente quanto individualmente.

E olhe que, no ano findo, Danel Alves, também do Barça, jogou mais do que Maicon, sobretudo no segundo semestre quando tomou a posição do interista na Seleção Brasileira de Mano Menezes. Seriam, portanto sete.

Completam a equipe o goleiro Iker Castillas e Cristiano Ronaldo, do Real, o meia Sneijder, da Inter, e o inglês Ashley Cole, do Chelsea, formando um time dos sonhos que, infelizmente, nunca entrará em campo de verdade: Casillas; Maicon, Piqué, Puyol e
Cole; Xavi, Iniesta e Sneijder; Messi, David Villa e Crstiano Ronaldo.

Renato x Grêmio

A lua-de-mel do técnico Ronaldo Gaúcho e a direção do Grêmio chegou a um impasse, digamos, a primeira briga do casal, consequência da vitória da oposição nas urnas tricolores.

Renato, dizendo-se cansado de tanta trabalheira e de olho exclusivo na pré-Libertadores, anunciou publicamente que não irá aos jogos de seu time no interior gaúcho e que, talvez, nem participe em campo do Gre-Nal, o que, lá nos pagos, significa mais do que uma heresia.

E, mais: contrariando os desejos da nova diretoria, espalha aos quatro ventos o andamento de sua renovação de contrato, as buscas por novos reforços e tal e cousa e lousa e maripousa.

Pelo visto, isso não vai dar certo.

Tudo bem: Renato é uma legenda na história do Grêmio, como jogador, e, como treinador, conseguiu a proeza de elevar o time da zona do rebaixamento à vaga na Libertadores, no Brasileirão passado.

Mas, sacumé, nessa fogueira de vaidades que arde sem cessar no mundo do futebol, se o cara não souber evitar as fagulhas, acaba sendo mesmo é fritado.

*Leia mais sobre Nenê no blog de futebol francês do iG Esporte clicando aqui

Notas relacionadas:

  1. PALMEIRAS? DEIXE-ME EXPLICAR
  2. FÓRMULAS E EUFORIAS
  3. CARIOCAS, LOGO LÁ
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

domingo, 9 de maio de 2010 Campeonato Brasileiro, Futebol internacional | 19:26

SÓ PODIA VENCER

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Bem, ao Corinthians não restava nada menos do que a vitória, depois da pífia campanha no Paulistão e da desclassificação na Libertadores. Afinal, jogava em casa e o adversário, de tradicional camisa, o Furacão, não nada lá bem das pernas.

E não é que o Atlético saiu na frente? Uma bola alçada à área por Wagner Diniz passou por todo mudo e morreu nas redes alvinegras.

E olhe que o Timão demorou para reagir. Reagiu, porém, no segundo tempo, quando o Atlético já estava sem um jogador, simplesmente o craque da equipe – Paulo Baier. Mas, só chegou ao empate depois da entrada de Souza no lugar do lateral Alessandro. Souza empatou e sofreu o pênalti que Ronaldo converteu no gol da vitória.

Isso, claro, depois de forte pressão exercida pelo Corinthians, sobretudo depois da segunda expulsão do goleiro atleticano.

Mas, cá entre nós, vai ter de melhorar muito esse time para transformar o centenário numa celebração.

Empate misto

No Maracanã, Flamengo e São Paulo, de olho ainda na Libertadores, entraram em campo com times mistos – parte reserva, parte titular. E não deu outra: 1 a 1, gols de Washington, em bela trama do ataque tricolor, e Denis Marques, em lançamento primoroso lá de trás de Michael.

O São Paulo foi melhor no primeiro tempo e o Fla, no segundo.

Resultado, porém, mais favorável ao São Paulo. Não apenas porque arrancou um empate do campeão brasileiro no Maracanã, mas, principalmente, porque revelou equilíbrio para trabalhar dignamente com tantos reservas.

Vitória mista

Misto por misto, deu Cruzeiro no Beira-Rio, graças ao títular indiscutível, Kleber, o Gladiador, que marcou os dois de seu time, nos 2 a 1 sobre o Inter.

E assim esses dois grandões do Brasil vão seguindo caminhos opostos na temporada: enquanto o Cruzeiro ascende, o Inter regride, quando não empaca. E olhe que ambos têm elencos de excelência comparável.

Galo não perdoa

Enquanto isso, o Galo não perdoa: recuperou-se rapidamente da queda diante do Santos, na Copa do Brasil, para bicar o Almirante no Mineirão: 2 a 1, sem gols de Tardelli, imagine!

Quer dizer: aquele de Muriqui deveria ser creditado a Tardelli, cujo disparo tinha endereço certo; Muriqui apenas empurrou já sobre a linha do gol.

Mas, o Galo, escreva, vai ainda dar o que falar neste Brasileirão.

LÁ FORA

O Bayern, sob o comando desse magnífico canhoto holandês, Arjien Robben, autor de dois gols, ao bater o Hertha, em Berlim, por 3 a , sagrou-se campeão alemão já, o que lhe dá moral e folga para esperar o embate com a Inter de Milao, pelo título europeu.

Inter que, apesar de meter 4 a 3 no Chievo, terá de buscar a faixa de campeão italiano na rodada final, pois a Roma, que venceu o Cagliari por 2 a 1, continua na sua cola.

Pau a pau também continua o Campeonato Espanhol, com o Barça um passo à frente do Real. Ambos venceram bem no sábado. O Barça, depois de disparar 3 a 0 sobre o Sevilha, na Andaluzia, relaxou e tomou dois gols no fim, um deles, de Luís Fabiano, mas teve pleno domínio da partida. E o Real goleou o Bilbao em casa, por 5 a 1, em mais uma exibição de gala de Cristiano Ronaldo, que voltou a jogar aquela bola dos tempos de melhor do mundo. Essa encrenca só se decide na rodada final.

Já o mais espetacular campeonato nacional do mundo acabou, espetacularmente: o Chelsea simplesmente massacrou em casa o Wigan – 8 a 0. Isso mesmo: 8 a 0! O que não chega a ser grande surpresa, já que o Chelsea, neste torneio somou duas goleadas por sete gols e alcançou, no final, a marca de 103 gols na campanha inglesa. Um prodígio! E, que diria, sob o comando do italiano Carlo Ancelotti, tido e havido, na época em que dirigia o Milan, como emérito retranqueiro, o que sugere a paródia do velho ditado: em Roma, como os romanos; em Londres, como os londrinos.

Sim, porque o vice-campeão, que tentava o tetra inédito no futebol inglês, o Manchester United, despediu-se com uma goleada por 4ª 0 sobre o Stokes, no Teatro dos Sonhos, Lá ganha quem faz mais gols, claro.

Notas relacionadas:

  1. DOMINGO TENSO
  2. PALMEIRAS, INTER E CRUZEIRO, NA MOSCA
  3. O DOMINGÃO E OS DIABOS CAMPEÕES
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , , ,

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009 Clubes brasileiros, Libertadores | 18:24

NOVOS RUMOS DO TIMÃO

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Roberto Carlos já está por aqui. Só falta vestir a camisa do Timão e mandar bala, o que não é força de expressão, com aquele canhão na canhota que ele lubrifica ano após ano de sua gloriosa carreira.

Aliás, esse é seu maior atributo, além da força no ataque e os cruzamentos bem executados, nos últimos anos, lá da altura da intermediária adversária, colado à linha lateral.

Obviamente, não tem mais a velocidade dos seus tempos de União São João e Palmeiras, onde se revelou e se projetou para o mundo – Inter de Milão, Real, Seleção etc.

Assim como nunca se destacou como marcador de excelência, o que pode até sugerir uma mudança de rumo tático do técnico Mano Menezes, formalizando os três zagueiros, para liberar ao máximo a nova estrela do Parque como o que se convencionou chamar de ala, neste milênio de tantas invenções – uns, verdadeiras maravilhas do engenho humano; outros, rematadas bobagens.

O que conspira contra essa alternativa é o fato de que o Corinthians reforçou-se seriamente no meio de campo e no ataque, o que seria um desperdício, pois, alguém, lá meio ou na frente, teria de pagar o pato.

Assim, fico pensando pela cabeça de Mano. Qual seria o time titular do Corinthians nesta empreitada em busca do único título expressivo que lhe falta – o da Libertadores da América?

Bem, ouso arriscar: Felipe; Alessandro, William, Chicão e Roberto Carlos; Edu, Tcheco, Elias e De Federico; Iarley e Ronaldo Fenômeno. Se der liga, um timaço!

AINDA MAIS TRICOLOR

O Tricolor gaúcho, se todos esses negócios em andamento derem certo, será mais Tricolor paulista do que nunca, com Souza, Leandro, Hugo e Borges, todos heróis da conquista do tri brasileiro pelo São Paulo – uns, mais; outros, menos.

Aliás, o começo da queda do São Paulo, no primeiro semestre do ano, deu-se a partir das saídas de Souza e Leandro, em meio à euforia das contratações da trupe de outro Tricolor, o carioca, capitaneada pelo artilheiro Washington.

Aqui mesmo adverti que o São Paulo sofreria mais do que esperava a ausência de Leandro e Souza, dois jogadores de extrema habilidade, mobilidade e versatilidade, ainda que não tivessem o devido reconhecimento da mídia esportiva em geral e dos torcedores.

Mas, eram os dois que dinamizavam o então campeão, suprindo as deficiências do sistema com três zagueiros.

O mesmo dinamismo que o Grêmio poderá ganhar com a presença deles e, ainda por cima, de Hugo – que, diga-se, teve excelente passagem pelo Olímpico, antes de voltar ao seu berço – e de Borges, sacrificado no Morumbi pela chegada de Washington.

Notas relacionadas:

  1. O VAIVÉM DA MUDANÇA DE ANO
  2. TRICOLORES, VASCO E TIMÃO
  3. A QUEDA DE MURICY
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

quinta-feira, 4 de junho de 2009 Campeonato Brasileiro | 23:42

O AZAR DO PEIXE E A VAIA NO OLÍMPICO

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Ah, que pena aquela bola cabeceada por Kleber Pereira que se chocou com o poste esquerdo de Neneca, quando o juiz levava o apito final à boca. Sim, porque se aquela bola tivesse entrado, o Santos venceria o Santo André por 4 a 3, e agora estaria na vice-liderança do Brasileirão, posição mais digna para quem aposta nesse futebol leve, envolvente e ofensivo apresentado lá no ABC.

Sim, sei bem: no jogo dos ses, teríamos também de computar aquele pênalti escandaloso – melhor:criminoso – de Fábio Costa em Gustavo Nery, uma entrada tão intempestiva que atirou o adversário na maca, e, de lá, ao hospital, literalmente. Pois não é que o juiz, de frente pro crime, deu simplesmente bola fora?  

Mesmo porque o Santo André também encarou o Peixe de frente, pôs a bola no chão, e, sob o comando de Elvis e o arroubo de Cicinho, fez seus dois gols iniciais com Nunes, que acabou sendo expulso, tirando do seu time a chance de brigar pela vitória até o fim.

Mas, é que o melhor ataque do campeonato até aqui, com catorze gols, mereceria esse prêmio, não fosse a defesa ter vacilado tanto nas bolas altas e naquele pênalti de Luizinho, absolutamente desproposital.

Vale, contudo, a expectativa de que o Peixe siga singrando esses mares que são sua praia tradicional: um futebol gostoso de se ver e, ao mesmo tempo, eficiente.

A VAIA QUE CONSAGRA

O Grêmio, que dividido em duas frentes de batalha não vem bem no Brasileirão, estava vacilante no primeiro tempo do jogo com o Náutico, no Olímpico. Insatisfeita, a torcida gremista passou a vaiar Souza e Ruy, que tentavam as jogadas em profundidade, em vão.

Eis que Alex Mineiro enfia bela bola para Souza (impedido?) – gol, aquele gol que baixa a temperatura da galera e do time. No segundo, Maxi López amplia e Souza fecha o placar, em novo passe de Alex, tocando no canto do goleiro. Com frieza e destreza.

Que me perdoe o amigo tricolor, mas vaiar o Souza nesta quadra da vida do Grêmio?

Notas relacionadas:

  1. PALMEIRAS, INTER E CRUZEIRO, NA MOSCA
  2. CLÁSSICOS DE DOMINGO
  3. PEIXE, DE GOLEADA; INTER, LÍDER…
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

terça-feira, 28 de abril de 2009 Clubes brasileiros, Libertadores | 22:52

SOUZA E O LEÃO DOURADO

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Em pouco tempo, o Grêmio resolveu a questão no Olímpico: logo no primeiro tempo, meteu 3 a 0 no Chicó, saltou para a liderança geral da Libertadores, assegurando assim a vantagem do mando de campo até o fim do torneio ou de sua participação.

No segundo tempo tempo, ficou cozinhando o galo, enquanto restava ao Chicó uma escassa chance de gol, em pênalti cobrado duas vezes por Caneo – no primeiro, a bola entrou, mas houve invasão de área; na repetição, Vítor, esse goleirão do Tricolor que já anda merecendo ser chamado para a Seleção.

Mas, o sal do jogo foi Souza, autor de dois gols (o terceiro foi de Leo).

No primeiro, avançou pela meia-esquerda, e, na chegada do zagueiro, meteu uma trivela com o externo do pé direito, encobrindo o goleiro que dera um passo à frente. Fosse Ronaldo, e esse gol estaria girando mundo e causando vertigens na mídia. Mas é apenas o nosso Souza, um desses tantos Souzas que saem menino das Alagoas matando um leão por dia no mais profundo anonimato.

Sim, sei bem: Souza não é nenhum retirante anônimo vagando atônito pela metrópole fria e insensível. Nada disso: o rapaz já deve ter seu pé de meia, vestiu a camisa do Botafogo, foi campeão do mundo e bicampeão brasileiro pelo São Paulo, tem contrato com o Paris St. Germain e está abafando no Grêmio.

Mas, apesar de ser um dos raríssimos meias (meia, volante, lateral, atacante, o que quiserem) hábeis, de chute forte e exato, cruzamentos precisos e tal e cousa e lousa e maripousa, segue invisível paara a grande mídia, como se fosse aquele misterioso escultor de círculos nos campos da Grã-Bretanha.

O LEÃO DOURADO
Em vez de Leão Encantado, o Sport anda merecendo ser chamado agora de Leão Dourado por força do novo hábito de se vestir dessa cor na bela saga da Libertadores.

E será assim, dourado, que subiu o morro para enfrentar a já desclassificada LDU, em Quito, em busca da primeira colocação em seu grupo que se extingue nesta quarta-feira. Não creio que terá de enfrentar muito mais do que a altitude, o que complica mas não destrói.

A propósito, quando ainda rapaz acompanhava pela tv e no cinema os filmes da Copa de 58, que aqui chegavam com dois, três dias de atraso, e lia as manchetes dos jornais e revistas que batizavam aquele time maravilhoso de A Seleção de Ouro, ficava imaginando que bem poderia ser assim dali pra frente: nosso esquadrão, de Djalma Santos a Zagallo, todo ele paramentado de ouro, da cabeça aos pés.

Afinal, aos meus olhos e dos estetas de verdade, aquela combinação de verde, amarelo, azul e branco, assim distribuidas as cores da gola aos meiões, parecia, digamos, um tanto excêntrica, vá, para não melindrar ninguém.

Ora, se a cor predominante é o amarelo da camisa; e o amarelo, segundo aprendíamos na escola, no tempo em que escola havia, representa nossa riqueza – o ouro simbólico -, por que não derramá-lo por todo o uniforme, tornando-o compacto e brilhante como o futebol que exibimos na Suécia e repetiríamos no Chile, em seguida, e, mais tarde, em tantos outros quadrantes do mundo?

Bobagem, bem sei. Uma dessas idéias que surgem ao longo do rito de passagem e que alçam vôo assim, ó, como o doce pássaro da juventude, e se perdem no céu já escurecendo da memória.

Notas relacionadas:

  1. VERDÃO, PRIVACIDADE, GRÊMIO, PATO…
  2. SELEÇÃO, PAULISTÃO E GRÊMIO
  3. SOUZA E O ANONIMATO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , ,

segunda-feira, 30 de março de 2009 Clubes brasileiros | 18:31

SOUZA E O ANONIMATO

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O preconceito permeia o universo do futebol como um filete de mercúrio, contaminando tudo o que toca.

Com base neste ou naquele caso, eventual ou não, de repente, timbra-se alguém – jogador, técnico, cartola, cronista, juiz etc. – com um clichê que acompanhará o coitado pelo resto da vida. O sujeito pode fazer as maiores pirotecnicas para se livrar do estigma que sempre surgirá alguém apontando-lhe o dedo escarnado do preconceito. Fulano é ladrão, pronto!, pode entregar todos os seus bens à associação de amparo da esquina que seguirá sendo ladrão pela eternidade. Fulano é velho, logo está gagá e não sabe o que diz. Beltrano é preto, e você sabe, preto quando não na entrada… Sicrano é… E assim vai.

Ninguém, na verdade, é. Está. Foi ou será, embora sempre guarde algumas características, genéticas talvez, básicas.

O fato é que somos mutantes sociais, ainda que geneticamte programados em alguns aspectos (apesar de todos os avanços, sabemos pouco a respeito). Como no samba antológico de Noel - Pela Décima Vez -, O costume é a força que fala mais alto do que a natureza (sutil furto ao Positivismo de Augusto Comte, pensador que já teve seu auge no início do século XX), o meio interfere sobre a origem.

Dou essas voltas na minha filosofice de botequim para chegar em Souza, um tema - citado ali embaixo como possível opção para Dunga na meia da Seleção -, para muitos, prosaico, absolutamente dispensável. Pode ser. Afinal, Souza, aos 30 anos, carrega o estigma de jogador comum, nada excepcional, que jamais mereceria uma chamada pra Seleção, sobretudo agora, ao beirar a idade limítrofe  (outro preconceito) para qualquer jogador de bola.

Pois, de comum nada tem esse craque. Claro, não é, nunca foi, um Kaká, um Ronaldinho Gaúcho dos bons tempos, muito menos um Zizinho, um Didi, um Gérson, longe disso.

Mas, trata-se de um jogador de tanta habilidade quanta versatilidade, combinação incomum nos tempos atuais.

Admiro seu futebol desde os tempos em que levou a Briosa às semifinais do Paulistão, há seis anos, o que lhe valeu a contratação pelo São Paulo, onde foi valiosa peça, principalmente pela versatilidade, na conquista do bi do Brasileirão.

Aliás, sempre que me refiro a Souza, gosto de imaginá-lo como aquele boleiro solitário que chega à beira do campo de várzea com a chuteira embrulhada em folhas de jornal, e fica ali apreciando, até que alguém lá de dentro chama sua atenção:

- Joga de quê?

- Qualquer uma

- Então, entra.

E o bicho entra, de volante, de lateral-direito, de meia-armador, de meia-ofensivo, de atacante, onde tiver uma vaga. E joga, porque sabe jogar: dribla fácil, faz preciosas assistências, bate faltas com precisão, marca e se movimenta o tempo todo por qualquer canto do gramado. Ouso dizer que poucos no mundo cruzam na medida como Souza.

Mas, Souza é o Souza, um Silva qualquer, desses que nasceram e morrerão com a marca dos anônimos na testa.

Uma pena, sobretudo para essa Seleção de tantos indigentes técnicos.

Notas relacionadas:

  1. O VAIVÉM DA MUDANÇA DE ANO
  2. A MANCADA DE LUXA
  3. SELEÇÃO, PAULISTÃO E GRÊMIO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , ,

sábado, 31 de janeiro de 2009 Campeonatos Estaduais | 18:28

QUASE GALA

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Não, não foi uma exibição de gala do Timão. Mas, quase. Sobretudo naquele finalzinho, depois de sacramentar a goleada por 4 a 1 sobre o Oeste, quando perdeu mais três ou quatro chances claras para ampliar o placar. Numa delas, Elias desferiu tiro cruzado no pé do poste direito, goleiro já batido.

No primeiro tempo, não foi fácil, embora o Corinthians tivesse a bola a seus pés o tempo todo e obtido seu primeiro gol, contra, de Adriano, logo aos 2 minutos de partida.

Mas, no segundo, o Oeste foi reduzindo seu poder de marcação, enquanto o Corinthians acelerava o toque de bola, e a goleada se desdobrou naturalmente: Otacílio, de cabeça, Chicão, de falta, e Souza, de pênalti, contra o gol solitário do Oeste, marcado por Dias, de pênalti, num dos raros ataques do time de Itápolis.

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  1. AH, TIMÃO…
  2. TIMÃO, TRICOLOR E PEIXE
  3. O VAIVÉM DO PAULISTÃO
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